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A indigência intelectual e a caça às bruxas da Folha

12 de abril de 2014

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Saul Leblon, via Carta Maior

O jornal Folha de S.Paulo traz na edição de quinta-feira, dia 10, um artigo assinado pelo jornalista Fabio Maisonnave sobre o escritório regional do Ipea na Venezuela.

O texto registra o descontentamento do veículo e do autor com o fato de a representação do instituto em Caracas não seguir a pauta da Folha na abordagem dos problemas venezuelanos.

A cobertura do jornal dedicada ao país, como é notório, e reafirmado no artigo de quinta-feira, dia 10, carrega nas tintas do primarismo maniqueísta, prática de resto generalizada em uma linha editorial que alimenta a infantilização progressiva do seu público leitor na compreensão e abordagem dos graves problemas enfrentados pelas economias em desenvolvimento na era da globalização.

A endogamia entre o emissor e o receptor compõe uma espiral de indigência histórica que, no caso da Folha, tem no tema do “chavismo” um de seus vórtices mais dinâmicos.

Os relatos dos seus correspondentes em Caracas, e o senhor Maisonnave foi um deles, notabilizam-se por reduzir a complexidade dos desafios econômicos e sociais da Venezuela aos mandamentos da cartilha colegial do maniqueísmo antichavista.

A indigência intelectual na abordagem dos problemas mais amplos do continente latino-americano, em grande parte ainda refém dos ciclos das commodities, conduzem ao paradoxo de um jornalismo que se esponja nos mesmos limites do personalismo político que pretende criticar.

Escapa-lhe, por dificuldades cognitivas, ou opção deliberada, que a atrofia da participação democrática da sociedade na América Latina explica em grande parte a rigidez de seus gargalos econômicos. Sem alterar um lado dificilmente se avançará na equação do outro.

O resultado dessa omissão mais oculta do que revela da dinâmica de uma Venezuela secularmente espremida entre uma elite próspera, uma vasta massa de alijados da renda petroleira e instituições – inclusive o aparelho de Estado, mas também a atrofia partidária – contidos pela importância subalterna atribuída à vontade popular na ordenação do que estava condenado a ser um eterno entreposto de óleo bruto.

Desarmar essa rigidez – que o caso venezuelano magnifica, mas não é o único – é um dos problemas macroeconômicos mais complexos da luta pelo desenvolvimento latino-americano.

Não por acaso está no centro das análises de Raul Prebisch e Celso Furtado – autor de um estudo de 1957, ainda atual, sobre a armadilha do petróleo venezuelano – bem como de Fernando Henrique e Faleto, entre outros.

Os 50 anos do golpe de Estado de 1964, agora em março, reavivaram a natureza desses impasses no Brasil. Há meio século, a encruzilhada do desenvolvimento brasileiro foi respondida pelas elites com um ataque às instituições democráticas que permitiriam escrutinar transformações estruturais interditadas pela lógica dos beneficiados dominantes.

Em 1964 a Folha não perfilou ao lado dos que reconheciam a prerrogativa soberana da democracia para superar os impasses nacionais e aderiu aos golpistas.

Adota opção semelhante hoje na forma obtusa como aborda os – repita-se – graves dilemas enfrentados pela sociedade venezuelana na luta para escapar à dependência da renda petroleira – hoje melhor repartida, mas de forma ainda limitante.

Por discordar dessa renitente irresponsabilidade no tratamento de questões cuja raiz histórica transcende o caso venezuelano – embora tenha ali um mirante extremado – Carta Maior convidou o economista Pedro Barros Silva para colaborar em sua página, com análises e informações de escopo mais amplo e equilíbrio indisponível nos despachos e no foco da Folha e da mídia conservadora em geral.

Barros e Silva é o responsável pelo escritório do Ipea instalado em 2010 em Caracas. Seus textos em Carta Maior refletem opiniões pessoais, não do órgão que coordena.

O artigo do senhor Maisonnave na Folha questiona a colaboração do economista com “um portal de esquerda”, Carta Maior.

Faria o mesmo se a contribuição fosse com o site do Instituto Millenium, um sucedâneo do Ipes e do Ibad que tonificaram intelectualmente o golpe de 1964?

Dezenas de intelectuais de distintas instituições do governo ou associados ao aparelho público brasileiro escrevem na Folha.

É ótimo que seja assim.

Carta Maior reserva-se o mesmo direito de – a exemplo de outras publicações democráticas – recorrer à contribuição ecumênica de estudiosos e pesquisadores da universidade e de esferas do setor público.

Inspira-nos contribuir assim para formar um discernimento desassombrado e progressista dos desafios e as opções colocados ao passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.

Quanto à instalação do escritório do Ipea em Caracas, criticado pelo senhor Maisonnave por não “tratar de temas econômicos”, por certo incomoda à pauta da Folha o fato de ter sido criado, e assim funcionar, como uma contribuição ao desenvolvimento venezuelano nas diferentes dimensões que o termo encerra.

A expansão do mercado interno, como se sabe, fez daquele país um dos principais destinos das exportações brasileiras nos últimos anos.

Entre 1999 e 2012, o volume negociado bilateralmente saltou de US$1,5 bilhão para US$6 bilhões. As exportações brasileiras passaram de 36% do valor total intercambiado, que tornavam a balança deficitária para o país, para 84% das transações. O dado é do Ministério do Desenvolvimento (MDIC).

A Venezuela constitui hoje um dos principais parceiros do comércio exterior brasileiro; o Brasil é o terceiro maior parceiro da Venezuela. Os dois primeiros são Estados Unidos e China. Como se vê, um espectro ideológico distinto da obtusidade destilada por um certo jornalismo.

Alimentos, aviões, automóveis e serviços – sobretudo a construção de grandes obras públicas, incluem-se na pauta das exportações brasileiras.

Em 2010, quase seis meses depois de o Congresso Nacional ter aprovado o ingresso da Venezuela no Mercosul, o então pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o delfim da derrota conservadora predileto da Folha, manifestou-se contrário à entrada daquele país no bloco do Cone Sul.

A sandice ideológica foi recebida com apreensão na Fiesp.

Contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da sociedade venezuelana, uma das atribuições da missão do Ipea, rebate favoravelmente – até do ponto de vista capitalista – no comércio exterior e no crescimento brasileiro.

Mas a Folha talvez preferisse que o Ipea funcionasse ali como uma extensão da Casa das Garças, o think tank tucano da apologia de um receituário econômico que jogou o mundo na pior crise do capitalismo desde 1929. Indisponível essa opção, o jornal procura compensá-la – com denodo, reconheça-se – através de textos e artigos como o de quinta-feira, dia 10, onde a indigência intelectual bordeja a caça às bruxas.

ONU qualifica de exemplar o modelo venezuelano de combate à fome

7 de abril de 2014

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Leandra Felipe, via Agência Brasil

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) destacou na quinta-feira, dia 3, que os esforços da Venezuela para erradicar a fome e a pobreza na região são “um exemplo mundial” a ser seguido.

Segundo o organismo da ONU, as medidas adotadas na Venezuela, de maneira sistemática, no curto e longo prazo, foram fundamentais, não apenas “para colocar um prato de alimentos na mesa, mas por fazer isso de maneira sustentável”, disse Raul Benítez, diretor da FAO para a América Latina.

Benítez representou a FAO em Caracas, capital venezuelana, em uma reunião com a Petrocaribe (Aliança Petrolífera comandada pela Venezuela). O tema do encontro foi a discussão de um plano de ação para erradicar a fome no Continente norte-americano.

“O que a Venezuela faz se chama segurança alimentar. Isso é fruto de um esforço importante do governo venezuelano nos últimos anos”, acrescentou. Ele comentou que se mais países adotassem a política para erradicar a fome, a solução para o problema estaria bem encaminhada.

Mas ele disse que mesmo na América Latina e no Caribe a solução completa ainda não foi alcançada. “Infelizmente, na região ainda temos 40 milhões de pessoas com fome e, ainda que tenhamos avançado, mais que em qualquer outra parte do planeta, o único número que podemos aceitar é zero, que não existam pessoas com fome”, destacou.

Raul Benítez insistiu para que os governos da região tentem aprofundar e assegurar todos os processos para “enriquecer os grupos mais vulneráveis das nossas sociedades com programas de assistência direta e, paralelamente, implementar medidas que possam superar o problema da pobreza”.

O modelo venezuelano de segurança alimentar é subsidiado pela indústria petroleira do país e garante a venda de alimentos a preços muito baratos. Atualmente, o modelo sofre com dificuldades encontradas pelo governo para suprir a demanda. Há no país uma escassez de produtos básicos, tanto nas redes privadas quanto nos mercados estatais.

***

Venezuela: A verdade sobre o “desabastecimento”

Políticas públicas duplicaram acesso da população a alimentos básicos e carne. Produção agrícola ainda não acompanhou tendência. Governo amplia importações

Pedro Silva Barros, em Carta Maior

Na sexta-feira, dia 23/3, o ministro da Alimentação da Venezuela, Félix Osorio, anunciou medidas importantes que estimulam uma discussão mais geral sobre a segurança alimentar, as distorções de uma economia em transição e as relações comerciais da Venezuela, particularmente com o Brasil.

O governo venezuelano comprará, utilizando acordos de cooperação internacional, US$4,3 bilhões em alimentos em 2014, privilegiando os países do Mercosul e do Caribe. Do Brasil serão compradas 429 mil toneladas ao custo de quase US$1,8 bilhão; da Argentina, outros US$715 milhões. O Plano 2014-2016 para alimentação prevê mais de 1.000 novos pontos de distribuição de alimentos do governo, incluindo 22 hipermercados. As medidas consolidam o Estado como principal importador da Venezuela, responsável pelas compras de 55% de tudo que vem do exterior. Na semana anterior, havia sido anunciado um sistema biométrico para registrar os compradores desses mercados e evitar a revenda e o contrabando, principalmente para a Colômbia.

A política de garantia de alimentos é um dos maiores êxitos do chavismo e contrasta com a escassez e as filas para buscar determinados produtos.

O programas de alimentação criados como resposta ao locaute que tentou derrubar o governo Chávez entre 2002 e 2003 distribuiu, na última década, mais de 15 milhões de toneladas de produtos alimentícios, diretamente pela rede pública ou repassados à rede privada para serem vendidos a preços tabelados.

Eram apenas 45 mil toneladas em 2003 e passaram a 4 milhões de toneladas em 2013. Uma média superior a meia tonelada por habitante considerando toda a década. Ou a mais de um quilo diário por família, de alimentos fortemente subsidiados, se consideramos apenas o ano passado.

O consumo per capita de arroz passou de 13,4 Kg por pessoa por ano em 1998 para 25,1 Kg em 2012, o de carne bovina de 16,0 Kg para 25,1 Kg, o de frango de 20,9 Kg para 42,5. A disponibilidade energética, que havia caído na década anterior a Chávez, passou de 2.127 para 3.182 calorias por dia por habitante.

Hoje 96,2% dos venezuelanos comem ao menos 3 vezes por dia, 97,3% dos venezuelanos consomem proteína animal e 98% das crianças tomam leite diariamente.

A produção venezuelana não acompanhou o ritmo da expansão da demanda. O consumo cresceu enormemente devido aos subsídios (que chegam a 80% dos produtos básicos nos aproximadamente 15 mil pontos de venda da rede Mercal) e a outras políticas distributivas e de emprego (a formalização do trabalho na Venezuela superou pela primeira vez em janeiro de 2014 a barreira dos 13 milhões, equivalente a 61% dos postos de trabalho do país; durante a década de 1990 o índice de formalização havia caído de cerca de 50% para cerca de 40%). A conta do acesso aos alimentos fecha pelo aumento das importações, amparadas tanto pelo aumento do preço do petróleo como pela maior apropriação por parte do governo dos excedentes deste setor. Em outras palavras, houve uma democratização do renda petroleira.

Dizem nas ruas que antes de Chávez havia muitos produtos nas prateleiras, mas poucos tinham dinheiro para compra-los; agora todos tem meios para consumir, mas não é raro haver dificuldades para encontrar alguns produtos nas prateleiras.

Como a oscilação no abastecimento tem ocorrido há dez anos, é comum que as pessoas estoquem grandes quantidades de produtos básicos, como leite em pó e frango congelado, o que gera uma grande ineficiência. Recordo de novembro do ano passado: quando articulistas de todo o mundo se deleitavam com a escassez de papel higiênico na Venezuela, a farmácia mais próxima ao meu escritório recebia 40 pessoas em fila, todas elas com o limite de 24 rolos em seus carrinhos de compras.

A forte e crescente política de subsídios gera distorções e necessita ajustes. A gasolina, cujo preço, simbólico, é de US$0,01 o litro, consome 8% do PIB, segundo o FMI. A carne brasileira em Santa Elena de Uairén chega a custar 10 vezes menos do que em Pacaraima (as duas cidades formam fronteira entre Venezuela e Brasil), considerando o mercado cambial informal da região. Pacaraima tem apenas 6 mil habitantes e o estado de Roraima tem 480 mil residentes e é bastante distante de outros centro consumidores do Brasil, cujo controle pode ser feito em uma única estrada, a BR 174. O impacto desse comércio informal é pequeno nas contas venezuelanas. O mesmo não se pode dizer da fronteira com Cúcuta, cuja população, considerando seu entorno, chega a quase um milhão de habitantes. Isso sem contar as outras cidades fronteiriças e os múltiplos caminhos para atingir os mais de 45 milhões de colombianos (ver “Contrabando agrava crise de alimentos na Venezuela”).

O governo tem realizado mudanças para centralizar e hierarquizar as importações de produtos básicos e ao mesmo tempo regulamentar e oficializar mecanismos complementares de acesso à divisas para produtos não essenciais ao setor privado. Não é à toa que os protestos que se desencadearam em 2014 começaram na região de fronteira. Não é à toa que no período que coincidiu com o anúncio e o início das operações do Sicad 2 (sistema complementar livre de acesso a divisas) o preço do dólar paralelo caiu 35%.

Os dados do comércio indicam que na última década o Brasil ganhou espaço na Venezuela. Se no biênio 2002-2003 as exportações brasileiras para a Venezuela foram de US$1,4 bilhão, no último biênio, 2012-2013, atingiram US$10 bilhões. O Brasil aumentou seu peso relativo particularmente no fornecimento de alimentos. As exportações de manufaturados, que haviam crescido muito entre 2003 e o início da crise internacional de 2008, tem enfrentado forte concorrência de produtos chineses. Independente das diferenças setoriais, a Venezuela tem se mantido entre os três principais superávits comerciais do Brasil desde 2007, esse não é um dado qualquer no momento em que a situação de nossa balança comercial já não é tão confortável.

O desafio colocado para a Venezuela é aumentar a produção interna de alimentos, aprimorar seu sistema de distribuição e diminuir a dependência petroleira. Para o Brasil, o aumento das exportações de manufaturados, que tem na América Latina seu principal mercado consumidor, só é sustentável se houver integração produtiva e desenvolvimento articulado com os países vizinhos.

Um passo seria a organização de projetos conjuntos na região de fronteira, entre os estados de Bolívar e de Roraima. A Venezuela poderia fornecer insumos importantes, como ureia e cal dolomítica, cujos altos preços no cerrado roraimense inviabilizam a competitividade da agricultura local. Assim como houve disposição do governo venezuelano para privilegiar o Brasil como fornecedor de alimentos, poderá haver do Brasil para privilegiar a Venezuela no fornecimento de tecnologia e formação técnica para a produção agrícola. Isso garantirá não só mais estabilidade e segurança alimentar no país vizinho e no extremo norte do Brasil como também mercado para a exportação de tecnologia e equipamentos agrícolas brasileiros.

Nicolas Maduro: EUA serão os mais prejudicados se aplicarem sanções à Venezuela

20 de março de 2014

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Via Agência Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, disse na quarta-feira, dia 19, que os Estados Unidos serão os mais prejudicados no caso da aplicação de sanções a Caracas. Ele advertiu que caso o país decida não comprar mais petróleo venezuelano, o produto será vendido “a outro lado”.

“Os mais prejudicados, em uma escalada de sanções serão os Estados Unidos, sua sociedade, seus empresários, seu povo […]. Oxalá não sigam esse caminho, para demonstrar o que não queremos demonstrar, que seriam eles os mais prejudicados”, disse Maduro em seu novo programa semanal de rádio.

Ele garantiu que o petróleo que não for comprado da Venezuela será vendido a outro lado. “De repente, podemos vendê-lo até a melhor preço. Não teremos problemas, nós somos livres”, disse.

***

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“Golpe de Estado na Venezuela foi derrotado definitivamente”, afirma vice-presidente

19 de março de 2014

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O vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza (foto), assegurou na segunda-feira, dia 17, que o golpe de Estado que os partidos de ultradireita executavam foi “derrotado definitivamente”. Arreaza deu declarações durante a instalação da Conferência Nacional de Paz, no aeroporto de Puerto Cabello, estado de Carabobo.

Via Vermelho

Na abertura da Conferência Nacional de Paz, o vice-presidente expôs a operação de coordenação especial que o Executivo ativou junto à Guarda Nacional Bolivariana, à Polícia Nacional Bolivariana e ao Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas com o objetivo de restituir a ordem e a paz no município Chacao, estado Miranda, depois que grupos violentos depredaram propriedades públicas e privadas da cidade, por mais de 30 dias sem nenhuma ação por parte da prefeitura.

Em sua exposição, Arreaza criticou o prefeito de Chacao, Ramón Muchacho, do partido de ultradireita, Primero Justiça, que defendeu de forma “indireta” as ações violentas em sua jurisdição. Ele manifestou ainda que, apesar disso, a paz foi imposta e, “como disse o presidente Nicolas Maduro, esta tentativa de golpe foi derrotada definitivamente”, afirmou.

Sobre a operação em Chacao, destacou que as ações foram realizadas para garantir o direito dos moradores de livre trânsito e de executarem suas atividades cotidianas. “Nesta madrugada [18/3], nossa Força Armada Nacional Bolivariana e a GNB tomaram a Praça Altamira, todo o corredor da Avenida Francisco de Miranda para garantir o direito dos moradores”, disse Arreaza em transmissão da emissora Televisión.

“Vocês não imaginam o vandalismo ocorrido no município Chacao. Não houve intervenção da Polícia Regional do estado Miranda, que não existe, pelo menos ali, e da polícia municipal que estava só observando”, expôs aos políticos, empresários e estudantes que acudiram à mesa de diálogo em Carabobo.

Arreaza disse que o prefeito Ramón Muchacho converteu sua conta no Twitter num meio para a “defesa indireta” dos violentos ataques, “dando destaque aos feridos em Chacao ou às bombas lacrimogêneas, porém não noticiava quantos escritórios públicos haviam sido destruídos pelos grupos armados de ultradireita”.

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Protestos em Nova Iorque, em frente a CNN, em apoio a Maduro e contra o intervencionismo norte-americano.

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Vídeo: “Mi amigo Hugo”, o novo documentário de Oliver Stone

15 de março de 2014

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Oliver Stone e seu documentário sobre Hugo Chavez.

Léa Maria Aarão Reis, via Carta Maior

O filme é um documentário do norte-americano Oliver Stone e tem 50 minutos. Chama-se Mi amigo Hugo e foi apresentado na quarta-feira, dia 5, na Telesur, a televisão venezuelana, em cadeia nacional, para marcar um ano da morte prematura de Hugo Chavez.

Trata-se de uma bela homenagem ao amigo de Caracas com quem Stone iniciou uma afetuosa amizade em 2009, quando o conheceu e filmou-o para outro documentário de sua autoria, Ao sul da fronteira, no qual entrevistou chefes dos governos progressistas do continente sul-americano. Do Brasil – o então presidente Lula dizendo: “Chavez, um homem necessário”, Cristina Kirchner, José Mujica, Evo Morales, Rafael Corrêa.

Depois da morte de Chavez, o cineasta retornou a Caracas e conversou com o já então presidente Maduro, com oficiais de ordens do gabinete do presidente morto, seu irmão, alguns amigos e com a companheira, Cília Flores, e diversos políticos que formaram nos ministérios venezuelanos durante o governo chavista. Todos ainda comovidos e leais ao companheiro.

Aliás, a lealdade das equipes de Chavez é notória neste filme.

Deve-se assistir a Mi amigo Hugo. É importante para conhecer uma realidade que as mídias conservadoras sul-americanas e as do norte da fronteira fazem questão de, desonestamente, não mostrar.

É repugnante ver, quase no final do filme, na montagem dos noticiários de diversos canais norte-americanos comemorando sem compostura e com alegria selvagem a morte de Chavez.

É importante, em especial para os mais jovens, assistir ao filme de Oliver Stone porque para estes sempre foi repassada uma imagem negativa, populista e caricata do finado chefe de governo venezuelano. Foram formados assim.

E não apenas pela honestidade com que o personagem é apresentado. É ressaltada a importância do seu trabalho na liderança dos movimentos de independência do continente, “um precursor do atual processo de integração latino-americano e Caribe,” observa Stone. Chavez jogou no lixo a chamada política externa de joelhos antes praticada pelos governos do sul da fronteira do Rio Grande.

Em Ao sul da fronteira, Stone já anotava: “Os norte-americanos não sabem o que está acontecendo aqui” (na Venezuela). Em Mi amigo Hugo ele completa, na sua narração: “Chavez inspira as gerações de jovens líderes políticos do continente.”

Assistir a este doc é também uma oportunidade de conhecer, em grande close, o ser humano expansivo e seu carisma, no cotidiano. O bebedor de café inveterado, cerca de trinta xícaras diárias. Café aguado; “mas não é colombiano; é venezuelano, muito bom,” brinca Chavez. A rotina estafante de trabalho, das sete da manhã até altas horas da noite. O sono insuficiente, com o qual se preocupavam seus próximos e auxiliares. O ritual que cumpria religiosamente, assim que se levantava da cama: informar-se do preço do petróleo.

Imagens de Chavez na ONU, “desinfetando” o púlpito onde George Bush/“o diabo” acabara de discursar. Visitando e conversando com Fidel e na companhia de Morales. Na Academia Militar, onde ingressou aos 17 anos. Já na qualidade de presidente da república bolivariana, cantando canções campesinas nas festas do interior – adorava cantar. Andando (e caindo) de bicicleta.

A resistência ao golpe vergonhoso, frustrado, do governo estadunidense. As sabotagens nas refinarias. E o presidente Maduro dizendo: “Chavez não foi apenas um ser humano; ele é um grande coletivo. Representa uma nova consciência do mundo que exige o respeito entre países.”

Imagens de Chavez sendo vencido pela doença, arfando, subindo escadas com certa dificuldade, e o último discurso, em 4 de dezembro de 2012, na tevê, a despedida, última aparição pública antes de voltar a Cuba pela última vez. A voz embargada, cantarolando, e a paixão pela Venezuela: “Pátria é minha vida, minha alma, meu amor. Viva a pátria, viva a vida.”

Populista? Mas sem a frieza dos príncipes, dos sociólogos e dos gravatas-de-seda.

Autor de alguns filmes que já são clássicos – Platoon, Nascido em 4 de julho, Wall Street –, Oliver Stone se tornou um amigo íntimo, um confidente de Hugo Chavez.

Este seu doc – “é a minha despedida de um soldado e amigo”, ele declara – é obra de profissional. Tem qualidade e transpira afeto e a cordialidade para com Chavez. “Sua generosidade de espírito era incrível”, ele diz. “Era um patriota que adorava seu país.”

Mas é Cília Flores quem resume, com simplicidade, o homem com quem conviveu bem próximo: “Sempre bem humorado, ele transmitia alegria por onde passava.”

***

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