Posts Tagged ‘Tucana’

São Paulo: Quarta-feira, dia 14, protesto contra a corrupção tucana

13 de agosto de 2013

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Com informações do Sindicato dos Metroviários

Acontecerá na quarta-feira, dia 14/8, a partir das 15 horas, no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, ato contra trensalão tucano e por um transporte público, estatal e de qualidade. O protesto contará com a participação de várias entidades representativas da sociedade, dentre elas, do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. Um outro protesto, organizado por movimentos de moradia popular e por entidades sindicais, está previsto para a última semana de agosto e também terá como mote as denúncias de formação de cartel no setor de transportes do estado.

“Nós apoiaremos a manifestação, que, na verdade, foi convocada pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo. A reivindicação é de que o dinheiro público seja investido em transporte público, e não haja desvios”, explicou o estudante Caio Martins, do Movimento do Passe Livre.

Alckmin tem convivido há dez dias com protestos em frente à sede do governo, na Zona Sul da capital. Um grupo de dez manifestantes está acampado diante do Palácio dos Bandeirantes. Eles não descartam deslocar o protesto para a frente do imóvel onde Alckmin mora.

A concentração será no Vale do Anhangabaú, a partir das 15 horas. Depois seguirá até a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, onde será entregue uma pauta de reivindicações, que tem como eixo o transporte público, estatal e de qualidade e contra a corrupção na Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

Metro_Siemens46_Carta

Apesar da blindagem da “grande mídia”, o caso da corrupção tucana avança

31 de julho de 2013
Metro_Siemens16_Presidente

A Siemens demitiu seu presidente-executivo, Peter Loescher.

Ministério Público Estadual entra na investigação sobre propina e superfaturamento de obras no Metrô e nos trens metropolitanos de São Paulo, denunciados pela empresa alemã, que integra o cartel. O órgão pedirá às Justiças suíça e alemã cópias de depoimentos e de documentos bancários com indícios de supostos pagamentos feitos por executivos a “agentes públicos” que trabalharam no governo do Estado. Enquanto isso, com exceção da revista IstoÉ, que deu detalhes do caso, a imprensa em geral blinda autoridades tucanas envolvidas. Em meio a essa turbulência no Brasil, a Siemens demite seu presidente-executivo, Peter Loescher.

Via Brasil 247

Apesar da blindagem geral da imprensa, o caso Siemens acaba de ganhar um impulso. O Ministério Público Estadual entrou na investigação que trata de propina e superfaturamento de obras no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), denunciados pela multinacional alemã, que integra o cartel. O órgão pedirá às Justiças suíça e alemã cópias de depoimentos e de documentos bancários com indícios de supostos pagamentos feitos por executivos a “agentes públicos” que trabalharam no governo do Estado.

Quatro promotores paulistas se encontraram, na semana passada, com seis advogados da empresa. Já se sabe da existência de depoimentos de executivos em que são relatados pagamentos a dirigentes das duas empresas de transporte sobre trilhos do Estado. O objetivo, agora, é investigar a denúncia de pagamentos de propina a autoridades do governo paulista durante os 20 anos de administração do PSDB, passando pelas gestões de Mário Covas (1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (2007-2010).

Também há suspeita do crime de lavagem de dinheiro. Nos depoimentos dos ex-executivos da multinacional, que fizeram em maio um acordo de leniência – quando o delator fica isento de punições – para delatar a existência de um cartel em São Paulo e em Brasília, foi denunciada a participação de 15 empresas, em um caso que está sendo investigado pela Procuradoria Geral da República.

De acordo com reportagens divulgadas nas duas últimas edições da revista IstoÉ, que teve acesso a documentos sobre as declarações de executivos da Siemens, houve a participação tanto de servidores públicos como de autoridades do governo, que também teriam sido beneficiados. “De acordo com testemunhos oferecidos ao Cade e ao Ministério Público, esse contrato rendeu uma comissão de 7,5% a políticos do PSDB e dirigentes da estatal”, diz o texto, que aponta que os cofres paulistas foram lesados em ao menos R$425 milhões com o superfaturamento das obras.

Blindagem da mídia

O caso Siemens foi divulgado primeiramente pela Folha de S.Paulo, que apesar do furo, praticamente não voltou ao assunto nos dias que se seguiram. Na segunda-feira, dia 29, o jornal publicou uma segunda reportagem, informando que a Siemens admitia devolver o dinheiro das licitações pelas quais foi beneficiada. No texto, porém, não constava a participação de nenhum dos governos tucanos. O deputado petista Ricardo Berzoini comentou o fato: “Nunca vi nada igual! Rabo preso com o PSDB?”. Os jornais concorrentes também não têm dado espaço para a investigação.

Presidente é demitido

Em meio à má fase pela qual passa a empresa no Brasil, o presidente-executivo da Siemens, Peter Loescher, terá sua demissão oficializada durante reunião do conselho na quarta-feira, dia 31. O homem-forte deixa a direção do grupo alemão depois de ter emitido um alerta cortando sua meta de margem de lucro para 2014, o que arrastou o preço das ações da Siemens. O executivo interpretou erroneamente o desenvolvimento da demanda nos principais mercados do grupo. A demissão pode arrastar também o presidente do Conselho de Administração, Gerhard Cromme.

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Eliane Cantanhêde quebra o bico novamente

5 de junho de 2013

Eliane_Cantanhede15Altamiro Borges em seu blog

A jornalista Eliane Cantanhêde, a da “massa cheirosa” tucana, quebrou mais uma vez o bico na terça-feira, dia 4. Em sua coluna na Folha, ela exibiu seu pessimismo oposicionista já no título: “A má notícia nossa de cada dia”. E atacou: “A presidente Dilma que vá nos perdoando, mas já virou rotina: todo dia é dia de má notícia, sobretudo na economia”. Nem bem acabou de bravatear as suas teses apocalípticas, baseadas em suas fontes rentistas e nas suas íntimas relações com o alto tucanato, e o IBGE divulgou no mesmo dia que a produção industrial teve um aumento expressivo em abril, de 1,8% – o que deve reverter as previsões alarmistas sobre o crescimento da economia neste ano.

Eliane Cantanhêde, Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg – os dois últimos, serviçais da Rede Globo – são alguns dos mais famosos urubólogos da mídia. Vivem e ganham dinheiro prevendo desgraças. A colunista da Folha se diz “especialista” em política, mas gosta de dar seus pitacos sobre a economia. No triste reinado de FHC, ela justificou as privatizações, a redução do papel do Estado, a flexibilização das leis trabalhistas e outras medidas amargas do neoliberalismo. Já nos governos Lula e Dilma, Eliane Cantanhêde assumiu a “posição oposicionista” ferrenha, como ordenou a executiva do Grupo Folha e ex-presidenta da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Judith Brito.

No artigo de terça-feira, dia 4, a jornalista da “massa cheirosa” tucana voltou a prever o pior dos mundos no Brasil. “Há convergência de crescimento baixo com inflação sempre no teto da meta, juros subindo, indústria acuada, famílias consumindo menos, superávit primário (economia para pagar juros) decepcionante e dólar disparando. Tudo, então, fica assim: o pior desde não sei quando, o mais baixo da história, a maior queda em tantos anos… E o governo respondendo sempre com um mesmo dado: os altos níveis de emprego, o que é de fato muito bom e tem efeitos eleitorais certeiros, mas não é suficiente para salvar a lavoura”.

No final do texto, ela quase comemorou: “Esse cenário e o clima não são bons para a imagem de Dilma hoje e não ajudam a reeleição amanhã”. O que ela falará amanhã sobre o crescimento da produção industrial, ou sobre o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que elogia o papel do Brasil no combate à miséria ou mesmo sobre as novas projeções de queda da inflação. Possivelmente, nada. Ela só gosta de notícias ruins. Como tucana de carteirinha, Eliane Cantanhêde vai continuar quebrando o longo bico!

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Renovação tucana envolve até Luciano Huck

4 de novembro de 2012

Apresentador da Globo é o primeiro nome lembrado numa reportagem de O Estado de S.Paulo sobre eventuais “apostas para o futuro” do PSDB. O rumor do projeto político de Huck circulou no ano passado, quando ele foi objeto de capas de Alfa e Veja, duas revistas da Editora Abril. É assim que o partido vai se aproximar dos mais pobres, como pretende FHC?

Via Brasil 247 e lido no Blog da Dilma

Numa extensa reportagem de domingo, dia 4, assinada pela bem informada repórter Julia Dualibi, O Estado de S.Paulo aponta quais seriam as grandes apostas do PSDB para o futuro, em seu projeto de renovação defendido por lideranças como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aécio Neves (leia mais aqui).

Entre os nomes citados, o primeiro é o do apresentador da Globo, Luciano Huck. “O apresentador de tevê, amigo de Aécio e FHC, é apontado como possibilidade no médio prazo. Para tucanos, Huck poderia disputar o senado em 2018”, informa o Estadão.

No passado recente, ele foi capa de duas revistas da Abril: uma de Veja, que falava da “reinvenção do bom-mocismo”; e uma de Alfa, em que Huck insinuava seu desejo de disputar a Presidência.

A reação foi forte, inclusive aqui no Brasil 247, que o apontou como novo Collor (leia mais aqui), e o apresentador nunca mais tocou no assunto. No domingo, dia 4, no entanto, voltou a ser lembrado.

Em seu artigo deste fim de semana, FHC fala da necessidade do PSDB de se aproximar dos mais pobres e deixar de ser visto como o “partido dos ricos”. Será que é possível como uma aposta tão identificada com o estereótipo do “mauricinho”?

O tucanoduto e os segredos de Civita – Parte 5

22 de setembro de 2012

José Serra, os números do Datafolha e a revelação de quem é a Rainha de Espadas dos pesadelos de Civita.

Antonio Mello em seu blog

Se você não leu a Parte 1 (clique aqui), a 2 (clique aqui), a 3 (clique aqui) e a 4 (clique aqui) ou então prossiga.

Os pesadelos com a Rainha de Espadas sempre atormentaram o presidente do Grupo Abril e da revista Veja Roberto Civita, desde que era uma criança em Milão, onde nasceu. A princípio, a imagem que lhe vinha dela era a da Madrasta Má, da Branca de Neve.

Com o passar dos anos, a imagem se escanesceu, mas não sumiu de todo. Quando sonha com a Rainha de Espadas, acorda sempre apavorado, como o menino que foi. E sente que alguma coisa de muito ruim está por lhe acontecer, sem saber exatamente o quê.

Por isso, pesquisou o significado da Rainha de Espadas em vários livros místicos, à procura de algo que lhe ajudasse a desvendar quem era e por que o aterrorizava tanto.

Resumidamente, destacou algumas qualidades comuns à Rainha de Espadas em vários místicos:

A Rainha de Espadas é a mais racional de todas as rainhas. É aquela mulher intelectual, para quem o conhecimento é importante. Assim, está sempre estudando e querendo saber mais coisas, para se manter sempre atualizada e estimular sua inteligência. Seu contato com o mundo é mais racional e por isso está sempre querendo compreender tudo pela razão. O risco dessa mulher é se tornar alguém pragmática demais, com dificuldade de entrar em contato com suas emoções. A Rainha de Espadas pode se tornar uma mulher mais fria e calculista, sempre preocupada e muito distante de seus sentimentos.

Quando acordou mais uma vez do pesadelo com a Rainha de Espadas, após a desfeita que julga ter sofrido da presidenta Dilma e do ministro Mantega, o que deixou Civita intrigado é que, pela primeira vez, ele sentiu que conhecia aquele olhar. Precisava pesquisar, puxar pela memória para descobrir onde o teria visto e a quem pertenceria.

No entanto, pressionado pela repercussão altamente negativa da reportagem da revista Veja em que um suposto Marcos Valério teria afirmado que o ex-presidente Lula era o chefe do “mensalão” do PT, Civita deixou o assunto de lado.

Felizmente, com os contatos certos, a maré, ao final da semana, parecia estar virando a seu favor. Seu ex-empregado Kamel foi alçado ao posto mais alto do jornalismo da Rede Globo. Com uma manobra engendrada por Serra, o Datafolha, do Grupo Folha, trabalhou com a margem de erro e, contrariando todos os demais institutos, apontou uma subida na intenção de votos de seu candidato e uma queda na do adversário a ser batido, Haddad, para derrotar o “nove dedos”.

O objetivo é desconcentrar a campanha do petista e induzi-los a erros e a brigas internas por poder – no que o PT é especialista.

Um segundo turno entre Serra e Russomano é o sonho de Civita. Com seus repórteres investigativos na Papuda, ele conta com os policiais federais e demais arapongas que sempre trabalharam para Serra. Há material para desconstruir Russomano e não deixar pedra sobre pedra. Policarpo Jr. trabalha nisso e lhe afirmou que o candidato de Edir Macedo não resiste a uma capa de Veja.

“Vai ser minha salvação. Com Serra na prefeitura, o Grupo Abril pode continuar investindo em livros didáticos, com a revista Veja fazendo o mesmo papel de derrubar as pretensões do “nove dedos” de se perpetuar e a seu grupo no poder.”

Para quem chegou a pensar que a sexta-feira da semana passada era a do seu fim, Civita está tão feliz hoje que resolveu fazer uma limpeza em sua mesa, que há muito estava entulhada com vários papéis, folhas avulsas, provas de revistas.

Foi quando, em meio ao amontoado, surgiu a foto daquele olhar que reconhecera como o da Rainha de Espadas.

Sim, era ela, aquele olhar dela, e o menino que ele foi entrou imediatamente em sua sala, sentou-se em sua cadeira e, com as mãos trêmulas de terror, segurou a foto dela, a Rainha de Espadas.

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O tucanoduto e os segredos de Civita – Parte 4

O tucanoduto e os segredos de Civita – Parte 4

20 de setembro de 2012

Civita foi pedir socorro a Policarpo, o fiel escudeiro de Cachoeira.

Como a reportagem caluniosa encomendada por Serra pode levar o Grupo Abril ao abismo.

Antônio Mello em seu blog

Se você não leu a Parte 1 (clique aqui), a 2 (clique aqui) e a 3 (clique aqui) ou então prossiga.

Ao chegar sem aviso à sala do diretor de Veja em Brasília, Policarpo Jr., Civita foi surpreendido com a cena insólita de vê-lo sentado na cadeira, com calças e cuecas arriadas até o chão e um homem quase careca ajoelhado a sua frente, com a cabeça entre suas pernas, numa posição de…

“Fechei a porta e saí dali. Não queria imaginar o que estaria acontecendo. Ou melhor, não podia. Se o homem ajoelhado fosse quem eu pensava, teria de demitir um de meus mais dedicados colaboradores”, disse Civita. Não chegou a declinar o nome, mas pistas que soltou aqui e ali para alguns amigos indicam quem seja. “Como posso julgar um homem de fidelidade canina, que escreve seus posts na madrugada e passa o dia escrevendo centenas – às vezes, milhares – de comentários forjados em seu blog?”

Civita se lembrou da cena, quando pensou em procurar Policarpo para tentar uma solução para seu problema com a última edição de Veja. Temia ter passado do limite e receber uma resposta agressiva do governo, logo agora que o Grupo Abril se encontra à beira da falência.

Não foi a Brasília e Policarpo veio até ele com a solução. Mas, para aplicar a ideia de Policarpo, Civita precisaria utilizar um jornalista que não fosse de Veja nem da Abril, mas tivesse a mesma determinação de caluniar o “nove dedos”. Pensou em O Globo e ligou para Kamel, seu ex-empregado.

Nota do Blog do Mello: Como estes acontecimentos são recentes, não pudemos confirmar com Civita nem seus amigos e interlocutores se o jornalista escolhido foi o blogueiro de O Globo Ricardo Noblat. Mas tudo indica que sim, porque Noblat começou a disparar postagens em seu blog e no Twitter utilizando informação que já constava de uma reportagem do mesmo Rodrigo Rangel que editou a dessa última semana, a mando de Serra. Confira:

Para mostrar que não estava blefando, como já fizera em outras ocasiões, o empresário [Marcos Valério] disse que enviaria às autoridades um vídeo com um depoimento bombástico, gravado por ele em três cópias e escondido em lugares seguros. Seria parte do acordo de delação premiada com os procuradores. Seu arsenal também incluiria mensagens e documentos que provariam suas acusações [clique aqui para ler a íntegra da reportagem de 22/7/2012].

Não é muito semelhante à história dos quatro vídeos espalhada por Noblat?

Mas nosso blog não especula. Trabalhamos apenas com fontes confiáveis, pessoas ligadas ao presidente do Grupo Abril e da revista Veja, Roberto Civita. E o que elas nos contaram, além do que até aqui relatamos, fala também de um pesadelo recorrente de Civita.

Rainha de Espadas

O pesadelo com a Rainha de Espadas perturba Roberto Civita desde sempre. Nunca procurou um psicanalista para ajudá-lo a decifrar o mistério por um motivo que diz muito de sua personalidade: “As pessoas pagam para me ouvir falar. É um absurdo que eu tenha de pagar a alguém para que me ouça.”

Por isso, o pesadelo o atormenta, sem que ele consiga decifrá-lo. Sempre surge num momento de crise. E surgiu mais uma vez agora, naquela sexta-feira em que a presidenta Dilma desmarcou sua ida ao seminário para mais de mil empresários e o ministro da Fazenda Guido Mantega abandonou a mesa de debates sem justificativa.

Civita saiu meneando a cabeça, com a sensação de que o chão se abria a seus pés. A reportagem encomendada por Serra (“com aspas, com aspas”) pode ter sido a gota que faltava para transbordar o ressentimento do governo com a revista e, com a rejeição recorde de Serra em São Paulo, esse poderia ser o mais largo passo do Grupo Abril em direção ao abismo.

Civita tomou a decisão costumeira: engoliu alguns comprimidos de tranquilizante e pediu ao motorista para dirigir sem destino pela capital paulista. Logo, ele estaria dormindo, como de outras vezes, um sono profundo, sem sonhos, que poderia durar um dia inteiro.

Surpreendentemente, isso não aconteceu. Ele mais uma vez sonhou que estava num lugar enevoado, sem saber onde e por que estava ali, e era direcionado a uma sala, com uma mesa oval no centro. Nela, uma toalha de renda branca, com vários objetos misturados e espalhados – búzios, baralhos diversos, cordões – até que uma mão – sempre aquela mão –, uma mão de mulher, com muitas pulseiras, jogava a sua frente uma carta. E depois virava a carta e revelava a Rainha de Espadas. Mais uma vez, tomado de intenso pavor diante da carta, Civita acordou. Como das outras vezes em que tinha o pesadelo.

Com uma diferença. Dessa vez, algo lhe chamou a atenção: o olhar da Rainha de Espadas, que o aterrorizara a vida inteira, lhe pareceu, pela primeira vez, subitamente familiar. Conhecia aquele olhar. Mas, de onde?

Puxou pela memória. Pesquisou. E quando descobriu de quem era o olhar da Rainha de Espadas Civita ficou mais aterrorizado ainda. (Continua amanhã)

[O Blog do Mello diz que as afirmações foram feitas a diversos interlocutores. Procurado por nossa equipe, que atravessou a Dutra numa Kombi comprada com o Bolsa-Twitter, Civita não foi encontrado, não quis dar entrevista, mas não desmentiu nada. A maior parte desta reportagem foi copiada da própria Veja, trocando apenas os nomes das pessoas para dar veracidade às informações. Tentamos também contato por meio de nosso celular. Mas nosso plano Infinity da Tim não permitiu que nenhuma ligação se completasse. Por isso não conseguimos entrevista com Civita, Serra ou FHC, mas, frisamos, nenhum deles desmentiu nada. E, por favor, ministro Paulo Bernardo e Anatel, vamos dar um jeito nessa pouca vergonha das operadoras ou aumente a nossa Bolsa-Twitter].

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