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Eu amo Dudu, eu sou um robô: Como ser “popular” na rede fraudando o Twitter

14 de abril de 2014

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Fernando Brito, via Tijolaço

O site Muda Mais publicou um interessante levantamento. Vídeos do ex-governador Eduardo Campos foram promovidos no Twitter por um exército de 5 mil robôs, isto é, perfis falsos, sem sequer um seguidor.

Cerca de 2 mil destes perfis foram usados também para atacar Lula e a Copa. Fui a alguns deles e conferi: quase todos os que vi jamais postaram qualquer coisa que não fosse retuitar Eduardo Campos e Marina Silva. Na reprodução de um deles, você vê a contradição: quase 6 mil pessoas retuitaram, mas apenas sete “curtiram”.

Que exemplo de ética e de “nova política”, vocês não acham?

Eduardo_Campos35_Aprovacao

O Muda Mais recolheu a lista de todos os perfis falsos. Seria interessante cruzar a lista com os 23 mil robôs que, segundo o Estadão, foram usados para pressionar o Supremo Tribunal Federal a negar os embargos infringentes no julgamento do chamado “mensalão”.

Fez o trabalho que o Ministério Público Eleitoral deveria fazer, para ver como se está despejando dinheiro nas redes sociais para promover candidaturas, comprando listas de perfis.

Está prontinho, se Suas Excelências querem mesmo moralizar o processo eleitoral, apurando quem usa o dinheiro para influenciar a rede.

Mas parece que a Justiça Eleitoral está mais preocupada em gastar milhões com a identificação biométrica dos eleitores, para evitar uma malandragem de que quase não se tem notícia e que, se acontecer, vai fraudar meia dúzia de votos, que talvez não dê para eleger um vereador em Santana do Altos e Baixos das Mercês.

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Por que Aécio Neves está censurando seus perfis fakes nas redes sociais

1 de dezembro de 2013
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Essa página ainda está no ar.

Kiko Nogueira, via Diário do Centro do Mundo

Aécio Neves entrou na Justiça contra perfis nas redes sociais que, em tese, o ridicularizam. Seus advogados querem identificar os usuários que estão criando as páginas. Uma das baixas foi o “Aécio Boladasso”, inspirado na “Dilma Bolada”, que é uma sátira a favor da presidente. “Aécio Boladão” e “Aécio Bolagato” continuavam na ativa.

A ação afirma que “todos os perfis e páginas foram criados recentemente, em datas muito próximas, e possuem conteúdo muito similar, o que denota a criação seriada de perfis ilícitos, os quais, inclusive, foram altamente difundidos nas mídias digitais”.

Nem Twitter nem Facebook teriam fornecido, por enquanto, informações sobre os criadores das contas. Segundo a assessoria do pessedebista, a iniciativa foi inspirada na das ministras Gleisi Hoffmann e Maria do Rosário. O senador é “pessoa pública e respeita os perfis de humor ou que trazem críticas a suas atividades ou posições políticas, mas vem sendo vítima de campanha de calúnia na internet por parte de pessoas que violam a legislação do País e as regras de funcionamento das redes sociais, com a utilização de técnicas proibidas e conteúdos considerados ilegais”.

Por que ele está partindo para cima dos perfis fake?

Porque é assim que ele opera. Em setembro, Aécio incorporou à minirreforma eleitoral a penalização de quem postar conteúdos agressivos ou ofensivos. Na sua proposta, o autor responderá criminalmente e a Justiça Eleitoral será acionada para retirá-la da Internet.

De acordo com um especialista em informações ouvido pelo DCM, é intimidação pura e simples. “A ideia é criar uma prática incriminadora da opinião do cidadão comum, considerado adversário”, diz. “Foi o que aconteceu, por exemplo, em Goiás, onde o governador Marconi Perillo processou jornalistas e blogueiros de oposição. Um deles foi condenado a pagar R$200 mil por causa de uma frase que era, na verdade, de um agente da Polícia Federal”.

Ele prossegue: “Interpelam-se os gestores das redes sociais, alegando-se supostos ‘crimes de opinião’. Com a confirmação do IP dado pela empresa, começa o inferno da pessoa. Processos, ameaças… Ninguém está livre disso. Basta que um juiz considere a frase ou piada caluniosa”. Haveria, também, um esquema de espionagem ativo. “A espionagem acabou se tornando comum para achacar e intimidar”, disse o especialista.

Em Minas, o Novojornal teria sido submetido a escutas telefônicas. Segundo o diretor Marco Aurélio Carone, foi por causa da “linha editorial independente, não se sujeitando a determinações da censora oficial Andréa Neves”. (Andréa é irmã de Aécio, eminência parda, seu braço direito e esquerdo). O registro “.com.br” foi cassado em 2008, medida que só foi revogada quatro anos e meio depois. Andrea Neves, conta Carone, ligou para anunciantes, avisando que “eles estariam patrocinando um jornal contra o governo de Minas”.

No caso das redes, vai ser difícil sua turma controlar um ambiente tão caótico e criativo. “Aécio Boladão” já transformou, por exemplo, em “Aécio Bolado”. “Chegay Tucanada, acharam que tinham me matado né?? Nãaaaaaaaaaaao, os petralhas não me acharam”, escreveu ele no Twitter. “Se dirigir não beba, se for beber me chama”. A zoeira, ela não tem limites.

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Aécio Boladão

Estudo mostra principais detratores e apoiadores de Dilma nas redes sociais

24 de julho de 2013

Levantamento analisou 272.264 citações à presidenta entre os dias 11 e 16 de junho no Facebook e no Twitter

Antônio Arles, Sérgio Amadeu da Silveira e Tiago Pimentel, lido na Revista Fórum

A Interagentes, empresa parceira da Publisher Brasil em análise e monitoramento de redes, divulgou mais um estudo, onde foram analisadas mensagens que fizeram referência à presidenta Dilma Rousseff. A análise considerou as maiores autoridades no Facebook e no Twitter aqueles perfis ou páginas que têm mais compartilhamentos, e mostra os dez principais críticos e os dez que apoiam o governo.

Confira a íntegra do estudo abaixo.

Dilma nas redes: A disputa política no ciberespaço

Introdução

As manifestações do mês de junho trouxeram novos e poderosos sujeitos ao cenário político brasileiro. As redes sociais foram o terreno de emergência desses atores que rivalizaram e disputaram a condução dos fatos com a velha mídia e com os partidos. Observando o Facebook, rede social que tem ganhado protagonismo nas mobilizações on-line, encontramos páginas de viés político (porém não claramente partidário) como “nós” privilegiados no debate. Seus posicionamentos alcançam repercussão e mostraram capacidade de mobilização da opinião pública presente nas redes. Estes perfis saíram fortalecidos das manifestações do mês de junho e consolidaram seu papel enquanto autoridades no debate político das redes.

No Facebook, onde a presença destes novos atores tem maior relevância, o quadro geral é complexo e o cenário, bastante fragmentado. Muitos são os atores, muitas suas linhas de argumentação, muitos são os chamados para a indignação diante de alguma realidade apresentada como inaceitável, todos eles à espera de alguma adesão.

Em relação à presidenta Dilma Rousseff, desde as manifestações de junho, estes novos atores, de modo geral, têm engrossado o corpo das posições de oposição ao governo federal nas redes sociais. Partindo de grupos não necessariamente ligados a partidos políticos, as críticas à presidenta Dilma têm-se multiplicado nesta rede.

No Twitter, universo mais restrito em número de cidadãos que é capaz de conectar, ainda que tenhamos encontrado um padrão relativamente disperso, o que vimos foi uma densa rede de conversações com a presença de grupos fortemente conectados. O padrão de conexão dos atores indica a existência de ao menos dois grupos relevantes de oposição à presidenta Dilma. O quadro geral do Twitter é sem dúvidas menos fragmentado que o do Facebook.

Metodologia

As buscas desta pesquisa foram realizadas no Facebook e Twitter e visaram obter as citações públicas à presidenta Dilma.

O período analisado compreende do dia 11 ao dia 16 de julho. Os dados coletados foram processados para analisar o compartilhamento de publicações. A análise dos compartilhamentos é rica em significação, sendo capaz de detectar e investigar mensagens que circularam pelas redes publicadas por agentes com alto capital social, ou seja, com potencial para interferir na formação da opinião pública. A análise destas mensagens permite ainda conhecer as maiores autoridades da rede.

A métrica autoridade estima o valor do conteúdo de cada página ou nó a partir do número de compartilhamentos de suas postagens. Perfis com postagens muito compartilhadas tendem a ter alto valor de autoridade.

A análise baseou-se na teoria dos grafos. Um grafo é representado por um conjunto de pontos ou nós chamados de vértices que são ligados por retas, denominadas arestas. Para efeito dessa pesquisa, a página ou perfil (no Facebook ou Twitter) é um vértice ou nó. A ligação entre perfis ou páginas se dá pelas arestas e representa o compartilhamento de uma postagem. A grosso modo, um perfil com grande confluência de arestas é relativamente mais importante que outro que possui menos arestas atraídas para si.

Na análise da rede de comentários aplicamos algoritmos de modularidade que permitem decompor a rede complexa em comunidades modulares (ou sub-redes), o que, do ponto de vista do compartilhamento de seus conteúdos, possibilita detectar grupos de atores que apresentaram fortes semelhanças entre si.

O grafo da rede de compartilhamentos do Facebook apresentou 44.223 vértices e 41.197 arestas. Para a detecção de comunidades usamos o algoritmo de modularidade em resolução 2,782, o que resultou em 6.498 comunidades.

No Twitter, o grafo de compartilhamento de mensagens apresenta 32.851 vértices e 48.118 arestas. A detecção de comunidades se deu com o algoritmo de modularidade em resolução 1,728, resultando em 2.665 comunidades.

Dados gerais

Entre os dias 11 e 16 de julho a #InterAgentes mapeou citações públicas à presidenta Dilma no Twitter e no Facebook. Neste período nossas buscas retornaram um total de 272.264 mensagens, sendo 139.967 do Facebook e 132.297 do Twitter. É importante recordar que a presidenta Dilma realizou o pronunciamento com cinco pactos nacionais na segunda-feira, dia 24 de junho, quando lançou a proposta de plebiscito, tentando retomar a iniciativa política.

O pico de movimentação na rede foi por volta de 11 horas do dia 11 de julho, atingindo 5.349 mensagens nesta faixa de horário. Neste exato momento aconteciam as manifestações do Dia Nacional de Lutas, mobilização chamada em todo o Brasil, com forte presença das centrais sindicais. A pauta “Dilma” estava quente nas redes.

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Twitter

A rede de citações à presidenta Dilma no Twitter foi densa, apresentando padrão intenso de interações. Foram coletadas 132.297 mensagens provenientes de 57.204 autores distintos. Neste universo encontramos desde atores muito engajados em detratar ou em defender a presidenta, até autores de comentários e críticas eventuais. A média de mensagens por perfil e a dispersão representada no grafo indicam um padrão relativamente distribuído de compartilhamentos: Muitos perfis estiveram envolvidos no compartilhamento de posts provenientes de fontes diferentes.

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O uso de hashtags revela considerável mobilização para a #OpSeteDeSetembro. Trata-se de um evento agendado a partir do Facebook e que auto-intitula-se “o maior protesto da história do Brasil”. Sem pauta específica, o evento pretende aproveitar a data comemorativa da Independência para a realização de uma grande manifestação. A pauta genérica da “corrupção” tende a ganhar importância. Núcleos estão sendo articulados em grupos por cidades. O evento tem o apoio de diversas páginas (de Facebook) influentes nos protestos do mês de junho. Atualmente o evento (centralizado) do Facebook conta com mais de 240 mil confirmações de participação.

Chamam a atenção também as hashtags #ForaForo e #FFAAJA. A primeira é uma referência explícita à recusa do “Foro de São Paulo”. A crítica ao Foro de São Paulo tem ganhado espaço e vem sendo pautada por alguns grupos, inclusive de extrema-direita.

A hashtag #FFAAja é ainda mais explícita, pede a intervenção das forças armadas para enfrentar “a atual crise nacional” com fins de “restauração da ordem”. Campanhas têm surgido neste sentido, associando partidos como PT, PDT, PCdoB, PCB, PPS, PSTU, PMDB e apoiadores do governo à uma conspiração contra o Brasil. São discursos que encontram eco na extrema-direita.

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O padrão geral das conversações aponta para uma densa rede de conexões, com atores fortemente conectados na área central do grafo. É ali onde concentram-se os atores mais intensamente conectados ao debate público envolvendo a presidenta Dilma Rousseff. O padrão de conexão desses atores indica a existência de alguns grupos relevantes.

Destacam-se quatro. Grosso modo, eles representam:

1. Grupo amarelo – Forte presença de perfis da imprensa.

2. Grupo azul – Forte presença de oposição à Dilma, pautada por valores conservadores.

3. Grupo verde – Forte presença de posições de oposição à Dilma, pautada sobretudo por defesa de minorias.

4. Grupo vermelho – Forte presença de posições de apoio à presidenta Dilma.

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Twitter – Grupo Amarelo

Traz sobretudo perfis associados a veículos de mídia. Os perfis deste grupo tiveram suas postagens compartilhadas por atores diversos. O perfil @Estadao teve posição de destaque, seguido de perto pelo @JornalOGlobo. Estes veículos tiveram suas postagens compartilhadas por diferentes grupos, por vezes com comentários sobre a posição ideológica do próprio veículo.

Pelo padrão de compartilhamento de seus posts o perfil @dilmabr (Dilma Bolada) foi alocado neste grupo.

Abaixo a lista com as dez autoridades mais relevantes deste grupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil):

Autoridades

1. @Estadao

2. @JornalOGlobo

3. @VEJA

4. @g1

5. @folha_com

6. @UOLNoticias

7. @dilmabr

8. @portalR7

9. @TerraNoticiasBR

10. @FR_BSB

Twitter – Grupo Azul

Caracterizou-se como um grupo com padrão semelhante de compartilhamento de mensagens. Entre os temas em destaque encontram-se questões relacionadas à saúde, com particular destaque para posições da “classe médica” frente às propostas do governo federal. São dignas de menção ainda, neste grupo, críticas às prioridades do governo federal, críticas aos investimentos na Copa do Mundo, cobranças pelo que se entende por “promessas não cumpridas” pela presidenta e questões de mobilidade urbana. Voltam a aparecer entre as mensagens deste grupo, associações da imagem de Dilma ao “terrorismo” e ao “comunismo”. Ainda neste grupo encontraram-se críticas sobre o envolvimento das centrais sindicais nas manifestações do Dia Nacional de Lutas, ocorrida dia 11.

Roberto Freire encabeçou a lista de autoridades deste grupo.

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Abaixo a lista com as dez autoridades mais relevantes deste grupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil):

Autoridades

1. @freire_roberto

2. @EdvalEdval

3. @reminiscences

4. @coroneldoblog

5. @marisascruz

6. @MirandaSa_

7. @rbrasiliense

8. @Arykara2

9. @letraslimitadas

10. @josetomazfilho

Twitter – Grupo Verde

Este grupo caracterizou-se como outra rede de compartilhamentos de forte oposição à Dilma. Porém diferentemente do grupo azul, a críticas à presidenta Dilma são feitas a partir de uma perspectiva de afirmação do direito de minorias. Entre os temas centrais estão a defesa da causa indígena frente ao que se caracteriza como “desenvolvimentismo” e frente aos interesses ruralistas e a defesa de temas considerados progressistas frente à pressão da bancada evangélica. O veto parcial da PL do Ato Médico foi o único tema a constar nesse grupo de maneira positiva à presidenta Dilma.

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Abaixo a lista com as dez autoridades mais relevantes deste grupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil):

Autoridades

1. @CimiNacional

2. @joaomarcio

3. @EliVieira

4. @celsodossi

5. @jeanwyllys_real

6. @cadulorena

7. @KoenmaSan

8. @cfp_psicologia

9. @bicmuller

10. @Tsavkko

Twitter – Grupo Vermelho

Este grupo caracterizou-se pela defesa das posições da presidenta Dilma. Ganharam destaque temas como a reforma política, o plebiscito, a sanção do ato médico com vetos, temas relacionados à democratização dos meios de comunicações, a destinação de royalties do petróleo para a educação e a repercussão das pesquisas de opinião sobre a popularidade da presidenta e sobre a aprovação do Governo Federal. Uma abordagem comum tendia a elogiar a coragem de posturas assumidas pela presidenta, porém ressaltando a dificuldade interna (seja com sua base aliada, seja na câmara) para levar adiante suas propostas. Neste sentido, o plebiscito e a reforma política ganharam destaque.

Perfis como @cartacapital e @brasil247, pela abordagem de suas matérias, foram muito compartilhados por este grupo. Posicionamentos do senador Roberto Requião em defesa das posições de Dilma em relação ao ato médico ganharam destaque.

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Abaixo a lista com as dez autoridades mais relevantes deste grupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil):

Autoridades

1. @cartacapital

2. @stanleyburburin

3. @requiaopmdb

4. @brasil247

5. @blogdilmabr

6. @turquim5

7. @ptnacional

8. @Greenhalgh_

9. @frulanis

10. @zehdeabreu

Facebook

No período analisado (entre 11 e 16 de julho) foram coletadas 139.967 mensagens no Facebook, provenientes de 103.630 autores diferentes. A baixa média de mensagens por pessoa e a dispersão resultante do grafo de análise de compartilhamentos indica um padrão bastante distribuído de conversações sobre Dilma Rousseff. Em comparação com o Twitter nota-se que, ainda que o número total de mensagens no período seja razoavelmente equivalente nas duas redes (139.967 no Facebook e 132.297 no Twitter), o número de perfis envolvidos praticamente dobra (57.204 no Twitter contra 103.630 no Facebook). Isso indica um padrão de conversação ainda mais disperso no Facebook, com muito mais atores envolvidos no compartilhamento de posts provenientes de muitas fontes diferentes, aumentando o número de cidadãos e cidadãs que vieram às redes expressar suas opiniões e críticas a respeito da presidenta Dilma. Aqui, como no Twitter, encontramos desde atores muito engajados em detratar ou em defender a presidenta, até autores de comentários e críticas eventuais. Porém aqui, mais que no Twitter, a tendência é termos mais páginas e menos perfis como “nós” fortes de autoridade.

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Ainda que enormemente dispersa, a análise de modularidade da rede permitiu detectar grupos de atores com fortes relações de semelhança entre si.

Utilizando algoritmo de modularidade em resolução 2,782, foram detectadas 6.498 comunidades (ou sub-redes). Destas, seis delas se destacam. Todas as outras apresentaram abaixo de 2% de representatividade. Somadas, estes seis maiores grupos representam 35% dos compartilhamentos mapeados. Um posterior agrupamento destes seis grupos resultou no quadro que segue:

1. Grupo amarelo – Grupo marcado por forte presença de veículos de imprensa. Outras páginas de padrão de compartilhamento semelhante foram agrupadas aqui.

2. Grupo azul

Subgrupo azul 1 – Forte presença de posição abertamente contrária à presidenta e ao Partido dos Trabalhadores.

Subgrupo azul 2 – Do ponto de vista dos conteúdos, este grupo é muito semelhante ao anterior, porém com um peso menor de “antipetismo”. De um modo geral grupo fortemente opositor à presidenta.

Subgrupo azul 3 – Forte presença de perfis e páginas que despontaram como autoridades relevantes nas manifestações de junho. De um modo geral são críticos à presidenta.

Subgrupo Azul 4 – Forte presença de temáticas relacionadas à Saúde. De um modo geral, compartilhados de maneira crítica à presidenta

3. Grupo vermelho – Rede de compartilhamento com forte presença de simpatizantes e apoiadores da presidenta.

Facebook – Grupo Amarelo

Grupo caracterizado pela presença de grandes veículos de mídia. As mensagens compartilhadas por este grupo tenderam a ser compartilhadas por grupos diversos. Entre as autoridades mais relevantes deste grupo destacaram-se a página do Estadão (no Facebook) e a da Folha de S.Paulo. A página da revista Veja, abaixo, também merece menção. Essas páginas apresentaram padrão de compartilhamento como fontes de informação, alimentando debates. Porém não raras vezes a legitimidade destes veículos foi colocada em questão e suas pautas acusadas de ocultar interesses privados.

Outras páginas com padrão de compartilhamento semelhante também foram alocadas neste grupo.

Facebook – Grupo Azul

O grupo azul é resultado do agrupamento de quatro subgrupos com padrão muito semelhante de compartilhamentos.

A grosso modo, o Subgrupo azul 1 concentra clara tendência antipetista. Do ponto de vista dos conteúdos publicados, o Subgrupo azul 2 se parece muito com o primeiro. Já o Subgrupo azul 3 concentra grande parte dos perfis que despontaram como autoridade nas manifestações de junho. Nos subgrupos 2 e 3 encontramos também a presença de “nós” pobres da rede na posição de autoridades. Estes perfis ganharam relevância não pela autoridade que trazem, mas por terem postado conteúdos que se espalharam com algum padrão de viralidade.

Destacamos ainda o Subgrupo azul 4 que, ainda que seja o menor dos grupos aqui destacados, apresentou-se como uma rede de compartilhamentos com temática “saúde” fortemente centralizada.

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Todos esses subgrupos apresentaram, nas redes sociais, posições fortemente contrárias ao governo federal.

Ainda que as críticas versem sobre muitos assuntos, algumas temáticas comuns agregam grande parte dos conteúdos compartilhados. Estão entre elas: No quesito “saúde” destacam-se críticas à situação dos Postos de Saúde e ao que se entende por “condições precárias” dos hospitais públicos. A proposta de vinda de médicos cubanos também alimentou algumas teorias sobre o aparelhamento petista do Estado.

A alusão ao tema “corrupção” é bastante recorrente, não raro associado a bandeiras antipetistas. Também constaram críticas à proposta de reforma política e ao Dia Nacional de Lutas. Grupos de extrema-direita fizeram alguns chamados à intervenção das forças armadas.

Questionamentos sobre as prioridades do governo federal também são recorrentes. É comum encontramos cometários comparando, por exemplo, o investimento na Copa com o investimento em outras áreas, como saúde ou saneamento. Também são alvo de críticas o tamanho da máquina do Estado e a “enorme quantidade de ministérios”. Ainda são dignas de menção as questões suscitadas pela proposta de Plebiscito. Neste período, no entanto, as polêmicas acerca do Pacto da Saúde e do Ato Médico ganharam relevância.

Abaixo relacionaremos a lista com as dez autoridades mais relevantes de cada subgrupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil):

Facebook – Subgrupo Azul 1

Autoridade

1. OCC – Organização de Combate à Corrupção

2. FORA PT

3. Dilma Rousseff NÃO

4. Impeachment do Renan Calheiros

5. Revela Brasil

6. Edgar Nascimento

7. Eu não voto em Dilma #Eleicao2014 Brasil sem PT

8. Fora Padilha entregue seu CRM

9. O pesadelo de qualquer político

10. PT da Depressão

Facebook – Subgrupo Azul 2

Autoridade

1. Movimento Contra Corrupção

2. Revoltados ON LINE

3. Raimundo Lemos

4. Anonymous Black

5. João Cipriano Nascimento

6. Foda-se a Copa

7. Movimento Contra Corrupção – São Paulo

8. Jones de Oliveira Borges

9. Mobilização Patriota

10. Edir Carvalho

Facebook – Subgrupo Azul 3

Autoridade

1. A Verdade Nua & Crua

2. Isso é Brasil

3. AnonymousBrasil

4. Brasil Contra Corrupção

5. Quero o Fim da Corrupção

6. Tathiane Lima da Silva

7. Fernando Vasserstein

8. AnonymousBR

9. Neuza Lopes

10. Povo Brasileiro

Facebook – Subgrupo Azul 4

Autoridade

1. Diário de Hospital

2. Movimento contra o Decreto da Presidente da República

3. Entenda porque não estou no interior

4. SOS SAUDE Brasileira

5. Eduardo Moraes

6. Avante Brasil

7. José Marcio Barros Figueiredo

8. Humortadela

9. João Grilo

10. Bruno Toscano

Facebook – Grupo Vermelho

Caracterizou-se como um grupo com padrão semelhante de compartilhamento de mensagens. De um modo geral as páginas compartilhadas por este grupo tenderam a formar uma base de apoio à presidenta Dilma.

Foram temas recorrentes das postagens desse grupo as repercussões das pesquisas segundo as quais Dilma, embora tenha perdido popularidade, mantém-se líder na preferência do eleitorado. Destacaram-se também os apoios recebidos pelo veto parcial ao PL do Ato Médico. Neste grupo encontramos também comentários que elogiam as propostas da presidenta porém destacam as dificuldades que o Poder Executivo tem tido em encaminhá-las. A rejeição no Senado e na Câmara de algumas propostas da presidenta neste último período foi foco de críticas. Ainda em destaque neste grupo encontramos repercussões positivas sobre o Programa Mais Médicos.

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Abaixo a lista com as dez autoridades mais relevantes deste grupo (contendo link para a mensagem mais significativa de cada perfil).

Nota: Fernando Rodrigues que consta na lista abaixo é homônimo do conhecido jornalista brasileiro.

Autoridade

1. Conselho Federal de Psicologia

2. Grupo Anti-PIG

3. Brasil 247

4. Porra Serra

5. Movimento na Luta pelo Direito

6. Fernando Rodrigues

7. Dilma Rousseff

8. PartidodosTrabalhadores

9. CartaCapital

10. Unidade Feminista PT

Conclusão

Em ambas as redes podemos detectar grupos de semelhança que revelam redes de compartilhamento de conteúdo. No Twitter, pelo perfil de uso da rede e provavelmente pelo seu universo mais restrito, estes grupos são mais bem definidos, com seus atores fortemente conectados entre si. Já no Facebook, as conversações sobre a Presidenta Dilma envolvem um número muito maior de atores. Ao mesmo tempo, a rede de conexão entre estes atores é menos densa.

A análise de modularidade da rede, que permite decompor o cenário em coletivos que se articulam, precisa ser melhor aprofundada. Em um primeiro momento, aparentemente a batalha pelo convencimento dos cidadãos conectados é mais ampla, dispersa e indefinida no Facebook. No Twitter, há “nós” consolidados de embate e seguidores que replicam suas mensagens como se fossem munição em um combate em que o importante é destruir os argumentos do “inimigo”.

Uma característica interessante destas redes complexas é que se pode assistir a emergência “nós pobres” como autoridades instantâneas. Esse fenômeno pode indicar que coisas importantes podem nascer nas periferias das redes. Elas não necessariamente partem de centros privilegiados, antes disso, os próprios centros é que parecem emergir da topografia das redes, das fortes conexões sociais entre seus atores.

Cada vez mais é evidente que as conversações políticas nas redes nem sempre “são voltadas ao entendimento”, nem por isso, deixam de ser importantes para o convencimento e para a construção de imagens sobre o país e sobre quem disputa o poder de Estado.

Lula diz que boato sobre a volta de seu câncer é canalhice

22 de julho de 2013

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Via Os amigos do presidente Lula

O ex-presidente Lula criticou, em evento na Universidade Federal do ABC, a onda de boatos nas redes sociais sobre a suposta volta de um câncer. “Não é correto que algum canalha fique na internet falando essas mentiras. Vou fazer exame em agosto e se eu tiver [câncer], serei o primeiro a falar para a imprensa”, afirmou Lula

Nos últimos dias, circularam vários comentários em redes sociais sobre uma possível internação de Lula no Hospital Sírio Libanês para um novo tratamento de câncer. O presidente do PT, Rui Falcão, e vários políticos ligados ao ex-presidente rechaçaram as informações.

Lula anunciou em 29 de outubro de 2011 que tinha um tumor na laringe. Ele foi submetido a um longo tratamento no Hospital Sírio Libanês. No fim de março de 2012 os médicos que trataram o ex-presidente informaram que os exames revelavam a ausência de câncer (tumor) na laringe. Em junho, os assessores de Lula confirmaram que não havia mais vestígios de câncer.

2014

O ex-presidente reafirmou o apoio à candidatura de Dilma Rousseff à reeleição presidencial em 2014. “Eu não serei candidato. Eu tenho uma candidata”, disse.

Lula disse que Dilma é uma “extraordinária presidenta e extraordinária candidata”. “Tenho certeza que a presidenta está dentro do que prometeu fazer e vai fazer muito mais.” Presidente do Brasil entre 2003 e 2010, ele afirmou também que não vê “ninguém com as qualidades dela [Dilma] para assumir a Presidência”.

O homem que vazou os dados do esquema de espionagem nos EUA

10 de junho de 2013
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Snowden: James Bond é para os fracos.

Refugiado em Hong Kong, Edward Snowden diz que não quer viver “em uma sociedade em que tudo é gravado”.

Kiko Nogueira, via Diário do Centro do Mundo

Um ex-assistente técnico da CIA é o homem responsável pelo vazamento de informações que levaram a um dos mais importantes escândalos na história política recente norte-americana. Edward Snowden tem 29 anos e trabalhava na Consultoria Booz Allen. Foi funcionário da Agência de Segurança Nacional nos últimos quatro anos.

Na ASN se revoltou ao ver como o governo norte-americano monitora pela internet a vida das pessoas. Nos servidores de companhias como Google, Microsoft e Facebook, os serviços de inteligência dos EUA têm livre acesso a e-mails, chats, compras – a tudo, enfim, que os cidadãos imaginam fazer protegidos pelos direitos de privacidade.

Snowden é o espião de nossos tempos. Não um tipo afetado que fala inglês com um ovo na boca, tomando martini e pilotando carros vintage, como Bond, mas um nerd que trabalha em casa com um computador e é ativista de direitos humanos.

Ele fez o cálculo certo: o fato de sair à luz do dia o torna um alvo mais difícil para quem quer que queira apagá-lo. Digamos, o governo norte-americano. Além disso, ele declara que está seguindo um princípio moral: “Eu não tenho nenhuma intenção de esconder quem eu sou porque sei que eu não fiz nada de errado.”

Ele pediu para sair do armário, segundo o Guardian, jornal que publicou suas revelações. Para Glenn Greenwald, autor do furo, Snowden tem a mesma estatura de gente como Daniel Ellsberg e Bradley Manning. Ao entregar os documentos secretos da Agência de Segurança Nacional, ele adicionou um bilhete: “Eu entendo que vou sofrer por meus atos.”

Snowden foi entrevistado por Greenwald e outro repórter em Hong Kong, para onde se mudou (viveu no Havaí até maio). Ele optou por fugir para Hong-Kong porque a China é um dos poucos países do mundo que não vão ceder a pressões de extradição dos Estados Unidos.

Sua explicação para ter se tornado o chamado “whistleblower” (o termo para definir quem passa segredos de estado para a imprensa) é quase prosaica: “Eu não quero viver numa sociedade que faz esse tipo de coisa… Eu não quero viver num mundo em que tudo o que eu faço e falo é gravado. Isso não é algo que eu vá apoiar ou aceitar.”

“Há coisas mais importantes do que dinheiro. Se eu fosse motivado por dinheiro, poderia ter vendido esses documentos para quaisquer países e ficado muito rico.”

Snowden é descrito como calmo, inteligente e simpático. É mestre em computação. Apoia organizações a favor da livre circulação de informações na internet. Está compreensivelmente tenso. Durante o encontro com os jornalistas, um alarme de incêndio disparou e ele entrou em parafuso. “Isso não aconteceu antes”, disse ele.

Não votou em Obama ou Romney nas últimas eleições. “Votei num terceiro partido. Mas eu acreditei nas promessas de Obama. Ele continuou com as políticas de seu antecessor.”

Obviamente, não vê chance alguma de voltar aos Estados Unidos. Conta com a possibilidade de ser preso por violar o Pacto de Espionagem. Sua esperança é buscar asilo na Islândia, país com tradição de defensora dos direitos na web. “Acredito que tudo isso valeu a pena”, afirma Snowden. “Não tenho arrependimentos.”

Brasileiros podem ser afetados por espionagem do governo dos EUA

10 de junho de 2013
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Tráfego de dados entre continentes. Fonte: Washington Post.

Documento vazado mostra que o Programa Prism não monitora apenas atividade no país, mas a comunicação que circula pelos servidores de lá.

Via Olhar Digital

A notícia de que o governo norte-americano trabalha com as maiores empresas de tecnologia do mundo para espionagem de usuários pode passar despercebida para os brasileiros, mas não deveria. Isso porque boa parte da comunicação brasileira na internet passa diretamente pelos backbones norte-americanos, e está sujeita a vigilância.

O documento vazado que detalha como funciona o Prism mostra como o grosso das informações que circulam na internet trafegam por meio de grandes empresas do país; justamente as empresas que têm parceria com o programa.

Segundo o documento de abril de 2013, que leva em conta um estudo de 2011 da TeleGeography, trafegam entre a América anglo-saxônica (EUA e Canadá) e a América Latina cerca de 3 mil gigabits de dados por segundo. E toda essa informação pode ser diretamente monitorada pelo governo norte-americano.

Além disso, é importante ressaltar que o Brasil é o país da América Latina com maior presença na internet, até pelo tamanho de sua população. O país também é um dos maiores usuários de redes sociais do mundo, ficando apenas atrás dos próprios Estados Unidos em número de usuários ativos no Facebook, que é um dos participantes do Prism.

O problema pode ser visto em caso recente, em que a justiça brasileira entrou em disputa com o Google, que resistia em repassar informações de usuários que eram investigados por formação de quadrilha, corrupção passiva, fraude à licitação lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e tráfico de influência. A empresa, no entanto, afirmava que os dados não poderiam ser repassados porque estavam armazenados nos Estados Unidos, onde a legislação brasileira não se aplica.


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