Posts Tagged ‘Roberto Civita’

O futuro da Abril e das grandes empresas de mídia

3 de dezembro de 2013
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Futuro complicado para os irmãos Gianca e Titi Civita.

Paulo Nogueira, via Diário do Centro do Mundo

O futuro da Abril, como o de todas as grandes empresas de mídia, é mais ou menos como o de uma fábrica de carruagem quando surgiram os automóveis. Não sobrou nenhum fabricante de carruagem.

A Abril, para ficar na imagem, sabe que carro não vai produzir, porque sua competência está toda voltada para as carruagens. Mas está tentando achar outro espaço para evitar o cemitério. É o que todos já sabemos, e é o que disseram na semana passada ao jornal Valor Econômico Giancarlo Civita, primogênito de Roberto Civita, e o executivo Fábio Barbosa, presidente executivo da empresa.

Este espaço se chama educação. Mais que livros, que como as revistas estão sumindo por força da internet, a aposta se concentra em escolas. Outras grandes empresas de mídia do mundo já disseram o que pensam a respeito do futuro da mídia impressa.

A News Corp, de Murdoch, separou seus negócios em dois. A área de entretenimento, à frente da qual está a Fox, ficou num lado. A de mídia – jornais como os britânicos Times e Sun e o norte-americano Wall Street Journal – foi para o outro. A Time Warner fez o mesmo movimento. Separou as revistas e a área de entretenimento. Em ambos os casos, o objetivo da separação foi evitar que o colapso de jornais e revistas afete os outros negócios.

A Abril não tem nem a Fox e nem a Warner para se agarrar. Daí a esperança depositada na educação. Na transição, serão certamente desacelerados, ou simplesmente eliminados, os investimentos em revistas. Em pouco tempo, é difícil imaginar que sobrevivam, na Abril, mais revistas que Veja, Exame, 4 Rodas e Claudia. Mesmo elas estarão menores e menos influentes a cada dia, pela excelente razão de que ninguém mais dá bola para revistas de papel.

O refúgio na educação, ainda que funcione, marcará uma nova etapa na vida da Abril. Educação está longe de dar o poder de influência que a mídia dá, e a rentabilidade é muito menor.

Os filhos de Roberto Civita provavelmente gostariam de vender a divisão de revistas, da qual só virão más notícias daqui por diante. Ao contrário do pai, eles não gostam de revistas. Jamais foram postos para trabalhar nelas, ao contrário do que o patriarca Victor Civita fez com os filhos Roberto e Richard.

Uma vez, no período em que respondi a Gianca na Abril, ele me contou que detestava revistas porque, criança, via o pai gastar o final de semana na leitura delas e não com os filhos.

Querer vender é uma coisa. Poder vender, outra. Mas aí entra um paradoxo, uma espécie de ajuste de contas da história com gente que mamou no Estado.

Vigora na mídia uma inacreditável reserva de mercado. O Brasil se abriu à competição estrangeira nos últimos 20 anos, mas a mídia – por seu poder de intimidação – continuou protegida. Estrangeiros podem comprar apenas 30% das ações das empresas. No caso da Abril, isso já foi feito.

Durante muitos anos, a reserva ajudou. Você ficava livre de competidores temíveis de mercados mais avançados. Mas agora veio a ressaca. A reserva limita severamente as possibilidades de vender uma empresa. Quem, no Brasil, teria dinheiro para comprar uma grande empresa de mídia?

Não será surpresa se as empresas se juntarem, em algum momento, para rever uma legislação que as favoreceu absurdamente. Se você quer vender e cair fora do negócio, a reserva já não significa nada senão um obstáculo à venda.

Com o mesmo entusiasmo cínico usado para defender a reserva – a Globo chegou a falar no risco de propaganda comunista se uma emissora chinesa se instalasse no Brasil –, as companhias de mídia defenderão o oposto.

Vai ser interessante acompanhar os próximos anos na mídia.

A Folha, o Sírio e o Civita. Viva o Brasil!

31 de maio de 2013

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No Sírio e na Folha só vaza se a vítima for do lado de cá (Lula, Dilma, José Alencar).

Paulo Henrique Amorim em seu Conversa Afiada

O Conversa Afiada gostaria de aproveitar o grave momento para prestar tributo ao profissionalismo e à generosidade dos funcionários do Hospital Sírio Libanês e da empresa Folha da Manhã (sim, porque a da Tarde fechou…) por ocasião da passagem de Robert(o) Civita.

O Sírio e a Folha tiveram comportamento exemplar. Em respeito à família e para evitar versões desencontradas, constrangedoras e ofensivas, não vazou uma única informação, boato, rumor ou maledicência durante os três meses em que Robert(o) Civita padeceu no Sírio.

A Folha e o Sírio merecem o comovido agradecimento da família e dos leitores, que foram poupados de vexames, falsas informações, partidarismo incontido e solidariedade hipócrita.

O mesmo comportamento exemplar da Folha e do Sírio se observou com a internação e a morte de Ruy Mesquita, do Estadão.

O Conversa Afiada saúda os funcionários da Folha e do Sírio. Com Ruy e Robert(o) eles demonstraram que o Brasil merece um … Viva!

Até que um petista lá se interne.

Até a revista “Forbes” sabe que “Veja” se envolveu em corrupção no caso Cachoeira

29 de maio de 2013

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Via Comunique-se

Em matéria sobre a morte do “bilionário e barão da mídia” Roberto Civita publicada na segunda-feira, dia 27, o site da revista Forbes relacionou a Veja, fundada pelo executivo da Editora Abril, com o caso Carlinhos Cachoeira. A versão on-line da publicação norte-americana informa que um dos editores do semanário brasileiro foi um dos primeiros intimados a depor durante a investigação que envolvia lavagem de dinheiro e jogos de azar em Goiás.

“Mais recentemente, Veja se envolveu em corrupção e num esquema de lavagem de dinheiro, que resultou na prisão em fevereiro de 2012 de Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira”, publicou o site da Forbes.

Clique aqui para ler o original do texto.

A casa tá caindo: A Abril S.A., da famiglia Civita, teve queda de 65,5% no lucro líquido em 2012

1 de maio de 2013

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Deu no jornal do “Seu Frias”

A Abril S.A., que abrange as operações de mídia – inclusive a Editora Abril –, gráfica, logística e distribuição do Grupo Abril, anunciou na segunda-feira, dia 29/4, um lucro líquido de R$64,17 milhões em 2012. O resultado representa declínio de 65,5% em relação ao lucro líquido de 2011, que alcançou R$185,88 milhões.

Pesaram no resultado tanto a receita, que caiu de R$3,15 bilhões para R$2,98 bilhões, como o custo da operação, que aumentou de R$1,45 bilhão para R$1,58 bilhão.

O presidente executivo da Abril S.A., Fábio Barbosa, declarou via assessoria que os resultados do ano passado “refletem o movimento da economia brasileira”. Ele avaliou o ano como “relativamente positivo diante da conjuntura”.

“Dados os desafios do setor de comunicação, é fundamental termos uma atenção especial para os custos de nossa operação, mas sem abrir mão da reconhecida qualidade [sic] de nossos produtos”, acrescentou o executivo.

Golpistas pagam R$17 milhões a Marcos Valério para envolver Lula no “mensalão”

16 de dezembro de 2012

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O acordo de R$17 milhões teria convencido o empresário a envolver o ex-presidente Lula no “mensalão”, de acordo com o ator. O dinheiro teria sido reunido por grupo de empresários, políticos, além de Roberto Civita, dono da Veja. A condição era que declarações saíssem primeiro na revista semanal, que em setembro deu capa com Marcos Valério. Procurada, Editora Abril não se pronunciou.

Via Brasil 247 em 16/12/2012

Declarações de um advogado feitas na madrugada de sexta-feira, dia 14, denunciam suposta trama que envolve um acordo de R$17 milhões para convencer o empresário Marcos Valério a denunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do “mensalão”. A conversa, que teria acontecido num restaurante de Brasília, foi noticiada na manhã de sábado, dia 15, pelo ator e ativista político José de Abreu, via Twitter.

Ao 247, Abreu não deu mais informações sobre quem seria o advogado, mas garantiu que não se trata de Marcelo Leonardo, representante do publicitário mineiro na Ação Penal 470, da qual seu cliente foi condenado com uma pena que passa dos 40 anos. Marcelo Leonardo sequer teria concordado com o acerto. Quanto à fonte que lhe revelou o diálogo, ele se limitou a dizer: “É um político da oposição”.

“Estou repassando o que me contaram, foi nessa madrugada. Uma pessoa ouviu do advogado, que começou a falar mais alto num restaurante de Brasília. Era um lugar menos nobre, não era tipo um Piantella”, descreveu José de Abreu, em referência ao famoso ponto de encontro de políticos da capital federal. Segundo ele, há ainda prometido ao empresário dois apartamentos nos Estados Unidos – um em Miami e outro em Nova Iorque – “fora o pagamento de todas as multas financeiras a que Marcos Valério foi condenado”.

O acerto teria sido feito sob a condição de que as revelações contra Lula sairiam primeiramente na revista Veja. Em setembro, uma reportagem de capa intitulada “Os segredos de Valério” traz frases atribuídas a interlocutores próximos ao empresário apontando o ex-presidente como chefe do “mensalão”. Segundo o advogado, o dinheiro para pagar Marcos Valério teria vindo de uma “composição financeira” envolvendo empresários, políticos e o próprio dono da semanal, Roberto Civita, quem, segundo ele, seria o responsável pela organização da “vaquinha”.

Posteriormente à publicação da reportagem, foi levantado um debate na imprensa e nas redes sociais que questionava a veracidade das denúncias e a existência de um áudio que comprovasse a entrevista. O colunista do jornal O Globo, Ricardo Noblat, liderou a defesa à revista, garantindo que havia, sim, uma “fita” com as revelações de Valério. Procurada pelo 247 para comentar as denúncias, a assessoria de imprensa da Editora Abril não respondeu até a publicação dessa reportagem.

Futuro dos filhos
A intenção de Marcos Valério seria “deixar bem os filhos”, postou o responsável pelas revelações. Ao 247, o ator acrescentou que há psiquiatras e psicólogos envolvidos e que o publicitário não passa bem. “Cada imóvel teria sido colocado em nome de cada filho de Marcos Valério. A saída de casa e a “farsa da separação”, segundo o advogado bêbado fazem parte”, escreveu José de Abreu, em referência ao acordo. Valério andava muito deprimido e não queria deixar a família sem garantias quando ele fosse para a prisão, conta Abreu.

Falou, tem de provar
As denúncias, porém, teriam de ser provadas. “Uma parte da grana só seria paga se Marcos Valério conseguisse que abrissem processo contra Lula”, escreveu José de Abreu no microblog. Depois de três meses da reportagem publicada por Veja, o jornal O Estado de S.Paulo revelou, na semana passada, parte de um depoimento do empresário à Procuradoria Geral da República feito em 2003, com mais revelações sobre o ex-presidente.

Leia também:
Coletânea de textos: Lula, o melhor presidente da história do Brasil

A histeria da mídia é medo do fim do monopólio

1 de novembro de 2012

Ataques coordenados de Folha, Abril e Globo à aplicação na Argentina da Ley de Medios, aprovada no Congresso por Cristina Kirchner, ressaltam interdição que mídia tradicional do Brasil promove sobre o debate da reorganização do setor; o que os barões mais temem é regulação sobre a propriedade cruzada de veículos de comunicação; EUA fazem restrições a gigantismo de empresas do setor desde 1930.

Via Brasil 247

A histeria com que as famílias que controlam os veículos de comunicação mais tradicionais do País reagem à iminente aplicação da chamada Lei de Meios na Argentina é compreensível – mas é dificilmente justificável.

O medo, praticamente pânico, haja vista os editoriais histéricos e reportagens parciais que vão sendo apresentadas em veículos como a Folha de S.Paulo, a revista Veja e os noticiosos da Rede Globo, não tem nada a ver com riscos à liberdade de expressão, como se alega. Ao contrário. Baseada em vários aspectos da legislação dos Estados Unidos, que trata as questões relativas à mídia em diferentes áreas de seu arcabouço jurídico, os pontos centrais da lei argentina têm a ver com restrições à propriedade cruzada de meios de comunicação e estabelecimento de um órgão regulador para o acompanhar o setor.

O medo dos barões da mídia brasileira é que, a partir da iniciativa de Cristina, a presidente Dilma se anime em enviar ao Congresso, portanto, formalmente, um amplo projeto de lei para a reorganização do setor de comunicação. Foi exatamente isso o que a colega argentina fez – e a lei entrará em vigor a partir do 10 de dezembro.

Na Argentina, o principal atingido pela mudança na legislação será o Grupo Clarín. Mas isso deve acontecer não, precisamente, como um movimento pelo cerceamento da liberdade de expressão do jornal, mas que o grupo empresarial que controla a publicação abra mãe de seu caráter monopolista. No país vizinho, o Grupo Clarín detém quase duzentas licenças para operar tevê a cabo, quatro canais de televisão, dez rádios AM, uma FM e, ainda, o jornal de maior circulação do país. Numa economia do tamanho da Argentina, mais que um gigante é praticamente um monopólio.

Nos Estados Unidos, um grupo como o Clarín não conseguiria ter tal expressão frente aos concorrentes. Na América, desde 1930 há uma legislação que coíbe a super-extensão da propriedade cruzada de meios de comunicação. Há, também, um órgão federal regulador, composto por seis indicados pelo presidente da República e que têm de ser sabatinados pelo Congresso. A legislação fiscal, por outro lado, é punitiva frente ao domínio massacrante de uma emissora sobre outras. Para impedir o crescimento desmedido, que na prática poderia criar um monopólio nacional, a lei americana aumenta sobremaneira a cobrança de impostos sobre emissoras que ultrapassarem os 30% de audiência nacional em seus veículos. Assim ocorre, além da falta de incentivo ao crescimento extremo, um direcionamento para que pequenos grupos de mídia floresçam e participem do mercado. Neste sentido, a legislação americana, como é sabido, promove a liberdade de imprensa, e não a cerceia.

A legislação aprovada pela presidente argentina tem o mesmo sentido, mas, como muito do que é feito na Argentina, ganha tintas dramáticas. O governo patrocinou uma invasão às oficinas do Clarín, fez apreensões de jornais e até barrou sua circulação. Os proprietários do grupo de comunicação, em represália, não apenas ameaçam não aderir à lei, como articularam uma rede de solidariedade entre a mídia tradicional do continente.

Ligados pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), os grandes veículos do continente estão batendo duro na Ley de Medios argentina. No Brasil, grandalhões como Folha, Abril e Globo já fazem uma linha de passe que tem na histeria seu tom único. As empresas das famílias Frias, Civita e Marinho se sentem diretamente ameaçadas caso a moda argentina pegue por aqui. A Folha, que já é o maior jornal de São Paulo, detém o maior portal de internet do País, o UOL. A Abril, dona da revista de maior circulação, jamais escondeu sua vontade de ter sua própria rede de tevê. A Rede Globo, com filiais em todo o Brasil, larga presença na rede de tevês por assinatura e dona dos dois maiores jornais do Rio de Janeiro, é talvez quem mais possa perder imediatamente após uma legislação com esse espírito ser implantada no Brasil. Em nenhum lugar do mundo uma mesma companhia de comunicação detém tanto poder.

Até aqui, barrar a ida do jornalista Policarpo Jr. à CPI do Cachoeira era um traço de união entre os barões da mídia brasileira. Agora, o trio de ferro Folha-Abril-Globo está ainda mais unido, porque vislumbra-se que o atual modelo de organização da mídia brasileira tem de se adaptar aos novos tempos – e se democratizar por força de uma legislação mais avançada que a atual.

Abaixo, notícia do Portal Brasil de Fato, sobre a reação de entidades sindicais da Argentina às pressões da SIP contra a Ley de Medios:

Trabalhadores da imprensa argentina repudiam lobby da mentira” da SIP em favor do Clarín

Frente à chegada do 10 de dezembro, data estabelecida pela Justiça para que o grupo cumpra efetivamente a lei, seus sócios empresários do continente somam-se à estratégia de propor que a legislação atenta contra a liberdade de expressão.

17/10/2012

Leonardo Wexell Severo

A Federação Argentina de Trabalhadores da Imprensa (Fatpren) condenou nesta quarta-feira o “lobby da mentira” orquestrado pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) – historicamente ligada à CIA e ao Departamento de Estado dos EUA – em favor do grupo monopolista de mídia Clarín, que quer continuar desrespeitando a legislação contra a democratização da comunicação.

Pela Lei de Meios, nenhum conglomerado de comunicação pode ter mais do que 24 outorgas de TV a cabo e 10 de rádio e televisão aberta. Mas o Grupo Clarín possui dez vezes mais licenças de cabo do que o número autorizado pela lei, além de quatro canais de televisão, uma rádio FM, 10 rádios AM, e o jornal de maior tiragem do país.

O fato, destaca a Fatpren, “é que frente à chegada da data estabelecida pela Corte Suprema de Justiça [10 de dezembro] para que o Grupo Clarín cumpra efetivamente com o disposto pela Lei de Serviços de Comunicação em matéria de adequação de licenças, seus sócios empresários do continente se somam à estratégia de propor que a legislação atenta contra a liberdade de expressão”.

Com apoio da SIP, denunciam os trabalhadores, “os operadores do Grupo Clarín fazem lobby internacional para construir a grande mentira de transformar as restrições à sua posição dominante em restrições à imprensa”.

Foi assim, esclarece a Federação, que a SIP anunciou a “possibilidade de enviar uma missão ao nosso país para dezembro”. O informe anual publicado pela entidade dos barões da mídia na última terça-feira (16) diz que “na Argentina a presidenta segue sem dar coletivas de imprensa e abusa da cadeia nacional”.

De acordo com a Fatpren, no informe, “não fazem referência alguma, como era previsível, à inédita liberdade de expressão que reina no país e permite que os meios publiquem o que desejem sem qualquer restrição”.

Porta-voz das ditaduras

A “missão” da SIP é de solidariedade patronal, alertam os trabalhadores, colocando o dedo na ferida: “Seguramente, a missão que a SIP pode enviar à Argentina terá características diferentes das que costumava ter quando vinha para condecorar ditadores, clara definição de qual é a sua posição sobre a liberdade de expressão: liberdade para que suas empresas possam aplicar, desde seus meios, políticas de pressão sobre os governos para impor seus interesses, ao mesmo tempo em que empobrecem os seus trabalhadores para domesticar o discurso”.

“A SIP, organização empresarial tomada pela CIA e o Departamento de Estado dos Estados Unidos durante a década de 50, soube outorgar a medalha ‘Prêmio das Américas’ ao ditador Pedro Eugênio Aramburu, líder da Revolução Fuziladora [que derrubou o governo constitucional de Juan Domingo Perón em 16 de setembro de 1955] enquanto centenas de jornalistas eram perseguidos, torturados e encarcerados. Se a SIP se enfrenta ao Projeto Nacional e Popular, os trabalhadores de imprensa sabemos, sem duvidar, qual é o nosso caminho”.

Grande mentira

Há 40 anos, destaca a Fatpren, organizações como a Media Freedom Foundation/Project Censored, vinculada à Universidade de Sonoma, na Califórnia, detalham “como a censura e a autocensura estão muito mais presentes nos países centrais que na nossa região, onde as patronais midiáticas a serviço das corporações econômicas têm a possibilidade de mentir diariamente, sem limite algum, para defender seus interesses antipopulares”.

Frente aos desafios colocados pelo embate em defesa da verdade e a justiça, assegura a entidade, “os trabalhadores de imprensa continuaremos batalhando a cada dia, nas redações, nos espaços públicos, onde a realidade nos convoque, para alcançar uma comunicação verdadeiramente democrática, plural, participativa e diversa, e condições dignas de trabalho que nos permitam garantir ao povo seu devido direito à informação”.


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