Posts Tagged ‘Pagamento’

#OsAntiPira: Número de pessoas que quitaram dívidas é recorde no ano

17 de maio de 2013

Dinheiro_ContandoCaiu em 2,1% o número de brasileiros que não pagaram dívidas no primeiro quadrimestre de 2013. Economista atribui redução de inadimplentes no 1º quadrimestre de 2013 ao baixo nível de desemprego e maior rigor dos bancos em 2012 para conceder crédito.

Taís Laporta, via Portal iG

O número de brasileiros que conseguiram quitar suas dívidas subiu para 8,9 milhões no 1º quadrimestre de 2013, um aumento de 6,4% ante o mesmo período de 2012 e resultado recorde, segundo levantamento divulgado pela Serasa Experian, na sexta-feira, dia 17.

A quantidade de pessoas que deixaram a lista de inadimplentes é a maior desde o início da medição, em 2006. Também caiu em 2,1% o número de brasileiros que não pagaram suas dívidas: 11,2 milhões de CPFs foram negativados nos quatro primeiros meses do ano, comparados aos 11,5 milhões em igual período de 2012.

Desde 2010, a empresa não registrava uma queda na base de inadimplentes simultânea à redução de novos integrantes da lista. “A redução da taxa de desemprego contribuiu para o resultado positivo”, afirma ao iG o economista da Serasa, Luiz Rabi. Em março de 2013, o nível de desemprego no Brasil estava em 5,7%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro fator que ajudou a reduzir o número de inadimplentes, acredita Rabi, foi a maior rigidez do sistema financeiro para conceder crédito ao consumidor. “No ano passado, os bancos e financeiras adotaram uma postura mais rigorosa para evitar que pessoas com alto risco de inadimplência tomassem empréstimos”.

Nas linhas de financiamento de veículos por exemplo, ficou quase impossível encontrar condições oferecidas anteriormente, como contratos sem juros e sem entrada, além do longo prazo, de até seis anos.

O cenário favorável aos inadimplentes deve perdurar pelo menos até o fim do semestre, acredita o economista da Serasa. “No segundo semestre, o cenário fica mais incerto, com a expectativa de que o Banco Central continue a aumentar a taxa de juros”.

STF paga viagem de jornalista de “O Globo”

7 de maio de 2013
Joaquim_Barbosa72_Costa_Rica

Joaquim Barbosa na Costa Rica.

Eis um caso inaceitável de infração de ética de mão dupla.

Paulo Nogueira em seu Diário do Centro do Mundo

Um asterisco aparece no nome da jornalista de O Globo que escreve textos sobre Joaquim Barbosa em falas na Costa Rica. Vou ver o que é o asterisco. E dou numa infração ética que jamais poderia acontecer no Brasil de 2013. A repórter viaja a convite do Supremo.

É um dado que mostra várias coisas ao mesmo tempo. Primeiro, a ausência de noção de ética do Supremo e de O Globo. Viagens pagas já faz tempo, no ambiente editorial mundial e mesmo brasileiro, são consensualmente julgadas inaceitáveis eticamente. Por razões óbvias: o conteúdo é viciado por natureza. As contas do jornalista estão sendo bancadas pela pessoa ou organização que é central nas reportagens.

Na Abril, onde me formei, viagens pagas há mais de 20 anos são proibidas pelo código de ética da empresa. Quando fui para a Editora Globo, em 2006, não havia código de ética lá. Tentei montar um, mas não tive nem apoio e nem tempo.

Tive um problema sério, na Globo, em torno de uma viagem paga que um editor aceitou. Era uma boca-livre promovida por João Dória, e o editor voltou dela repleto de brindes caros, outro foco pernicioso de corrupção nas redações.

Fiquei absolutamente indignado quando soube, e isso me motivou a fazer de imediato um código de ética na editora. Surgiu um conflito do qual resultaria minha saída. Dias depois de meu desligamento, o editor voltou a fazer outra viagem bancada por Dória, e desta vez internacional.

Bem, na companhia do editor foi o diretor geral da editora, Fred Kachar, um dos maiores frequentadores de boca livre do circuito da mídia brasileira. Isto é Globo.

De volta à viagem de Costa Rica.

Quando ficou claro que viagens pagas não podiam ser aceitas eticamente, foi a Folha que trouxe uma gambiarra ridícula. A Folha passou a adotar o expediente que se viu agora em O Globo: avisar que estava prevaricando, como se isso resolvesse o caso da prevaricação.

A transparência, nesta situação, apenas amplia a indecência. A Globo sabe disso. Mas quando se trata de dinheiro seus limites morais são indescritivelmente frouxos.

Durante muito tempo, as empresas jornalísticas justificaram este pecado com a alegação de que não tinham dinheiro suficiente para bancar viagens. Quem acredita nisso acredita em tudo, como disse Wellington. Observe o patrimônio pessoal dos donos da Globo, caso tenha alguma dúvida. É ganância e despudor misturados – e o sentimento cínico de que o leitor brasileiro não repara em nada a engole tudo.

Então a Globo sabe que não deveria fazer o que fez. E o Supremo, não tem noção disso?

É o dinheiro público torrado numa cobertura jornalística que será torta moralmente, é uma relação promíscua – mídia e Judiciário – alimentada na sombra.

Para usar a teoria do domínio dos fatos, minha presunção é que o Supremo não imaginava que viesse à luz, num asterisco, a informação de que dinheiro do contribuinte estava sendo usado para bancar a viagem da jornalista do Globo.

Como dizia meu professor de jornalismo nas madrugadas de fechamento de revista, quando um texto capital chegava a ele e tinha de ser reescrito contra o relógio da gráfica, a quem apelar?

Em 2012, o governo pagou R$743 bilhões em juros

24 de fevereiro de 2013
Orçamento 2012

O enorme peso dos juros em 2012: Orçamento Geral da União até 31/12/2012, por função.
Total: R$1,712 trilhão.

Via Vermelho

Legenda: O enorme peso dos juros em 2012: Orçamento Geral da União até 31/12/2012, por função – Total: R$1,712 trilhão.

Em 2012, o governo federal gastou R$753 bilhões com juros e amortizações da dívida, ou seja, R$45 bilhões a mais do que em 2011, contrariando o alarde da mídia conservadora diante da alegada queda com os gastos com a dívida e com o fato do superávit primário ter teria ficado abaixo da meta. As informações são do portal Auditoria Cidadã da Dívida.

O superávit representa apenas uma pequena parcela das fontes de recursos para o pagamento dessa dívida que se alimenta principalmente com a emissão de novos títulos (nova dívida); o recebimento de juros e amortizações pagos pelos estados e municípios sobre dívidas refinanciadas pela União; os resultados das privatizações; e outras fontes de recursos.

Esse enorme privilégio da especulação financeira obrigou o governo a usar quase 44% de todo o Orçamento Geral da União em 2012 com juros e amortizações da dívida, em detrimento do atendimento às urgentes e relevantes necessidades dos cidadãos brasileiros que pagam essa conta.

Em 2013, a dívida já consumiu R$145 bilhões

O privilégio na destinação de recursos para a dívida pública em 2013 atinge cifras impressionantes. Nos primeiros 35 dias do ano o governo federal já destinou dois terços dos recursos gastos em 2013 para juros e amortizações da dívida: a especulação financeira já consumiu nada menos que R$145 bilhões desde o início do ano. Esse valor equivalente ao dobro dos recursos federais previstos para educação durante todo o ano de 2013.

Esse privilégio é amparado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias 2013, cujo artigo 50 (inciso I) prevê que “se o Projeto de Lei Orçamentária de 2013 não for sancionado pelo Presidente da República até 31 de dezembro de 2012, a programação dele constante poderá ser executada para o atendimento de despesas com obrigações constitucionais ou legais da União relacionadas no Anexo V”. Neste Anexo V, na página 9, item 29, se encontra o “serviço da dívida”.

Para 2013, estão previstos R$900 bilhões para o pagamento de juros e amortizações da dívida; isto é, 20% a mais do que os R$753 bilhões gastos em 2012. Isto significa que o privilégio da dívida e da especulação financeira continua consumindo parcela cada vez maior dos recursos públicos. Esta situação fortalece a convicção de que o tratamento privilegiado da especulação financeira é o centro dos problemas nacionais.


%d blogueiros gostam disto: