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Valor Econômico mistura números e eleva prejuízo de Pasadena para US$2 bilhões

11 de abril de 2014

Valor_Economico_Logo01AVia Jornal GGN

Em geral mais objetivo em suas matérias, o jornal Valor Econômico pouco a pouco parece abrir mão do rigor jornalístico, igualando-se aos demais jornais na falta de apuração correta dos dados.

Sob o olho “Análise”, a matéria “Ex-presidente tenta blindar a estatal” é eivada de erros técnicos, erros graves de informação e de interpretação:

Erro 1 – afirma que a Petrobrás “jogou pelo ralo” US$2 bilhões com a compra da refinaria Pasadena. Todas as denúncias até agora divulgadas não chegam perto desse número.

Erro 2 – na hora de contabilizar o que considera prejuízo total, a matéria soma US$485 milhões pagos pela refinaria, mais US$340 milhões pelos estoques de óleo cru, mais US$340 milhões por multas, juros e honorários dos advogados. Mesmo descontando-se erros primários de contabilização de prejuízos, o total é US$825 milhões, longe dos US$2 bilhões informados.

Erro 3 – Sem nenhuma explicação, dobrou o valor contabilizado como garantias bancárias, juros, honorários e despesas processuais – dos originais US$173 milhões para US$355 milhões. Não separou o que é prejuízo efetivo (multas, honorários de advogados) do que é despesa inerente à operação.

Erro 4 – Trata como prejuízo US$340 milhões pagos por estoques de petróleo, sem considerar que estoques são refinados e revendidos no mercado.

Erro 5 – Trata como escândalo cláusula do acordo de acionistas que previa prêmio de 20% para a Astra Oil (sobre o valor original negociado) caso ela saísse do negócio e deixasse a Petrobras no controle. Ignora ser hábito consagrado no mercado o chamado “prêmio de controle” – isto é, pagar mais por participação que permita o controle acionário.

Erro 6 – Para criticar o prêmio, a reportagem refere-se a entrevista de José Sérgio Gabrielli. Mas ignorou todas as explicações dadas por ele, sobre as condições do mercado no momento da compra (que tornavam a compra atraente), depois da compra, com a crise de 2007 (tornando a refinaria desinteressante) e, mais recentemente, com as mudanças no mercado de petróleo (tornando novamente a refinaria rentável).

Erro 7 – Na hora de contabilizar prejuízos, não levou em conta o valor atual da refinaria, que produz 100 mil barris diários de derivados de petróleo e opera com lucro.

Erro 8 – Menciona “evidências encontradas até agora nas dezenas de documento relacionadas à compra da refinaria que tornaram públicas negociatas”. A matéria não explica o que considera como “negociatas”. Os documentos até agora divulgados não trazem menção a nenhuma “negociata”. No máximo, cláusulas de negócio que poderiam ser classificadas ou como usuais ou como mal negociadas.

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Nicolas Maduro: EUA serão os mais prejudicados se aplicarem sanções à Venezuela

20 de março de 2014

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Via Agência Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, disse na quarta-feira, dia 19, que os Estados Unidos serão os mais prejudicados no caso da aplicação de sanções a Caracas. Ele advertiu que caso o país decida não comprar mais petróleo venezuelano, o produto será vendido “a outro lado”.

“Os mais prejudicados, em uma escalada de sanções serão os Estados Unidos, sua sociedade, seus empresários, seu povo […]. Oxalá não sigam esse caminho, para demonstrar o que não queremos demonstrar, que seriam eles os mais prejudicados”, disse Maduro em seu novo programa semanal de rádio.

Ele garantiu que o petróleo que não for comprado da Venezuela será vendido a outro lado. “De repente, podemos vendê-lo até a melhor preço. Não teremos problemas, nós somos livres”, disse.

***

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“Golpe de Estado na Venezuela foi derrotado definitivamente”, afirma vice-presidente

19 de março de 2014

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O vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza (foto), assegurou na segunda-feira, dia 17, que o golpe de Estado que os partidos de ultradireita executavam foi “derrotado definitivamente”. Arreaza deu declarações durante a instalação da Conferência Nacional de Paz, no aeroporto de Puerto Cabello, estado de Carabobo.

Via Vermelho

Na abertura da Conferência Nacional de Paz, o vice-presidente expôs a operação de coordenação especial que o Executivo ativou junto à Guarda Nacional Bolivariana, à Polícia Nacional Bolivariana e ao Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas com o objetivo de restituir a ordem e a paz no município Chacao, estado Miranda, depois que grupos violentos depredaram propriedades públicas e privadas da cidade, por mais de 30 dias sem nenhuma ação por parte da prefeitura.

Em sua exposição, Arreaza criticou o prefeito de Chacao, Ramón Muchacho, do partido de ultradireita, Primero Justiça, que defendeu de forma “indireta” as ações violentas em sua jurisdição. Ele manifestou ainda que, apesar disso, a paz foi imposta e, “como disse o presidente Nicolas Maduro, esta tentativa de golpe foi derrotada definitivamente”, afirmou.

Sobre a operação em Chacao, destacou que as ações foram realizadas para garantir o direito dos moradores de livre trânsito e de executarem suas atividades cotidianas. “Nesta madrugada [18/3], nossa Força Armada Nacional Bolivariana e a GNB tomaram a Praça Altamira, todo o corredor da Avenida Francisco de Miranda para garantir o direito dos moradores”, disse Arreaza em transmissão da emissora Televisión.

“Vocês não imaginam o vandalismo ocorrido no município Chacao. Não houve intervenção da Polícia Regional do estado Miranda, que não existe, pelo menos ali, e da polícia municipal que estava só observando”, expôs aos políticos, empresários e estudantes que acudiram à mesa de diálogo em Carabobo.

Arreaza disse que o prefeito Ramón Muchacho converteu sua conta no Twitter num meio para a “defesa indireta” dos violentos ataques, “dando destaque aos feridos em Chacao ou às bombas lacrimogêneas, porém não noticiava quantos escritórios públicos haviam sido destruídos pelos grupos armados de ultradireita”.

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Protestos em Nova Iorque, em frente a CNN, em apoio a Maduro e contra o intervencionismo norte-americano.

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Vídeo: “Mi amigo Hugo”, o novo documentário de Oliver Stone

15 de março de 2014

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Oliver Stone e seu documentário sobre Hugo Chavez.

Léa Maria Aarão Reis, via Carta Maior

O filme é um documentário do norte-americano Oliver Stone e tem 50 minutos. Chama-se Mi amigo Hugo e foi apresentado na quarta-feira, dia 5, na Telesur, a televisão venezuelana, em cadeia nacional, para marcar um ano da morte prematura de Hugo Chavez.

Trata-se de uma bela homenagem ao amigo de Caracas com quem Stone iniciou uma afetuosa amizade em 2009, quando o conheceu e filmou-o para outro documentário de sua autoria, Ao sul da fronteira, no qual entrevistou chefes dos governos progressistas do continente sul-americano. Do Brasil – o então presidente Lula dizendo: “Chavez, um homem necessário”, Cristina Kirchner, José Mujica, Evo Morales, Rafael Corrêa.

Depois da morte de Chavez, o cineasta retornou a Caracas e conversou com o já então presidente Maduro, com oficiais de ordens do gabinete do presidente morto, seu irmão, alguns amigos e com a companheira, Cília Flores, e diversos políticos que formaram nos ministérios venezuelanos durante o governo chavista. Todos ainda comovidos e leais ao companheiro.

Aliás, a lealdade das equipes de Chavez é notória neste filme.

Deve-se assistir a Mi amigo Hugo. É importante para conhecer uma realidade que as mídias conservadoras sul-americanas e as do norte da fronteira fazem questão de, desonestamente, não mostrar.

É repugnante ver, quase no final do filme, na montagem dos noticiários de diversos canais norte-americanos comemorando sem compostura e com alegria selvagem a morte de Chavez.

É importante, em especial para os mais jovens, assistir ao filme de Oliver Stone porque para estes sempre foi repassada uma imagem negativa, populista e caricata do finado chefe de governo venezuelano. Foram formados assim.

E não apenas pela honestidade com que o personagem é apresentado. É ressaltada a importância do seu trabalho na liderança dos movimentos de independência do continente, “um precursor do atual processo de integração latino-americano e Caribe,” observa Stone. Chavez jogou no lixo a chamada política externa de joelhos antes praticada pelos governos do sul da fronteira do Rio Grande.

Em Ao sul da fronteira, Stone já anotava: “Os norte-americanos não sabem o que está acontecendo aqui” (na Venezuela). Em Mi amigo Hugo ele completa, na sua narração: “Chavez inspira as gerações de jovens líderes políticos do continente.”

Assistir a este doc é também uma oportunidade de conhecer, em grande close, o ser humano expansivo e seu carisma, no cotidiano. O bebedor de café inveterado, cerca de trinta xícaras diárias. Café aguado; “mas não é colombiano; é venezuelano, muito bom,” brinca Chavez. A rotina estafante de trabalho, das sete da manhã até altas horas da noite. O sono insuficiente, com o qual se preocupavam seus próximos e auxiliares. O ritual que cumpria religiosamente, assim que se levantava da cama: informar-se do preço do petróleo.

Imagens de Chavez na ONU, “desinfetando” o púlpito onde George Bush/“o diabo” acabara de discursar. Visitando e conversando com Fidel e na companhia de Morales. Na Academia Militar, onde ingressou aos 17 anos. Já na qualidade de presidente da república bolivariana, cantando canções campesinas nas festas do interior – adorava cantar. Andando (e caindo) de bicicleta.

A resistência ao golpe vergonhoso, frustrado, do governo estadunidense. As sabotagens nas refinarias. E o presidente Maduro dizendo: “Chavez não foi apenas um ser humano; ele é um grande coletivo. Representa uma nova consciência do mundo que exige o respeito entre países.”

Imagens de Chavez sendo vencido pela doença, arfando, subindo escadas com certa dificuldade, e o último discurso, em 4 de dezembro de 2012, na tevê, a despedida, última aparição pública antes de voltar a Cuba pela última vez. A voz embargada, cantarolando, e a paixão pela Venezuela: “Pátria é minha vida, minha alma, meu amor. Viva a pátria, viva a vida.”

Populista? Mas sem a frieza dos príncipes, dos sociólogos e dos gravatas-de-seda.

Autor de alguns filmes que já são clássicos – Platoon, Nascido em 4 de julho, Wall Street –, Oliver Stone se tornou um amigo íntimo, um confidente de Hugo Chavez.

Este seu doc – “é a minha despedida de um soldado e amigo”, ele declara – é obra de profissional. Tem qualidade e transpira afeto e a cordialidade para com Chavez. “Sua generosidade de espírito era incrível”, ele diz. “Era um patriota que adorava seu país.”

Mas é Cília Flores quem resume, com simplicidade, o homem com quem conviveu bem próximo: “Sempre bem humorado, ele transmitia alegria por onde passava.”

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Venezuela: Pesquisas desmascaram golpistas

12 de março de 2014

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Pesquisas aponta que 85% dos venezuelanos condenam protestos e só 22% querem saída de Maduro.

Fernando Brito, via Tijolaço

Então, a democracia está ameaçada na Venezuela? Sim, está, pela tentativa de deposição extralegal do presidente eleito há menos de um ano, Nicolas Maduro.

Simplificando: um golpe de Estado.

Não é a minha opinião, é a da maioria dos venezuelanos. Duas pesquisas de opinião – da International Consulting Services e da Hinterlaces – realizadas na semana passada e “escondidas” pela mídia brasileira – só tomei conhecimento delas pelo excelente Opera Mundi – mostram que até 85,4% rejeitam a continuidade dos protestos que há quase um mês a oposição promove em todo o país.

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Como você vê no gráfico, somente 3,8% dos venezuelanos estão “muito de acordo” com os protestos, um número dez vezes menor que os que estão “muito em desacordo: 37,4%. E entre os que estão apenas “de acordo” a proporção é novamente gritante: 6,5% contra 32,7% que estão em desacordo. Ou um contra cinco venezuelanos. No total, pouco mais de 10% defendem a continuidade dos protestos.

Venezuela_Pesquisa02

Outro instituto, o Hinterlaces, diz que apenas 22% dos venezuelanos apoia a saída de Nicolas Maduro do cargo, enquanto 40% querem uma aliança entre governos e empresários ou oposicionistas. Mais de um terço, porém, querem mesmo é que Maduro entre de sola sobre oposicionistas e empresas que aumentam preços: “mano dura”, escolheram estes.

Mesmo sendo apenas 22% os que querem a derrubada ou a renúncia de Maduro, é preciso considerar que ele venceu por 52% uma eleição polarizada e onde a oposição não quis aceitar os resultados das urnas. Esperado, portanto, que parte disso reflita mais o ressentimento com a derrota de abril passado do que uma condenação à administração do presidente.

Outra coisa: 71%, independentemente de apoiarem ou rejeitarem Maduro não aceita nenhuma solução fora dos caminhos eleitorais: ou nas novas eleições ou pelo mecanismo criado por Chavez na Constituição do País: o referendo revogatório, que pode ser convocado na segunda metade do mandato, por pelo menos 20% dos eleitores do país.

Há muitos outros detalhes, mas o essencial é o que não está sendo mostrado a você, embora os correspondentes dos nossos jornais e televisões tenham tido acesso a estas pesquisas, que já foram publicadas quatro ou cinco dias atrás.

É preciso vender a imagem de que “as ruas” querem a saída do presidente livremente eleito. E dar, assim, cobertura “democrática” ao golpismo.

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