Posts Tagged ‘Vice-presidente’

Polícia Federal prende primo de ex-vice de José Serra

22 de outubro de 2012

Peço desculpas ao leitores do blog, pois confiei no Portal G1. Na realidade quem foi preso foi o primo de Índio da Costa e não o próprio.

Vice-presidente da CPI do Cachoeira diz que mídia quer abafar investigação

16 de julho de 2012

Eduardo Guimarães em seu Blog da Cidadania

Após a cassação de Demóstenes Torres, uma tese tomou a mídia: a degola de seu ex-paladino da ética teria o efeito de “esvaziar” a CPI do Cachoeira porque uma satisfação já teria sido dada à sociedade, o que permitiria que não se mexesse mais no vespeiro.

Para esclarecer essa avalanche de desinformação, o blog entrou em contato com o deputado Paulo Teixeira (PT/SP), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que investiga as ligações do bicheiro Carlos Cachoeira com os setores público e privado.

Teixeira explica, por exemplo, que não era preciso abrir uma CPI para cassar Demóstenes, que não foi cassado pela comissão e sim pelo Senado por meio da representação do PSOL. Ou seja, a CPI não teria como justificar a si mesma pela cassação porque nada fez para que ocorresse.

Perguntado sobre por que a mídia estaria dizendo que uma medida que não foi da CPI serviria para justificá-la e enterrá-la, Teixeira afirmou, literalmente, que “A mídia está tentando pôr panos quentes na CPI para proteger setores da oposição que se envolveram com Cachoeira”.

Segundo o vice-presidente da CPI disse ao blog, a investigação atinge em cheio setores da oposição e da própria mídia e, por conta disso, tentam esvaziá-la, pois querem que termine logo.

Outra das principais razões para a mídia estar tentando enterrar a CPI do Cachoeira reside no fato de que, à diferença do que vem dizendo, continua sendo investigada, sim, e desdobramentos deverão sobrevir, pois ainda estão sendo analisadas as milhares de horas de gravações de vídeo e áudio.

Aliás – e esta não é uma informação de Teixeira, mas que o blog apurou – as ligações telefônicas entre o editor da Veja Policarpo Jr. e Carlos Cachoeira não contêm muita coisa pois detectaram marcação de encontros presenciais gravados pela PF e, estes sim, contêm fatos graves.

Outra falácia rechaçada por Teixeira diz respeito ao funcionamento da CPI de agosto em diante, que seria prejudicado pelas eleições e pelo julgamento do “mensalão”. O deputado diz que a CPI tem tanto para investigar que sua duração deve ultrapassar esse período.

A CPI do Cachoeira deve disputar atenções com o julgamento do “mensalão”, pois será nesse período que surgirão revelações mais sérias contra os que tentarão criar um clima de linchamento eleitoral do PT. É conversa da mídia, pois, que a CPI será esvaziada.

José Alencar, o vice de Lula, disse NÃO aos golpistas

2 de julho de 2012

José de Alencar não aceitou a proposta dos direitistas para
dar um golpe contra Lula.

Numa manhã de 2005, no auge da crise do “mensalão”, o então vice-presidente, José Alencar, chegou contrariado a seu gabinete. Ele estava irritado e repetiu algumas vezes que iria combater veementemente se quisessem tirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do cargo.

Via Valor Econômico e lido no Vermelho

Quem conta isso é um amigo de Alencar, que disse ter presenciado a explosão daquele dia. “Ele deu a entender que tinha sido procurado por gente da oposição e também por gente de outros setores e que não aceitaria, que não entraria numa dessa e que combateria qualquer iniciativa de apear o Lula da Presidência”, disse ao Valor esse interlocutor de Alencar que pediu para não ter seu nome citado.

A frase que o então vice-presidente (morto em 2011) usou naquele momento e que ficou na memória do amigo foi: “Tem gente da oposição e também mais gente querendo tirar o Lula.” Quem ouviu isso naquela hora ficou com a sensação de que Alencar se referia aos partidos de oposição e a pessoas da área empresarial, lembra o amigo.

O episódio envolvendo Alencar foi relatado em um artigo escrito pelo ex-ministro de Lula e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT). O texto foi veiculado pela agência Carta Maior sob o título “Um golpe de novo tipo contra Lugo”. Genro fala do que chama de “uma conspiração de direita” que votou pelo impeachment do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, e que, segundo o petista, deu um novo tipo de golpe de Estado, “pelas vias legais”.

O governador compara a situação de Lugo com as pressões sofridas por Lula durante a crise do “mensalão” – o esquema de compra de votos de parlamentares que abalou o primeiro mandato do então presidente. E escreve que se tivesse isolado, Lula certamente teria sido afastado em meio ao uso político do “mensalão”.

E prossegue: “Acresce-se que aqui no Brasil – sei isso por ciência própria, pois me foi contado pelo próprio José Alencar – o nosso vice-presidente falecido foi procurado pelos golpistas “por dentro da lei” e lhes rejeitou duramente.”

Procurado pelo jornal Valor para dar detalhes sobre o que Alencar lhe disse, Genro não quis se pronunciar. O interlocutor de Alencar, ouvido pela reportagem, disse que nunca soube a quem exatamente Alencar se referia naquela manhã de irritação e quem o teria procurado para falar de um possível processo para afastar Lula – com a anuência do vice.


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