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Mais do que camisa verde-amarela, Lula leva a Fidel apoio do Brasil à Revolução

4 de março de 2014
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Lula, em visita a Fidel, presenteia-o com uma camisa da seleção
brasileira de futebol.

Via Correio do Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no encontro da terça-feira, dia 25, com Fidel Castro, em Cuba levou na bagagem mais do que uma camisa da seleção brasileira, com a qual presenteou ao ex-premiê cubano. Líderes consagrados na América Latina, Lula e Fidel conversaram sobre os rumos da revolução bolivariana e os riscos que corre, atualmente, diante de uma série de ataques da ultradireita fascista, na Venezuela. Mas o ponto alto da visita de Lula à Ilha, de onde voltou neste fim de semana, ficou no campo.

Lula e o senador Blairo Maggi (PR/MT) visitaram plantações de soja e feijão da empresa agrícola militar Cubasoy, em Ciégo de Ávila. Segundo nota no site do Instituto Lula, o objetivo da visita foi o de promover o intercâmbio técnico para aumentar a produtividade dessas culturas em Cuba. Maggi, convidado por Lula para a viagem, propôs que os cubanos conheçam suas fazendas de soja, milho e algodão no Mato Grosso, onde a produtividade é de duas a quatro vezes maior que a de Cuba.

Maggi é apontado como o maior produtor individual de soja do mundo. Formado em Agronomia pela Universidade Federal do Paraná, começou a plantar soja em Itiquira, no Sul de Mato Grosso. O negócio prosperou até se tornar o grupo Amaggi, cujos negócios hoje abrangem outras áreas.

A Cubasoy foi criada em 2006, pelo governo cubano, e mantém contato com a Embrapa para melhorar a produção de soja da ilha. Entre suas principais necessidades, estão melhores conhecimentos sobre o solo, acesso a sementes modernas e mais maquinário.

Política regional

Em Havana, Lula e os principais líderes da revolução cubana conversaram sobre a série de ataques à esquerda na América do Sul. Em encontro com o presidente Raul Castro, eles conversaram sobre a crise política na Venezuela, econômica na Argentina e eleições no Brasil que podem mudar correlação de forças de forma brusca. Nenhum detalhe sobre essa conversa foi liberada aos jornais.

Outro ponto forte da viagem, encerrada na véspera, é a formação, este ano, de 350 jovens brasileiros que foram para a ilha estudar medicina gratuitamente. Um grupo destes estudantes que se formarão médicos em julho e voltarão para o Brasil para ajudar suas comunidades, se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta terça-feira, em Havana.

Os estudantes convidaram Lula para voltar para Cuba em julho, para o ex-presidente participar da formatura dos brasileiros após seis anos de estudo de medicina. Eles também conversaram da necessidade de mudanças no processo de validação do diploma de brasileiros que estudam medicina no exterior e do programa Mais Médicos, que atingirá o número de 13 mil médicos cubanos para atender em locais onde não houver profissionais brasileiros dispostos a atuar.

Os estudantes disseram querer retornar ao Brasil para participar do programa e atuar em comunidades carentes com uma prática mais humanista da medicina.

“Parabéns, vocês são motivo de orgulho para nós”, disse Lula para os estudantes.

O ex-presidente falou que vai estudar a possibilidade de vir para a formatura deles em julho.

“Eu espero que quando retornarem ao Brasil, voltem com muita vontade de trabalhar. Nem sempre vai ser fácil, mas quando vocês vieram para cá, vieram com esse objetivo, de serem médicos, de sobreviver da medicina, mas sem transformar a medicina em mercantilismo”, concluiu.

Em Cuba, Dilma agradece por Mais Médicos e diz que bloqueio é “injusto”

27 de janeiro de 2014

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Com informações do Blog do Planalto

O Brasil quer tornar-se parceiro econômico de primeira ordem para Cuba. Acreditamos que estimular essa parceria é aumentar o fluxo bilateral de comércio. São grandes as possibilidades de desenvolvimento industrial conjunto, no setor de saúde, e medicamentos, vacinas nos quais a tecnologia de ponta é dominada por Cuba”, declarou.

Ao comentar as possibilidades comerciais entre os dois países, Dilma aproveitou para citar o programa que leva médicos, incluindo estrangeiros, para trabalhar nas periferias das grandes cidades e no interior do Brasil.

“Queria aproveitar para agradecer ao governo e ao povo de Cuba pelo enorme aporte ao sistema brasileiro de saúde por meio do Programa Mais Médicos. [A presença dos cubanos] É amplamente aprovada pelo povo brasileiro”, afirmou Dilma em seu breve discurso.

Na semana passada, o governo federal anunciou a vinda de mais 2.000 profissionais cubanos para se somarem aos 5.400 que já atuam no país (equivalente a cerca de 77% dos participantes).

No início do segundo semestre de 2013, a chegada dos cubanos enfrentou grande resistência pela classe médica brasileira, e diversos profissionais chegaram a ser hostilizados.

Dilma participou da inauguração da primeira fase do porto de Mariel ao lado do presidente cubano, Raul Castro. Também estiveram presentes diversos chefes de Estado da região, incluindo Nicolas Maduro (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia). Eles estão em Cuba para participar da 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que começa na terça-feira, dia 28.

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Porto de Mariel gera mais de 150 mil empregos no Brasil e US$800 milhões gastos integralmente na exportação de bens e serviços

Via Blog do Planalto

As obras de modernização do Porto de Mariel e sua estrutura logística exigiram investimentos de US$957 milhões, sendo US$682 milhões financiados pelo Brasil e o restante aportados por Cuba. Para aprovação do crédito, o BNDES acordou com o governo cubano que, dos US$957 milhões necessários, pelo menos US$802 milhões fossem gastos no Brasil na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros. Isso proporcionou a centenas de empresas brasileiras a oportunidade de participar do empreendimento, mediante a exportação dos serviços que prestam e dos bens fabricados no Brasil.

Mauro Hueb, diretor-superintendente em Cuba da Odebrecht, empresa brasileira responsável pelas obras em sociedade com a Quality, companhia vinculada ao governo cubano, fala da contrapartida gerada para as exportações no Brasil.

“É importante ressaltar que US$800 milhões foram gastos integralmente no Brasil para financiar exportação de bens e serviços brasileiros para construção do porto e, como consequência disso, gerando algo em torno de 156 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, quando se analisa que a partir de cada US$100 milhões de bens e serviços exportados do Brasil, por empresas brasileiras, geram-se algo em torno de 19,2 mil empregos diretos, indiretos e induzidos”, explicou Hueb.

A zona que foi criada na região do Porto de Mariel é uma área equivalente a 450 km² que vai contar com toda a infraestrutura adequada para receber empresas de alta tecnologia e de tecnologia limpa. Segundo Hueb, o governo brasileiro fez um trabalho de promoção da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel mundo afora e já começa a perceber a chegada de grupos empresariais para buscar negócios e investimentos no porto.

Cesário Melantonio Neto, embaixador brasileiro em Cuba, destaca os ganhos para o comércio internacional do Brasil com a maior inserção do país na América Central e no Caribe.

“O Porto de Mariel é importante para aumentar a inserção caribenha do Brasil. Evidentemente o Brasil tem uma inserção maior no nosso entorno regional, que é a América do Sul. O Brasil tem historicamente uma inserção menor na América Central e também no Caribe. Provavelmente, com a vinda de empresas brasileiras para se instalarem no Porto de Mariel, que é um porto que oferece uma série de vantagens fiscais, mais ou menos como o modelo das zonas de processamento de exportação (ZPE) no Brasil, com sistema de drawback, sem limite de remessas para múltiplos de dividendos, haverá uma maior presença comercial do Brasil, não só em Cuba, mas em toda a região. Essa que é a importância para o Brasil do Porto de Mariel”, diz.

Hipólito Rocha Gaspar, diretor-geral em Cuba da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) também destaca o impacto para as exportações brasileiras.

“Desde o momento que se decidiu fazer, há cinco anos atrás, isso tem implementado grandemente a presença brasileira no país, nas exportações. Com a obra de Mariel, mais, praticamente, 500 empresas se beneficiaram com essa obra, onde essa obra vai representar um momento diferente comercial de Cuba para o mundo… eu acho que nós usaremos também Mariel para o crescimento das nossas exportações”, afirma.

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Inauguração do Porto de Mariel faz parte do processo de transformação econômica de Cuba, afirma embaixador

Via Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff participa, nesta segunda-feira (27), da inauguração do Porto de Mariel, localizado a 40 quilômetros de Havana, em Cuba. Segundo o subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antônio José Ferreira Simões, o compromisso é o ponto mais importante da viagem presidencial, e o empreendimento, que conta com papel importante do Brasil, levará a uma transformação do país caribenho.

“Um dos pontos mais importantes da visita da presidenta Dilma a Cuba será a inauguração do Porto de Mariel. Quando concluído, ele será o principal porto do Caribe. Junto a Mariel, será instalada uma zona econômica especial. Nessa zona econômica especial, nos moldes do que já existe na China, haverá um elemento muito importante, industrial, e esse componente industrial terá um elemento transformador muito importante em relação a Cuba”, afirmou.

Em conversa com o Blog do Planalto, o embaixador destacou o papel significativo que o Porto de Mariel tem para o Brasil. De acordo com Simões, na área, que será uma grande plataforma de exportações, poderão ser instaladas empresas brasileiras de diversos seguimentos, como vidro, tabaco e de medicamentos.

“O Brasil teve ali um papel muito importante: primeiro, é uma empresa brasileira quem constrói o porto; segundo, há um financiamento do Brasil para a venda de produtos e serviços brasileiros para a construção do porto. Outro ponto extremamente importante é que esses elementos todos ajudarão a levar a uma transformação de Cuba; a fazer com que se possa apoiar, dessa maneira, a chamada atualização do modelo econômico”, completou.

Oportunidade de negócios

Segundo analistas econômicos, o fato de uma empresa brasileira participar ativamente da obra coloca o empresariado nacional em posição também privilegiada para investir nesse novo espaço comercial. Para estimular a atração de investimentos ao Porto de Mariel, a zona econômica especial oferecerá incentivos e regimes de tratamento especial aos concessionários e usuários. Estes incentivos abrangerão questões aduaneiras, tributárias, monetárias, bancárias e trabalhistas.

No dia 21 de novembro, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), realizou o seminário Oportunidades de Investimentos em Cuba, quando apresentou os principais segmentos da economia cubana de interesse para o setor privado brasileiro, como o de biotecnologia, farmácia, agropecuária, turismo, mercado imobiliário, embalagens, agricultura, tecnologia e infraestrutura, áreas que estão sob o guarda-chuva da Zona Especial de Desenvolvimento cubana. A expectativa sobre a participação no Porto de Mariel é que as empresas brasileiras se instalem ali não apenas para produzir e gerar negócios, mas principalmente para gerar exportações para o Brasil.

Serra dançou: Tropa de choque da Folha desembarca em Recife para apoiar Eduardo Campos

17 de outubro de 2013

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O diretor Otavio Frias Filho, acompanhado da equipe de direção do jornal, tem na quinta-feira, dia 17, encontro de gala com o governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência, Eduardo Campos. Além de conversa de horas, estão marcadas visitas a obras em Pernambuco, como ao porto de Suape. A visita acontece um dia depois de a Folha publicar reportagem acusando a presidente Dilma de entregar casas sem água e luz na Bahia. Em tempo: não foi Campos quem desembarcou na Barão de Limeira, mas o dono do maior jornal do País quem levou sua equipe à capital pernambucana, incluindo o editor-executivo da Folha, Sérgio Dávila, o colunista Vinicius Torres Freire e o secretário de redação Rogério Gentile.

Via Pernambuco 247

O diretor da Folha de S.Paulo, Otavio Frias Filho, acompanhado da equipe de direção do jornal, tem um encontro marcado com o governador de Pernambuco e pré-candidato da oposição à Presidência da República, Eduardo Campos, na quinta-feira, dia 17. Junto com Frias estão o editor-executivo da Folha, Sérgio Dávila, o colunista Vinicius Torres Freire e o secretário de redação Rogério Gentile.

O grupo desembarca em Recife, onde jantará com o presidente do PSB. Além de uma conversa de horas com o governador, a fim de aproximá-lo de toda a cúpula do jornal, estão marcadas visitas a diversas obras do Estado, como o porto de Suape, um dos maiores do Brasil, situado na região metropolitana da capital pernambucana.

O partido considera fundamental a entrada do projeto de Eduardo Campos em São Paulo, não apenas politicamente. A ida do maior jornal do País a Pernambuco representa fortemente o início dessa aproximação. Um dos estrategistas de Campos afirma que a nova aliada do governador, Marina Silva, é sua “carta de apresentação” no Estado, segundo o colunista de O Globo, Ilimar Franco.

Sem Marina, acredita-se que ele teria de se aliar ao governador tucano Geraldo Alckmin. Os membros do diretório paulista querem fechar alianças o quanto antes, para assim definir a estratégia da candidatura do governador no Estado. Acontece que ele próprio não tem pressa com as definições. O objetivo agora é alinhar os objetivos do PSB e da Rede, partido criado por Marina.

A visita da tropa de choque da Folha acontece um dia depois de o veículo publicar, na capa, uma reportagem que acusa a presidente Dilma Rousseff de inaugurar residências do programa Minha Casa Minha Vida sem água e energia elétrica. A matéria foi esclarecida depois com uma nota da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia, Coelba, que explicou que apenas os donos dos imóveis podem pedir a ligação.

Dilma será aplaudida por outros países espionados pela NSA, diz Washington Post

21 de setembro de 2013

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A presidente cancelou uma visita de Estado aos EUA, marcada para outubro.

Via Portal R7

A presidente Dilma Rousseff decidiu na terça-feira, dia 17, adiar a visita oficial aos Estados Unidos, marcada para o dia 23 de outubro, em função das denúncias de que o governo norte-americano espionou suas comunicações pessoais e a maior companhia de petróleo do País, a Petrobras.

A mídia norte-americana não deu grande destaque para a notícia, mas o jornal The Washington Post publicou uma matéria explicando o motivo do cancelamento da viagem com o título “Escândalo de espionagem da NSA estraga jantar na Casa Branca da presidente do Brasil”.

O texto fala que a decisão de adiar o encontro foi tomada pelos dois presidentes, uma vez que a questão da espionagem ainda não foi esclarecida, e que a atitude de Dilma deverá ser aplaudida por países como Colômbia e México, que também tiveram ligações telefônicas interceptadas.

Na terça-feira, dia 17,  a Casa Branca informou que espera receber a presidente Dilma Rousseff em um futuro próximo, depois do cancelamento da visita de Estado em meio a denúncias de espionagem norte-americana.

Em uma nota oficial, o governo dos Estados Unidos manifestou que uma futura visita de Estado de Dilma “não deverá ser ensombrecida por um simples assunto bilateral, por mais importante ou desafiante que seja”.

Entenda o caso

Denúncias feitas com base em documentos vazados pelo ex-prestador de serviços da NSA Edward Snowden e publicados pela mídia brasileira revelaram que a agência norte-americana usou programas secretos de vigilância da internet para monitorar as comunicações no Brasil. Alegações recentes afirmam que as comunicações pessoais de Dilma e a Petrobras também foram alvo de espionagem dos EUA.

As denúncias enfureceram Dilma, que exigiu explicações de Obama quando ambos se encontraram durante a reunião do G20 neste mês na Rússia. As revelações também arranham os esforços de anos para melhorar as relações entre as duas maiores economias das Américas.

Dilma tomou a decisão de adiar a viagem para os EUA, marcada para 23 de outubro, depois de se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, que na semana passada viajou a Washington para discutir as denúncias de espionagem com a conselheira de Segurança Nacional de Obama, Susan Rice.

Autoridades norte-americanas afirmam que o monitoramento realizado pela NSA tem o objetivo de detectar atividades suspeitas de terroristas e não de bisbilhotar comunicações internacionais.

O governo brasileiro, no entanto, rejeitou o argumento de Washington de que os EUA buscam apenas reunir informações críticas para a segurança nacional dos EUA. O Brasil é uma democracia pacífica sem histórico de terrorismo internacional ou acesso a armas de destruição em massa.

A visita de Estado de Dilma era a única do tipo oferecida pelo governo Obama neste ano. A viagem tinha o objetivo de servir como plataforma para acordos nas áreas de exploração de petróleo e tecnologias de biocombustível, além da potencial compra pelo Brasil de caças de combate fabricados pela norte-americana Boeing.

Dilma tem viagem marcada para o fim deste mês aos EUA para participar da Assembleia-Geral da ONU em Nova Iorque.

Quem é servil não pode entender de soberania, Merval

18 de setembro de 2013

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Fernando Brito, via Tijolaço

O amigo Paulo Henrique Amorim chama-me a atenção para o artigo de Merval Pereira em O Globo onde, entregando os pontos sobre o voto de Celso de Mello no julgamento da Ação Penal 470, volta sua verrina contra o gesto de Dilma Rousseff em postergar a visita que faria a Barack Obama, por conta do episódio de espionagem sobre suas comunicações e os dados dos computadores da Petrobras.

Não surpreende, mas não pode deixar de repugnar, que ele se preste a ridicularizar a atitude necessária, embora serena, da presidenta.

“De concreto mesmo, essa bravata nacionalista não trará benefício algum, a não ser agradar a certa camada do eleitorado que leva a sério essa simulação de confrontação, como se tivéssemos a ganhar alguma vantagem geopolítica em toda essa trapalhada internacional.”

Trapalhada, Merval?

Espionagem em escala mundial, sem limites à invasão da privacidade de centenas de milhões de cidadãos, empresas e chefes de Estado mundo afora é simples “trapalhada”?

Sua sabujice aos norte-americanos, Merval, já espelhada nos telegramas do WikiLeaks que o revelam como “informante” dos EUA para questões eleitorais, o tornam sem qualquer capacidade moral de falar sobre isso.

O papel de pateta que Fernando Henrique Cardoso fazia nos fóruns internacionais é o seu modelo, porque condizente com papel subalterno que vê em nosso País.

Merval tem a postura afetada de um lorde, o que não lhe encobre a condição de vassalo. Fala fino com aliados e grosso com os fracos.

Por que é que ele, agora que é um jurista de nomeada, com capacidade de dar lições de Direito aos ministros do STF, não explica a seus leitores esta pequena nota, num dos “tijolaços” de Leonel Brizola?

O Globo condenado – Por 5 votos a 1, o TRE condenou em definitivo o jornal O Globo. Como muitos se lembram, em outubro de 1989, às vésperas das eleições presidenciais, O Globo publicou fotos do então candidato Leonel Brizola, com o líder comunitário José Roque, a quem o jornal apontava como sendo o traficante “Eureka”. Tudo era mentira e montagem, inclusive com a colocação de armas junto às fotografias. O senhor Roberto Marinho, condenado em primeira instância, escapou pela transferência das culpas para seus subordinados. O processo criminal foi definido. Cumpre, agora, tratar, no cível, da indenização correspondente aos danos que causaram a mim e ao PDT.

Um destes subordinados era você, Merval.

José Roque era negro, era pobre e servia no “figurino” de traficante. Um alvo fácil, bom de bater, não é?

Foi uma trapalhada?

Você pediu desculpas pelo erro? Não, continuou falando grosso. Brizola era o inimigo, Roque era o negro favelado.

Vejam a história, nas palavras de Caio Túlio Costa, ombudsman da Folha à época:

● O caso comentado nesta coluna na semana passada – sobre a notícia dada pelo jornal O Globo de que a polícia carioca tinha achado uma foto de Brizola junto ao traficante Eureka – continua repercutindo. Décio Malta, editor de O Dia, telefonou para dizer que a informação sobre a foto não chegou ao jornal O Globo via O Dia, que cedeu somente a sua foto para publicação. Malta mandou também cópia do material publicado pelo seu jornal. Nele está claro que O Dia incluiu na sua primeira página a menção de que o homem abraçado por Brizola tinha sido identificado também como José Roque, presidente de uma associação de moradores.

● O jornalista Merval Pereira, da direção de O Globo, também telefonou para estabelecer que o jornal não se baseou apenas numa fonte para afirmar que José Roque seria o traficante Eureka. Além do detetive-inspetor Horácio Reis [que negou tudo depois]. O Globo escudou-se também na afirmativa do sargento Luís Carlos Rodrigues. “Uma fonte da Polícia Civil e outra da Polícia Militar”, diz Merval.

Ele mandou um fac-símile da reportagem que O Globo deu no segundo clichê, onde aparece a informação de que o sargento também dissera que o homem da foto era o traficante Eureka.

● O fato de O Globo ter-se baseado em duas – e não em uma única fonte policial – não desculpa o jornal pelo erro jornalístico contra José Roque e Leonel Brizola. Fez bem O Dia em tentar descobrir quem era na realidade o homem que Brizola abraçava e fora apontado pela polícia como traficante Eureka. Ao contrário de O Globo, o jornal O Dia teve tempo de descobrir sua identidade e de publicar a informação de que o rapaz da foto poderia ser o José Roque. E acertou.

Está vendo, Merval, como iam bem aí uns embargos infringentes de jornalismo para reexaminar a notícia grave, às vésperas de uma eleição e restabelecer a verdade?

Você, que vê política e marquetagem em cada gesto humano, como é que descreveria o que você mesmo fez com Roque e Brizola?

Trapalhada?

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