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Pesquisador afirma que história de Jesus é farsa criada pelos romanos

8 de fevereiro de 2014

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Historiador norte-americano afirma que a figura de Jesus foi usada como propaganda pelos romanos para acalmar os povos sob seu domínio.

Via Portal Terra

O pesquisador norte-americano Joseph Atwill, que afirma que a figura de Jesus Cristo foi fabricada pela aristocracia romana, diz ter encontrado novos dados que confirmam sua teoria. O historiador diz que um relato da Judeia do século 1º contém diversos paralelos entre Jesus e o imperador romano Tito Flávio. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

Atwill afirma que essas “confissões” são “clara evidência” de que a história de Jesus é “na verdade construída, ponta à ponta, baseada em histórias anteriores, mas especialmente na biografia de um César romano.

James Crossley, da Universidade de Sheffield, diz ao jornal que a teoria de Atwill é como os livros de Dan Brown. “Esse tipo de teoria é muito comum fora do mundo acadêmico e são normalmente reservadas à literatura sensacionalista.”

“Cidadãos alertas precisam saber a verdade sobre nosso passado para podermos entender como e por que governos criam falsas histórias e falsos deuses”, diz Atwill. O norte-americano irá apresentar seus dados em uma palestra em Londres.

Segundo o pesquisador, a criação de uma figura foi usada como propaganda pelos romanos para acalmar os povos sob seu domínio. “As facções de judeus na Palestina da época, que aguardavam por um messias guerreiro profetizado, eram uma constante fonte de insurreição violenta durante o primeiro século”, diz o historiador.

“Quando os romanos exauriram os meios convencionais de anular rebeliões, eles mudaram para a guerra psicológica. Eles pensaram que o meio de parar a atividade missionária fervorosa era de criar um sistema de crença adversário. Foi quando a história do messias “pacífico” foi inventada”, diz Atwill.

O pesquisador diz que, em vez de encorajar a guerra, o messias inspirava a paz e ainda dizia aos judeus darem a “César o que é de César” e, assim, pagar suas taxas para Roma.

Atwill diz ter encontrado um relato de Flávio Josefo, um historiador romano, sobre a guerra entre romanos e judeus. O norte-americano argumenta que o texto contêm diversos paralelos entre o texto e o Novo Testamento.

A sequência de eventos e localidades visitadas por Jesus Cristo, segundo o texto bíblico, é aproximadamente a mesma da campanha militar de Tito Flávio, imperador romano durante a guerra, afirma Atwill.

O historiador norte-americano afirma que os imperadores romanos nos deixaram um quebra-cabeça a ser desvendado. Para Atwill, a solução do enigma é: “Nós inventamos Jesus Cristo e somos orgulhosos disso.”

Clique em Jesus mitológico x Jesus histórico para ter mais informações sobre a pesquisa de Joseph Atwill.

A Igreja Católica quer ter um casal de santos escravocratas?

25 de janeiro de 2014
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Retrato do casal Jerônimo e Zélia Magalhães, em igreja no Rio de Janeiro. Reprodução Facebook.

Arquidiocese do Rio quer a beatificação de Zélia e Jerônimo; se conseguir, Brasil vai ganhar beatos senhores de escravos.

Haroldo Ceravolo Sereza, via Opera Mundi

Aviso:Baseio esse artigo, essencialmente, nas
informações biográficas fornecidas pela própria
arquidiocese do Rio de Janeiro sobre o casal Zélia e Jerônimo,
mais novos candidatos a beato do país
.

13 de maio de 1888: princesa Isabel assina a Lei Áurea. O casal Zélia Pedreira Abreu Magalhães (1857-1919) e Jerônimo de Castro Abreu Magalhães (1851-1909) acata a lei e permite que seus escravos continuem a viver na fazenda.

20 de janeiro de 2014: a Arquidiocese do Rio de Janeiro fez saber ao mundo que pretende a beatificação de Zélia e Jerônimo. Como sabemos, a beatificação é o primeiro passo para a canonização. Ou seja, se o processo correr e ficarem provados milagres concedidos pela dupla, caminhamos para ter, um dia, um santo casal escravocrata brasileiro. Poderemos então chamar Zélia e Jerônimo de “santos padroeiros do sistema escravista”.

Dom Orani Tempesta, recém-nomeado cardeal, arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, lançou inclusive uma oração para que os dois cheguem lá: “Senhor, nosso Deus, que unis o homem e a mulher pelos laços do Matrimônio, Vos pedimos, por intercessão de vossos servos, Zélia e Jerônimo, que se santificaram na vida do amor matrimonial, acolhendo e educando seus filhos na verdadeira Fé, no amor a Deus e ao Próximo, a graça da proteção às nossas famílias. Rogamos que seguindo os seus exemplos possamos viver de acordo com o Vosso desejo, para o bem da Igreja e a santificação de nossa sociedade.” A partir dessa oração, parece evidente que o objetivo principal da beatificação é a valorização do casamento religioso tradicional, ou seja, entre heterossexuais, como parte do combate ao avanço dos novos arranjos familiares que o Ocidente, sobretudo, vem vivendo. A hora é de valorização do casal, não mais o indivíduo, supostamente santo.

A partir dessa oração, parece evidente que o objetivo principal da beatificação é a valorização do casamento religioso tradicional, ou seja, entre heterossexuais, como parte do combate ao avanço dos novos arranjos familiares que o Ocidente, sobretudo, vem vivendo. A hora é de valorização do casal, não mais o indivíduo, supostamente santo.

A Igreja de Dom Orani, assim, os avalia como bons pais. Entre outros motivos, por terem tido nove filhos conduzidos à vida religiosa. Mas não deixa de tocar em outro ponto, igualmente sensível: acha também que eles foram bons senhores de escravo. No perfil biográfico do casal distribuído pela arquidiocese, afirma: “Na fazenda [de propriedade do casal, Santa Fé] havia uma capela onde Zélia rezava inúmeras vezes ao dia. O casal jamais tratava os escravos, que viviam em liberdade e recebiam salário, como propriedade [grifo meu].” A contradição é evidente, e a saída é o recurso constrangido do verbo tratar: Zélia e Jerônimo podiam não tratar seus negros como escravos, mas jamais permitiram que esses homens “tratados como livres” fossem “de fato” livres.

Outro motivo para a beatificação do casal é que seus escravos “iniciavam seu dia de trabalho com uma oração guiada por ela e acompanhada por Jerônimo, no coreto do pátio da fazenda”. O texto da Arquidiocese acrescenta que “a preocupação de Zélia e Jerônimo com a vida espiritual desses homens, mulheres e crianças era tão grande que eles sempre participavam da Missa, das confissões e da catequese promovidas pelo casal, e Zélia, pessoalmente, encarregava-se da catequese e da assistência aos escravos e necessitados”.

Em Casa-Grande & Senzala, Gilberto Freyre cita (bem pouco criticamente, é verdade) o viajante Henry Koster, em relação à conversão de escravos ao cristianismo: “Não se pergunta aos escravos se querem ou não ser batizados; a entrada deles no grêmio da Igreja Católica é considerada como questão de direito. Realmente eles são tidos menos por homens do que por animais ferozes até gozarem do privilégio de ir à missa e receber sacramentos”.

A atenção religiosa de Zélia e Jerônimo, assim, se aproxima desse processo descrito: parece, pela própria descrição da arquidiocese, que eles não tinham a opção de participar ou não dos rituais católicos.

Alforria

Ora, não eram raros os casos, no final do século 19, de proprietários que davam cartas de alforria aos escravos, para que eles vivessem não como se fossem livres, mas livres de fato. Alguns faziam isso apenas com os velhos, um processo extremamente cruel; outros, engajados na luta abolicionista, com todos. Como está registrado na trama do romance O cortiço, a carta de alforria era uma aspiração de muitos escravos, muitas vezes comprada com economias juntadas por anos.

Na literatura brasileira, mas claro que diretamente relacionado à experiência da época, vale lembrar o caso do negro Prudêncio, em Memórias póstumas de Brás Cubas. A manumissão (libertação do escravo) não era uma garantia do fim de uma complexa relação e assimétrica: Prudêncio, que servira de cavalinho a Brás Cubas na infância, já livre, compra um escravo e paga “com alto juro” a violência que sofrera. Ao castigar esse escravo seu, Prudêncio é surpreendido por um Brás, que lhe pede para parar e é prontamente obedecido. “Pois, não, nhonhô. Nhonhô manda, não pede. Entra para casa, bêbado!”

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Dom Orani Tempesta (à esq.) se despede do papa Francisco em julho de 2013, junto com o vice-presidente Michel Temer.

Livre legalmente, Prudêncio seguia submetido à violência da lógica da escravidão, e mesmo quando castigava o seu escravo, ainda respondia primeiro às ordens do seu antigo senhor – que se sente alegre e moralmente superior por ter impedido o novo castigo, apesar de não ter feito nada para libertar o novo escravo nem para dar liberdade de fato para o ex-escravo.

O casal é, nesse aspecto, menos santo do que Brás Cubas. Não chegou nem a alforriar seus Prudêncios. Quem leu Memórias póstumas sabe o quanto isso significa.

O advogado do diabo

Ainda no campo da literatura, cabe registrar um escritor que se notabilizou pelo conhecimento que tinha da hierarquia e das contradições do catolicismo: o australiano Morris West, um autor de ótimos best-sellers, que dedicou um livro completo ao dilema moral que é o processo de canonização: O advogado do Diabo.

Advogado do Diabo era o nome popular do Promotor da Fé (Promotor Fidei em latim), a figura da Igreja responsável por encontrar faltas e pecados que pudessem desqualificar um eventual candidato a santo. No romance, o cético profissional descobre que o padre que supostamente realizaria milagres no sul da Itália vivia com uma mulher e com ela dividia, despudoradamente, uma cama de casal. O drama do promotor da fé é que aquele candidato a santo parecia de fato ser um grande homem e talvez até seus fiéis tivessem sido agraciados com milagres, embora ele, em vida, houvesse rompido uma regra de ouro para o Vaticano – o celibato dos líderes religiosos.

O processo de beatificação e de canonização, no entanto, passou por grandes mudanças durante o papado de João Paulo 2º (antecessor de Bento 16, por sua vez antecessor de Francisco). Em tese, desde 1983, ficou mais rigoroso, com exigência maior de comprovação científica de milagres. Na realidade, tornou-se mais burocrático, com maior circulação de papeis e certificações. Ao impor certa ordem na bagunça que era a política da santificação, e eliminar a figura do promotor da fé, João Paulo 2º na verdade facilitou o processo, e o resultado foi o crescimento vertiginoso no número de beatos e santos.

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A Paróquia Nossa Senhora da Conceição da Gávea, no Rio, onde estão os restos mortais do casal. Reprodução Facebook.

Nos últimos meses, o papa Francisco tem feito inúmeras declarações e movimentos no sentido de reaproximar a Igreja Católica de um discurso de preocupação com os pobres e humildes. Lavou pés de mendigos, foi menos duro que Bento 16 com relação à homossexualidade e fez críticas abertas e gestos concretos contra cardeais envolvidos em suspeitas transações financeiras. Mas agora, depois de um movimento celebrado inclusive por católicos ligados às posições mais progressistas, um processo constrangedor, vindo do Brasil e das mãos de um cardeal, cairá em seu colo.

Como ele se posicionará? Talvez o melhor, dessa vez, fosse o papa assumir a postura crítica de um “promotor da fé”.

Seus problemas acabaram: O consultor de igrejas ensina como abrir templos e ficar rico

17 de outubro de 2013
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Apóstolo Gilson Henriques: “O maior objetivo aqui é ganhar almas para o reino de Deus.”

“Quem está rico não tem a fé que eu tenho”, diz consultor evangélico. Pastor que diz ter saído do crime para uma carreira em grandes empresas ensina a abrir a própria igreja: “Com R$20 mil não dá para abrir uma para 100 pessoas.”

Renata Reif, Portal G1

“Igreja não dá dinheiro”. O autor da frase é o apóstolo Gilson Henriques, 50 anos, que além de pregar a palavra de Deus é consultor para abertura de templos evangélicos. De acordo com as próprias contas, Gilson já prestou consultoria para inaugurar mais de 200 estabelecimentos da fé. Segundo ele, ensinar a abrir igrejas dá tanto dinheiro quanto ter uma igreja: o pastor diz receber pagamento simbólico pelo serviço.

“Para entregar tudo pronto, cobro R$300 por mês. É nada. Ofereço trabalho de engenharia, advocacia e faço todo o acompanhamento. Eu poderia ser rico, mas quando Jesus voltar, eu faço o que com essa riqueza?”, questiona. Hoje Henriques diz morar de aluguel. Mas conta que já teve uma vida abastada, com direito a restaurantes caros, carros do ano e a melhor casa no bairro da Vila Maria, zona norte de São Paulo.

O pastor se declara um homem desprendido. “Quem está rico não tem a fé que eu tenho em Cristo”, apregoa. Toda a família trabalha no Tabernáculo dos Profetas, fundado há 13 anos pelo autointitulado apóstolo na Vila Maria. O filho mais velho é evangelista e líder de louvor, o do meio é sonoplasta da igreja e o mais novo é baterista da banda. “Minha esposa é bispa e administradora de tudo isso”, complementa.

Trajetória

Mas essa é apenas uma parte da história. Em seu currículo, Gilson afirma ter 19 anos de serviços prestados na área de engenharia, com passagens por grandes empresas como a Petrobras*, e 16 anos vividos para o crime, período que marcou o início de sua vida – ele conta que viveu para o tráfico de drogas dos 8 aos 24 anos. “Matei muita gente, foi a perdição. No tráfico, nasce e morre gente todo dia”, diz.

Nos 12 anos seguintes à conversão, ele ainda lidava com o passado. “Não era uma abstinência da droga, mas abstinência das ações, dos tiros, das faces, dos olhos, da dor. Você não dorme com isso no coração, você vegeta”, relembra, sobre a emoção dos atos criminosos. Apesar do passado pecador, não sente culpa. “Consigo lidar com tudo aquilo que fiz na época em que o diabo me usou, porque hoje Cristo habita em mim”, justifica.

Faz 25 anos que ele foi “liberto por Jesus”. “Foi o pastor Arlen Vilcinskas, da Igreja Cristã Época da Graça, quem me tirou do crime. Esse homem, através da palavra de Deus, me conduziu ao caminho da salvação”.** Desde então, Gilson redefiniu suas metas. “O maior objetivo aqui é ganhar almas para o reino de Deus”. Isso inclui fundar, formar e entregar ministérios. Segundo ele, há igrejas evangélicas legais, clandestinas e as que só visam o lucro. “Tem gente que busca uma melhora de nível financeiro, então abre o negócio, contrata pastores e nem aparece na igreja. Só quer saber o quanto deu”, diz.

Para abrir um templo de acordo com a lei e “a graça de Deus”, o pastor Gilson Henriques não dá entrada no CNPJ enquanto o salão não estiver montado corretamente com cadeiras ergométricas, iluminação e extintores de incêndio adequados.

Ele checa o nível de decibéis de olho na Psiu, que pode aplicar multas substanciais. “Sempre trabalhei no departamento de qualidade nas empresas em que passei”, diz ele, fazendo um paralelo com o trabalho atual.

No dia da entrevista, percorremos o salão com capacidade para 700 pessoas e acompanhamos um culto –- que, no Tabernáculo dos Profetas, ganha contornos de espetáculo. Luzes, coreografias e som estéreo confirmam o investimento em infraestrutura. “Eu consegui colocar o ISO 9002, 9003, 9004, funcionando dentro da nossa igreja. Isso é uma empresa. Tenho brigada de incêndio e pessoas formadas em primeiros socorros”, lista Gilson. Também há dois irmãos na cozinha da lanchonete e outros dois na recepção, assim como gente cuidando da porta de entrada e da loja de livros e DVDs.

Sem salário

Segundo Gilson, a manutenção de uma igreja do tamanho do Tabernáculo exigiria 30 funcionários. Mas não há empregados registrados no local. “Há pessoas que fazem coisas aqui dentro porque Jesus fez algo muito importante por elas. Elas vêm e doam o seu dia para limpar e fazer almoço para a gente. É doação”, conta. Henriques também diz não receber salário e viver da venda de seus livros e DVDs. “E daquilo que pessoas que estão preocupadas comigo sabem que preciso, e mantêm a minha família”, salienta.

De acordo com pesquisa do IBGE divulgada no último mês, quase um milhão de evangélicos deixam os templos por ano no Brasil. “70% dos evangélicos estão dentro de casa por causa da inadequação das igrejas. Essa informação do IBGE caiu como um filé mignon no prato”, ele declara, com ar satisfeito.

A necessidade de trazer esses fiéis de volta é o que posiciona Henriques no mercado. “Um salão para 100 pessoas sai em torno de R$2 mil, cada cadeira custa R$40. 100 cadeiras, R$4 mil. Um aparelho de som, R$10 mil. Então já são R$14 mil. Não consigo abrir uma empresa hoje com menos de R$20 mil”. Isso sem falar na formação do pastor, profissão ainda não regulamentada no Brasil. “Se for fazer um bacharelado, com R$5 mil se consegue”, diz ele, sobre o curso de Teologia, ainda não reconhecido pelo MEC. “O consultor de uma igreja vai caminhar com você, com seus problemas, com aconselhamento, treinamento. Não é só abrir a igreja, receber o dinheiro e acabou”.

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Quando recebeu o chamado divino, o apóstolo Gilson Henriques deixou tudo para trás para se dedicar ao Evangelho. Foto: Edu Cesar

Sinal de Deus

O dízimo e a oferta funcionam como um capital de giro para a empresa. Mas, segundo Henriques, circulam rigorosamente dentro da legalidade. “As pessoas que frequentam e sustentam a igreja não são ricas. Pagam dízimos de R$60. São essas pessoas que mantêm essa estrutura”. Os mesmos fiéis que, no final do ano, podem pedir uma listagem dos seus dízimos para declarar no imposto de renda como doação. “Se ele coloca lá e eu não coloco aqui, eu estou na malha fina”.

Orar por contratos de grandes empresas também gera renda para a igreja. “Se o empresário estiver com um problema com um contrato de R$5 milhões e me chamar, só nessa paulada foi R$1 milhão para dentro da igreja. Mas essa igreja talvez não receba R$1 milhão em seis meses de dízimo de R$60”, compara.

Apesar dos grandes montantes que eventualmente entram na conta de seu Tabernáculo, Henriques não se vê como outros pastores conhecidos do grande público. “Edir Macedo e Valdemiro Santiago não são chamados para orar por pessoas da favela. São os pastores deles que têm que manter a igreja. Esses caras vão orar por senadores da República, por empresários como o Abílio Diniz”.

Será possível dizer que abrir uma igreja seja um negócio da China? Talvez de outras localidades: em dezembro, Henriques e a família aterrissam em Angola, na África, para uma obra. “Conforme a receptividade do povo angolano, vamos nos evadir para Johanesburgo e subir para a costa do Congo. Já estamos sentindo este sinal de Deus”, conclui.

* Procurada, a assessoria de imprensa da Petrobras afirma que o nome do apóstolo não foi localizado no cadastro de empregados.

** O pastor Arlen Vilcinskas não foi localizado pela reportagem.

Visita do papa ao Brasil custará R$120 milhões aos cofres públicos

15 de maio de 2013

Papa_Francisco04AO custo corresponde a 10% do valor da obra do Maracanã para apenas cinco dias.

Via 007BONDeblog

Dinheiro público, seu, meu, nosso, como a mídia gosta de ressaltar, vindo dos governos federal, do estado e do município do Rio de Janeiro. A questão é a jornada pertence à Juventude Católica, é uma ação de caráter religioso, do Vaticano. Com todo o respeito, por qual motivo todos os cidadãos, mesmo de outras religiões e os que não possuem religião alguma, devem “financiar” tal evento?

É fato que ao governo federal e estadual cabe os custos de dar segurança ao papa e ao evento, além de toda a estrutura de apoio com a participação da prefeitura. Nesse sentido, a cidade que receberá a jornada tem a contrapartida dos turistas, peregrinos e fica mais conhecida. Mas admitir que um gasto total da ordem de R$120 milhões deva ser rateado entre as três esferas de governo, sendo que metade disso aproximadamente virá do governo federal, é algo absurdo.

Convenhamos, com R$120 milhões, que significam 10% do custo total do Maracanã ou 150% do que a prefeitura vai gastar para reurbanizar a Avenida Rio Branco, não é um valor desprezível. Estas obras ficam, duram décadas, são um patrimônio para toda a sociedade, não estão restritas a uma corrente religiosa, ainda que estatisticamente a mais numerosa. O estado é laico e a presente situação afronta este princípio. Aliás, quem resolve quais os membros da sociedade irão se encontrar com o papa no Teatro Municipal?

Já está mais do que na hora de entender que suntuosidade não tem nenhuma relação com cristianismo e fé e, se querem manter tamanha estrutura, que o façam com dinheiro da igreja.

Que me perdoem meus amigos/irmãos católicos, mas se a igreja católica com os R$200 milhões que vai arrecadar (estimativa/média entre a projeção do governo e da igreja) reembolsar os gastos do governo, aí estará tudo certo. Fora isso, mantenho minha crítica.

O pai espiritual de Malafaia, Feliciano e Edir

6 de maio de 2013
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Walter Robert McAlister

Quem é o missionário canadense que trouxe a Teologia da Prosperidade ao Brasil.

Kiko Nogueira, via Diário do Centro do Mundo

Edir Macedo, Marco Feliciano e Silas Malafaia não se inventaram sozinhos. Eles pertencem a uma linhagem. Se você tiver de culpar alguém, pense num missionário canadense chamado Walter Robert McAlister, que trouxe a Teologia da Prosperidade ao Brasil e pode ser definido como o pai espiritual desses meninos.

De uma família evangélica, McAlister foi pregar nas Filipinas, Hong Kong e Índia. Em 1959, veio parar aqui. Morou em São Paulo e, em seguida, no Rio, onde se estabeleceu. Seguidor da Teologia da Prosperidade norte-americana, especialmente do pioneiro televangelista Oral Roberts, logo viu uma oportunidade de se fazer notado no rádio. Em 1960, ganhou um programa chamado “Voz da Nova Vida” na Copacabana. Pouco depois comprou a Rádio Relógio, uma das primeiras emissoras evangélicas do Brasil.

Em 1961, deu forma ao culto que até hoje é praticado pelas agremiações evangélicas desse gênero: louvor, oferta, mensagem, oração e testemunho. Uma vez por ano, reunia seus fiéis no Maracanãzinho. Como era inevitável, acabou na televisão, apresentando o show “Coisas da Vida”, na Tupi. Virou o “Bispo Roberto”. A Igreja de Nova Vida era um fenômeno.

Em busca de almas, McAlister atacava pesadamente a umbanda, o candomblé e demais religiões afro-brasileiras (a célebre maldição do Feliciano sobre a África não apareceu do nada). Espíritos do mal causavam doença, vício, pobreza, homossexualismo e adultério. Lançou um livro sobre uma suposta história de conversão de uma mãe de santo, libertada pelo “espírito santo”. Um de seus funcionários mais talentosos era um rapaz de 19 anos, Edir Macedo. Nos anos de 1970, Edir cresceu na foto, rompeu com o mentor e fundou a Cruzada do Caminho Eterno, embrião da Universal.

O canadense ainda veria o crescimento voraz da Iurd, batendo na mesma tecla da possessão demoníaca, do exorcismo e do dízimo. No início dos anos de 1980, talvez incomodado com a ascensão do ex-pupilo Edir, McAlister parou de pregar na tevê, dizendo que ela “criava monstros”. Já era tarde demais.

McAlister morreu em 1993, do coração. Não deu tempo de testemunhar o surgimento de gigantes como a Internacional da Graça de Deus, Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, Renascer em Cristo, entre outras – e nem a chegada de um legítimo representante da Teologia da Prosperidade à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o nosso querido Feliciano.

Humor: Presidente do maior país católico, Dilma silenciou diante da renúncia do papa

13 de fevereiro de 2013

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Nota do Limpinho: A palavra “humor” foi colocada pelo blog, pois a notícia foi publicada como séria, apesar de o texto ter semelhanças aos escritos pelo professor Hariovaldo Almeida Prado, em sua lousa virtual de homens de Benz. A opinião deste blog é que, mesmo o Ratzinger sendo um estadista, por chefiar um país de cerca de 400 metros quadrados e uma população de pouco mais de 800 pessoas, uma renúncia de um “presidente” não é o caso de se lançar uma nota oficial. Caso fosse de sua morte, sim. A grande maioria das pessoas esquece – ou não quer lembrar – que governo brasileiro, como instituição, é laico. Caso contrário, teria de lançar uma nota oficial a cada renúncia em um país islâmico, budista etc. etc. Sem contar que desrespeitaria também os ateus. Leia, como já falei parece texto do professor Hariovaldo, é bem divertido.

Via Ucho.Info

Boca fechada – O silêncio da presidente Dilma Rousseff diante do anúncio da renúncia de Joseph Ratzinger, o papa Bento 16, a seu pontificado não causa qualquer estranheza. Dilma jamais exalou qualquer dose de intimidade com a Igreja e ainda guarda mágoa da mensagem enviada por Bento 16, à época da eleição presidencial, contra o aborto, assunto que colocou a então candidata em situação de dificuldade com o eleitorado.

Considerando que o Brasil é o maior país católico do planeta, Dilma Rousseff, que é presidente de todos os brasileiros, deveria ter-se pronunciado, uma vez que nessa tresloucada Terra de Macunaíma o fato dividiu o noticiário com os desfiles de Carnaval, sem contar que foi notícia em todo o mundo.

Essa atitude bisonha de Dilma, que nem ao menos ordenou a algum de seus estafetas que redigisse e divulgasse uma nota oficial, mostra que, em 2010, sua ida à Basílica de Aparecida foi uma farsa que fazia parte do script da campanha eleitoral.

Dilma é presidente de uma nação, não de um partido político, e omitir-se por questões ideológicas ou pessoais mostra a sua mente tacanha em relação a determinados. Querendo ou não, apesar de todos os escândalos, o Vaticano é um estado e Ratzinger é o seu chefe até o próximo dia 28 de fevereiro.

Até o falastrão Luiz Inácio da Silva, o fujão, que sempre aproveita todas as oportunidades para mostrar que está em franca atividade política, se calou. Foi capaz de lamber as botas de Fidel Castro e procurar notícias de um delinquente político como Hugo Chavez, mas nem mesmo enviou uma mensagem ao Vaticano, onde já circulou por interesses políticos.

O PT palaciano continua agarrado à soberba, algo que desaparecerá quando a CNBB, na próxima eleição, se posicionar contra a reeleição de Dilma Rousseff. Pode ser que em tal momento Dilma volte à encenação.


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