Posts Tagged ‘Propaganda eleitoral’

Mau exemplo: Em propaganda eleitoral do PSDB, ônibus de Aécio faz ultrapassagem proibida

22 de setembro de 2013
Aecio_Propaganda02

Divulgação do vídeo marca início da propaganda do
PSDB de olho em 2014.

Via Portal R7

Durante propaganda oficial do PSDB lançada na quinta-feira, dia 19, na tevê, que marca o início das movimentações para a eleição de 2014, o ônibus que leva o senador Aécio Neves (PSDB/MG) para uma conversa com agricultores aparece no vídeo fazendo uma ultrapassagem proibida, em Mato Grosso.

O artigo 203 do Código Brasileiro de Trânsito “prevê infração gravíssima e multa como penalidade para os seguintes casos de ultrapassagem pela contramão: “nas curvas, aclives e declives, sem visibilidade suficiente; nas faixas de pedestre; nas pontes, viadutos ou túneis; parado em fila junto a sinais luminosos, porteiras, cancelas, cruzamentos ou qualquer outro impedimento à livre circulação; onde houver marcação viária longitudinal de divisão de fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou simples contínua amarela”.

No caso, o ônibus de Aécio ultrapassou na faixa dupla contínua.

O tucano, que é pré-candidato do PSDB à Presidência da República, usou o programa de seu partido exibido em rede nacional para criticar a falta de investimentos em infraestrutura, as obras do governo federal que estão paradas, o que chamou de “paternalismo’’ do PT, e defendeu “tolerância zero” com a inflação.

A estratégia do partido é percorrer o País “conversando com os brasileiros”, e Aécio domina os quase 11 minutos da propaganda. O ônibus passa pelo interior do Ceará, Paraíba, Mato Grosso e São Paulo, sempre encontrando pessoas com queixas do governo Dilma Rousseff.

Entre os temas das conversas entre Aécio e ruralistas estão os recordes de produção, mas também problemas de logística que impedem o crescimento da agricultura.

A reportagem do R7 procurou a assessoria do PSDB, que não se manifestou sobre o caso até a publicação desta reportagem.

Fique sabendo: Na propaganda do PSDB lugar de mulher é no tanque, lavando roupa

2 de junho de 2013

Via Os amigos do presidente Lula

Ninguém merece! A propaganda partidária do PSDB na tevê não poderia ter começado pior. Em pleno século 21, quando o Brasil já tem sua primeira mulher presidenta, na propaganda partidária do PSDB na tevê o papel que coube às mulheres foi lavar roupa na mão.

E “pra caprichar”, o marqueteiro ainda escalou mulheres afrodescendentes e pobres, como se isso fosse aproximar a imagem dos tucanos e do senador Aécio Neves com o povo.

Pelo-amor-de-Deus! A grande maioria das mulheres, mesmo de baixa renda, hoje já conquistou o direito de comprar sua máquina de lavar.

Acorda, Aécio Neves!

No tempo em que o PSDB governava, máquina de lavar era coisa de rico, e tanque era coisa de pobre. Depois que Lula chegou à Presidência, máquina de lavar também virou coisa de pobre.

Propaganda eleitoral: Com Serra fica melhor?

22 de outubro de 2012

Na tevê, Serra chafurda o passado e Haddad propõe

16 de outubro de 2012

Tucano abre horário eleitoral para interpretar situações de mais de dez anos atrás e bater na tecla das falhas do Enem. Serra disse que gestão de Gilberto Kassab é exemplar em relação a creches, apesar do déficit de mais de 100 mil vagas. Fernando Haddad exibiu apoio de Gabriel Chalita e incentivos para empresas se instalarem na periferia da cidade. Um vê a eleição pelo retrovisor, o outro acende os faróis para enxergar mais longe.

Via Brasil 247

No primeiro dia de retorno da propaganda eleitoral na tevê e no rádio, a campanha do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, foi marcada por fortes ataques ao adversário petista, Fernando Haddad, e à gestão do PT na capital paulista. Em seu programa, o tucano atacou a atuação de Haddad no Ministério da Educação, usou o candidato a vice Alexandre Schneider para destacar as falhas do Enem e voltou a dizer que pegou a Prefeitura falida quando assumiu em 2004, uma “herança recebida do PT”.

Serra também afirma que o adversário petista não acredita em convênio de creches e citou a gestão de Gilberto Kassab (PSD), com alto índice de rejeição da população, como exemplo de solução para o problema dos salários de professores – segundo ele, não resolvido na administração de Marta Suplicy (2001–2004), que não teria dado aumento aos profissionais. Respondendo a duras críticas por ter deixado a Prefeitura em 2006 a fim de se candidatar ao Governo do Estado, o candidato do PSDB também reafirma sua permanência no cargo durante todo o mandato.

Colocando em prática o que disse no domingo, dia 14, em campanha – que não responderia mais aos ataques de Serra – o candidato do PT usou seu tempo para apresentar propostas à cidade, por meio de seu mais novo aliado, o peemedebista Gabriel Chalita – que ficou em quarto lugar no 1º turno e fechou aliança com o PT nessa segunda etapa. “Haddad será um grande prefeito para São Paulo”, diz Chalita na propaganda do petista.

O ex-ministro voltou a apresentar as propostas do primeiro turno, como o bilhete único mensal, sua principal proposta até agora, o incentivo a empresas para deixarem a região central da cidade e se instalarem nos bairros e o incentivo financeiro da Prefeitura para a realização de obras do Metrô. O postulante do PT também citou melhorias para a área da educação.

Até agora, as pesquisas mostram Serra com onze pontos atrás de Haddad, segundo o Ibope – 37% do tucano e 48% do petista. De acordo com o Datafolha, a diferença é de dez pontos: 37% e 47%. O candidato do PSDB tenta melhorar nas pesquisas com fortes ataques ao adversário.

A pedido de Serra, Justiça Eleitoral impede Haddad de dizer a verdade

17 de setembro de 2012

Cena da propaganda, que foi retirada até do YouTube.

Julianna Granjeia

O juiz da 1ª zona eleitoral de São Paulo, Henrique Harris Jr., concedeu liminar (decisão provisória) para suspender imediatamente a veiculação de uma das inserções de TV da campanha do candidato Fernando Haddad (PT). No vídeo de 30 segundos, a campanha de Haddad faz referência à saída do candidato do PSDB, José Serra, da prefeitura, em 2006, quando deixou o cargo para concorrer ao governo do Estado.

“Um certo candidato prometeu resolver os problemas dos paulistanos, em especial a saúde. Eleito, traiu seus compromissos e abandonou a prefeitura pela ambição de subir na vida. Com um gesto egoísta despedaçou a esperança de quem votou nele. Agora, aprende uma dura lição: confiança é como cristal, depois que quebra, nunca mais volta a ser igual”, diz o narrador.

De acordo com o juiz, “a propaganda tem, pelo menos em tese, conteúdo degradante”. A inserção poderá ser substituída por outra.

O vídeo exibe uma pessoa colocando papéis com os escritos educação, transporte, saúde, moradia, entre outros, dentro de um vaso de cristal. Em seguida, uma pessoa segura o vaso e joga o objeto no chão.

A campanha de Haddad tem 48 horas para apresentar defesa, segundo a liminar. O mérito da representação –proposta pela campanha de Serra – ainda será julgado.

O advogado do PT, Hélio Silveira, afirmou que apresentará na defesa que o “tom mais duro” da campanha foi iniciado pelo tucano e tem “obrigado” o PT a ir para a Justiça “toda hora”.

“Foi ele quem trouxe para as propagandas temas como o ‘mensalão’, com o bilhete mensaleiro e a falência da prefeitura. Essa questão da renúncia do Serra é pública, ele renunciou ao mandato para disputar outro cargo. Não há degradação da imagem, está dentro do contexto político”, afirmou o advogado.

Nos últimos dias, a disputa entre tucano e petista ficou mais acirrada nas propagandas da tevê. Nos bastidores, a campanha de Serra estuda pedir direito de resposta na propaganda de Haddad devido ao programa que acusou o tucano de ter ofendido o caminhoneiro José Machado, que deu depoimento dizendo ter catarata, diagnóstico que a prefeitura negou e exame posterior confirmou.

Na sexta-feira, dia 14, a propaganda petista disse que o tucano tentou “desmoralizar a vítima” (Machado). De acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde informou que “a hipótese de diagnóstico” de Machado não era catarata. Nesta semana, o jornal divulgou laudo que constata que ele sofre da doença.

A propaganda afirmou que Serra deu entrevistas “tentando desmoralizar a vítima” e que, “com surpreendente frieza, defendeu a quebra do sigilo”. O programa exibiu entrevistas do tucano afirmando que o homem não tinha catarata e que o procedimento da prefeitura foi correto.

Serra introduz “mensalão” na campanha eleitoral

26 de agosto de 2012

E da pior forma possível: para ironizar uma boa ideia do rival Fernando Haddad, que é o bilhete único mensal no transporte público; programa do tucano definiu projeto como “bilhete mensaleiro” e levou o PT a pedir direito de resposta; “A presidenta Dilma me alertou de que teríamos isso nessa eleição”, disse Haddad

Via Brasil 247

O escândalo do tal “mensalão”, que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não demorou a entrar na campanha pela sucessão à Prefeitura de São Paulo. Logo na primeira semana da propaganda eleitoral de tevê e rádio, o candidato tucano José Serra chamou de “mensaleiro”, em seu programa de rádio, o projeto de Bilhete Único Mensal (pelo qual o usuário de transporte pagaria um valor fixo no mês e usaria Metrô e ônibus à vontade) proposto pelo petista Fernando Haddad.

Para Haddad, os ataques a sua proposta “lembram a campanha [presidencial] de 2010”. “A presidenta Dilma me alertou que teríamos isso nessa eleição, um tom muito agressivo e que em nada contribui para o debate de propostas para a cidade”, disse o petista, que prometeu não usar “ataques pessoais” como o adversário.

Após o programa de Serra, a equipe do candidato do PT solicitou à Justiça Eleitoral um pedido de resposta. Os advogados de Haddad dizem que o programa eleitoral tucano usou um termo ofensivo na tentativa de associar o candidato do PT ao julgamento da Ação Penal 470, o “mensalão”, cuja maioria dos réus tem ligações com o PT.

“A propaganda tem uma carga de ofensividade muito grande ao Fernando Haddad. A expressão mensaleiro tem uma carga negativa: há o mensalão do DEM, há o mensalão mineiro e o ‘mensalão’ que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal. O Fernando Haddad nada tem a ver com mensaleiros”, disse Hélio Silveira, advogado da campanha de Haddad, ao Estadão.

Na propaganda de Serra, um locutor deixa a comparação com o “mensalão” sugerida: “Tem candidato prometendo um bilhete mensaleiro. Mas assim fica mais caro, porque estou pagando transporte mesmo quando estou dormindo, já paguei pelo mês inteiro. E no dia que eu estiver em um churrasco em casa? Já vou ter pago e não vou aproveitar?”.

Questionado sobre a propaganda, Serra se esquivou. “Não ouvi o rádio. Não ouvi”, disse.


%d blogueiros gostam disto: