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Na terra do Aécio, jornalista que fala a verdade vai para a cadeia

22 de janeiro de 2014

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Jornalista dissidente é preso na terra de Aécio.

Igor Felippe, via O Escrevinhador

Os grandes grupos de comunicação têm atuado no país como ferozes cães de guarda contra qualquer medida que represente algo que considerem ameaça à liberdade de expressão.

Movimentos do governo, do Congresso ou do Poder Judiciário são monitorados pelas associações que reúnem donos de tevês, rádios e jornais. Qualquer sinal de fumaça sobre alguma proposta que possa ferir a liberdade desses grupos é denunciado e abortado antes que ganhe maiores contornos. Certamente prisões de jornalistas, em qualquer circunstância, representam no mínimo um sinal amarelo na defesa da liberdade de expressão. Aí que a hipocrisia dos grandes grupos de comunicação se torna evidente.

Marco Aurélio Carone, jornalista e diretor do jornal virtual Novo Jornal, foi preso na segunda-feira, dia 20, em Minas Gerais. Carone é conhecido em Minas como um jornalista crítico aos governos do PSDB e ao candidato à presidência pelo partido, Aécio Neves.

Ele vinha fazendo investigações e denúncias sobre esquemas de corrupção envolvendo os tucanos no quintal de Aécio Neves. Assim, há acusações de que a prisão seria fruto de perseguição política. Só que, nesse caso, redes de tevê, rádio, jornais e portais na internet silenciam diante do episódio. Os ferozes cães de guarda – que alegam que a campanha pela democratização da comunicação é um perigo à liberdade de expressão – estão mansinhos diante do encarceramento de um jornalista.

Abaixo, leia nota do portal Minas Sem Censura sobre o caso.

Prisão de jornalista em Minas Gerais: A face cruel do estado de exceção

A prisão do jornalista Marco Aurélio Carone, diretor proprietário do Novo Jornal, ocorrida hoje revela a face mais cruel do “Estado de Exceção” implantado em Minas Gerais desde 2003.

A prisão realizada estaria “amparada no requisito da conveniência da instrução criminal, já que em liberdade poderá forjar provas, ameaçar e intimidar testemunhas, além de continuar a utilizar o seu jornal virtual para lançar informações inverídicas”, segundo trecho do despacho da juíza Maria Isabel Fleck.

Ora, afirma-se que um dos motivos da prisão seria evitar que ele utilizasse de seu jornal virtual para veicular supostas informações inverídicas. Se isso não for censura prévia, o que mais será? E o que é pior: a arma para se efetivar essa ação preventiva seria a prisão do acusado? Logo, todo e qualquer profissional de imprensa que ousar veicular informações previamente consideradas inverídicas pela Justiça ou pelo Ministério Público estão sob ameaça concreta em Minas Gerais.

Não há trânsito em julgado de qualquer ação incriminando o diretor proprietário do referido jornal virtual ou mesmo daquele que seria seu suposto aliado nas ditas “acusações inverídicas”: Nilton Monteiro, conhecido por divulgar a Lista de Furnas, que – por sua vez – já foi considerada autêntica pela PF e, inclusive, já instruiu processos sobre o rumoroso caso envolvendo lideranças do alto tucanato.

O bloco parlamentar Minas Sem Censura registra aqui duas preocupações essenciais: uma é a prática de cerceamento da liberdade de imprensa, agora – de forma inédita – corroborada pelo MP e pelo Judiciário; outra é o claro foco político envolvendo personagens que criticam, denunciam e envolvem agentes políticos diversos.

O Minas Sem Censura apresentará requerimento à Comissão de Direitos Humanos da ALMG para a discussão e apuração, nesta Casa Legislativa, do grave fato que representa essa prisão. Serão convocados os representantes do MP, da autoridade policial que efetivou as prisões, do Novo Jornal e Sindicato dos Jornalistas.

Belo Horizonte, 20/1/2014

Sávio Souza Cruz

Rogério Correia

***

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Saúde nos EUA: Homem rouba para ser preso e ter médico

28 de agosto de 2013

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Fernando Brito, via Tijolaço em 23/8/2013

A cena se passou sexta-feira, dia 23, nos Estados Unidos, paraíso do pensamento “coxinha” brasileiro.

Timothy Dean Alsip, 50 anos, entra numa agência do Bank of America filial, em Portland, e entrega um bilhete a um dos caixas: “Isto é um assalto. Entregue-me um dólar”.

Depois de receber o dólar, Alsip sentou-se no hall de entrada e esperou a polícia, disseram funcionários segundo o jornal OregonLive.

Quando os policiais chegaram ao banco, o Alsip disse que era um sem teto e precisava de assistência médica. Como resultado, ele foi jogado na cadeia do condado de Clackamas sob a acusação de roubo em segundo grau com uma fiança de US$250 mil.

É a isso que leva um sistema privadíssimo de saúde como o norte-americano, onde a direita se insurge contra qualquer tentativa de medicina pública. Mas está tudo dentro da lei, como exigem alguns doutores de jaleco branco ou de toga negra.

Obscurantistas, como os monstros da Idade Média, sobre os quais o Giordano Bruno – o da peça de Bertold Brecht – teve de dizer o seu “eu sustento que a única finalidade da ciência está em aliviar a miséria da existência humana”.

Também nós não devemos ter medo de falar, se não nos fizerem como ao Bruno em Roma, pondo-lhe um pedaço de madeira como rolha à boca.

A ciência, muito menos a ciência médica, pode ser evocada para justificar o abandono de seres humanos. Idem a lei. Ambas, se não trabalham pelo ser humano, são odiosas e desprezíveis.

Já pensou se fosse o Lulinha? Filho de Alckmin é detido em Punta del Este

5 de janeiro de 2013

Thomaz, em 2002.

Na quinta-feira, dia 3, Thomaz Rodrigues Alckmin, filho do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, se envolveu numa confusão em um boliche na cidade de Punta del Este, no Uruguai. Segundo informações do jornal uruguaio U Noticias, após brigar com os seguranças da casa, a polícia foi chamada. Thomaz e outro jovem foram levados à delegacia, onde ficaram detidos. A polícia não informou se houve feridos no incidente.

Outras do Thomaz

Em 22 de outubro de 2002, Thomaz Alckmin sofreu uma suposta tentativa de assalto em frente à residência da namorada dele, localizada rua França Pinto, na Vila Mariana, em São Paulo. Dois policiais que faziam a segurança de Thomaz foram baleados. Um deles morreu.

Em 4 de abril de 2004, o filho do governador Geraldo Alckmin foi vítima de roubo na capital paulista. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria da Segurança Pública, Thomaz saiu para andar de moto sem escolta, quando foi surpreendido na Marginal Pinheiros por dois assaltantes também em uma moto. Thomaz entregou o veículo e, em seguida, chamou a escolta para buscá-lo no local.

Clique aqui e aqui para saber outras atividades de Thomaz.

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Mostre, com orgulho, as algemas, José Dirceu!

9 de novembro de 2012

Julgamento, Ação Penal 470, José Dirceu, Preso, Algemas,

Condenado, sem passaporte e prestes a ser sentenciado a uma das mais duras penas da história judicial brasileira, José Dirceu não tem alternativa a não ser exibir, com orgulho, as algemas preparadas por Joaquim Barbosa, assim como fez quando foi preso pelo regime militar.

Lula Miranda, via Brasil 247

Foi o que teria dito a José Dirceu, em setembro de 1969, um dos presos políticos naquele histórico momento de resistência à ditadura militar em que 15 prisioneiros do regime de exceção e arbítrio, que se instaurara no Brasil, foram libertados em troca do embaixador norte-americano – na fotografia aparecem 13, apenas uma mulher.

Exceção e arbítrio. Palavras malditas. Palavras-emblema de tempos sombrios.

Segundo relato de Flávio Tavares, hoje jornalista e escritor, ele teria sussurrado aos companheiros na ocasião: “Vamos mostrar as algemas”. Fez isso num insight “de momento” ao notar que os presos que estavam ali perfilados, alguns agachados, como um time de futebol campeão, numa forçada pose para uma foto que viria a se tornar histórica, escondiam as algemas. E por que escondiam as algemas aqueles jovens? Talvez por vergonha. Talvez porque estivessem preocupados em como aquela imagem poderia machucar ainda mais seus familiares e parentes mais próximos. Ou talvez, simplesmente, porque já estavam por demais combalidos e abalados moral e emocionalmente para se preocuparem com aquele peculiar adereço do arbítrio. Não se sabe ao certo, tampouco importa. Mas, insistiu Tavares, naquele “insight” que, ao contrário, em vez de esconder, as exibisse.

Mostre as algemas, Zé! Exorto-lhe nos dias que correm hoje. Dias de incipiente e vilipendiada democracia.

Na foto, podem verificar, percebe-se nitidamente o Zé Dirceu exibindo, intrépido, as malditas algemas.

Eu que não fui amigo daquele jovem idealista algemado de outrora, tampouco conheci o suposto homem “todo-poderoso” do governo; logo eu que o combati na disputa política, até com palavras duras, eu que nunca o vi mais magro, ouso lhe fazer a mesma súplica: Mostre as algemas, José Dirceu!

Não tenha vergonha de nada; tenha orgulho. Você ainda será, por vias transversas, um preso político. Sim, orgulho! Em que pese a maledicência covarde daqueles que, assim como naqueles dias sombrios de 1969, hoje lhe apontam o dedo, xingam e condenam. São os mesmos – “imortais”, “eternos” porta-bandeiras da (falsa?) moral. Ora se são!

Mostre as algemas, Zé!

Exiba a todos, daqui e para o resto do mundo! Mostre a todos o que se faz aqui no Brasil a homens como você, que prestaram valorosos serviços à pátria; que lutaram com destemor contra a ditadura; que ajudaram a eleger o Lula; que empenharam a sua vida e juventude no afã de mudar um pouco a feia face desse país tão injusto com seus filhos, ajudando a implantar políticas públicas que tiraram milhões da miséria e do desalento.

Mostre a p* dessas algemas, cara! Para o bem e para o mal. Para o orgulho dos amigos e regozijo dos inimigos.

Confesso que esperava que o julgamento do STF fosse “emblemático”, justo. Não “justo” pelo mesmo metro, critério ou “premissas” com que a imprensa insuflou e ensandeceu as galerias. Mas justo “de verdade”: que fossem condenados os culpados, aqueles que tivessem suas culpas efetivamente comprovadas. Sim, que fosse uma firme sinalização rumo ao fim da impunidade no Brasil. Mas não foi isso exatamente o que se viu. Não foi isso que testemunhamos. Houve erro e exagero. Do Supremo. Da mídia grande em geral. Uma caricatura. Entre erros e acertos, a injustiça foi soberana.

Os ministros demonstraram-se, desgraçadamente, um tanto tíbios, vaidosos e suscetíveis à pressão e clamor da turba, de modo irresponsável manipulada e insuflada pela opinião publicada.

Você foi condenado sem provas. Isso é fato, irretorquível. Foi condenado sem provas, repito. Foi condenado com base em suposições e suspeitas, com bases em capciosos “artifícios” jurídicos, tais como a hoje célebre “teoria do domínio do fato”. Uma excrescência, uma espécie de “licença poética” do golpismo – com o perdão dos poetas, por aqui aproximar as palavras “poética” e “golpismo”.

Eu poderia “achar” que você era culpado. O meu vizinho poderia achar que você era culpado. O taxista poderia achar. Todo mundo poderia “achar” que Zé Dirceu era culpado. Mas um juiz, seja do Supremo ou de 1ª instância, não pode, em absoluto, “achar” que você ou qualquer outro é culpado. Isso é uma ignomínia – como você tem se cansado de dizer, reiteradas vezes, em suas manifestações. Não nos cansemos de, indignados, exclamar: uma excrescência, uma ignomínia!

Zé, mostre as algemas! Elas são o espúrio troféu que lhe ofertam os verdugos!

Nunca pensei em sair do meu país, Zé, agora já penso com carinho e desconforto nessa possibilidade. Como posso viver num país em que minhas garantias fundamentais de cidadão não são respeitadas?!

Que país é esse?! Que Justiça é essa?!

Quebrou-se a pedra fundamental de toda nossa estruturação jurídica: a presunção da inocência. Em seu lugar colocaram a presunção da culpa. Parece piada, de mau gosto, decerto, mas não é. Como já disse antes, repito: não se é permitido fazer graça com a desgraça alheia. E sua vida foi desgraçada, Zé.

Mostre as algemas!

Veja bem, se você – insisto, reitero –, um homem que tantos serviços prestou ao país, um homem respeitado por intelectuais, políticos e autoridades do mundo todo foi enxovalhado dessa maneira, submetido à execração pública pela mídia. Desonrado, chamado de “quadrilheiro”, “mensaleiro”, “ladrão”, o que fariam com um “poeta marginal” como eu? Um homem qualquer, sem galardão algum, sem cânone, sem mérito. Parafraseando certa atriz de cenho angelical, “namoradinha” desse mesmo Brasil: tenho medo.

Não sei que monstro o STF e a grande imprensa estão ajudando a criar. Mas uma coisa eu lhe asseguro: é assustador.

Para aqueles que, sem questionar, acham justa a sua condenação e prisão eu pergunto; para os “inocentes úteis” que aceitam sem titubear esses consensos forjados e essas verdades absolutas que a grande mídia sopra, todos os dias, em nossas consciências nos telejornais e nas manchetes dos jornais estampadas nas bancas; faço-lhes a pergunta que não quer calar: porque criminalizam e prendem somente os petistas e mais alguns “mequetrefes” da chamada “base aliada” do governo Lula?

Por que essas práticas de sempre na política, hipocrisia à parte, agora “ilícitas” e “criminosas”, só são permitidas aos “de sempre”? Por que os 60 e tantos investigados no chamado mensalão mineiro [não é tucano?!] não foram acusados/denunciados? E não serão jamais – pois para estes o crime é eleitoral; é caixa 2, já prescreveu [“Dois pesos, dois mensalões” – by Janio de Freitas]. Já quando são petistas os agentes da ação… é corrupção; é “golpe”; são “práticas espúrias”, “criminosas” de um partido, digo de uma “quadrilha”, em “sua sanha de se perpetuar ad eternum no poder”. Não, essas palavras não vieram da tribuna do Senado ou da Câmara dos Deputados, não saíram da boca de algum político da oposição, mas – pasmem! – foram proferidas por ministros do Supremo. Por ministros do Supremo, repito! Juízes na Ação Penal nº 470. Vejam a que ponto chegamos!

Mostre as algemas, Zé! Mostre as algemas!

Essas tais “práticas ilícitas” ou “criminosas” não deviam ser permitidas a ninguém – não é mesmo? A Justiça não deveria ser igual para todos?!

Qual a resposta a esse singelo por quê?

Por que só os petistas são condenados, execrados e presos?

A resposta também é simples: para que o poder permaneça nas mãos dos “de sempre”, nas mãos dos eternos “donos do poder”. As chamadas “regras do jogo”, até as bastardas, servem apenas para a parte podre de nossas elites; quando é para os “do lado de cá” aí deixa de ser “regra do jogo”, passa a ser crime; “práticas espúrias”; “compra de voto”.

Faço um singelo convite a todos: vamos pensar o país, no qual a gente vive, um pouco além da hipocrisia, do partidarismo, do “falso moralismo” e dos “manchetismos grandiloquentes” de uma imprensa que serve aos interesses de determinada classe social e ideologia. Mais temperança e equilíbrio aos juízes Supremos e nem tão supremos assim, o chamado “cidadão comum”.

Não podemos nos dobrar a esse estado de coisas. Não podemos nos calar e assim sermos cúmplices e testemunhos silentes dos erros dos tribunais. Repito: o Supremo exagerou; a mídia exagerou.

Quadrilha?! Onde? Compra de votos?! Penas de reclusão superiores a 30 anos! Há aí um nítido erro na tipificação dos crimes, nas condenações e exagero na dosimetria das penas. O que é uma pena. Pois isso poderá até favorecer aos condenados, pois essas condenações injustas e essas penas exageradas certamente serão revistas algum dia, por esse ou por outro tribunal. Espero, sinceramente, que sejam revistas por esse mesmo colegiado, pois ali também estão homens de valor. E que essa vergonha, esse grave equívoco não se perpetue.

Nesse momento, só me resta dizer…

Mostre, com orgulho, as algemas, José Dirceu!

Lula Miranda é poeta, cronista e economista.

“Petista bom é petista preso”: O salve geral da mídia organizada

8 de novembro de 2012

Revista do tucanato paulista distribuída gratuitamente
em São Paulo.

Lula Miranda, via Carta Maior e lido em O Escrevinhador

O “documento”, transcrito a seguir, foi encontrado por membros de uma comissão composta por integrantes do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo numa batida dada em bocas de notícia de favelas da mídia de São Paulo. Nessa transcrição foi, sempre que possível, corrigida a grafia e a sintaxe, mas foi preservada a linguagem, repleta de gírias de uso comum da “bandidagem”, para assegurar sua autenticidade.

Para todos os irmãos das quebradas das margens fétidas do Rio Pinheiros, nas proximidades da bocada da estação de trem e metrô de Pinheiros e também a rapaziada do trecho do “Mocó do Tô numa Frias”, na Barão de Limeira, mais conhecida como favela do Sovaco da Serpente e, no Rio de Janeiro, a rapaziada da invasão da Caixa de Pandora, no Jardim Botânico, determinamos que todos os irmãos têm a obrigação de enquadrar todos os folgados dos petistas e, notadamente, o tal do Lula, cujo partido apesar das denúncias e manchetes espetaculares do tal do “mensalão” ainda logrou êxito em conquistar praças eleitorais importantes, como São Paulo, e ainda conquistou 634 prefeituras nessas últimas eleições, tornando-se a legenda mais votada.

“Essas medidas estão sendo tomadas no intuito de nos defender, pois somos homens e não iremos nos intimidar com tal covardia […]” petista, que está sorrateiramente conquistando nossas cidadelas e enfraquecendo o nosso poder.

A cada dia os irmãos deverão colocar na praça uma denúncia nova. O irmão da quebrada da podridão do Rio Pinheiros dá a lança e os irmãos das demais quebradas vão na sequência, no mesmo tom: denúncia seguida de denúncia, enquadre seguido de enquadre, mentira seguida de mentira.

Sendo petista, vale até avacalhar. A face da vítima, a verdade, deverá ser desfigurada, para assim evitar qualquer possibilidade de reconhecimento a posteriori. Não vai ficar gambé vermelho de pé! Apareceu com camisa vermelha e estrelinha branca, pode derrubar que é inimigo. A gente vamos [sic] acabar com essa raça.

O primeiro levante vai ser dar força, vez e voz ao irmão Valério, que, já tava no esquema, ia puxar 40 anos no fechado e agora todos os irmãos vão espalhar esse boato por aí: Valério vai abrir o bico para dizer o que aconteceu, o que não aconteceu e o que a gente gostaria que tivesse acontecido. Quem quiser que assuma o BO. Vai sobrar delação para tudo que é lado. Vamos colocar na conta de Lula e dos petistas tudo que é bronca: a começar pelo assassinato do prefeito de Santo André; o caso do dinheiro dos aloprados; depois a suspeita morte de JK, de Jango e até o suicídio de Getulio Vargas. E vai por aí o nosso Salve. Salve Geral! Maloqueiros da imprensa do Brasil, uni-vos!

A orientação é clara: petista bom é petista preso ou esculachado nas manchetes de jornais ou em horário nobre no Jornal Nacional. Já derrubamos, na moral, Zé Dirceu, Genoíno e Delúbio, dentre outros. O nosso alvo prioritário agora é o Luiz Inácio Lula da Silva e Gilberto Carvalho, depois, anotem aí o nome dos elementos, na sequência: Palocci, Mercadante, Padilha, Marta Suplicy, Marinho e, por fim, Dilma. O último vai ser esse novato aí, esse tal de Haddad. É denúncia em cima de denúncia, até derrubar o elemento. Detona geral, irmão, que nós vamos pras cabeças.

Atenção: a ordem Suprema é aliviar para os caguetas [nota: corruptela de alcaguete] do Jefferson e Valério. Eles só dão fita torta e depoimento falso, mas tá branco. A fita é essa mesma, mano. Vâmo que vâmo avançando pelas sombras das quebradas.

“Sendo assim essa determinação deve ser acatada pela Sintonia Geral e por toda Irmandade de todas as regiões [Veja, Folha, Estadão, TV Globo e afiliadas], pois somos um por todos e todos por um. A união faz a força, em cima de cada ação, cabe a reação. Boa sorte a todos.”

Esse é o “Salve Geral” da mídia organizada [e “oligopolizada”] dos subcomandos da submáfia do crime de opinião. Quem não cumprir os ditames dos irmãos do crime vai entrar na geladeira ou vai levar tiro na mão e pagar pedágio. Não pode deixar de pagar todo dia 1º o arrego dos “colonistas do PIG”; não pode se esquecer de pagar os cabeça [sic] das faculdade [sic] também, os dôtô [sic] da opinião publicada e de sufocar os blogs de esquerda com a mordaça da judicialização (processo neles!). Quem não seguir o estatuto do “partido” vai ser julgado pelo tribunal do crime.

Salve os irmãos do crime da opinião organizada, digo, da mídia golpista!

Nota do autor: Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com personagens ou instituições da vida real terá sido mera coincidência.

Lula Miranda é poeta e cronista.

Polícia Federal prende primo de ex-vice de José Serra

22 de outubro de 2012

Peço desculpas ao leitores do blog, pois confiei no Portal G1. Na realidade quem foi preso foi o primo de Índio da Costa e não o próprio.


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