Posts Tagged ‘Organizações Globo’

Como a Globo manipula a Justiça brasileira por meio do Instituto Innovare

4 de março de 2014
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Innovare: Os ministros e ex do STF são figurinhas carimbadas nos eventos do instituto da Globo.

Paulo Nogueira, via DCM

Poucas coisas são tão destrutivas quanto uma má iniciativa disfarçada de boa. É o caso do Instituto Innovare, com o qual as Organizações Globo mantêm relações abjetamente promíscuas com o sistema Judiciário brasileiro.

O Innovare é uma iniciativa da Globo alegadamente dedicada a reconhecer boas práticas nos tribunais. O que ocorre, no entanto, é a negação da melhor prática que pode haver em qualquer justiça de qualquer país: a distância saudável e intransponível entre juízes e mídia.

O ministro Ayres Britto é o atual presidente do conselho superior do Innovare. Ele saiu diretamente do Supremo – no qual teve trágico papel no julgamento do “mensalão” – para os braços do Innovare, portanto da Globo.

Na última premiação do Innovare estavam presentes Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes e Roberto Irineu Marinho, presidente da Globo. A cerimônia recebeu uma cobertura extraordinariamente longa do Jornal Nacional. Foram dois minutos e meio de reportagem.

Numa demonstração de quando é ambivalente a relação do governo com a Globo, também o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, estava lá. O Ministério da Justiça é um dos patrocinadores de uma entidade que conspurca a noção essencial de justiça.

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Gilmar Dantas dá palestra no Innovare.

Como você pode pretender que a Justiça brasileira julgue qualquer processo da Globo com o mínimo de isenção? O fato é de que com seu estilo de não deixar feridos a Globo ocupou o Judiciário brasileiro. São vividas as lembranças de Ayres Britto abraçado a Merval Pereira, quando este lançou um livro sobre o “mensalão”. Era uma imagem repulsiva quando se pensa na independência que o Judiciário tem de manter da mídia, mas mesmo assim, Ayres e Merval trataram de divulga-la alegremente.

Fora tudo o Innovare promove palestras – uma fonte certeira de dinheiro fácil. E quem são os palestrantes em sua maior parte? Exatamente aqueles em que você está pensando, Barbosa, Mendes e por aí vai.

Qualquer prática na Justiça brasileira é insignificante se ela não for precedida da mãe de todas a boas práticas – a independência, em relação à a mídia e por extensão ao poder econômico.

O Innovare, por isso, muito mais que uma premiação, é uma chaga para o país.

***

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Globo tira links do Facebook

13 de abril de 2013

Nova diretriz das Organizações Globo proibiu a publicação de links das matérias nos perfis oficiais das revistas, jornais e portais do grupo na rede social de Mark Zuckerberg.

Nathalie Ursini, via Meio&Mensagem

Um e-mail assinado pela direção das Organizações Globo comunicou a todos os funcionários que está estritamente proibida a divulgação dos links das matérias nos canais oficiais dos veículos da Globo no Facebook. Desde a segunda-feira, dia 8, as plataformas das revistas da Editora Globo, do jornal O Globo e do G1 adotaram a medida. Os produtos da TV Globo, no entanto, continuam postando seus links.

A ordem é que os canais orientem os internautas a acessar o portal do produto para ler a notícia. Como no caso abaixo.

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Post sem links na página da revista Época.

Mesmo sem o consenso dos profissionais (muitos não acreditam na estratégia), os posts devem induzir os internautas a entrar no próprio site daquele veículo, seja jornal ou revista, para conferir a matéria. Segundo informações, após um estudo e uma análise detalhada foi detectado que os perfis no Facebook são o principal motivo pela queda de audiência das plataformas digitais da Globo, como a Globo.com, o G1 e os sites das revistas da Editora Globo.

O estudo apontou que os internautas estão utilizando o Facebook como um RSS de notícias, ou seja, os usuários leem a chamada, mas não clicam no link. Com isso, a expectativa é de que a medida volte a gerar tráfego direto para os portais. A iniciativa de não colocar os links irritou muitos seguidores que passaram a cobrar por ele nos comentário e até discutir. A leitora Fernanda Anhaia Mello publicou: “Ficou sem graça isso aqui… as imagens são todas iguais… ficou chato… cadê notícia e link?”. Mas assim como outros milhares de usuários, Fernanda ficou sem respostas por parte da Globo, que não esclareceu aos internautas a mudança. Procurada pela reportagem, a Comunicação da Globo emitiu a seguinte posição: “Não estamos saindo do Facebook. Nem de nenhuma outra rede social. Só que permanentemente revemos a melhor forma de estar nestas plataformas”. Vale lembrar que as mudanças são apenas no Facebook. Twitter e GooglePlus continuam da mesma forma.

O dia em que Roberto Marinho, Murdoch e Merval viraram parceiros

21 de março de 2013

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O encontro ocorreu em setembro de 1995 e selou a ofensiva de Rupert Murdoch, dono da News Corporation e envolvido em escândalos no Reino Unido, sobre o mercado de tevê por assinatura no Brasil.

Via Carta Maior

Os grandes conglomerados de mídia estão mais conectados do que se pode imaginar. E a histórica fotografia acima é um exemplo do qual não se deve esquecer.

A News Corporation, do empresário Rupert Murdoch, e a Globopar, holding das Organizações Globo, tornaram-se parceiros em 1995 para explorar o serviço de tevê via satélite no Brasil, por meio da Net Sat, operação então ligada à NET, que pertencia à Globo.

A proposta era introduzir tecnologia digital e o pay-per-view no País, além de facilitar a internacionalização da programação da TV Globo nos Estados Unidos. O acordo foi selado durante viagem de Murdoch ao Rio de Janeiro, quando ele visitou Roberto Marinho e outros altos executivos globais, como Merval Pereira, então diretor de Redação do jornal O Globo.

O apetite de Murdoch pelo Brasil cresceu ainda mais em 2004, quando ele tornou-se majoritário na Sky, ao comprar parte das ações da Globo na empresa. Em seguida, trabalhou pela fusão da Sky com a Directv, então concorrentes. A Directv, com sede nos Estados Unidos, já pertencia a ele.

Em 2006, Murdoch vendeu sua participação na Directv ao grupo norte-americano Liberty Media, do empresário John Malone. Com isso, o empresário se afastou das operações de tevê no Brasil, reduzindo seus negócios aos canais Fox, distribuídos por várias operadoras.

Também as Organizações Globo se distanciaram das operações de tevê a cabo e satélite, se concentrando na produção de conteúdos. Isso ganhou força a partir de 2004, com a venda de parte da Net para o empresário mexicano Carlos Slim, dono da Embratel.

A legislação também se enrijeceu. A lei 12.485/2012, por exemplo, impede que empresas de radiodifusão tenham direta ou indiretamente mais de 50% do capital de empresas de telecomunicações. Hoje, a Globo mantém posição minoritária na Net e na Sky.

A histeria da mídia é medo do fim do monopólio

1 de novembro de 2012

Ataques coordenados de Folha, Abril e Globo à aplicação na Argentina da Ley de Medios, aprovada no Congresso por Cristina Kirchner, ressaltam interdição que mídia tradicional do Brasil promove sobre o debate da reorganização do setor; o que os barões mais temem é regulação sobre a propriedade cruzada de veículos de comunicação; EUA fazem restrições a gigantismo de empresas do setor desde 1930.

Via Brasil 247

A histeria com que as famílias que controlam os veículos de comunicação mais tradicionais do País reagem à iminente aplicação da chamada Lei de Meios na Argentina é compreensível – mas é dificilmente justificável.

O medo, praticamente pânico, haja vista os editoriais histéricos e reportagens parciais que vão sendo apresentadas em veículos como a Folha de S.Paulo, a revista Veja e os noticiosos da Rede Globo, não tem nada a ver com riscos à liberdade de expressão, como se alega. Ao contrário. Baseada em vários aspectos da legislação dos Estados Unidos, que trata as questões relativas à mídia em diferentes áreas de seu arcabouço jurídico, os pontos centrais da lei argentina têm a ver com restrições à propriedade cruzada de meios de comunicação e estabelecimento de um órgão regulador para o acompanhar o setor.

O medo dos barões da mídia brasileira é que, a partir da iniciativa de Cristina, a presidente Dilma se anime em enviar ao Congresso, portanto, formalmente, um amplo projeto de lei para a reorganização do setor de comunicação. Foi exatamente isso o que a colega argentina fez – e a lei entrará em vigor a partir do 10 de dezembro.

Na Argentina, o principal atingido pela mudança na legislação será o Grupo Clarín. Mas isso deve acontecer não, precisamente, como um movimento pelo cerceamento da liberdade de expressão do jornal, mas que o grupo empresarial que controla a publicação abra mãe de seu caráter monopolista. No país vizinho, o Grupo Clarín detém quase duzentas licenças para operar tevê a cabo, quatro canais de televisão, dez rádios AM, uma FM e, ainda, o jornal de maior circulação do país. Numa economia do tamanho da Argentina, mais que um gigante é praticamente um monopólio.

Nos Estados Unidos, um grupo como o Clarín não conseguiria ter tal expressão frente aos concorrentes. Na América, desde 1930 há uma legislação que coíbe a super-extensão da propriedade cruzada de meios de comunicação. Há, também, um órgão federal regulador, composto por seis indicados pelo presidente da República e que têm de ser sabatinados pelo Congresso. A legislação fiscal, por outro lado, é punitiva frente ao domínio massacrante de uma emissora sobre outras. Para impedir o crescimento desmedido, que na prática poderia criar um monopólio nacional, a lei americana aumenta sobremaneira a cobrança de impostos sobre emissoras que ultrapassarem os 30% de audiência nacional em seus veículos. Assim ocorre, além da falta de incentivo ao crescimento extremo, um direcionamento para que pequenos grupos de mídia floresçam e participem do mercado. Neste sentido, a legislação americana, como é sabido, promove a liberdade de imprensa, e não a cerceia.

A legislação aprovada pela presidente argentina tem o mesmo sentido, mas, como muito do que é feito na Argentina, ganha tintas dramáticas. O governo patrocinou uma invasão às oficinas do Clarín, fez apreensões de jornais e até barrou sua circulação. Os proprietários do grupo de comunicação, em represália, não apenas ameaçam não aderir à lei, como articularam uma rede de solidariedade entre a mídia tradicional do continente.

Ligados pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), os grandes veículos do continente estão batendo duro na Ley de Medios argentina. No Brasil, grandalhões como Folha, Abril e Globo já fazem uma linha de passe que tem na histeria seu tom único. As empresas das famílias Frias, Civita e Marinho se sentem diretamente ameaçadas caso a moda argentina pegue por aqui. A Folha, que já é o maior jornal de São Paulo, detém o maior portal de internet do País, o UOL. A Abril, dona da revista de maior circulação, jamais escondeu sua vontade de ter sua própria rede de tevê. A Rede Globo, com filiais em todo o Brasil, larga presença na rede de tevês por assinatura e dona dos dois maiores jornais do Rio de Janeiro, é talvez quem mais possa perder imediatamente após uma legislação com esse espírito ser implantada no Brasil. Em nenhum lugar do mundo uma mesma companhia de comunicação detém tanto poder.

Até aqui, barrar a ida do jornalista Policarpo Jr. à CPI do Cachoeira era um traço de união entre os barões da mídia brasileira. Agora, o trio de ferro Folha-Abril-Globo está ainda mais unido, porque vislumbra-se que o atual modelo de organização da mídia brasileira tem de se adaptar aos novos tempos – e se democratizar por força de uma legislação mais avançada que a atual.

Abaixo, notícia do Portal Brasil de Fato, sobre a reação de entidades sindicais da Argentina às pressões da SIP contra a Ley de Medios:

Trabalhadores da imprensa argentina repudiam lobby da mentira” da SIP em favor do Clarín

Frente à chegada do 10 de dezembro, data estabelecida pela Justiça para que o grupo cumpra efetivamente a lei, seus sócios empresários do continente somam-se à estratégia de propor que a legislação atenta contra a liberdade de expressão.

17/10/2012

Leonardo Wexell Severo

A Federação Argentina de Trabalhadores da Imprensa (Fatpren) condenou nesta quarta-feira o “lobby da mentira” orquestrado pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) – historicamente ligada à CIA e ao Departamento de Estado dos EUA – em favor do grupo monopolista de mídia Clarín, que quer continuar desrespeitando a legislação contra a democratização da comunicação.

Pela Lei de Meios, nenhum conglomerado de comunicação pode ter mais do que 24 outorgas de TV a cabo e 10 de rádio e televisão aberta. Mas o Grupo Clarín possui dez vezes mais licenças de cabo do que o número autorizado pela lei, além de quatro canais de televisão, uma rádio FM, 10 rádios AM, e o jornal de maior tiragem do país.

O fato, destaca a Fatpren, “é que frente à chegada da data estabelecida pela Corte Suprema de Justiça [10 de dezembro] para que o Grupo Clarín cumpra efetivamente com o disposto pela Lei de Serviços de Comunicação em matéria de adequação de licenças, seus sócios empresários do continente se somam à estratégia de propor que a legislação atenta contra a liberdade de expressão”.

Com apoio da SIP, denunciam os trabalhadores, “os operadores do Grupo Clarín fazem lobby internacional para construir a grande mentira de transformar as restrições à sua posição dominante em restrições à imprensa”.

Foi assim, esclarece a Federação, que a SIP anunciou a “possibilidade de enviar uma missão ao nosso país para dezembro”. O informe anual publicado pela entidade dos barões da mídia na última terça-feira (16) diz que “na Argentina a presidenta segue sem dar coletivas de imprensa e abusa da cadeia nacional”.

De acordo com a Fatpren, no informe, “não fazem referência alguma, como era previsível, à inédita liberdade de expressão que reina no país e permite que os meios publiquem o que desejem sem qualquer restrição”.

Porta-voz das ditaduras

A “missão” da SIP é de solidariedade patronal, alertam os trabalhadores, colocando o dedo na ferida: “Seguramente, a missão que a SIP pode enviar à Argentina terá características diferentes das que costumava ter quando vinha para condecorar ditadores, clara definição de qual é a sua posição sobre a liberdade de expressão: liberdade para que suas empresas possam aplicar, desde seus meios, políticas de pressão sobre os governos para impor seus interesses, ao mesmo tempo em que empobrecem os seus trabalhadores para domesticar o discurso”.

“A SIP, organização empresarial tomada pela CIA e o Departamento de Estado dos Estados Unidos durante a década de 50, soube outorgar a medalha ‘Prêmio das Américas’ ao ditador Pedro Eugênio Aramburu, líder da Revolução Fuziladora [que derrubou o governo constitucional de Juan Domingo Perón em 16 de setembro de 1955] enquanto centenas de jornalistas eram perseguidos, torturados e encarcerados. Se a SIP se enfrenta ao Projeto Nacional e Popular, os trabalhadores de imprensa sabemos, sem duvidar, qual é o nosso caminho”.

Grande mentira

Há 40 anos, destaca a Fatpren, organizações como a Media Freedom Foundation/Project Censored, vinculada à Universidade de Sonoma, na Califórnia, detalham “como a censura e a autocensura estão muito mais presentes nos países centrais que na nossa região, onde as patronais midiáticas a serviço das corporações econômicas têm a possibilidade de mentir diariamente, sem limite algum, para defender seus interesses antipopulares”.

Frente aos desafios colocados pelo embate em defesa da verdade e a justiça, assegura a entidade, “os trabalhadores de imprensa continuaremos batalhando a cada dia, nas redações, nos espaços públicos, onde a realidade nos convoque, para alcançar uma comunicação verdadeiramente democrática, plural, participativa e diversa, e condições dignas de trabalho que nos permitam garantir ao povo seu devido direito à informação”.

Organizações Globo recebem 70% da verba publicitária federal

14 de setembro de 2012

Via CartaCapital

CartaCapital tem sido sistematicamente acusada de receber enormes quantias em publicidade do governo federal para defendê-lo. A revista seria “chapa-branca”, como gostam de repetir alguns. Aos que costumam se fiar neste argumento para nos atacar, recomendamos a leitura dos dados de investimentos publicitários da União publicados pela Folha de S. Paulo na quinta-feira, dia 13. A lista, disponibilizada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e compilada pelo jornal, mostra quem é quem entre os beneficiários de recursos oficiais de publicidade. Primeira constatação: dez veículos de comunicação concentram 70% do dinheiro. CartaCapital não está neste grupo. Cerca de 3 mil veículos recebem anúncios federais.

De um total de R$161 milhões repassados a emissoras de tevê, rádios, jornais, revistas e sites desde o início do governo Dilma Rousseff, R$50 milhões foram direcionados apenas à TV Globo. Ainda entre as emissoras, a Globo Comunicação e Participações Ltda. recebeu R$833,8 mil e a Globosat Programadora, R$810,3 mil. Isso soma cerca de um terço de toda a verba publicitária do governo federal. A família Marinho recebe ainda por Rádio Globo (R$730 mil), Infoglobo, que edita O Globo e o Extra, R$927,4 mil, Globo Participações, que cuida das operações na internet, R$952,9 mil. O jornal Valor Econômico, do qual o grupo detém 50%, embolsou R$164 mil. E a Editora Globo, responsável pela revista Época, R$479 mil.

Os dados se referem aos investimentos da administração direta federal. Não entram na lista empresas públicas como a Petrobras e a Caixa Econômica Federal.

A Editora Confiança, que edita CartaCapital, recebeu no período R$118 mil, quase dez vezes menos do que a Editora Abril (R$1,3 milhão). O Grupo Folha aparece na lista com R$585 mil reais aplicados na Folha de S. Paulo e R$892 mil no UOL.

A seguir, a lista completa divulgada pela Secom.

Tevês

Globo Comunicação e Participações S.A – R$50.029.241,00

Rádio e Televisão Record – R$23.390.960,00

TV SBT Canal 4 de São Paulo – R$19.394.613,00

Rádio e Televisão Bandeirantes – R$6.328.810,00

TV Ômega (RedeTV!) – R$3.197.261,00

Turner Broadcasting System Latin América – R$1.204.555,00

Associação de Com.Ed. Roquette Pinto (TVE) – R$1.027.887,00

Globo Comunicação e Participações Ltda. – R$833.803,00

Globosat Programadora – R$810.281,00

Fox Latin American Channels Brasil – R$728.587,00

Rádios

Rádio Panamericana (Jovem Pan) – R$1.396.541,00

Rádio Excelsior – R$1.129.999,00

Rádio Globo de São Paulo – R$730.475,00

Rádio 99 FM Stereo – R$539.143,00

Rádio SP Um – R$498.990,00

Rádio e Televisão Bandeirantes – R$498.301,00

Rádio Transamérica Brasília – R$419.723,00

Kalua Comunicações e Serv. De Publicidade – R$408.788,00

Rádio Eldorado – R$379.773,00

Rede Católica de Radiodifusão – R$349.394,00

Jornais

Infoglobo Comunicação e Participações – R$927.474,00

O Estado de S.Paulo – R$656.394,00

Empresa Folha da Manhã – R$585.051,00

SP Publimetro – R$259.275,00

Sempre Editora – R$249.444,00

Correio Braziliense – R$192.822,00

Empresa Editora A Tarde – R$182.985,00

Valor Econômico – R$164.017,00

Editora Jornal do Commercio – R$159.230,00

Estado de Minas – R$152.874,00

Internet

Microsoft Informática – R$1.285.962,00

Globo Comunicação e Participações – R$952.950,00

Universo Online (UOL) – R$892.553,00

Yahoo do Brasil Internet – R$712.296,00

Terra Networks Brasil – R$651.662,00

Fox Latin American Channels Brasil – R$491.821,00

Internet Group do Brasil – R$444.632,00

Editora Abril – R$352.729,00

O Estado de S.Paulo – R$337.686,00

Editora Globo – R$137.448,00

Revistas

Editora Abril – R$1.296.649,00

Editora Globo – R$479.060,00

Três Editorial (IstoÉ) – R$266.201,00

Editora Confiança (CartaCapital) – R$118.794,00

Editora Escala – R$99.444,00

Editora Brasil 21 – R$70.889,00

Elifas Andreato Comunicação Visual – R$66.666,00

AS Pedreira – Agência Jornalística – R$66.528,00

Padrão Editorial – R$55.575,00

Editora Alvinegra (Piauí) – R$55.110,00

Lewandowski é o mais novo inimigo das Organizações Globo

23 de agosto de 2012

G1 incita internautas contra Lewandowski, após ministro revelar que dinheiro do “mensalão” foi para a Globo.

Via Os amigos do presidente Lula

O portal G1, da Globo, publicou uma manchete venenosa que incitou internautas no twitter contra o ministro Ricardo Lewandowski, do STF. Internautas desavisados leram a manchete com uma meia verdade (e uma meia mentira) e entenderam que o ministro “inocentou” Marcos Valério de todos os crimes. Nada mais falso.

Na quarta-feira, dia 15, Lewandowski condenou Valério e seus sócios por corrupção ativa e peculato no contrato da empresa de publicidade DNA Propaganda com o Banco do Brasil, no caso que ficou conhecido como da Visanet.

Manchete venenosa incita internautas contra Lewandowski.
http://goo.gl/M9ZTH

Tuiteiros manipulados por incitação no G1.

Na quinta-feira, dia 16, o ministro absolveu Valério e seus sócios, na execução do contrato da SMPB Propaganda com a Câmara dos Deputados, porque o contrato foi executado e cumprido, sem cometimento de nenhum crime, conforme atestou com provas robustas nos autos do processo.

Se o G1 fizesse jornalismo honesto diria que Lewandowski inocentou João Paulo Cunha (PT/SP), uma vez que não há outras acusações sobre ele, ou diria que o ministro absolveu Valério apenas no contrato com a Câmara.

“Coincidentemente”, a manchete venenosa veio após o ministro revelar que o dinheiro noticiado pela Globo como se alimentasse o “mensalão” foi parar no bolso da própria emissora, demonstrando, indiretamente, que a emissora, sabendo do caminho dinheiro neste contrato, passou sete anos espalhando o boato falso como se fosse notícia, de que teria sido desviado para comprar votos no Congresso.


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