Posts Tagged ‘TV Bandeirantes’

Em 2012, o Campeonato Brasileiro marcou a pior audiência da história

5 de dezembro de 2012

Globo_Bola_MurchaDepois de uma verdadeira guerra pelos direitos do torneio entre as emissoras do PIG, Globo e Record, a audiência do Brasileirão em 2012 teve queda de 18% na emissora da famiglia Marinho e 23%, na da famiglia Saad.

Via Almanaque da TV

A temporada de 2012 do Campeonato Brasileiro que foi a mais cara da história para a Rede Globo – especulasse que a emissora desembolsou mais de R$600 milhões pelos direitos de tevê aberta, também foi a de pior audiência.

Até o domingo, dia 25/11, os jogos renderam para a Globo 17,2 pontos de média. No ano passado, o Brasileirão marcou média de 20,9 até sua 37ª rodada. Em um ano, o Campeonato Brasileiro caiu 18% na audiência, o que equivale dizer que um em cada cinco telespectadores deixou de assistir os jogos na Globo.

Mas não foi só o canal carioca que perdeu audiência do Brasileirão. A Band caiu 23% em um ano. Marcou, em 2012, média de 5,1 pontos contra 6,6 de 2011.

Somadas, as perdas de audiência de Globo e Band apontam que mais de 1 milhão de pessoas fugiram da frente da tevê na hora do futebol na Grande São Paulo, onde cada ponto no Ibope equivale a cerca de 60 mil domicílios.

Em tese, os pontos perdidos pelas emissoras que transmitem o Campeonato Brasileiro na tevê aberta não migraram para nenhum outro canal. No ano passado, o total de tevês ligadas durante o Brasileirão era de 56,5%. Neste ano, é de 50,9%. Somente o SBT cresceu na tevê aberta durante esse período.

As informações são do jornalista Daniel Castro, do portal R7. Ainda de acordo com o jornalista, a queda de audiência no Campeonato Brasileiro 2012 fortalece uma ala da Globo que defende a volta do Brasileirão com mata-mata – realização de um jogo final entre equipes de ponta – para definir o campeão.

Justiça condena Boris Casoy e TV Bandeirantes a indenizar gari ofendido em telejornal

26 de novembro de 2012

Sindicato protesta contra Boris CCCasoy.

Rogério Barbosa em 24/11/2012

A 8ª Câmara de Direito Privado de São Paulo condenou o jornalista Boris Casoy e a TV Bandeirantes a pagar R$21 mil de indenização por danos morais ao gari Francisco Gabriel de Lima [Nota do Limpinho: valor ridículo para quem ofendeu um trabalhador em rede nacional]. Na noite de réveillon de 31 de dezembro de 2009, após Francisco Lima aparecer em uma vinheta desejando Feliz Natal, uma falha técnica levou ao ar o áudio de Boris dizendo: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.

Procurado pelo UOL, Boris disse que desconhece o teor da decisão e que cabe ao jurídico da Band dar uma resposta. A assessoria de imprensa da Band afirmou que a emissora e o apresentador só poderão se manifestar sobre a decisão depois que o processo for analisado pelo setor jurídico do canal.

O áudio foi transmitido ao vivo durante o Jornal da Band e gerou grande repercussão. No dia seguinte, quando o vídeo já tinha milhares de visualizações na internet, Boris Casoy se retratou sobre o comentário que definiu como “uma frase infeliz”. “Peço profundas desculpas aos garis e a todos os telespectadores”, afirmou Boris Casoy. O caso não terminou na imprensa e foi parar na Justiça.

Francisco Lima alegou que foi humilhado pelos comentários “preconceituosos” do âncora do Jornal da Band. Contou em juízo que foi abordado por dois jornalistas da Rede Bandeirantes que solicitaram que desejasse felicitações de ano-novo para veiculação na tevê e que não imaginava que sua participação lhe renderia “preconceito e discriminação”.

O gari ainda afirmou que não percebeu arrependimento na retratação “burocrática e pouco conveniente” de Boris Casoy e que suas desculpas não bastaram para “estancar a ferida lesada”.

Para o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), as desculpas de Boris Casoy não são suficientes para reparar o dano causado ao gari. A decisão destacou que Francisco Lima avisou aos familiares que iria “aparecer na televisão” e que a “lamentável ocorrência efetivamente ofendeu a dignidade do autor (gari)”.

Ainda de acordo com a decisão, a alegação de que não houve intenção de ofender o gari não absolve o jornalista e a emissora. Ressalta que Boris Casoy, “experiente na profissão que exerce há décadas, seguramente conhece os bastidores de um programa apresentado ao vivo e que, muitas vezes, o intervalo é interrompido sem maiores avisos ou o áudio ‘vazado’. Houve descuido de sua parte. E, ainda que tenha dito tais falas ‘em tom de brincadeira’, como narrou ao juízo a testemunha (e também jornalista) Joelmir Beting, o fato danoso ocorreu e seguramente poderia ter sido evitado”.

Por fim, o TJSP concluiu que a emissora é responsável pelo conteúdo que veicula e, por isso, deve dividir o valor da condenação com Boris Casoy. O único meio da emissora reverter a condenação é com um recurso direcionado ao Superior Tribunal de Justiça.

É pra rico ou é pra pobre?

21 de outubro de 2012

Renato Rovai em seu blog

No debate da TV Bandeirantes, José Serra desafiou Haddad na primeira oportunidade que teve a responder uma pergunta onde listava uma série de coisas que ele julgava serem ações de cunho inclusivo do ponto de vista social. E a cada exemplo que dava, surgia a pergunta: é pra rico ou pra pobre?

Serra tinha como objetivo convencer o eleitorado que ele era uma pessoa que governa para pobre. Evidente que a intenção era tão sem aderência à realidade que virou piada.

Hoje, um leitor me enviou uma página no Facebook que já agrega vários exemplos de “é pra rico ou é pra pobre” que mostram a verdadeira face dos governos tucanos na cidade de São Paulo e também no Estado.

A verdade é que a política higienista e o combate aos movimentos sociais é uma tônica dos governos tucanos. Foi assim nos anos FHC, quando as privatizações foram realizadas com a política do porrete. Não havia diálogo e a polícia era convocada para dar borrachas nos manifestantes que a questionavam. Tem sido assim na relação com os professores do estado de São Paulo durante todos os anos tucanos.

E não foi diferente na gestão Serra-Kassab na cidade de São Paulo.

Há exemplos de sobra para responder a Serra fazendo a mesma pergunta: é pra rico ou pra pobre? Por isso, para completar o post, segue uma listinha de ações da gestão Serra-Kassab que nos ajudam a responder se é para rico ou para pobre.

Perseguição a camelôs

O prefeito Gilberto Kassab publicou em 29 de maio, no Diário Oficial do Município, que centenas de ambulantes estavam com seus Termos de Permissão de Uso (TPU) cassados. Kassab ainda determinou que todos teriam 30 dias para deixarem as ruas, sem qualquer alternativa de realocação, como shoppings populares. Os comerciantes se mobilizaram e a Defensoria Pública acabou conseguindo na Justiça reaver o direito dos comerciantes voltarem a trabalhar.

Sem arte nas ruas e na periferia

Kassab também proibiu doações a artistas de rua e a própria presença deles na Avenida Paulista. O Sarau do Binho, na zona sul, foi fechado pela prefeitura, após oito anos de sucessivas tentativas de obtenção de licença para funcionar serem negadas. A indignação tomou conta das redes sociais, com protestos de artistas e famosos, como Emicida. Em julho deste ano, Kassab ameaçou fechar outro local de cultura popular: a tradicional roda de samba no Largo Santa Cecília, realizada há quase 12 anos. Por duas semanas, os participantes tiveram de cancelar a roda após ameaça da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Questionados sobre o motivo pelo qual não podiam continuar, os guardas apenas respondiam “porque não”. Os sambistas e frequentadores se organizaram e fizeram abaixo-assinado e protesto pela permanência da roda de samba.

Saúde pública vira caso de polícia

Em parceria com o governo do estado, a prefeitura iniciou em janeiro deste ano, a chamada “Operação Sufoco” na região central de São Paulo conhecida como Cracolândia, por concentrar pessoas em situação de rua viciadas em crack. A ação foi duramente criticada pela truculência da Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana, sem contar com assistência social. A operação foi implantada antes do centro de tratamento médico para usuários estar pronto e às vésperas do lançamento de um programa de combate ao crack do governo federal. Foram denunciados casos de agressões e violência contra as pessoas. As violações aos direitos humanos foram levadas à ONU. Juristas, ativistas e moradores do entorno afirmaram que a operação pretendia fazer uma “limpeza social” na região.

Fogo em favelas

Somente em 2012 foram registrados 34 incêndios em favelas de São Paulo. O último ocorreu na favela do Moinho, em 17 de setembro, deixando cerca de 300 pessoas desabrigadas. Dados levantados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) sobre valorização imobiliária mostram que não houve incêndios em favelas cujo território sofreu desvalorização. Enquanto isso, o Programa de Prevenção contra Incêndios em Assentamentos Precários (Previn) não recebeu nenhuma verba da Prefeitura neste ano. Um projeto implantado durante a gestão da Marta Suplicy (PT) na cidade conseguiu, nos seus dois anos de atividade, controlar todos os focos de fogo em favelas antes que se tornassem grandes incêndios. Apesar do custo reduzido e do sucesso nas ações, ele foi extinto por José Serra (PSDB) em 2005, e Kassab não reativou o trabalho de prevenção. Criada em abril deste ano, a CPI dos Incêndios em Favelas, da Câmara Municipal de São Paulo, tem se mostrado ineficiente. Das reuniões previstas, foram realizadas apenas três, enquanto outras cinco foram adiadas por falta de quórum.

Jardim Pantanal

De dezembro de 2009 até o início de 2010, moradores do Jardim Pantanal e do Jardim Romano, na zona leste de São Paulo, enfrentaram semanas de alagamentos, com ruas imersas em água e esgoto. Sem qualquer previsão de novas moradias, os moradores protestaram contra Kassab. As famílias desalojadas não haviam sido informadas dos planos de construção, na região, do Parque das Várzeas do Tietê. Na ocasião, houve denúncias de que os planos eram que as pessoas deixassem o bairro por conta dos alagamentos agilizando a construção do parque. No início de 2010, a Justiça obrigou a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp) a prestar esclarecimentos à Defensoria Pública do Estado de São Paulo, sobre a razão da falta de drenagem de água do alagamento ocorrido na região e da limpeza do sistema de esgoto.

Fraude bilionária na Controlar

Em março de 2012, o Ministério Público abriu investigação para apurar suposta fraude no contrato celebrado entre a Prefeitura de São Paulo e a Controlar S.A para a instalação do programa de inspeção veicular. Tanto Kassab como o Secretario Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, tiveram seus bens bloqueados pela Justiça. O MP aponta pelo menos 30 irregularidades na licitação e estima que houve um prejuízo de R$1 bilhão aos cofres públicos. Investigado criminalmente desde 2011, o MP oficializou a denúncia ao Tribunal de Justiça nesta terça (2). Kassab é acusado de crime de responsabilidade e tem 15 dias para apresentar defesa.

Esquema de propinas na habitação

Nomeado por Serra em 2005, Hussain Aref Saab, ex-diretor do Aprov (Departamento de Aprovação das Edificações), da Secretaria Municipal de Habitação, teve um crescimento patrimonial vertiginoso nos sete anos em que esteve no cargo. Aref acumulou R$50 milhões e 106 apartamentos. O órgão que dirigia era responsável pela aprovação de grandes e médias construções na cidade. Denúncias revelaram um esquema de propinas para a liberação de obras irregulares. Uma ex-diretora financeira da BGE, empresa do grupo Brookfield, afirmou que a multinacional pagou R$1,6 milhão a Aref Saab e ao vereador Aurélio Miguel (PR) para liberar obras dos shoppings Higienópolis e Paulista, na capital. O Ministério Público Estadual investiga o envolvimento de Kassab no esquema.

Subprefeituras militarizadas e desmanteladas

Kassab nomeou coronéis da Reserva da Polícia Militar para 30 das 31 subprefeituras da cidade. As subprefeituras ainda tiveram uma queda de 61% em seus orçamentos somados, enquanto isso a Secretaria da Coordenação das Subprefeituras aumentou 516%, entre 2005 e 2012. Criadas em 2002, na gestão Marta Suplicy (PT), o objetivo das subprefeituras era a descentralização e democratização da gestão pública, facilitando a participação popular, já que cabia aos subprefeitos a decisão, direção e gestão dos assuntos em nível local. Com Kassab, o efeito foi inverso, a Secretaria passou a concentrar o poder e passar as ordens para os subprefeitos. A prefeitura ainda concentra recursos nas áreas mais ricas da cidade. Em 2012, o subprefeitura Pinheiros teve aumento de 12% e a de M’Boi Mirim, uma redução de 46%.

Terreno público a venda

Foi aprovado na Câmara o projeto de lei da Prefeitura (PL271/2011) que prevê a venda de uma área de 20 mil metros quadrados no Itaim Bibi, um dos bairros mais caros da cidade e onde já quase não há mais terrenos vagos. A prefeitura pretende vender o quarteirão para o mercado imobiliário, porém no local funcionam duas escolas, uma creche, um pronto-socorro, um teatro e uma unidade da Associação de Pais e Amigos Excepcionais (Apae). A proposta é criticada por urbanistas e moradores, que se mobilizaram para evitar a tragédia.

Esquema de favorecimento na Virada Cultural

Uma das únicas iniciativas de cultura na cidade – que dura dois dos 365 dias do ano – a Virada Cultural foi alvo de denúncias sobre um suposto esquema de favorecimento a um grupo de empresas. Revelada pelo SPressoSP, a denúncia atinge pessoas da gestão Kassab, em especial José Mauro Gnaspini, assessor do secretário de Cultura Carlos Augusto Calil. O Ministério Público instaurou inquérito civil para investigar os contratos das empresas que participaram do evento. Após as reportagens do SPressoSP, outro denunciante revelou que o contrato de um dos trabalhos que fez com a Virada Cultural, depois de pronto, foi refeito para que se acrescentassem mais 10 mil reais.

Cidade proibida

As proibições de Kassab foram a marca de suas gestões, sempre sem consulta popular via decreto. Inimagináveis, elas viraram motivo de chacota nas redes sociais, com direito a Tumblr e Marchinha do Proibidão. O prefeito proibiu desde feirante poder gritar em feira livre até mendigo de deitar em banco de praça, que passaram a ter barras de ferros “antimendigos”. Aliás, na ligação das avenidas Paulista e Doutor Arnaldo, ele colocou construções de concreto, com piso de chapisco com superfície das rampas, áspera e irregular, para impedir a permanência de moradores de rua. Há mais de 50 anos na Praça Roosevelt, os feirantes foram proibidos de permanecer no local, tiveram que mudar para outra rua. O ápice de suas proibições foi a tentativa de acabar com a distribuição de sopa a moradores de rua. Com a mobilização da população, o prefeito foi obrigado a recuar.

Colaborou: Adriana Delorenzo

Soninha: “Se o Serra se candidatar de novo, eu mato ele.”

19 de outubro de 2012

Em casa, a última palavra é sempre da patroa.

Via Portal Terra

Derrotada no 1º turno das eleições municipais, a candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, defendeu na noite de quinta-feira, dia 18, o candidato do PSDB, José Serra, pelo fato de ele não ter cumprido todo o mandato, uma vez que em 2006 o tucano deixou o cargo de prefeito para disputar o governo do Estado de São Paulo. Soninha disse que “acredita” que Serra tinha mesmo a intenção de cumprir a gestão até o fim, mas brincou quando questionada sobre a possibilidade dele repetir a estratégia.

“Se ele sair candidato de novo daqui a dois anos, eu mato ele. Eu acredito realmente que, quando assinou o papel, ele pretendi ficar no cargo. Mas [Serra] foi convidado insistentemente pelo PSDB para disputar o governo do Estado [na época]. Chamar ele de fujão é inacreditável. Ele foi ser governador”, disse em referência às críticas feitas pelo adversário Fernando Haddad, candidato do PT.

Aliada de Serra no 2º turno, Soninha conversou com a imprensa antes do início do debate na TV Bandeirantes. Ela contou que fica “mais nervosa” quando tem de assistir ao encontro do que quando participa como candidata. “Eu espero não passar nervoso. Fico muito mais nervosa quando assisto do que debatendo”, afirmou.

No primeiro debate, em 2/8, Haddad quer popularizar suas propostas e Serra, descolar-se de Kassab

31 de julho de 2012

Marina Dias, via Terra Magazine

O primeiro debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo já tem dia marcado para acontecer. Às 22 horas da quinta-feira, dia 2 de agosto, oito nomes que disputam a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) estarão a postos, nos estúdios da Band, para debater propostas e, claro, trocar ataques.

O núcleo das campanhas do tucano José Serra e do petista Fernando Haddad seguem na mesma expectativa: como os dois vão se sair na estreia do embate público televisionado.

No entanto, pela experiência de Serra e inexperiência de Haddad em debates como o desta semana, as estratégias adotadas por PT e PSDB serão diferentes. Além disso, devido ao grande número de candidatos participantes, tucanos e petistas sabem que é quase impossível polarizar a discussão.

De acordo com dirigentes da campanha do PT, Haddad precisa usar o debate para se tornar conhecido e popularizar suas propostas de forma objetiva. O candidato ainda é desconhecido de grande parte do eleitorado da capital paulista e tem apenas 7% das intenções de voto segundo as últimas pesquisas.

Nesse caminho de “discurso propositivo”, os ataques à gestão Kassab, que apoia Serra nas eleições deste ano, serão feitos somente quando Haddad enumera os problemas da cidade antes de fazer sua proposta. “Os ataques não serão gratuitos, mas tentaremos ‘grudar’ a imagem de Kassab a Serra sempre que houver oportunidade”, diz um dos petistas do QG haddadista.

Outro desafio de Haddad é diminuir o tempo de suas exposições. Com cacoete de professor universitário, o petista costuma se prolongar em diversas respostas e, muitas vezes, é pouco objetivo ao explicar uma questão. Um dos exercícios que tem feito nos últimos dias é cronometrar suas falas entre um e três minutos. “Ele tem se saído bem”, garante um assessor próximo.

Desde a semana passada, Haddad se prepara para seu primeiro debate como candidato. Além de estudar dados e estatísticas sobre a cidade – Haddad adora números e exemplificar suas ações com eles –, o petista treina respostas para as perguntas que sua equipe de comunicação, comandada pelo marqueteiro baiano João Santana, tem certeza que serão feitas pelos adversários.

Assuntos como as falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) durante sua gestão como ministro da Educação, o kit gay, o julgamento do mensalão, que tem início na mesma quinta-feira, entre outros, são esperados pelos petistas. Mas eles garantem que Haddad tem como explicar sobre as questões “com muita tranquilidade”.

Estratégia tucana

Já a estratégia de José Serra será falar sobre suas realizações próprias em São Paulo, como prefeito (2005-2006) e governador (2007-2010), e enaltecer as obras do governador Geraldo Alckmin (PSDB) no Estado. Serra quer mostrar que sua experiência como gestor é o “melhor caminho para a cidade”.

Segundo interlocutores do tucano, ele evitará fazer exposições diretas sobre a gestão de Gilberto Kassab, um de seus principais aliados, em razão do mau desempenho do prefeito nas últimas pesquisas que avaliaram sua administração.

A ideia é não ir contra a opinião pública e seguir essa estratégia pelo menos nos debates e no horário eleitoral gratuito, que estreia dia 21 de agosto no rádio e TV.

Números da última pesquisa Datafolha mostram que a população atribui nota 4,4 à gestão Kassab. Frente aos resultados, Serra pede que o prefeito continue atuando nos bastidores, principalmente nas conversas com aliados, mas evitará falar do prefeito no debate e na TV.


%d blogueiros gostam disto: