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Escancarado o motivo do apoio do PTB paulista ao serrismo

13 de outubro de 2012

Em troca de apoio a Serra, D’Urso receberá uma secretaria de Alckmin. Simples assim.

José Dirceu, via Correio do Brasil

Em troca desse apoio, o PTB vai ganhar a Secretaria de Justiça do Estado (quem sabe, talvez, a de Segurança Pública), segundo informa nota publicada no site Conjur da revista Consultor Jurídico. O posto deverá ser ocupado por Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente licenciado da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP) e candidato a vice-prefeito na chapa de Celso Russomano derrotada no domingo, dia 7, no 1º turno.

De acordo com a notícia do site, Flávio D’Urso tinha reunião marcada na OAB/SP para discutir sua volta à presidência e participação na chapa de renovação da direção da entidade. Mas D’Urso cancelou a conversa, segundo alegou aos companheiros, porque está “nas negociações do 2º turno” – como ele mesmo disse – da eleição paulistana.

Assim, diz o site da revista, o apoio do PTB a José Serra (PSDB) “deve render ao PTB um posto na Secretaria de Justiça do governo Alckmin, que seria ocupado por D’Urso”. Daí, também, os motivos da presença do governador Geraldo Alckmin na segunda-feira, dia 8, na casa de um dos coordenadores da candidatura Russomano, o deputado Campos Machado (PTB), na conversa em que fecharam o apoio do PTB a José Serra.

E agora, José?

Como se vê pela notícia da Conjur o toma lá, dá cá, já está a pleno vapor no QG da campanha tucana e José, apesar de negar, continua um fiel discípulo do princípio franciscano do “é dando que se recebe”.

É inerente e normal nas regras do jogo, é legal, legítimo e não tem nada demais a participação em um governo de coalizão das forças partidárias que o apoiam e ajudaram a eleger. O problema com José é que ele posa de vestal, acusa quem faz isto de aparelhamento da máquina, mas na surdina faz o mesmo. Fez quando governador de São Paulo por três anos e meio e também quando prefeito da capital por 16 meses, postos aos quais renunciou antes de terminar o período – na Prefeitura, antes de chegar à metade do mandato – para disputar outras eleições.

O apoio do PTB, agora, nestes termos, simplesmente indica que José, embora negue sempre, continua um expert na distribuição de cargos em troca de apoio. É esse loteamento de cargos públicos por apoio político, feito de forma fisiológica sabe-se lá a que preço, e não em torno de princípios e programa de governo, que tem de ser execrado e banido, bem como denunciada esta política de moralismo de pé de barro do tucanato.

PSDB perde 46% dos filiados na capital paulista em quatro anos

14 de julho de 2012

O número de filiados ao PSDB na capital paulista caiu 46% entre junho de 2008 e junho de 2012. No mesmo período, a filiação ao Partido dos Trabalhadores cresceu 44%.

Com informações de Marília Rocha

Em 25 de março, os tucanos escolheram José Serra como candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. Apenas os filiados ao partido podem votar e, por isso, o cadastro passou por revisão. O número na cidade de São Paulo caiu de 42,5 mil para 22,8 mil entre junho de 2008 e junho deste ano.

Os outros quatro partidos com maior número de filiados no Estado de São Paulo registraram crescimento na capital: PP (2,7%), PMDB (5%), PTB (29%) e PT (44%).

“Pessoas que se filiam em um determinado momento podem mudar de cidade, de sigla partidária ou nem se lembrar mais que são filiadas, isso é comum em qualquer partido”, despistou o secretário-geral do PSDB em São Paulo, César Gontijo.

“A diminuição não reflete falta de apoio. O PSDB é o maior partido do Brasil não por ter mais filiados, mas pela qualidade dos que se filiam”, vangloriza-se Gontijo. Ele disse reconhecer, contudo, a importância dos militantes para o partido, tanto que outras cidades como Guarulhos e Santos promoveram recentemente campanhas de filiação.

“O ideal é ter a visão exata da dimensão atual do grupo de filiados, para depois aumentar a quantidade de pessoas”, afirmou.

No mesmo período, o número de filiados do PT na capital paulista passou de 86 mil para 123,5 mil. Segundo o presidente estadual do PT, Edinho Silva, o partido também trabalha com dados atualizados e não há números inflados. “Os dados refletem nossa tradição de ter nos municípios o partido funcionando ativamente. Um maior quadro de filiados significa mais força orgânica de um partido na sociedade”, afirmou Silva.

Hipóteses

Para o cientista político Valeriano Mendes Costa, a diferença nos números pode refletir uma aprovação maior das pessoas ao governo federal ou até um esgotamento com relação ao governo do PSDB no Estado. “O fortalecimento do PT em termos nacionais pode gerar mais visibilidade e atração pelo partido. Por outro lado, um ciclo muito longo do PSDB no governo estadual pode começar a dar mostras de esgotamento ou perda de dinamismo no partido”, disse Costa.

“O perfil de todos os partidos está mudando, mas com os números vemos que o PSDB é um partido forte, mas que depende menos dos filiados. Enquanto no PT o papel deles ainda é mais ativo”, afirmou.

Para o cientista político Oswaldo Amaral, a aprovação ou reprovação de governos não interfere de forma significativa no quadro de filiações. “É provável que a boa aceitação do governo Lula tenha facilitado a captação de novos membros. No entanto, mais importante é o partido investir tempo e recursos para isso”, disse.

Da mesma forma, afirmou, a queda no número não necessariamente “reflete maior ou menor apoio ao partido por parte do eleitorado”.


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