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Cuidado, direitopata!: Eurico Schwinden, vulgo Brasilianas, é um troll desqualificado e pau-mandado dos tucanos

13 de março de 2014

Brasilianas_Eurico_Schwinden02

Via Jornal GGN em 31/1/2013

Um dos trolls mais desqualificados a frequentar a internet atende pelo nome de Brasilianas, tanto nos incontáveis spams que divulga quanto pelo Twitter.

Esconde-se no anonimato para ataques pesados contra figuras públicas ou contra quem pense de forma diferente. São muitas suas vítimas.

Faz parte da rede de assassinos de reputação recrutada para fins políticos. Atua em consonância com um tal de Coturno Noturno, ou Coronel, e com trolls ligados à ex-vereadora Soninha e à campanha de José Serra.

Seus spams são desse nível:

LULA SE ENCAGAÇOU DIANTE DO SUPREMO E CONFESSA QUE SABIA DO MENSALÃO.

Em outro spam:

Afinal, quem pode corrigir a cagada de Lula, forçando a barra pra cima da Dilma, esse poste – e um poste gordinho. Esticado mas gordinho. De repente, não mais do que de repente, o espanto!!! Pô gente, esse cara só pode ser terrorista!!!

[…] Falando a linguagem lulística: Meirelles é o cara que controla o Ponto G do Brasil. Já Lula deita e rola com CNT/Sensus, Vox Populi, bebe, relaxa e aproveita. E quando goza não é de per si, mas da cara dos brasileiros.

No Twitter, o escatológico chega ao nível dos piores ambientes, mostrando uma pessoa desqualificada.

Em maio de 2009 Planalto prepara em SP show p/lançamento do linfoma da Dilma, que alavancaria sua campanha.

@mercadantetv Esse jeitão boçal e pusilânime ao mesmo tempo do Mercadante não pode ser responsabilidade do pai Gal. Oliva. Vem do caráter.

Será q algum partido tem coragem de por na TV o Menino do MEP, hoje c/mais de 60 anos, q Lula tentou estuprar em 1980 numa cela do DOPS/SP?

@Dedo_Duro Dilma foi curada do câncer p/bispa Hernandez. Ela pertence ao Terço Bizantino e seu pastor é Gim Argelo, suplemente de Roriz.

@guimaraes_1322 E apareceu o @guimarães, o mano p/quem Genoíno estava mandando os dólares na cueca. Bunda sujas, mas “fichas limpas”.

Marco Aurélio Garcia deixou claro q no Planalto se discutiu o uso do câncer da Dilma para faturar a piedade da massa.

@blogdocadu Dilma então agora passa a ser “a mulher do Lula”. Bem q lembramos aqui q o Garanhão de Garanhuns ñ leva na garupa. Ele monta!

@marcbras Lembra do “Dinheiro Vivo”. Era espaço de chantagem. Hoje Nassif é diretor de consciência do fascio-lulopetismo, o mais caro de todos

Dá p/ amestrar Dilma a andar p/palco e imitar o Garanhão de Garanhuns. O problema é o seu neurônio solitário. Louquíssimo

Seu nome real é Eurico Schwinden. É de Curitiba, Paraná. Foi assessor parlamentar da Câmara Federal Aposentou-se em 16 de junho de 1999, conforme ato publicado no Diário Oficial da União de 22 de junho de 1999. Sua identidade foi levantada por outras vítimas de seus ataques e trazida para cá pelo infatigável Stanley Burburinho

Comentário do Zé Carlos do blog Contexto Livre: Faltou ao Nassif mencionar os e-mails do degenerado. Brasilianas: hajapau@gmail.com; Poty Guara: cumacanga@yahoo.es; e outros não comprovados.

Soninha para presidente. É piada!?

13 de outubro de 2013
Soninha_Serra03

Soninha e Serra: Sempre juntos.

Altamiro Borges em seu blog

O blogueiro Josias de Souza, da Folha, publicou na semana passada uma notinha divertida sobre os dilemas do PPS:

“Após tomar distância de Aécio Neves (PSDB), se oferecer a Eduardo Campos (PSB), flertar com José Serra (PSDB) e ser refugado por Marina Silva (Rede), o partido rediscute todas as alternativas anteriores e mais uma: a escolha de uma opção presidencial própria. Uma ala do PPS passou a defender o lançamento da candidatura de Soninha Francine, ex-vereadora e candidata da sigla à prefeitura de São Paulo.”

Estou torcendo para que o partido comandado por Roberto Freire aprove esta ideia brilhante. Com certeza, a campanha presidencial de 2014 ficará mais animada. Soninha Francine, também batizada pelos internautas de Sonsinha Francine, não é muito boa de votos, mas adora um holofote. No primeiro turno da eleição para a Prefeitura paulistana em 2012, ela obteve 2,6% dos votos. No segundo turno, ela se bandeou para a campanha do amigo íntimo José Serra. Não ajudou muito. O tucano perdeu feio na disputa para Fernando Haddad.

Durante a campanha, Soninha Francine desferiu os seus ataques, principalmente contra o PT – partido pelo qual já foi eleita vereadora e depois debandou. No seu direitismo convicto, ela falou e escreveu várias grosserias. Revelando seu alto nível político, ela postou no seu blog: “Esses imundos [petistas] vem dizer que nunca ninguém fez nada pelos pobres, e que eles fizeram muito pelos pobres. Repetem, repetem, repetem… E aí vem no debate [o Haddad] dizer ‘vamos assinar um protocolo para que a campanha não tenha agressões’. Filho da p…”.

Alertada por um internauta sobre o conteúdo do seu texto, a candidata do PPS ainda correu para alterar a postagem e deixou um aviso aos leitores: “Pra quem veio aqui procurando um palavrão xingando o Haddad: apaguei. Estava com muita raiva e escrevi como falo [falo muito palavrão]. Podia ter dito simplesmente ‘sujo’. No fim, substituí por ‘muito cinismo’. Era lá que estava o ‘filha da p’”. A sua desculpa esfarrapada não evitou a onda de chacotas e a indignação nas redes sociais.

Passadas as eleições e ressentida com os paulistanos, ela desafiou o novo prefeito: “Anota aí: se 10% das obras do ‘Arco do Futuro’ tiverem começado daqui a quatro anos, eu faço uma tatuagem do Lula com o boné do Corinthians”. Com esta rica biografia, há gente no PPS que ainda pensa em lançá-la candidata à sucessão presidencial de 2014. Seria ótimo! A sigla do desgastado e ridicularizado Roberto Freire está definhando. Acaba de perder mais três deputados federais. Com Sonsinha Francine, a extinção deverá ser ainda mais rápida!

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Comportamento de “coxinhas” paulistanos é tema de análise sociológica

24 de junho de 2013
Tarifa_Onibus21_Coxinhas

Manifestação coxinha.

Via Correio do Brasil

(co.xi.nha) Bras. Cul.

sf.

1. Coxa de galinha, que se usa ger. na preparação de canjas e sopas, ou como parte do frango à passarinho.

sf.

2. Salgadinho empanado e frito em forma de coxa de galinha, com uma porção de sua carne envoltos em massa de farinha de trigo [F.: coxa + –inha.]

As manifestações que se proliferam Brasil afora deixaram, em São Paulo, marcas muito maiores do que a vitória do Movimento Passe Livre, que conseguiu reduzir em R$0,20 o preço da passagem nos transportes públicos. Incluiu mais um significado à palavra “coxinha” e ao verbo “coxinhar” para, no futuro, ser sintetizada nos dicionários.

Por agora, no calor dos pneus em chamas, entre balas de borracha e gás de pimenta, o cientista social Leonardo Rossatto e o professor de Português Michel Montanha, de Santo André, no ABC paulista, redatores do blog Aleatório, Eventual & Livre, fazem uma “análise sociológica” do significado do termo, aplicado à definição de quem integra “um grupo social específico, que compartilha determinados valores”, segundo o texto.

Leia-o, adiante, na íntegra:

O coxinha, uma análise sociológica

Um fenômeno se espalha com rapidez pela megalópole paulistana: os “coxinhas”. É um fenômeno grandioso, que proporciona uma infindável discussão. A relevância do mesmo já faz com que linguistas famosos se esforcem em entender a dinâmica do dialeto usado por esse grupo, inclusive.

Afinal, quem são os coxinhas, o que eles querem, como esse fenômeno se originou? O que eles são?

“Coxinha”, sociologicamente falando, é um grupo social específico, que compartilha determinados valores. Dentre eles está o individualismo exacerbado e dezenas de coisas que derivam disso: a necessidade de diferenciação em relação ao restante da sociedade, a forte priorização da segurança em sua vida cotidiana, como elemento de “não mistura” com o restante da sociedade, aliadas com uma forte necessidade parecer engraçado ou bom moço.

Os coxinhas, basicamente, são pessoas que querem ostentar um status superior, com códigos próprios. Até algum tempo atrás, eles não tinham essa necessidade de diferenciação. A diferenciação se dava naturalmente, com a absurda desigualdade social das metrópoles brasileiras. Hoje, com cada vez mais gente ganhando melhor e consumindo, esse grupo social busca outras formas de afirmar sua diferenciação.

Para isso, muitas vezes andam engomados, se vestem de uma maneira específica, são “politicamente corretos”, dentro de sua noção deturpada de política e nutrem uma arrogância quase intragável, com pouquíssima tolerância a qualquer crítica.

A origem

Existe muita controvérsia a respeito do tema. Já foram feitas reportagens para elucidar o mistério, sem sucesso, mas é hora de finalmente revelar a verdade a respeito do termo.

A origem do termo “coxinha”, como referência a esse grupo diferenciado, não tem nada de nobre. O termo é utilizado, ao menos desde a década de 1980, para se referir aos policiais civis ou militares que, mal remunerados, recebiam também vales-alimentação irrisórios, também conhecidos como “vales-coxinha” (os professores também recebem, mas não herdaram o apelido). Com o tempo, a própria classe policial passou a ser designada, de forma pejorativa, como “coxinhas”. Não apenas por causa do vale, mas por conta da frequência com que muitos policiais em ronda, especialmente nas periferias das grandes cidades, acabam se alimentando em lanchonetes, com salgados ou lanches rápidos, por conta do caráter de seu serviço.

Os policiais, apesar de mal remunerados, são historicamente associados à parcela mais conservadora da sociedade, por atuar na repressão aos crimes, frequentemente com truculência. Com a popularização de programas policialescos como Aqui Agora, Cidade Alerta e Brasil Urgente, o adjetivo “coxinha” passou a designar também toda a parcela de cidadãos que priorizam a segurança antes de qualquer outra coisa. Para designar essa parcela que necessita de “diferenciação” e é individualista ao extremo, foi um pulo.

Expoentes

Não cabe citar socialites ou coisa do tipo. São pessoas que vivem em um mundo paralelo. Mas vou citar três criadores de tendências no universo coxinha:

Tiago_Leifert03

Um exemplo do que o Tiago Leifert trouxe pro jornalístico Globo Esporte: apostas babacas envolvendo a seleção da Argentina.

1. O “engraçado”: Tiago Leifert

Uma característica importante do coxinha padrão é tentar ser descolado, descontraído e não levar as coisas a sério. E nisso o maior exemplo é esse figurão da foto ao lado. Filho de um diretor da Globo, cavou espaço para introduzir o jornalismo coxinha na grade de esportes da emissora. Jogos de futebol valem menos do que as piadas sem graça sobre os jogos. Metade do Globo Esporte é sempre sobre videogame ou sobre a dancinha nova do Neymar, e tudo vira entretenimento, não esporte.

Prova disso são declarações do próprio, como a em que ele diz que não leva o esporte a sério, ou quando fala que o Brasil não é o país do futebol, é o país da novela. Isso revela duas características do coxinha default: ele não aceita críticas (e isso fica claro pelo número imenso de usuários bloqueados no Twitter pelo Tiago Leifert – incluindo este que vos escreve) e ele não tem conteúdo, provocando polêmicas para aparecer. Tudo partindo, obviamente, da necessidade quase patológica de diferenciação.

2. O “bom moço”: Luciano Huck

Luciano_Huck08_Praia

Aparência de bom moço. Só aparência. Luciano Huck apresentou ao público Tiazinha e A Feiticeira.

 

O apresentador, que revelou beldades como a Tiazinha e a Feiticeira na Band, na década de 1990, virou, na Globo, símbolo do bom-mocismo coxinha. Faz um programa repleto de “boas ações”, que, no fundo, são apenas uma afirmação de superioridade, da mesma forma que a filantropia dos Rockfellers no início do século 20. Puro marketing.

Quando você reforma um carro velho ou uma casa, além de fazer uma boa ação, você se autopromove. Capitaliza com o drama alheio mostra que, além de “bondoso”, você é diferente daquele que você está ajudando. Como preza a cartilha do bom coxinha.

Além disso, Luciano Huck é a representação da família bem-sucedida e feliz. Casado com outra apresentadora da Globo, Angélica, forma um dos “casais felizes” da emissora. Praticamente uma cartilha de como montar uma família coxinha. “Case-se com alguém bem-sucedido, tenha dois ou três filhos, e leve eles para festinhas infantis junto com outros filhos de famosos”.

Para se mostrar engajado e bom moço, Huck deu até palestra sobre sustentabilidade na Rio+20. Irônico, pra quem foi condenado por crime ambiental, em Angra dos Reis. Ele fez uma praia particular sem autorização. Diferenciação, novamente. Isolamento. Características típicas do coxinha default. Assim como “ter twitter”. Mas o twitter dele é praticamente um bot, só serve pra afagar seus amigos famosos e mandar mensagens bonitinhas.

Soninha08

Soninha Francine

3. A “coxinha política”: Soninha Francine

O terceiro e último (graças a Deus) exemplo de coxinha é a figura da imagem ao lado. Soninha Francine deve ser o maior caso de metamorfose política do Brasil. Até 2006 era petista convicta, mas o vírus da coxinhice já afetava seu cérebro, a ponto dela sair na capa da Época em 2001 falando “eu fumo maconha”, provavelmente por um brilhareco.

Daí ela saiu do PT, entrou no PPS, caiu nos braços de José Serra e do PSDB paulista e se encontrou. Tenta conciliar a fama de “descolada”, adquirida nos anos como VJ da MTV, com uma postura política típica de um coxinha padrão: individualista e conservadora. E, pra variar, manifesta tais posturas via… Twitter. Emblemático foi o dia em que Metrôs bateram na Linha Vermelha e ela, afogada em seu individualismo, disse que não encarou nenhum problema e que o Metrô estava “sussa”. Assim como a acusação de “sabotagem” do Metrô às vésperas da eleição de 2010.

Soninha ajuda a definir o estereótipo do coxinha default. O coxinha tenta de forma desesperada parecer um cara legal, descolado e antenado com os problemas do mundo. Mas não consegue disfarçar seu individualismo e sua necessidade de diferenciação. Não consegue disfarçar seu rancor quando os outros passam a ter as mesmas oportunidades e desfrutar dos mesmos serviços que ele.

Conclusão

O coxinha é um fenômeno sociológico disseminado em vários lugares, mas, por enquanto, só “assumido” em São Paulo (em outras cidades, os coxinhas ainda devem ter outros nomes). Não por acaso, tendo em vista que São Paulo é um dos ambientes mais individualistas do Brasil.

São Paulo é uma das cidades mais segregadas do País. É uma cidade de grande adensamento no Centro, com as regiões ricas isoladas da periferia. A exclusão é uma opção dos mais ricos. Eles não querem se misturar com o restante da população. E, nos últimos anos, isso ficou mais difícil: não dá mais para excluir meramente pelo poder econômico. Daí, é necessário expor um personagem, torná-lo um padrão, para disseminar essa mentalidade individualista e conservadora: é aí que surge o coxinha.

E isso é bom. Porque o coxinha, hoje, é exposto ao ridículo pelo restante da sociedade. Até algum tempo atrás, ele era apenas uma personagem latente. Ele não aparecia, portanto, não podia ser criticado ou ridicularizado. No final, o surgimento dos coxinhas só reflete a mudança de nosso perfil social. E, por incrível que pareça, o amadurecimento de nossa sociedade.

Tatuagem do Lula: A Soninha está amarelando?

8 de abril de 2013

Soninha_Tatuagem_Lula01

Amadeu Leite Furtado

Em 30 de outubro de 2012, depois de selada e consumada a vitória de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, a candidata derrotada duas vezes naquela eleição – no 1º turno pelo PSDBdoB, digo, PPS, ela obteve 2,65% dos votos e no 2º turno chafurdou com seu real candidato, José Serra – postou no Twitter:

“Anota aí: se 10% das obras do ‘Arco do Futuro’ tiverem começado daqui a 4 anos, eu faço uma tatuagem do Lula e o boné do Corinthians”.

Haddad, em menos de 100 dias de administração e já dizendo a que veio, começou a cumprir suas propostas de campanha e a enterrar a herança maldita de seus antecessores, José Serra/Gilberto Kassab. Com isso, cobrada na base da brincadeira-séria pelo tuiteiro @turquim5 se já estava programando a tatuagem de Lula, Soninha esperneou e veio com essa: “É BIZARRA a benevolência da imprensa com o Haddad. Matéria cheia de elogios, #imagina-se-é-com-outro.”

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“Benevolência da imprensa com o Haddad?” Só pode ser gozação da Soninha. A “grande imprensa” acha pelo em ovo para detonar qualquer projeto dos petralhas, digo, dos petistas. Depois disso, a serrista, querendo desconversar sobre a tatuagem, começou a elucubrar e fazer acusações típicas dos demotucanos e seus periféricos.

Soninha_Tatuagem_Lula06

Como disse Maria Frô na época em que ela fez a promessa:

“O problema é que ela [Soninha Francine] é partidária do Serra e quem é partidário do Serra a gente não pode levar em conta nem assinatura com registro lavrado em cartório. Esta turma não tem palavra, só cara de pau.”

A pergunta que não quer calar: Se Haddad fizer mais de 10% do Arco do Futuro, coisa pra lá de provável, em que parte do corpo a Soninha deve tatuar o rosto do Lula?

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Soninha promete tatuar Lula com boné do Corinthians

30 de outubro de 2012

Via Maria Frô

Querido prefeito, Fernando Haddad, não nos tire esta alegria. Faça, inclusive, bem mais que 10% das obras do Arco do Futuro em seu primeiro ano de mandato, que é para podermos cobrar outras tatuagens na cara lavada desta sonsa.

O problema é que ela é partidária do Serra e quem é partidário do Serra a gente não pode levar em conta nem assinatura com registro lavrado em cartório. Esta turma não tem palavra, só cara de pau.

Direita, meus pêsames! Com esta oposição desqualificada que acha que rancor, preconceitos e soninhagens são políticas públicas, enquanto vigorar o processo democrático vocês levarão uma surra atrás da outra nas urnas.

E claro, como não resta mais governo aliado na prefeitura para os cargos de “confiança”, Soninha e sua família precisarão colocar outros talentos no mercado. Nada melhor que continuar a “causar” no Twitter para se manter em evidência, não é mesmo Soninha?

Não demorou quase nada para aparecerem as tatuagens. Eu gostaria que Soninha fizesse a tatuagem prometida em lugar mais evidente, por exemplo, na testa.

No Facebook, a página do Haddad Tranquilão aceitou o desafio:

Eu proponho aos camaradas petistas que façam uma brigada, tipo força tarefa de trabalho voluntário para carregar pedras e preparar o quanto antes o Arco do Futuro, não quero perder a oportunidade de tatuar a língua grande da Soninha por nada deste mundo.

O que acontece com a Soninha?

21 de outubro de 2012

“Sustento o que fiz. Xinguei. Não devia. Apaguei.”

Kiko Nogueira, via Diário do Centro da Terra

O problema dela não é o destempero e sim um quadro agudo de esquizofrenia política.

Soninha chamou Fernando Haddad de filho da puta em seu blog, numa diatribe antipetista sobre o debate na Band. Questionada, primeiro declarou: “Tava morrendo de raiva. Vou apagar”. Apagou. E emendou, depois, pelo serviço Ask.fm, em que ela passa o dia respondendo perguntas (diga-se em sua defesa que responde a todas, inclusive as mais ofensivas). “Sustento o que fiz. Xinguei. Não devia. Apaguei. Não passou a vontade de xingar, o que penso sobre a conduta deles, mas nem todas as palavras que a gente pensa e diz em uma conversa devem ser escritas.” Ela trocou o xingamento por “MUITO cinismo”.

Soninha pisou na bola. Acontece. Perdeu a cabeça. Há alguns meses, ela deu uma declaração infeliz sobre um problema no Metrô paulistano, em que milhares de pessoas foram afetadas. Soninha tascou que estava tudo “sussa”. “Muito louco”, completou.

O que aconteceu com Soninha? Ela é uma serrista de longa data. A questão, porém, é outra: Soninha, hoje, ocupa uma posição política esquizofrênica. Ela é vendida como “alternativa”, com todos os sinais de “modernidade”: usa o Twitter ininterruptamente; tem um blog (coordenou a internet de Serra, aliás, na campanha presidencial); recicla lixo; é budista; posou nua numa bicicleta; apoia a descriminalização da maconha; abusa de gírias e palavrões.

Mas, na prática, se alinha com o que há de mais conservador (segundo Fernando Henrique Cardoso) na sociedade. Não dá para acreditar que sua motivação seja dinheiro ou qualquer vantagem espúria. Seja o que for, definitivamente, Soninha não representa novidade nenhuma. O bonde passou. Ela faz o jogo político tradicional e com muito gosto.

Precisa ser assim? Ela poderia se espelhar, eventualmente, no Partido Pirata Alemão, com representação em três estados do país. Um dos líderes, Matthias Schrade, diz que eles querem tirar o poder das mãos dos políticos e devolvê-lo aos cidadãos comuns. “Nós oferecemos transparência, nós oferecemos participação”, afirma. Marina Falkvinge, diretora do partido, causou sensação este ano pelo frescor das ideias. O Diário falou dela.

Soninha tem 45 anos e três filhas. Nasceu em Santana, bairro de classe média de São Paulo, e foi VJ da MTV nos anos de ouro da emissora, entre 1990 e 2000. Cristalizou uma imagem de porta-voz dos jovens. Elegeu-se vereadora pelo PT em 2004 e saiu do partido em 2007. Foi subprefeita da Lapa em 2009, já no PPS. No ano passado, assumiu a chefia da Sutaco, Superintendência do Trabalho Artesanal, uma autarquia ligada ao governo de São Paulo.

Nesse tempo todo, não se ouviu falar de uma ideia renovadora, de uma proposta diferente que tenha vindo dela. Está longe de ser uma idiota e não é, até onde se saiba, corrupta. É articulada, inteligente. Mas, se você acredita que ela seja uma opção aos velhos partidos só porque anda de bike e come arroz integral, está na hora de rever seus conceitos – já que os dela estão, infelizmente, enraizados no século passado.

Update

● Haddad afirmou que não vai entrar na Justiça contra Soninha Francine. “Saiu a informação de que minha área jurídica estaria entrando com uma ação. Não quero nenhuma ação dessa natureza”, afirmou ele, que atribuiu o xingo a um “ato impensado”. O candidato do PT disse que não quer “fazer uma discussão na última semana. Não vamos tomar medida nesse sentido”.

● Soninha escreveu sobre os empregos de seus familiares no governo do estado pelo Ask.fm (leia o post do fratello Paulo Nogueira, bom jornalista que é, sobre transparência). Ela se esqueceu de mencionar uma filha que dá expediente na Secretaria de Cultura.

“Não arrumo emprego para ninguém, mas há alguns anos minha filha trabalha na Secretaria do Meio Ambiente (estadual) e minha mãe, no Departamento de Línguas Estrangeiras da Secretaria Estadual de Educação. Mérito delas, não nomeei, não indiquei, e volta e meia elas têm vontade de sair porque amam o que fazem, se matam, mas trabalhar no governo é muito duro. São muito competentes. Confie na minha palavra não, pode ir atrás, investigar. Ah, e trabalhar sem concurso público é da natureza da administração pública – tem os funcionários “permanentes”, concursados, efetivos e aqueles que são escolhidos e nomeados para as funções de livre provimento. Podem ser honestos ou não, competentes ou não, e isso exige fiscalização permanente. O que vale TAMBÉM para os concursados. Mas dispensar um concursado por incompetência e desonestidade é difícil pra cac.” [sic]

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