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Com pactos por reformas, Dilma cala mídia golpista, oposição e setores fascistas da sociedade

24 de junho de 2013
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Dilma pediu que o Congresso aprove rapidamente a destinação de mais recursos à educação. Foto de Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr.

A presidenta propôs convocação de plebiscito para estabelecer constituinte para reforma política e foram fechados cinco pactos com governos estaduais e municipais.

Via Rede Brasil Atual

A presidenta Dilma Rousseff propôs na segunda-feira, dia 26, a 27 governadores e 26 prefeitos de capitais uma agenda com cinco pactos de mudanças sociais e a realização de um plebiscito sobre a proposta de estabelecer um processo constituinte para promover uma reforma política. Segundo a presidenta, é preciso aproveitar o momento de ampla participação popular nas manifestações e garantir que este processo que já entrou e saiu da pauta política seja levado adiante. “Estamos ouvindo a voz das ruas, pois só elas nos levam a mudanças em menos tempo. Se aproveitar o impulso, podemos fazer muita coisa mais rápido, pelo povo e pelo Brasil”, concluiu.

Será criado um grupo de trabalho específico para debater a constituinte, que depende de autorização do Legislativo. A princípio, um dos feriados do segundo semestre, o Dia da Independência (7 de setembro) e a Proclamação da República (15 de novembro), poderia ser utilizado para a votação.

Além disso, Dilma quer que a corrupção seja tratada como crime hediondo, propondo que seja desenvolvida uma nova legislação sobre o tema. A reunião com governadores e prefeitos em Brasília foi uma das promessas feitas na sexta-feira, dia 21, durante pronunciamento em cadeia de rádio e televisão. Naquela ocasião, Dilma prometeu também se reunir com representantes dos grupos sociais que têm promovido manifestações nas últimas semanas. Hoje a presidenta teve encontro no Palácio do Planalto com integrantes do Movimento Passe Livre. Na quarta-feira, dia 26, ela recebe representantes das cinco centrais sindicais reconhecidas legalmente.

Na abertura da reunião, convocada para discutir com governadores e prefeitos de 26 capitais sobre as manifestações que vêm ocorrendo em várias cidades brasileiras, a presidenta propôs cinco pactos entre os governantes, nas áreas de responsabilidade fiscal, combate à corrupção, saúde, educação e transporte. Dilma propôs que se amplie a participação da população nas decisões sobre os rumos do País, pois as pessoas querem mais cidadania, políticas públicas de qualidade, eficiência no combate à corrupção, “onde os governos coloquem o cidadão e não o poder econômico em primeiro lugar”.

Dilma pediu esforços e apoio para garantir a aprovação do Projeto de Lei 5.500, de 2013, que propõe destinar 100% dos royalties do petróleo para educação e de 50% dos recursos arrecadados diretamente com o petróleo em estados e municípios para o mesmo fim. O plenário da Câmara pode aprovar amanhã [25/6] a matéria. “Somente o esforço em desenvolver a educação transforma um país em nação desenvolvida”, destacou. No caso da responsabilidade fiscal, primeira questão levantada, a presidenta cobrou dos governadores e prefeitos que atuem para garantir estabilidade econômica e controle da inflação, pois a crise econômica, iniciada em 2008, “ainda castiga as nações”.

Em mobilidade, Dilma afirmou que é objetivo do governo mudar a matriz dos transportes, privilegiando investimentos em metrô, veículos leves sobre trilhos (VLT) e corredores de ônibus. A presidenta destacou as desonerações tributárias sobre as empresas de transporte coletivo realizadas pelo governo federal e convidou os estados a participarem do processo, também concedendo desonerações. Dilma afirmou que vai instituir o Conselho Nacional de Transportes, com participação da sociedade civil, e ampliar o debate sobre a forma de financiamento do transporte público. Ela pediu que estes colegiados sejam instituídos em todas as cidades e estados.

Dilma reafirmou que o País vai trazer médicos estrangeiros para atuar em regiões carentes de profissionais, e se dirigiu diretamente à categoria, ao afirmar que não pretende uma política hostil ou desrespeitosa, mas que “essas regiões não podem continuar sem atendimento”. A presidenta garantiu que os brasileiros serão priorizados em todos os preenchimentos de vagas e afirmou que o governo vai ampliar em 11.447 as vagas de graduação nas universidades, e criará 12.376 novos postos de residência. Além disso, pediu que os governantes acelerem os investimentos já contratados na área da saúde.

Todos os pontos pactuados pelo governo federal, governadores e prefeitos vão depender de aprovação do Congresso Nacional.

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A presidenta Dilma Rousseff durante encontro com representantes do Movimento Passe Livre, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Governo se reúne com Movimento Passe Livre

Via Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff se reuniu, na segunda-feira, dia 24, no Palácio do Planalto, com representantes do Movimento Passe Livre (MPL), de São Paulo. No encontro, o governo ouviu as reivindicações do grupo e, segundo o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, apresentou os investimentos de R$88,9 bilhões já disponibilizados para a área de mobilidade urbana. A presidenta Dilma Rousseff, depois do encontro, ainda anunciou que investirá mais R$50 bilhões para projetos de mobilidade urbana que privilegiem o transporte coletivo.

Segundo a estudante Mayara Vivian, presente na reunião, o encontro é importante porque significa uma abertura do diálogo e ressaltou que essa é a primeira vez que um movimento por transporte é recebido por um presidente da República. Mayara destacou que a presidenta Dilma também considera o transporte como direito social e que o movimento espera, das três esferas de governo, que haja medidas concretas no sentido de melhorar o sistema de transporte.

Lula e presidente francês criam fórum mundial por novo modelo econômico

16 de dezembro de 2012
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Lula e o presidente francês durante lançamento de iniciativa que propõe novo modelo econômico (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula).

Declaração propõe que centros de pensamento político de todo o mundo se reúnam para garantir direitos sociais e trabalhistas e enfrentar problemas sociais e ambientais.

Tadeu Breda, via Rede Brasil Atual

O Instituto Lula e a Fundação Jean Jaurès, ligada ao Partido Socialista francês, lançaram na quarta-feira, dia 12, uma declaração conjunta em que atacam os pacotes de austeridade adotados pelos países europeus – que, quatro anos depois, ainda não amenizaram os impactos da crise econômica – e propõem a adoção de políticas de crescimento. “Somente assim a globalização poderá garantir o respeito à coesão social e ao meio ambiente”, defende o documento. “Hoje a globalização divide ao invés de unir.”

Denominada Fundações para o Progresso Social, a iniciativa foi apresentada em Paris durante encontro entre o ex-presidente brasileiro, o chefe de Estado francês, François Hollande, e a presidenta Dilma Rousseff, que está em visita oficial à Europa. Dos três, apenas Lula assina o manifesto. A França foi escolhida para o lançamento da iniciativa durante a Rio+20. Na ocasião, Hollande demonstrou interesse em conhecer melhor as políticas adotadas pelo Brasil para enfrentar a crise, e convidou Lula e Dilma para um encontro na capital francesa.

Em termos gerais, enquanto os países europeus – orientados pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, a chamada troika – optaram por reduzir salários, privatizar estatais e demitir funcionários públicos, Brasília preferiu dar combate à recessão apostando nas chamadas medidas anticíclicas e aumentando os investimentos governamentais. Apesar das críticas por “excesso de intervencionismo” na economia e do baixo crescimento registrado neste ano, as decisões têm contribuído para afastar os efeitos da crise.

De acordo com a assessoria do Instituto Lula, o fórum Fundações para o Progresso Social seria formado por centros de pensamento ligados a partidos de esquerda em todo o mundo. Por enquanto, convites formais foram estendidos à Fundação Perseu Abramo, pertencente ao Partido dos Trabalhadores, e à Friedrich Ebert Stiftung (FES), associada ao Partido Social Democrata alemão. O próximo encontro deve ocorrer no Brasil no final de 2013.

Êxito

Classificada pelo jornalista Luis Nassif como o “anticonsenso de Washington”, em contraposição ao encontro que sentou as bases do neoliberalismo, o Fundações para o Progresso Social lembra as articulações propostas pelo Foro de São Paulo. Criado há 22 anos, o grupo foi impulsionado pelo dirigente cubano Fidel Castro para aglutinar partidos e entidades de esquerda na América Latina – e também contou com o protagonismo de Lula. O objetivo, então, era discutir alternativas às políticas econômicas então vigentes na região.

“Somos uma iniciativa exitosa”, avalia Valter Pomar, secretário-executivo do Foro de São Paulo, em entrevista à RBA. “Começamos em 1990 com um único partido de governo, hoje estamos presentes em importantes governos da região. Começamos com os Estados Unidos falando de unipolaridade, hoje a hegemonia deles está em declínio. Começamos com o socialismo em crise, hoje é o capitalismo que está em crise. Começamos quando o neoliberalismo se dizia triunfante, hoje estão em decadência.”

Pomar afirma que o Foro de São Paulo não está formalmente envolvido no Fundações para o Progresso Social, mas acredita que a iniciativa “representa um reconhecimento – por parte de um setor da esquerda europeia – de que o enfrentamento ao neoliberalismo encontra-se num certo sentido mais avançado na América Latina do que na Europa. Neste sentido,”, pondera, “representa uma confirmação de teses que o Foro de São Paulo abraçou desde sua fundação.”

Serra e Russomano travam guerra dos rabos. Afinal, quem tem mais rabo preso?

12 de setembro de 2012

Via Os amigos do presidente Lula em 7/9/2012

Na campanha eleitoral pela Prefeitura de São Paulo, há pouco tempo José Serra (PSDB) e Russomano (PRB) encenaram um pacto de não agressão, quando apareceram em empate técnico nas pesquisas. A ideia era impedir que Fernando Haddad (PT) tirasse o lugar de um dos dois no segundo turno.

Serra caiu, Haddad subiu e está ultrapassando o tucano nas pesquisas. A campanha de Serra, fazendo o surrado discurso antipetista, não está tirando votos de Haddad, que continua crescendo, mas está tirando votos de Serra para Russomano. Assim Serra manda às favas o pacto e direciona seu arsenal agressivo para o alvo do PRB.

Começou pela imprensa demotucana espalhando notícias e vídeos sobre a parte da biografia de Russomano que ele prefere esconder, desde os primórdios do “Celsinho do Detran”. Essas matérias foram espalhadas na internet por serristas com anotações.

Também divulgaram vídeos de Russomano, como um saliente apresentador de TV que agarrava modelos seminuas no Carnaval, ao entrevistá-las, com um microfone em uma mão e com a outra apalpava o seio da moça, bem em frente às câmaras, com a modelo empurrando a mão boba dali. Outro vídeo para adultos, também de um antigo programa de TV, mostra o apresentador entrevistando dançarinos homens vestidos apenas de tanguinhas no camarim de um clube das mulheres.

Em paralelo, passou a circular na internet uma lista de 33 motivos para não votar em Russomano, incluindo votação contrária à lei da ficha limpa, processos na justiça, inclusive relacionados ao dinheiro público. Tal lista é, sem dúvida, espalhada pelo tucanato serrista, pois também ataca nas entrelinhas o PT. Outra lista semelhante mostra mais de 30 anos da trajetória de Russomano, na mesma linha de apontar o lado oculto da imagem de bom moço.

Depois foi a vez do senador Aloysio Nunes (PSDB/SP), um dos mais próximos de Serra, espalhar em seu twitter o vídeo de Russomano apalpando o seio da modelo.

Em seguida Kassab entrou na campanha em socorro de Serra. O atual prefeito comparou a proposta de Russomano de privatizar a segurança pública com a criação de milícias (máfias que vendem proteção).

Russomano, já à beira de um ataque de nervos com a campanha serrista que rola na imprensa e na internet, em vez de contrapor com bons argumentos, mandou Kassab “enfiar o rabo entre as pernas” (foram essas as palavras de Russomano).

Serra, após conseguir arrastar o adversário para a campanha que é sua especialidade, entrou no jogo no mesmo tom de desviar as atenções para as baixarias, em vez de responder por seus fracassos na prefeitura e no governo estadual.

O tucano retrucou no mesmo tom de baixaria ao dizer que Russomano “[…] abre espaço para perguntarem o que é que ele vai fazer com o rabo dele”.

Nessa guerra de rabos, a única coisa que presta como informação para o eleitor é saber qual dos dois tem mais rabo preso?


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