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Pelo Twitter, sósia de Hugo Chavez diz que voltou a Venezuela

18 de fevereiro de 2013

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O presidente bolivariano, dado como morto por Ricardo Noblat, pelo Merval Pereira e pelo rola-bosta Reinaldo Azevedo, voltou para Caracas, de acordo com matéria publicada pelo UOL, portal dos homens bons. Na semana passada, o rola-bosta insinuou que as fotos divulgadas sobre a recuperação de Chavez eram montagem e uma farsa. Agora, só falta eles falarem que esse não é o verdadeiro presidente e sim um sósia para enganar o mundo.

Chavez volta à Venezuela após mais de dois meses em tratamento em Cuba

Em seu perfil no Twitter, Chavez confirmou o retorno à Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, 58, retornou na madrugada de segunda-feira, dia 18, a seu país, procedente de Havana, mais de dois meses depois de ter viajado a Cuba para se submeter à quarta operação para o tratamento de um câncer diagnosticado em 2011. O mandatário se encontra no hospital militar de Caracas.

“Chegamos de novo à Pátria venezuelana. Obrigado Deus meu! Obrigado povo amado! Aqui continuaremos o tratamento”, disse o presidente em seu perfil no Twitter, em sua primeira mensagem desde o dia 1º de novembro do ano passado.

“Continuo agarrado a Cristo e confiante em meus médicos e enfermeiras. Até a vitória sempre! Viveremos e venceremos!!”, acrescentou. “Obrigado a Fidel, a Raul e a toda Cuba! Obrigado à Venezuela por tanto amor!”, escreveu em seguida em alusão ao líder cubano, Fidel Castro, e ao presidente desse país, Raul Castro.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Jorge Arreaza, também disse no Twitter que “o presidente já se encontra em seu quarto no Hospital Militar Dr. Carlos Arvelo em Caracas, disposto a seguir com seus tratamentos”.

Também na rede social, vários membros do governo informaram da chegada do presidente, que segundo o canal Telesur aconteceu por volta das 2h30 (horário local, 5h de Brasília).

Comemorações

O retorno de Chavez promete definir o status da presidência do país. A expectativa é de que Chavez, que está desde 1999 no poder, formalize nos próximos dias o início de seu segundo mandato, postergado de maneira indefinida pela Justiça até a sua volta de Cuba.

Sua volta surpreendeu o país e foi comemorada por seus correligionários. No canal estatal, o ministro da Comunicação, Ernesto Villegas, comemorou a volta do presidente. “Voltou, voltou e voltou. Esse é outro 13 de abril”, disse Villegas, em referência ao regresso de Chavez à Presidência depois do fracassado golpe de Estado de 2002.

“A batalha continua”, disse o vice-presidente, Nicolas Maduro, por telefone ao canal de TV estatal. “Estamos muito felizes. O principal agora é redobrar o ritmo para ir unificando nossa economia, essa é uma homenagem ao nosso comandante nessa batalha exemplar que ele está travando pela vida”, disse Maduro.

Primeiras fotos

O governo venezuelano divulgou na sexta-feira, dia 15, as primeiras imagens de Chavez após 69 dias de convalescença, nas quais aparecia sorridente no hospital ao lado das duas filhas mais velhas e lendo o jornal cubano Granma.

Durante mais de dois meses, o presidente não foi visto ou ouvido, enquanto o governo venezuelano divulgava boletins curtos sobre seu estado de saúde, sem nunca antecipar uma data de retorno.

O governo destacou que Chavez respirava por uma cânula traqueal que dificultava temporariamente a fala, por apresentar “certo grau” de insuficiência respiratória.

Reeleito

Chavez foi reeleito em 7 de outubro de 2012 para um terceiro mandato de seis anos. Apesar de não ter tomado posse em 10 de janeiro como estava previsto, o Tribunal Supremo autorizou Chavez a fazê-lo mais adiante, quando estivesse em condições, e que seu governo do mandato 2007-2012 prosseguisse no poder. Ainda não foi possível determinar se Chavez fará o juramento de posse em breve.

O presidente anunciou em 8 de dezembro o retorno do câncer, que foi detectado em meados de 2011, e designou pela primeira vez um sucessor, seu vice-presidente Nicolas Maduro.

Maduro seria o candidato governista nas eleições que seriam organizadas caso Chavez ficasse “inabilitado” para governar.

A natureza e a gravidade do câncer de Chavez nunca foram reveladas. O presidente venezuelano foi submetido a quatro cirurgias, sessões de quimioterapia e radioterapia, em tratamentos realizados quase exclusivamente em Cuba, onde goza de privacidade absoluta, acompanhado de seu aliado e amigo, o líder cubano Fidel Castro.

Caminhando forte

O presidente Hugo Chavez chegou ao Hospital Militar Dr. Carlos Arvelo, em Caracas, “chegou caminhando, forte e não entubado”, disse na segunda-feira, dia 18, uma funcionária do serviço de emergência da clínica, à televisão estatal venezuelana. “Nosso presidente está forte para continuar comandando [o país] como só ele sabe”, afirmou a funcionária.

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Atualizado às 13:48, de 18/2/2013

Altamiro Borges: Reinaldo Azevedo, o rola-bosta da Veja, ataca os tucanos

3 de fevereiro de 2013
Do Blog A Justiceira de Esquerda.

Do Blog A Justiceira de Esquerda.

Altamiro Borges em seu blog

Reinaldo Azevedo, recentemente batizado pelo teólogo Leonardo Boff de “rola-bosta”, ficou indignado com o resultado da eleição para a presidência do Senado. Não por razões éticas – já ele mantém intimas ligações com corruptos, como o ex-senador Demóstenes Torres, o “mosqueteiro da ética” da Veja –, mas sim por motivos políticos. Ele fez campanha contra Renan Calheiros por ele ser da base aliada do governo Dilma e não gostou das traições na votação de seus amigos do PSDB. Tanto que rosnou contra os tucanos.

No artigo intitulado “Tucanos pra quê?”, postado hoje [2/2], Reinaldo Azevedo rosnou: “Não tem jeito, não! As coisas não acontecem por acaso. A oposição não chega ao estado miserável a que chegou ao Congresso por acidente. É preciso muito esforço para isso. É preciso haver muita dedicação. E nisso, convenham, os tucanos são de uma aplicação comovente”. Sua indignação é porque parte da bancada, “os bons de bico, traiu o compromisso e deixou Pedro Taques (PDT/MT) na mão” e votou no senador do PMDB.

Revoltado, ele agora se indaga sobre o futuro da oposição demotucana e pede a cabeça dos traidores. “Os 11 tucanos poderiam vir a público para declarar o seu voto. Não se trata de patrulha, não, mas de vergonha na cara. Já que se anunciou à sociedade o apoio ao adversário de Renan, cumprira agora deixar claro quem fez o quê. Notem: ninguém é obrigado a abrir o voto. Mas todos podem se dispensar de mentir. Se havia senadores contrários ao apoio a Taques, que dissessem, ora”.

Aliado canino de José Serra, o rola-bosta da Veja também fustigou o rival mineiro. “Aécio Neves havia acenado com a possibilidade de fazer um discurso em defesa da candidatura de Taques. Discurso não houve. O senador se limitou, há alguns dias, a fazer uma espécie de convite-apelo a Renan para que retirasse a sua candidatura… O apoio ao opositor de Renan, no fim das contas, foi uma operação de marketing que acabou saindo pela culatra. Agora, resta suspeita da farsa, do adesismo e da traição, tudo misturado”.

Para Reinaldo Azevedo, a folgada vitória de Renan Calheiros no Senado revela o colapso da oposição no País. Ele lembra que já postou um artigo no seu blog “afirmando que a greve que realmente faz mal ao Brasil é a greve da oposição, que está paralisada há sete anos, caminhando para oito, desde quando ficou com medo das consequências e recuou diante da possibilidade de pedir o impeachment de Lula, na crise do ‘mensalão’. Depois disso, não se encontrou mais… Assim, cabe a pergunta: Tucanos pra quê?”.

O rola-bosta da Veja está enraivecido! Parece que lhe faltará bosta para rolar. E sua revolta não é por razões éticos – apesar de muitos ingênuos acharem que era isto que estava em jogo nas eleições do Senado. É por motivos eminentemente políticos. Para ele, a eleição da presidência da Casa era o momento certo para fortalecer a oposição, derrotar o governo Dilma e, quem sabe, criar as condições para possíveis ações contra a presidenta. Reinaldo não esquece nunca da oportunidade perdida do impeachment de Lula!

Por que rola-bosta é a palavra do ano no dicionário político brasileiro

24 de dezembro de 2012
O subitamente popular inseto em ação.

O subitamente popular inseto em ação.

O inseto alcançou notoriedade súbita em 2012 graças à defesa que Boff fez de Niemeyer.

Paulo Nogueira em seu Diário do Centro do Mundo

Não gosto de palavreado ofensivo em debate. Empobrece-o, na minha opinião. Já escrevi no Diário minha baixa opinião sobre as expressões “petralha” e “PIG”. Remetem a discussões de arquibancadas, nas quais há excesso de calor e falta de lógica racional.

Dito isso, faço aqui o elogio de uma palavra que, no debate político que se trava no Brasil, simplesmente pegou, porque é leve, divertida e, não obstante, incisiva. É uma bofetada, e não um tiro. Daí o poder, daí o encanto.

É, para mim, a palavra do ano no Dicionário Político Brasileiro: rola-bosta.

Quem a trouxe foi Leonardo Boff para rebater um artigo de Reinaldo Azevedo que chamava Niemeyer de metade idiota por ser de esquerda.

Escreveu Boff:

A figura que me ocorre deste articulista […] é a do escaravelho, popularmente chamado de rola-bosta. O escaravelho é um besouro que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta. Pois algo semelhante fez o blog de Azevedo na Veja online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás, deslocou-os de seu contexto […] e lançou-os contra Oscar Niemeyer. Ele o faz com naturalidade e prazer, pois é o meio no qual vive e se realimenta continuamente.

Na internet, rola-bosta virou mania, para designar colunistas de direita.

Agora mesmo, se você vai ao twitter, vai vê-la aplicada a Ferreira Gullar e a Augusto Nunes. A Gullar porque defendeu a candidatura de Joaquim Barbosa à presidência. A Nunes porque arrolou – numa lista de caráter ético duvidoso, pois num regime como o que o Brasil teve por tantos anos a partir de 1964 poderia levar à perseguição – Luis Fernando Verissimo como “apoiador de Lula” na categoria do jornalismo “esgotosférico”.

Não sou quem vai defender Verissimo. Sua obra e sua biografia defendem-no melhor que ninguém.

Mas é curioso comparar “rola-bosta” e “esgotosférico”. Esgotosférico não vai pegar: é grosseiro, de mau gosto, vulgar. É falsamente engraçado, é falsamente espirituoso, é falsamente criativo.

Rola-bosta pegou porque é o oposto disso.

No futuro, é possível que jovens descendentes de jornalistas como Merval Pereira e Ricardo Noblat perguntem a seus pais: “Por que estão dizendo na escola que sou bisneto de rola-bosta?”


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