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A Folha mente sobre os gastos do governo federal para a Copa de 2014

23 de junho de 2013

Copa2014_03_logoNota à imprensa: esclarecimentos sobre investimentos do governo federal para a Copa do Mundo

Via Blog do Planlato

A matéria veiculada pelo Portal UOL, da Folha de S.Paulo, na manhã de domingo, dia 23, assinada por Rodrigo Mattos e Vinicius Konchinski, distorce informações, faz relações incorretas e induz o leitor a uma interpretação errada dos fatos. Cabe esclarecer o seguinte:

● Não há um centavo do Orçamento da União direcionado à construção ou reforma das arenas para a Copa.

● Há uma linha de empréstimo, via BNDES, com juros e exigência de todas as garantias bancárias, como qualquer outra modalidade de crédito do banco. O teto do valor do empréstimo, para cada arena, é de R$ 400 milhões, estabelecido em 2009, valor que permanece o mesmo até hoje. O BNDES tem taxas de juros específicas para diversas modalidades de obras e projetos. O financiamento das arenas faz parte de uma dessas modalidades.

● Não houve qualquer aporte de recursos do Orçamento da União nos últimos anos para a Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília). Portanto, a matéria do UOL está errada. Não há recurso algum do Orçamento da União para a obra de nenhuma das arena, o que inclui o Estádio Nacional Mané Garrincha.

● Isenções fiscais não podem ser consideradas gastos, porque alavancam geração de empregos e desenvolvimento econômico e social, e são destinadas a diversos setores e projetos. Só as obras com as seis arenas concluídas até agora geraram 24.500 empregos diretos, além de milhares de outros indiretos, principalmente na área da construção civil.

● É importante reforçar que todos os investimentos públicos do Governo Federal para a preparação da Copa 2014 são em obras estruturantes que vão melhorar em muito a vida dos moradores das cidades. São obras de mobilidade urbana, portos, aeroportos, segurança pública, energia, telecomunicações e infraestrutura turística.

● A realização de megaeventos representa para o país uma oportunidade para acelerar investimentos em infraestrutura e serviços, melhorando as cidades e a qualidade de vida da população brasileira. Os investimentos fortalecem a imagem do Brasil, de seus produtos no exterior e incrementa o turismo no país, gerando mais empregos e negócios para o povo brasileiro.

Ministério do Esporte

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Embromation de Serra na sabatina do UOL

16 de setembro de 2012

A colunista da Folha Barbara Gancia perguntou para Serra
em quem ele apoiará no 2º turno.

Eduardo Guimarães em seu Blog da Cidadania

Na sexta-feira, dia 14, foi a vez de José Serra submeter-se a sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S.Paulo. Os entrevistadores foram os mesmos que entrevistaram os outros candidatos: Ricardo Balthazar, Vera Magalhães, Barbara Gancia e Maurício Stycer.

Devido à contundência a que foram submetidos os adversários de Serra, não havia como amaciar com ele. Até porque, ocorrendo isso, poderia haver denúncia à Justiça Eleitoral por parte dos outros candidatos.

Pode-se dizer que o tucano foi perguntado sobre quase tudo de importante e incômodo para si, ainda que com baixa insistência e com desprezo aos principais argumentos.

Perguntaram sobre Hussain Aref Saab, ex-diretor afastado do setor de aprovação de prédios da Prefeitura de São Paulo por acusação de corrupção do Ministério Público. E que foi nomeado por Serra quando prefeito?

Perguntaram sobre a privataria tucana, que dominou os debates políticos no início do ano por conta de livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que se tornou best-seller em questão de dias e que durante meses liderou todas as principais listas de livros mais vendidos.

Detalhe: o livro da privataria fez com que um pedido de CPI fosse aprovado na Câmara dos Deputados – a investigação espera apenas que o presidente da Casa determine sua instalação.

Perguntaram, também, sobre a rejeição crescente – e superlativa – do candidato, que acaba de bater o recorde de 46%, e até sobre assuntos que não são mais de sua alçada oficialmente, como a interdição de debates sobre eleições na USP por determinação do seu reitor?

Barbara Gancia caprichou em polêmicas sobre aspectos da personalidade de Serra em uma tentativa de se mostrar tão agressiva quanto nas outras entrevistas. Nesse ponto, foi bem-sucedida. Ela foi quem deu cor a um evento morno.

Seria desonesto, portanto, dizer que os jornalistas omitiram muitas questões, ainda que não tenham sabido indagar Serra sobre escândalos como o da privataria tucana, permitindo que se saísse com desqualificação do todo em vez de responder aos fatos que o livro revela.

Além disso, faltou a questão mais quente do momento em relação ao tucano: o envolvimento da prefeitura, em sua gestão e na de Gilberto Kassab, com o esquema Cachoeira.

Para quem não sabe, a prefeitura e o próprio Kassab foram citados pela quadrilha de Cachoeira e há até inquérito no Ministério Público por conta de contratos de lixo celebrados entre a capital paulista e a empreiteira Delta. O assunto, porém, não apareceu.

Apesar dessa omissão, foi uma entrevista razoavelmente bem-conduzida. O que a marcou, portanto, foi o show de embromação que o entrevistado deu para não responder a absolutamente nenhuma questão incômoda.

Serra, segundo ele mesmo, não sabe de nada sobre ataques que sua campanha faz aos adversários e sobre corrupção em suas gestões, à qual atribui somente aos envolvidos enquanto acusa adversários pelo mesmo que pesa contra si.

Os entrevistadores teriam que ter perguntado de onde veio a dinheirama que a filha do candidato recebeu do exterior aos vinte e poucos anos. Ele não poderia se escudar na desqualificação dos formuladores da denúncia em vez de explicar alguma coisa.

Ninguém que conhece o jornalismo tucano esperava que houvesse omissão de temas tão candentes. Já se sabia que o que marcaria os entrevistadores seriam, justamente, baixo empenho e pouca competência em formular questões incômodas.

José Serra, porém, saiu-se mal. A parcela do público que esperava seus esclarecimentos sobre tais questões, frustrou-se. Terminou a entrevista e não obteve nada. O desempenho do tucano, então, ao menos serviu para explicar a sua crescente rejeição.

Vergonha alheia: Os jornalistas da Folha e a sabatina de Haddad

15 de setembro de 2012

A colunista da Folha Barbara Gancia perguntou a Haddad se ele “usa photoshop”.

Eduardo Guimarães em seu Blog da Cidadania

Começa assim a matéria que o UOL e a Folha de S.Paulo escreveram sobre a sabatina que fizeram ao candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad:

“O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, classificou de “lastimável” a forma como o adversário José Serra (PSDB) conduz sua campanha eleitoral e chamou de “esboço” o plano de governo do candidato do PRB, Celso Russomano. As declarações foram feitas durante sabatina Folha/UOL na quinta-feira, dia 13. Os ataques do petista, contudo, foram centrados no tucano. De acordo com a última pesquisa Datafolha de intenção de voto, Serra (20%) e Haddad (17%) estão tecnicamente empatados em segundo lugar. Russomano lidera com 32%. Durante a sabatina, Haddad atacou Serra mesmo em momentos em que o tucano não era citado […]”

O início da matéria define o que foi a sabatina: mera reprodução do discurso do candidato tucano José Serra contra o sabatinado.

Para entrevistar Haddad, Folha e UOL escalaram um time que parecia a “selecinha” de Mano Menezes: pífio no ataque e incompetente na defesa – de Serra.

Pela Folha, arguiram o editor do caderno “Poder”, Ricardo Balthazar, a editora da seção Painel, Vera Magalhães, a colunista Barbara Gancia e, pelo UOL, seu colunista Maurício Stycer.

A entrevista se limitou às picuinhas tucanas previsíveis: Maluf, Enem, “mensalão” e bilhete mensal, principalmente. Mas também buscou equiparar a mentira de Serra em 2004 prometendo não abandonar a prefeitura à saída de Marta Suplicy do Senado para assumir o Ministério da Cultura.

Essa questão, em particular, deu vergonha alheia.

Por acaso Marta assinou vários documentos e os registrou em cartório, como Serra, prometendo não aceitar um cargo de ministra?

Senadores, deputados e vereadores de todos os partidos e de todo o Brasil deixam mandatos legislativos para assumir cargos no Poder Executivo. E podem retornar aos cargos legislativos, inclusive, porque não é preciso renunciar.

Governadores e prefeitos de todos os partidos e de todo o Brasil deixam seus mandatos para disputar cargos mais altos – prefeitos tentam ser governadores e estes, presidentes.

Por que se cobra de Serra a renúncia ao mandato de prefeito que São Paulo lhe deu? Apenas porque ele assumiu compromisso público de não renunciar.

Por que até a Folha, entre outros, cobrou isso de Serra, à época? Ora, porque todo mundo sabia que ele disputaria o governo do Estado de São Paulo dois anos depois de se candidatar a prefeito e ele negou isso até por escrito.

Não é o caso de Marta, assim como não é o de ninguém de partido nenhum que faça o que Serra fez sem mentir.

O discurso sobre “incompetência” de Haddad no Enem que os entrevistadores da Folha e do UOL chuparam de Serra também ajudou na geração de vergonha alheia. Haddad os calou respondendo que foi apenas um crime e que o culpado foi preso.

Haddad só não disse, talvez por educação, que o crime de sabotagem do certame educacional ocorreu dentro da gráfica da Folha que imprimiu as provas.

Foi escandaloso, também, que os entrevistadores não tenham perguntado Haddad sobre como enfrentaria os incêndios de favelas por “combustão espontânea” que ocorrem às dezenas só em São Paulo desde que Serra-Kassab assumiram.

Os constrangedores entrevistadores preferiram falar de “invasões” de sem-teto, trocando o problema mais gritante por um que está longe de gravidade igual.

O “mensalão”, claro, não poderia ficar de fora, apesar de Haddad não ter qualquer relação com o caso.

Tentaram vincular o sabatinado, inclusive, a José Dirceu por, como era atribuição deste enquanto ministro da Casa Civil, dar posse a outros ministros, o que fez ao nomear Haddad para a Educação no início do governo Lula.

Haddad deixou claro exatamente o que é, que não se pode condenar todo o PSDB pelos tucanos que estão envolvidos no mensalão do PSDB, ora. Assim, por que condenar todos os petistas pelas acusações a alguns deles?

A tal Barbara Gancia e sua colega Vera Magalhães tentaram arranjar relação de amizade entre Dirceu e Haddad. Apesar de não existir, se todos os amigos de Dirceu estiverem sob suspeição esses entrevistadores deveriam ter cuidado porque a lista é longa…

Afoitos por falar em corrupção (mas só do PT), aquelas criaturas que entrevistaram o petista não tiveram maior curiosidade sobre Hussain Aref Saab, ex-diretor afastado do setor de aprovação de prédios da Prefeitura de São Paulo, nomeado por Serra quando prefeito.

Para quem não sabe, durante a gestão desse sujeito a lista de imóveis de que é proprietário saltou de cerca de uma dezena para mais de uma centena e, por isso, está sendo processado pelo Ministério Público.

Haddad enfrentou tudo isso com bom humor e segurança bem maior do que a dos entrevistadores, que foram calados várias vezes por suas respostas articuladas.

O candidato do PT, surpreendentemente sereno e aparentando alto astral, chegou a ironizar de leve a renitência dos ataques dos entrevistadores.

Enfim, nesta sexta-feira será a vez de Serra ser sabatinado pelo UOL. Veremos quanta contundência será usada.

Perguntarão da Privataria Tucana? Acho que não seriam tão ousados em não perguntar, mas nunca se sabe…

Tampouco poderão deixar de fora a questão do abandono do mandato de prefeito após ter assinado documentos em cartórios prometendo o contrário.

O que será medido na sabatina de Serra pela Folha e UOL na sexta-feira, dia 14, então, será o tom, a insistência e a ousadia das questões. Adotarão tom e discurso dos adversários como fizeram com Haddad?

Este blogueiro duvida e faz pouco. E você?


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