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TJMG: Processo que incrimina governantes mineiros desaparece

15 de julho de 2013
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Anastasia e Aécio: Os processos contra eles sumiram.

Certidão do TJMG atesta que processo contendo provas de corrupção, assassinato e suborno que incriminam o grupo de Aécio Neves desapareceu.

Marco Aurélio Carone, via Novo Jornal

Só mesmo por meio da interferência de organismos internacionais a moralidade e a legalidade poderão ser restauradas em Minas Gerais. A princípio imaginava-se que uma intervenção federal seria suficiente para pôr fim as constantes quebras das garantias civis e do Estado Democrático de Direito, porém sabe-se agora que a organização criminosa que opera em Minas Gerais tem apoio e até mesmo participação de integrantes da máquina pública federal.

Hoje sem medo de cometer injustiça, pode-se afirmar que os diversos poderes do Estado de Minas Gerais encontram-se reféns de um grupo criminoso que ameaça, intimida, frauda, sequestra e mata sob a proteção das instituições do governo do Estado. A Polícia, o Ministério Público e a Justiça que deveriam combater a organização criminosa estão imobilizadas devido o comprometimento de seus dirigentes.

Não se pode isentar de culpa nem mesmo o governador, Antônio Anastasia, uma vez que é de seu total conhecimento o que vem ocorrendo no Estado. É bem verdade que Anastasia herdou de Aécio o esquema criminoso já montado, entretanto a permanência do mesmo assim como de seus integrantes junto à máquina pública estatal indiscutivelmente depende de sua cumplicidade.

Como já narrado em outras reportagens, Minas Gerais se transformou em um Estado perigoso de se viver, e principalmente para constituir família e criar filhos, em função da inversão de valores após a eleição de Aécio Neves em 2002. Diante de seus vícios e hábitos, sua ida para o Poder representou a captura das instituições do governo por seus companheiros de vício e práticas.

Literalmente, a droga, a corrupção e a pederastia, (não confundir com homossexualismo, opção sexual) passou a ser quesito primordial para escolha de seus assessores e auxiliares. Evidente que a imprensa pouco falou a este respeito devido à censura imposta, contudo os que não eram adeptos do vício e das práticas de Aécio foram afastados do círculo do Poder.

Até mesmo no interior do Estado, tal fato ocorreu através da eleição de prefeitos e vereadores adeptos do que se convencionou chamar de “modelo Aécio”.

Por justiça, é necessário destacar que a grande maioria dos integrantes do TJMG e do MPMG vem lutando contra este estado de desmanche institucional, porém, desembargadores, juízes, promotores e procuradores são impotentes diante do comprometimento de seus dirigentes com o “modelo Aécio”.

Durante seis anos tramitou no TJMG o processo nº 0024.06.001.850-4 oriundo do inquérito nº 1027539, colhendo provas e depoimentos de integrantes e vítimas do esquema criminoso montado no Poder Judiciário, no Ministério Público e na Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, até que o mesmo foi noticiado por Novojornal.

A partir deste momento o processo passou a tirar o sono de Aécio Neves, pois as investigações fatalmente chegariam a ele devido seu envolvimento em fatos apurados e citados nas investigações e da comprovada participação de seus principais assessores e amigos no esquema criminoso.

Além de Aécio, grandes empresários, advogados e alguns integrantes dos Poderes, Executivo, Legislativo, Judiciário do Ministério Público e da Polícia Civil de Minas Gerais também passaram a temer o processo.

Após a instauração do inquérito nº 3530 no STF em Brasília devido ao atentado contra Nilton Monteiro atribuído a Césio Soares Andrade, Eduardo Azeredo e Walfrido dos Mares Guia o processo anteriormente citado passou a ser cobrado insistentemente pela Polícia Federal, pelo STF e CNJ e ninguém o encontrava.

Segundo seus colegas, incansável foi à busca pelo advogado Dino Miraglia, nas diversas varas por onde passou o processo para encontrá-lo e comprovar serem verdadeiros os documentos e fatos narrados por Milton Monteiro, que embora não condenado, se encontra preso por prazo “indeterminado” sob a acusação de falsificação de documentos. Diante da insistência do Dr. Dino o TJMG foi obrigado a certificar que o processo havia desaparecido.

Consta da representação do Dr. Dino ao CNJ que o delegado Nabak vem avocando todas as investigações que tenham relação com o grupo criminoso a exemplo dos inquéritos que estavam sob sua presidência quando de sua transferência do DEOESP e de ser o responsável pelo desaparecimento do processo.

A atuação do delegado é igualmente investigada em vários procedimentos instaurados pelo Ministério Público Mineiro e através da Ação Penal do processo nº 0024.13.003.776-6 por ter ameaçado de morte o advogado de Monteiro, Dr. Dino Miraglia.

Enquanto isto, Nilton Monteiro permanece como preso político do PSDB mineiro, tendo em vista ter entregado a “Lista de Furnas”, a “Lista do Mourão”, AP 2280 ao STF e por ser a principal testemunha de acusação no processo do Mensalão tucano. Segundo versão corrente no meio jurídico, dificilmente o mesmo sairá vivo da prisão, principalmente, após o atentado conforme apurado no inquérito 3530 do STF.

Novojornal teve acesso à representação do Advogado Dino Miraglia e de Milton Monteiro ao Conselho Nacional de Justiça – CNJ, acompanhada das principais peças constantes do processo desaparecido. Tais peças são disponibilizadas com exclusividade para nossos leitores. Trata-se de documentos que chocam qualquer cidadão comum, pois mostram as vísceras do Poder construído por Aécio Neves e seu grupo.

Importante: Todos os documentos apresentados nesta reportagem estão autenticados e a disposição do TJMG com o advogado Dr. Dino Miraglia, caso o Tribunal queira restaurar o processo desaparecido.

Que fase: A Globo tentou subornar Levy Fidelix, o candidato do aerotrem

2 de outubro de 2012

Levy Fidelix entrou na Justiça Eleitoral para garantir seu direito de participar do debate da Rede Globo.

Após obter cancelamento de debate, Levy Fidelix quer CPI contra Globo. O candidato afirma ter sido procurado por funcionários da emissora para que desistisse de participar do debate em troca de um espaço maior dentro da cobertura jornalística nos telejornais regionais.

Via Portal Terra

Após a Rede Globo cancelar na terça-feira, dia 2, o debate que seria realizado na quinta-feira, dia 4, entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, o concorrente do PRTB, Levy Fidelix, afirmou que vai trabalhar para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara dos Deputados, para investigar a emissora.

O presidente nacional do PRTB afirmou que conversará com o representante de seu partido na Câmara, o deputado federal Auréo Lídio Moreira Ribeiro (RJ), e com seus “amigos” no legislativo nacional para instaurar um processo contra a emissora, que, segundo ele, tem problemas com a arrecadação de impostos.

Levy venceu na Justiça Eleitoral de São Paulo uma ação contra a emissora, que pretendia realizar o debate de São Paulo com, no máximo, seis candidatos, e deixar de fora o postulante do PRTB. Baseado na Lei Eleitoral, que garante participação de um concorrente cujo partido possui representantes na Câmara dos Deputados, Levy tentou na Justiça garantir sua participação no programa.

A Globo recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TER/SP), mas, segundo nota da própria emissora, o debate foi cancelado “devido à falta de tempo para garanti-lo na Justiça”, já que o TSE ainda não se posicionou sobre o assunto.

A emissora pretendia realizar o debate com apenas seis candidatos – Celso Russomano (PRB), José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB), Soninha Francine (PPS) e Paulinho da Força (PDT), os primeiros colocados nas pesquisas –, formato que considera “ideal”.

Além de Levy, Carlos Giannazi (PSOL) também possui direito de participar do debate, de acordo com a Lei Eleitoral, e também brigava na Justiça para garantir sua participação.

Em 2008, a emissora cancelou o debate na capital paulista também pelo excesso de candidatos.

Segundo o candidato do PRTB, a Globo “tentou usurpar a competência do Congresso” e se considera “acima da lei”. “A Justiça deu na testa da Globo”, afirmou Levy, que considerou “radical” o cancelamento do debate. “Para mim, perdeu a democracia”, declarou.

Negociação

O candidato afirma ter sido procurado por funcionários da emissora para que desistisse de participar do debate em troca de um espaço maior dentro da cobertura jornalística nos telejornais regionais. “Tentaram me comprar”, disse.

Além da TV Globo, a TV Record também cancelou seu debate, que iria ao ar na segunda-feira, dia 1º. A emissora alegou que o debate não poderia ser realizado sem a participação de Celso Russomano, que não poderia participar por conta do nascimento de sua filha, e José Serra, que, de acordo com a emissora, não havia confirmado presença, afirmação negada pelo tucano.

Para Levy, o debate da Record foi cancelado para “proteger” Russomano na reta final da eleição. “É uma farsa”, disse sobre o líder nas pesquisas de intenção de votos. E questionou: “Será que a Globo tem algum candidato?”

Procurada, a Rede Globo não se manifestou a respeito das afirmações do candidato, e se limitou a dizer que, “como em todos os anos, se buscou um acordo para viabilizar um debate com seis candidatos, número máximo viável para uma discussão produtiva. E isso não foi possível.”

Leia também:

Globo cancela debate em São Paulo para proteger Serra

Globo não revela seus codinomes no relatório da propina a Ricardo Teixeira

14 de julho de 2012

Helena Sthephanowitz, via Rede Brasil Atual

Quando o Tribunal Federal da Suíça autorizou a divulgação da documentação do caso ISL/Fifa, onde aparecem as propinas pagas a Ricardo Teixeira e João Havelange, exigiu que todos os nomes dos não acusados fossem trocados por códigos. Assim, o documento divulgado pela promotoria usa codinomes para empresas e pessoas que aparecem apenas citadas, mas não foram acusadas no processo.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, concedeu entrevista e disse que o “P1” era ele, e não via necessidade nenhuma de ver seu nome e de outros trocados por códigos, até porque não era acusado e qualquer um deduz que P1 era ele, pelo contexto em que é citado, como presidente da Fifa e sucessor de Havelange.

A Globo e a Globosat são citadas como “Company 2” e “Company 3”, o que também é fácil de deduzir pelo contexto, citadas como detentoras dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002 e 2006 para o Brasil.

No entanto, a TV Globo se sentiu envergonhada e fugiu de se identificar quando deu a notícia em seus noticiários.

Na versão dos telejornais da emissora, Ricardo Teixeira e João Havelange apenas receberam “comissões” do grupo ISL, e responderam por gestão fraudulenta. Esconderam do telespectador o motivo da propina: a venda dos direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002 e 2006 para tevês. E no Brasil todo mundo sabe que a compradora foi a Globo para a TV aberta, e a Globosat para TV por assinatura.

Ora, se a Globo não é acusada, pois oficialmente apenas pagou à ISL, e foi esta quem pagou a propina a Teixeira e Havelange, a emissora deveria noticiar de forma indignada, pois teria sido vítima ao comprar os direitos de transmissão com a propina embutida no preço. Se preferiu esconder essa parte da notícia do telespectador, é porque talvez não se sinta exatamente como vítima, e talvez Teixeira e Havelange, se atacados, pudessem vir a revelar segredos que trouxessem embaraços à emissora.

Outro trecho do relatório do promotor suíço, ajuda a entender o motivo para a Globo preferir se manter oculta na notícia, pois diz que Ricardo Teixeira, como presidente da CBF, exercia influência no contrato de licenciamento para o Brasil.

A Fifa publicou a íntegra do documento em seu site. Até o momento em que esta nota foi escrita, foi possível constatar se o link para o documento foi divulgado nos portais da Globo, com as devidas identificações.

Após denúncias, Marin, presidente da CBF, garante R$100 mil por mês a Teixeira

14 de julho de 2012

Em passagem pelo Recife, José Maria Marin, presidente da CBF, afirmou que continuará pagando salário (por meio de consultoria) ao antecessor, acusado de enriquecimento ilícito pela Justiça da Suíça. Dava para esperar outra coisa?

Via Brasil 247

Durante sua passagem pelo Recife na quinta-feira, dia 12, para anunciar um amistoso entre a Seleção Brasileira e a China, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, preferiu não comentar as denúncias sobre o recebimento de suborno recebimento de suborno por parte dos ex-presidentes da entidade Ricardo Teixeira e João Havelange. “Prefiro não fazer comentário a respeito desta pergunta”, disse, calmamente. Entretanto, quando o assunto foi a possibilidade de corte do pagamento do salário de consultor a Teixeira, o mandatário da entidade máxima do futebol brasileiro não titubeou e garantiu a continuidade dos depósitos na conta bancária do ex-dirigente.

“Ele [Ricardo Teixeira] contribui com assessoria em nível internacional. Aproveitamos a experiência que o Ricardo tem no futebol internacional. O que foi divulgado [suspeitas de suborno] não tem relação entre Ricardo Teixeira e a CBF”, afirmou José Maria Marin.

Teixeira se afastou da presidência da entidade em março deste ano, alegando problemas de saúde, porém sob suspeitas de receber dinheiro, por fora, para programar amistosos da Seleção Brasileira. Mesmo assim, o dirigente continua recebendo vencimentos de aproximadamente R$100 mil por mês para prestar uma suposta assessoria.

Curiosamente, José Maria Marin assumiu o comando da CBF justamente por indicação do próprio Ricardo Teixeira. E a tal assessoria prestada pelo ex-presidente da entidade até hoje não foi explicada de forma detalhada por nenhum representante confederação.

Na quarta-feira, dia 11, um tribunal da Suíça publicou informações de um processo contra os ex-dirigentes brasileiros, no qual aproximadamente R$45 milhões em subornos passaram por suas contas em oito anos, através da empresa de marketing suíça ISL. Na decisão da Justiça do país europeu, Ricardo Teixeira e João Havelange aparecem como os condenados por uma fraude na venda de direitos de transmissão da Fifa para a empresa ISL. Segundo o levantamento, a companhia pagou suborno para os brasileiros entre os anos de 1992 e 2000.

A gestão de Ricardo Teixeira à frente da CBF sempre foi marcada por denúncias de enriquecimento ilícito por parte do ex-dirigente. A TV Globo chegou a exibir um Globo Repórter especial, em 1999, sobre o crescimento do patrimônio do então homem forte do futebol brasileiro. Porém, a mesma rede de televisão assumiu, pouco tempo depois, uma postura, digamos, mais “light” ao abordar a gestão da entidade.

Tremei TV Globo: João Havelange e Ricardo Teixeira recebiam propina

12 de julho de 2012

Joseph Blatter quer que Havelange e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, deem os nomes das empresas e emissoras de tevê que lhes davam propina. Tremei Rede Globo.

Via Copa do Mundo

Joseph Blatter, presidente da Fifa, admitiu na quinta-feira, dia 12, que é o “P1”, personagem anônimo do dossiê divulgado pela Justiça suíça. Então secretário-geral da entidade, ele tinha conhecimento das propinas que João Havelange e Ricardo Teixeira recebiam, mas alegou que não podia fazer nada na época, por não ter provas de que eram ilegais. Blatter defende a ideia de que todo o documento seja publicado, sem tarjas ou letras substituindo nomes, como no caso das empresas ligadas a Teixeira ou os nomes das redes de TV que deram dinheiro aos cartolas, inclusive no Brasil.

O depoimento do cartola foi publicado no site da Fifa, em formato de entrevista. Questionado pelo repórter se sabia que seus colegas estavam recebendo dinheiro ilícito, Blatter se esquiva. “Sabia o quê? Que comissões eram pagas? Lá atrás, estes pagamentos poderiam ser deduzidos do imposto como taxas de negociação. Hoje, isso é passível de punição. Você não pode julgar o passado com base nos padrões de hoje. Além disso, ia acabar em um conflito moral. Eu não poderia saber de um crime que nem era crime na época”, disse o presidente da Fifa, referindo-se à mudança na lei local que transformou em crime o recebimento de comissão da maneira que os brasileiros fizeram.

Na quarta-feira, dia 11, a Justiça suíça divulgou o dossiê que condenou Ricardo Teixeira e João Havelange por terem recebido propina da ISL, agência de marketing esportivo ligada à entidade, de 1992 a 2000. Ao todo, eles receberam cerca de 21,94 milhões de francos suíços (R$45 milhões) e tiveram de pagar 5 milhões de francos suíços (R$10,4 milhões) para manterem o caso em sigilo há dois anos.

Além de manchar definitivamente sua reputação, a publicação do caso também pode dar dor de cabeça para João Havelange. Ele já teve de deixar o COI para tentar evitar o escândalo, mas agora pode responder por suas ações na Fifa, entidade da qual ainda é presidente honorário. “Eu não tenho o poder para tirá-lo do cargo. O Congresso o nomeou presidente honorário, e só ele poderá mudar isso”, disse Blatter.


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