Posts Tagged ‘Professor’

Recordar é viver: Para FHC, professor é “coitado” que não conseguiu ser pesquisador

5 de janeiro de 2014

FHC_Boca_Aberta04

Via Folha on-line, em 27/11/2001

O presidente Fernando Henrique Cardoso cometeu hoje uma gafe com os professores durante a cerimônia de entrega do prêmio nacional do Finep de inovação tecnológica.

Ao relatar sua experiência como professor no Instituto de Estudos Avançados de Princeton (EUA), FHC afirmou que os pesquisadores e bolsistas da universidade que não conseguiam produzir viravam professores.

“Se a pessoa não consegue produzir, coitado, vai ser professor. Então fica a angústia: se ele vai ter um nome na praça ou se ele vai dar aula a vida inteira e repetir o que os outros fazem”, afirmou o presidente.

Ao encerrar discurso na cerimônia de entrega do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, FHC afirmou: “Lá [Princeton] é um lugar de pessoas selecionadas nos Estados Unidos, de jovens Ph D, os mais brilhantes.”

Depois de afirmar que os que não conseguem produzir vão dar aula, FHC continuou: “Aí me ensinaram uma coisa que me deixou muito atormentado a vida toda: eles [do instituto] pegam os mais jovens, porque, para poder ter capacidade de inovação, para ter criatividade, pelo menos em física teórica e matemática, tem de ser muito jovem.”

Segundo o presidente, os mais velhos sabem muito, “e quem sabe muito não cria, fica com medo de criar, porque ‘fulano fez isso, beltrano fez aquilo, se eu disser isso vão dizer que é ridículo’”.

Para FHC, 70, o que o salva é que pertence à área de ciências humanas. “Quem sabe [nessa área] a gente possa criar até certa idade, mas depois dos 70 não tem jeito.”

***

Leia também:

A quem FHC pensa que engana com sua conversa de virgem em lupanar?

Privataria, reeleição e o cínico FHC

Recordar é viver: FHC mexeu no dinheiro dos mais de 70 anos e dos deficientes físicos

Recordar é viver: A história da fazenda de FHC

Palmério Dória: Por que FHC não está preso?

Entenda o motivo de a mídia golpista atacar a Petrobrax, quer dizer, Petrobras

Banqueiro do propinoduto paulista vendeu apartamento a FHC. Já pensou se fosse o Lula?

O Príncipe da Privataria: Livro revela como FHC comprou a reeleição

O Príncipe da Privataria: A Folha confirma o nome do “Senhor X”

Recordar é viver: Quando FHC trouxe cubanos, Veja aplaudiu

Leandro Fortes: A privataria e as desventuras do príncipe

O Príncipe da Privataria: Livro revela como FHC comprou sua reeleição

Emprego: Um semestre de Dilma é melhor do que oito anos de FHC

Por que a reeleição de FHC nunca chegou ao STF

Para a reeleição de FHC, Cacciola doou R$50 mil

Proer, a cesta básica dos banqueiros

FHC só lançou programas sociais a quatro meses da eleição de 2002

A Folha noticiou a compra de votos por FHC para a reeleição, mas depois se “esqueceu”

Histórico catastrófico da era FHC

O que Dilma deve a FHC para ser chamada de ingrata?

Vídeo: Entenda como e por que FHC quebrou o Brasil três vezes

Celso Lafer descalço em aeroporto exemplifica submissão de FHC aos EUA

Em vídeo, Itamar Franco esclarece que o Plano Real não é obra de FHC

Salário mínimo: As diferenças entre os governos FHC e Lula/Dilma

Vídeo: Já pensou se fosse o Lula? FHC embriagado na Marquês de Sapucaí

FHC, o reacionário

Conheça o apartamento de FHC em Paris. Ele tem renda pra isso?

Vídeo: FHC tenta mentir em programa da BBC, mas entrevistador não cai nas mentiras

Adib Jatene: “FHC é um homem sem palavra e Serra, um homem sem princípios.”

FHC comprou o Congresso: Fita liga Sérgio Motta à compra de votos para reeleição

FHC comprou o Congresso. O STF não vai fazer nada?

FHC disse muitas vezes: “Não levem a sério o que digo.”

FHC e a reeleição comprada: Por que a Veja não consulta seus arquivos?

O retrato do desgoverno de FHC

Governo FHC: O recheio da pasta rosa e o caso do Banco Econômico

Os crimes de FHC serão punidos?

O Brasil não esquecerá os 45 escândalos que marcaram o governo FHC

FHC ao FMI: “CEF, Banco do Brasil e Petrobras estão à venda.”

As viagens de FHC, de Lula e a escandalização seletiva

Dinheiro da CIA para FHC

A festa de 500 anos do Brasil de FHC dá prejuízo de R$10 milhões ao estado da Bahia

FHC: PSDB está longe do povo. Partido nem sequer sabe o que é povo

Com indicação de FHC para ABL, Sarney faz Ayres Britto esperar a morte de outro “imortal”

Vídeo em que FHC chama os aposentados de vagabundos

Documentos revelam participação de FHC e Gilmar Mendes no mensalão tucano

FHC: “Nós, a elite, temos tendência à arrogância.”

FHC e o vitupério

Bob Fernandes escancara a relação de FHC com a espionagem dos EUA

Contratada por FHC, Booz Allen já operava como gabinete de espionagem dos EUA

Se cuida, FHC: Vem aí a CPI da Espionagem da CIA

A empresa que espionava o Brasil prestava consultoria ao governo de FHC

Era Lula cria mais empregos que FHC, Itamar, Collor e Sarney juntos

FHC já defendeu uma nova Constituinte, mas agora acha autoritarismo. Pode?

FHC se diz contra 100% dos royalties para a educação

FHC já admite que Aécio não tem condições de ser candidato

FHC é o bafômetro de Aécio

FHC não mostrou o Darf

Como a Globo deu o golpe da barriga em FHC e enviou Miriam para Portugal

“O Supremo se antecipou”, afirma professor de Direito da PUC/SP

17 de novembro de 2013

STF07_Plenario

Para Luiz Guilherme Arcaro Conci, professor da faculdade de Direito da PUC/SP, o STF deveria ter aguardado os recursos para decretar a prisão dos condenados.

Piero Locatelli, via CartaCapital

O Supremo Tribunal Federal se antecipou ao determinar as prisões dos condenados do “mensalão”, na avaliação de Luiz Guilherme Arcaro Conci, professor da faculdade de Direito da PUC/SP. “Acredito que o STF deveria aguardar o julgamentos dos recursos definitivos para proceder uma ordem de execução [das penas],” diz o professor.

Na quarta-feira, dia 13, o tribunal definiu que todas as penas que não foram objeto de recursos devem ser cumpridas imediatamente. Isto vale mesmo para os réus que apresentaram embargos infringentes, recurso último que, segundo decisão anterior do STF, cabia para réus condenados com pelo menos quatro votos por sua absolvição.

O Supremo dividiu a sentença de cada um dos réus. Por exemplo: José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, sofreu duas condenações pelo tribunal. Uma de sete anos e 11 meses por corrupção ativa e outra de dois anos e 11 meses por formação de quadrilha. Dirceu pode apresentar um recurso pela segunda condenação, mas deve começar a cumprir a pena por corrupção ativa agora.

Segundo o professor, uma sentença não pode ser dividida como aconteceu. “Em matéria penal, como nesse caso, a questão é muito sensível. Não se está discutindo uma divisão de bens, por exemplo. Está discutindo a restrição da liberdade.” Para Conci, a decisão do Supremo abre um precedente para que juízes por todo o país tomem decisões semelhantes.

Segundo Conci, a “grande discussão” diz respeito à falta de julgamento por outro colegiado além do Supremo. Para ele, há necessidade de uma mudança constitucional que permita aos réus com foro privilegiado receber julgamentos por grupos de juízes distintos. Segundo o professor, a falta de possibilidade de um novo julgamento pode levar o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Dilma diz que royalties permitirão “transformar professor em profissão de status no País”

23 de agosto de 2013
Dilma_Fies01

Em cerimônia para celebração de 1 milhão de contratos do Fies, presidenta afirmou também que status “se reconhece com remuneração”.

Via Rede Brasil Atual

A presidenta Dilma Rousseff disse na quinta-feira, dia 22/8, em São Paulo, na cerimônia de celebração de 1 milhão de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que a aprovação do projeto de lei dos royalties do petróleo (PL 323/07) proporcionará a oportunidade de “mudar o padrão educacional do País”. “Precisamos desses recursos para pagar professores e transformar a profissão numa profissão de status no Brasil”, disse Dilma. “Status se reconhece com remuneração. Era necessário mais recursos (para a educação), e isso conseguimos com a aprovação dos recursos no Congresso.”

O projeto aprovado na Câmara dos Deputados, na segunda-feira, dia 19/8, prevê a destinação de 75% dos royalties do petróleo para a educação, à qual também serão destinados 50% do Fundo Social do pré-sal. A nova lei prevê a destinação ainda de 25% dos royalties à saúde.

A presidenta afirmou que, com esses recursos, o Brasil poderá investir em educação básica. “Precisamos valorizar o professor alfabetizador. Tratar desde cedo a raiz das desigualdades e também o acesso às creches, pois até os seis anos se definem as capacidades de aprendizado das crianças.”

Ela defendeu que, com mais recursos, o sistema educacional possa disseminar o ensino em tempo integral em dois turnos, “essencial para mudar o padrão educacional”. “Para ser grande, o País precisa ter ensino em tempo integral, não só para ter [no período adicional] atividades esportivas e artísticas, mas para ter aulas de português, matemática, geografia e estudar uma língua.”

Dilma voltou a destacar que a “vitória” no Congresso será comemorada “nos próximos 50 anos” e que a nova legislação permitirá um incremento de “quase R$2 bilhões” no orçamento da educação no ano que vem e R$112 bilhões em investimentos nos próximos dez anos em saúde e educação.

Prefeito e ministro

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que “a construção do Fies só foi possível graças à construção do Enem, feita pelos ministros Tarso Genro e Fernando Haddad”. Genro é agora governador do Rio Grande do Sul, e Haddad, prefeito de São Paulo.

Mercadante lembrou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já conta com 7,2 milhões de inscritos e destacou o investimento em universidades federais. “Nos últimos dez anos, passamos de 148 campi para 321. Mais do que dobramos a estrutura, oferecendo mais de 25% das vagas do ensino superior. O ProUni criou 1,2 milhão de vagas”, disse.

Segundo Mercadante, o curso de Engenharia é o mais procurado pelos bolsistas do Fies, com 179 mil bolsas. “Isso mostra que o País cresce”, ressaltou o ministro.

Segundo o prefeito de São Paulo, são 200 mil pessoas atualmente beneficiadas por um dos dois programas, ProUni ou Fies. Ele lembrou que a Unifesp terá mais um campus na capital, na zona leste. “O futuro de transformação é pela educação”, disse Haddad.

Professor demonstra manipulação de “O Globo” sobre Venezuela

20 de abril de 2013

Globo_Jornal_PIG

Via Rede Democrática e lido no  Vermelho

Diante da manipulação da informação nos jornais das Organizações Globo, como O Globo, sobre a situação econômica da Venezuela, depois da confirmação de que o candidato Nicolas Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), venceu a eleição no domingo, dia 14, o professor de economia Victor Leonardo enviou carta ao impresso manifestando sua indignação.

Globo ataca governo venezuelano com dados manipulados

Prezada Senhora Sandra Cohen

Editora de Mundo de O Globo

Já é sabido que o jornal O Globo não nutre qualquer simpatia pelo governo do presidente venezuelano Hugo Chavez e tem-se esforçado a formar entre seus leitores opinião contrária ao chavismo – por exemplo, entrevistando o candidato Henrique Caprilles sem oferecer ao leitor entrevista com o candidato Nicolas Maduro em igual espaço. Isto por si já é algo temerário, mas como eu não tenho a capacidade de modificar a linha editorial do jornal, resigno-me. O problema é que o jornal tem utilizado sistematicamente dados um tanto quanto estranhos em sua tarefa de formar a opinião do leitor. Sou professor de Economia da Universidade Federal Fluminense e, embora não seja “especialista” em América Latina, conheço alguns dados sobre a Venezuela e não poderia deixar de alertá-la quanto aos erros que têm sido sistematicamente cometidos.

Como parte do esforço de mostrar que o governo Chavez deixou a economia “em frangalhos”, o jornalista José Casado, em matéria publicada em 15/4/2013 (“Economia em frangalhos no caminho do vencedor”) informa que o déficit público em 2012 foi de 15% do PIB. Infelizmente, as fontes desta informação não aparecem na reportagem (apenas uma genérica referência a “dados oficiais e entidades privadas”!), uma falha primária que nem meus alunos não cometem mais em seus trabalhos. Segundo estimativas apresentadas para o ano de 2012 no “Balanço Preliminar das Economias da América Latina e Caribe”, da conceituada Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), o déficit foi de 3,8% do PIB, ligeiramente menor do que no ano anterior, mas muito inferior ao apresentado pelo jornal.

Caso o jornalista queira construir a série histórica para os resultados fiscais para a Venezuela (e qualquer outro país do continente), pode consultar também as várias edições do Estudio Económico também da Cepal. Para poupar seu trabalho: a Venezuela registrou superávit primário de 2002 a 2008: 1% do PIB; 2003: 0,3%; 2004: 1,8%; 2005: 4,6%; 2006: 2,1%; 2007: 4,5%; 2008: 0,1%; e déficit nos anos seguintes: 2009: –3,7% do PIB; 2010: –2,1; 2011: –1,8; 2012: –1,3. O déficit é decrescente, mas bem distante dos 15% do PIB publicados na matéria. Afirmar que o déficit público na Venezuela corresponde a 15% do PIB tem sido um erro recorrente, e também aparece na matéria intitulada “Onipresente Chavez”, publicada na véspera, também no caderno “Mundo” do jornal O Globo em 13/4/2013. A este propósito, tenho uma péssima informação a lhe dar: diante de um quadro fiscal tão saudável, o presidente Nicolas Maduro não precisará realizar ajuste fiscal recessivo, e terá condições de seguir com as políticas de seu antecessor.

A matéria do dia 15/4/2013 possui ainda outros erros graves. O primeiro é afirmar que existe hiperinflação na Venezuela, e crescente. Não há como negar que a inflação é um problema grave na Venezuela, mas O Globo não tem dispensado o tratamento adequado para informar seus leitores. A inflação na Venezuela tem desacelerado: foi de 20% em 2012, contra 32% em 2008 (novamente utilizo os dados da Cepal). Tudo indica que o jornalista não possui conhecimento em economia, pois a Venezuela não se enquadra em qualquer definição existente para hiperinflação – a mais comumente utilizada é de 50% ao mês; outras, mais qualitativas, definem hiperinflação a partir da perda da função de meio de troca da moeda doméstica, situações bem distantes do que ocorre na Venezuela.

Outro equívoco é afirmar que “não há divisas suficientes para pagar pelas importações”. A Venezuela acumula superávits comerciais e em transações correntes (recomendo que procure os dados – os encontrará facilmente na página da Cepal). Esta condição é algo estrutural, e a Venezuela é a única economia latino-americana que pode dar-se ao luxo de não precisar atrair fluxos de capitais na conta financeira para financiar suas importações de bens e serviços. Isto decorre exatamente das exportações de petróleo.

O problema, senhora Sandra Cohen, é que os erros cometidos ao expor a situação econômica venezuelana não se limitam à edição do dia 15/4, mas tem sido sistemáticos e corriqueiros. Como parte do esforço de mostrar que o governo Chavez deixou uma “herança pesada”, a jornalista Janaína Figueiredo divulgou no dia 14/4 (“Chavismo joga seu futuro”) que em 1998 a indústria respondia por 63% da economia venezuelana, e caiu para 35% em 2012. Infelizmente, a reportagem comete o erro primário que seu colega José Casado cometeu: não cita suas fontes. Em primeiro lugar, a informação dada pelo jornal é que a Venezuela era a economia mais industrializada do globo terrestre no ano de 1998. Veja bem: uma economia em que a indústria representa 63% do PIB é super-hiper-mega-industrializada, algo que sequer nos países desenvolvidos foi observado naquele ano, nem em qualquer outro. E a magnitude da queda seria digna de algo realmente patológico.

Como trata-se de um caso de desindustrialização bastante severo, procurei satisfazer minha curiosidade, fazendo algo bastante corriqueiro e básico em minha profissão (e, ao que tudo indica, o jornalista não fez): consultei os dados. Na página do Banco Central da Venezuela encontrei a desagregação do PIB por setor econômico e lá os dados eram diferentes: a indústria respondia por 17,3% do PIB em 1998, e passa a representar 14% em 2012. Uma queda importante, sem dúvida, mas algo muito distante da queda relatada por sua jornalista. Caso a senhora, por qualquer juízo de valor que faça dos dados oficiais venezuelanos, quiser procurar em outras fontes, sugiro novamente a Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe). As proporções mudam um pouco (21% em 1998 contra 18% em 2007 – os dados por lá estão desatualizados), mas sem adquirir a mesma conotação trágica que a reportagem exibe. Em suma: os dados publicados na matéria estão totalmente errados.

O erro cometido é gravíssimo, mas não é o único. A reportagem ainda sugere que a Venezuela é fortemente dependente do petróleo, respondendo por 45% do PIB. Novamente, a jornalista não cita suas fontes. Na que eu consultei (o Banco Central da Venezuela), o setor do petróleo respondia por 19% do PIB em 1998, contra pouco mais de 10% em 2012. Como a senhora pode perceber, a economia venezuelana se diversificou. Não foi rumo à indústria, pois, como eu mesmo lhe mostrei no parágrafo acima, a participação desta última no PIB caiu. Mas, insisto, a dependência do petróleo diminuiu, e não aumentou como o jornal tem sistematicamente afirmado.

A edição de 13/4/2012 traz outros erros graves. Eu já falei anteriormente sobre os dados sobre déficit público apresentados pela matéria assinada pelo jornalista José Casado (“Onipresente Chavez”). A mesma matéria afirma que a participação do estado venezuelano representa 44,3% do PIB. O conceito de “participação do estado na economia” é algo bastante vago, e por isso era importante o jornalista utilizar alguma definição e citar a fonte – mas isto é algo, ao que tudo indica, O Globo não faz. Algumas aproximações para “participação do estado na economia” podem ser utilizadas, e as mais usuais apresentam números distantes daqueles exibidos pelo jornalista: os gastos do governo equivaliam a 17,4% do PIB em 2010 (contra 13,5% em 1997) e a carga tributária em 2011 era de 23% (contra 21% em 2000), nada absurdamente fora dos padrões latino-americanos.

Enfim, no afã de mostrar uma economia em frangalhos, O Globo exibe números que simplesmente não correspondem à realidade da economia venezuelana. Veja bem: eu nem estou falando de interpretação dos dados, mas sim de dados equivocados!

Seria importante oferecer ao leitor de O Globo uma correção dessas informações – mas não na forma de errata ao pé de página, mas em uma reportagem que apresente ao leitor a economia venezuelana como ela é, e não o caos que O Globo gostaria que fosse.

E, por favor, nos próximos infográficos, exibam suas fontes.

Atenciosamente,

Victor Leonardo de Araújo

Professor de Economia da Universidade Federal Fluminense

Vergonha alheia: A estranha gramática do professor Serra

21 de setembro de 2012

Lido no Contexto Livre

Após mostrar ao Brasil sua impressionante habilidade com os números (clique aqui), o grande mestre Zé Chirico agora nos presenteia com seu exímio domínio da língua portuguesa.

Numa entrevista à TV Bandeirantes, o emérito professor da 4ª série do ensino fundamental revela seu autodidatismo também na gramática, que aprendeu lendo Machado de Assis.

Confira como o genial tucano, com sua ilimitada cultura, promete causar uma revolução também nos manuais de gramática.

Reza a gramática que as orações coordenadas podem ser sindéticas e assindéticas. As assindéticas não passam desta denominação enquanto, no caso das sindéticas, estas se ramificam em: aditivas; adversativas; alternativas; conclusivas; e explicativas.

A expressão “subjuntiva” dita pelo mestre Serra diz respeito aos modos verbais (indicativo, subjuntivo e imperativo) e nada tem a ver com a classificação das orações. Assista ao vídeo abaixo.


%d blogueiros gostam disto: