Posts Tagged ‘Passagem’

É golpe!

19 de junho de 2013

Caveira_Skulls01Via Crônicas do Motta

A turma do contra, o pessoal do Cansei, a oligarquia, a imprensa, parcelas da classe média, a extrema-direita, todos os que anseiam pela volta a um passado tenebroso, finalmente conseguiram terceirizar a sua “revolução” – nada como um bando de idealistas ingênuos como esses moleques do tal MPL, movimento já instrumentalizado por aquela seita religiosa chamada PSTU.

É golpe!

Enquanto esse pessoal acha que está fazendo sua parte para mudar o País, suas manifestações já foram devidamente açambarcadas pelos reacionários da pior espécie, cujos atos são, ou louvados ou execrados por uma imprensa que nada mais é que um partido político.

É golpe!

Esses setores golpistas sabem que não têm a menor condição de voltar ao poder, pelo menos por enquanto, pelas vias constitucionais.

Não têm bandeiras, não têm projetos para o Brasil, não têm votos.

Por isso sempre apostaram no “quanto pior, melhor”.

Por isso estão agora superativos, tomando conta das “manifestações populares”.

É golpe!

E ninguém tem mais a perder, se os golpistas forem vitoriosos, do que esses moleques bobocas que pensam que estão mudando o País.

A extrema-direita, saibam esses bobinhos, não tolera certas coisas: a primeira delas algo chamado democracia.

É golpe!

Uma geração inteira cheia de sonhos está prestes a ser calada, avanços que o povo conquistou depois de muitas lutas, tudo isso irá para o lixo da história se os golpistas, verdadeiros lobos em pele de carneiro, forem vitoriosos.

É golpe!

E é preciso denunciá-lo, combatê-lo, resistir a esse estupro dos nossos direitos de cidadãos e brasileiros.

Corte de impostos federais permite queda de até 7,23% na tarifa de ônibus

19 de junho de 2013

Via Blog do Planalto

O governo federal fez neste ano e em 2012 uma redução de impostos das empresas de transporte coletivo que permite queda de até 7,23% no valor da tarifa de ônibus urbano. O corte de tributos anunciado pelo governo possibilita que os preços das passagens caiam em algumas grandes cidades ou tenham reajuste menor em outras localidades.

Em 31 de maio, o governo encaminhou ao Congresso Nacional a Medida Provisória nº 617, que isenta de PIS/Cofins os serviços de transporte coletivo rodoviário, metroviário e ferroviário. Segundo dados do Ministério da Fazenda, tal desoneração tem um impacto de 3,65% sobre o valor do faturamento das empresas. Isso quer dizer que deixou de incidir sobre o valor da passagem do transporte coletivo 3,65%.

Em 17 de agosto de 2012, a presidenta Dilma Rousseff sancionou o Projeto de Lei de Conversão 18/2012 (MP 563), desonerando a folha de pagamento das empresas de transporte coletivo rodoviário. A medida passou a vigorar a partir de janeiro de 2013. Agora, em 15 de junho de 2103, o governo enviou ao Congresso Nacional, através da MP 612, a desoneração da folha de pagamento para o transporte coletivo metroviário.

A redução de 20% sobre a folha de pagamento das empresas de transporte coletivo rodoviário equivale a 5,58% do faturamento. Subtraindo deste percentual o recolhimento de 2% de tributo sobre o faturamento das empresas, chega-se a um impacto de 3,58% de redução sobre as tarifas.

Confira o impacto da desoneração de impostos nas tarifas de ônibus urbano (arquivo em .PDF).

Tarifa_Onibus12AFonte: Ministério da Fazenda

STF paga viagem de jornalista de “O Globo”

7 de maio de 2013
Joaquim_Barbosa72_Costa_Rica

Joaquim Barbosa na Costa Rica.

Eis um caso inaceitável de infração de ética de mão dupla.

Paulo Nogueira em seu Diário do Centro do Mundo

Um asterisco aparece no nome da jornalista de O Globo que escreve textos sobre Joaquim Barbosa em falas na Costa Rica. Vou ver o que é o asterisco. E dou numa infração ética que jamais poderia acontecer no Brasil de 2013. A repórter viaja a convite do Supremo.

É um dado que mostra várias coisas ao mesmo tempo. Primeiro, a ausência de noção de ética do Supremo e de O Globo. Viagens pagas já faz tempo, no ambiente editorial mundial e mesmo brasileiro, são consensualmente julgadas inaceitáveis eticamente. Por razões óbvias: o conteúdo é viciado por natureza. As contas do jornalista estão sendo bancadas pela pessoa ou organização que é central nas reportagens.

Na Abril, onde me formei, viagens pagas há mais de 20 anos são proibidas pelo código de ética da empresa. Quando fui para a Editora Globo, em 2006, não havia código de ética lá. Tentei montar um, mas não tive nem apoio e nem tempo.

Tive um problema sério, na Globo, em torno de uma viagem paga que um editor aceitou. Era uma boca-livre promovida por João Dória, e o editor voltou dela repleto de brindes caros, outro foco pernicioso de corrupção nas redações.

Fiquei absolutamente indignado quando soube, e isso me motivou a fazer de imediato um código de ética na editora. Surgiu um conflito do qual resultaria minha saída. Dias depois de meu desligamento, o editor voltou a fazer outra viagem bancada por Dória, e desta vez internacional.

Bem, na companhia do editor foi o diretor geral da editora, Fred Kachar, um dos maiores frequentadores de boca livre do circuito da mídia brasileira. Isto é Globo.

De volta à viagem de Costa Rica.

Quando ficou claro que viagens pagas não podiam ser aceitas eticamente, foi a Folha que trouxe uma gambiarra ridícula. A Folha passou a adotar o expediente que se viu agora em O Globo: avisar que estava prevaricando, como se isso resolvesse o caso da prevaricação.

A transparência, nesta situação, apenas amplia a indecência. A Globo sabe disso. Mas quando se trata de dinheiro seus limites morais são indescritivelmente frouxos.

Durante muito tempo, as empresas jornalísticas justificaram este pecado com a alegação de que não tinham dinheiro suficiente para bancar viagens. Quem acredita nisso acredita em tudo, como disse Wellington. Observe o patrimônio pessoal dos donos da Globo, caso tenha alguma dúvida. É ganância e despudor misturados – e o sentimento cínico de que o leitor brasileiro não repara em nada a engole tudo.

Então a Globo sabe que não deveria fazer o que fez. E o Supremo, não tem noção disso?

É o dinheiro público torrado numa cobertura jornalística que será torta moralmente, é uma relação promíscua – mídia e Judiciário – alimentada na sombra.

Para usar a teoria do domínio dos fatos, minha presunção é que o Supremo não imaginava que viesse à luz, num asterisco, a informação de que dinheiro do contribuinte estava sendo usado para bancar a viagem da jornalista do Globo.

Como dizia meu professor de jornalismo nas madrugadas de fechamento de revista, quando um texto capital chegava a ele e tinha de ser reescrito contra o relógio da gráfica, a quem apelar?


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