Posts Tagged ‘Mentiroso’

Governo federal chama Estadão de mentiroso

5 de abril de 2013

Estadao_Mentira02

Altamiro Borges em seu blog

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República divulgou na tarde de quinta-feira, dia 4, nota oficial negando que tenha montado, junto com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), uma operação para monitorar o movimento sindical no Porto de Suape, na região metropolitana do Recife. Sem apresentar provas, o jornalão publicou a “reporcagem” na própria quinta-feira afirmando que a operação foi iniciada há um mês. A matéria teve o nítido objetivo de estimular a cizânia entre a presidenta e o governador Eduardo Campos, que ainda não definiu se será candidato nas eleições de 2014.

Nos últimos meses, o diário falido da famiglia Mesquita tem intensificado os ataques ao governo federal. A produção de factoides é permanente, com o propósito explícito da escandalização da política. A presidenta Dilma, que ainda insiste no “namorico” com a mídia e veta qualquer debate mais sério sobre a regulação dos meios de comunicação, é a maior vítima destes ataques levianos. Os ataques “irresponsáveis” são destaque no jornal. Já a resposta do governo, como a que foi dada pelo GSI, vira notinha de rodapé – se é que será publicada. Lamentável. Acorda, Dilma!

Abaixo a nota do Gabinete de Segurança Institucional:

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República repudia veementemente matéria publicada hoje no O Estado de S.Paulo insinuando que o governo faça vigilância sobre movimentos sindicais dos portuários no estado de Pernambuco.

É mentirosa a afirmação de que o GSI/Abin tenha montado qualquer operação para monitorar o movimento sindical no Porto de Suape ou em qualquer outra instituição do país. O GSI lamenta ainda a utilização política do tema, questionando a quem interessa tal tipo de interpretação neste momento.

Todo o trabalho do GSI e da Abin está amparado pelas Leis 9.883, de 1999, que criou o Sistema Brasileiro de Inteligência e a Abin como seu órgão central, e 10.683, de 2003, que estabelece ser do GSI a coordenação da inteligência federal. Sua atuação vem se pautando por uma ação institucional e padronizada, como ocorre em todos os sistemas democráticos.

Em nenhum momento o governo determinou ao GSI/Abin qualquer ação relativa ao tema referido na irresponsável reportagem do jornal.

***

Leia também:

A agonia do “Estadão”

Ministério do Planejamento: Nota à imprensa em resposta à matéria mentirosa publicada no “Estadão”

Seria o “Estadão” um jornal “nascido para perder”?

No Twitter, Miguel Nicolelis reage à “tentativa de destruição de caráter” pelo “Estadão”

As contradições de José Serra: Vídeo de tudo o que não fez

20 de outubro de 2012

Via YouTube

Para José Serra, sua própria assinatura não vale nada. Como um homem assim chega pede sua confiança e seu voto? Logo o José Serra, que diz que é um candidato de princípios. Ele só não considera o princípio da palavra.

São Paulo não pode ser mais trampolim de candidatos descomprometidos com os interesses populares. O paulistano quer alguém que governe e cumpra aquilo que é firmado diante dos olhos do povo.

A seguir, mais um vídeo mostrando que José Serra não merece ser prefeito de São Paulo. Ele abandonou a prefeitura nas mãos de Gilberto Kassab, o prefeito com a pior avaliação da história da cidade.

A cidade de São Paulo precisa de um prefeito de verdade, que cumpre aquilo que assina.

Serra sabota até o próprio passado

18 de outubro de 2012

Saul Leblon, via Carta Maior

A poucos dias das urnas do 2º turno, e somente depois de escancarada a omissão, o tucano José Serra lançou seu programa de governo. O evento entre amigos, em uma livraria em São Paulo, foi quase um programa de lazer tucano, uma encenação política filmada para tapar o buraco mais corrosivo de uma propaganda eleitoral: a credibilidade.

Em meio ao contravapor das pesquisas, o tucano enfrenta um desgaste de fundo. Quanto mais se expõe, mais se configura o teor de uma trajetória em que as dissimulações se sucedem, como as cascas de uma cebola.

Essa é a grande dificuldade de seus marqueteiros: hoje o tucano compõe aos olhos da população um personagem cada vez mais desconectado de sua fala; as atitudes ecoam mais alto do que a voz e desautorizam as promessas.

O acúmulo tende a consolidar uma imagem que se move de forma autônoma. À revelia do arsenal publicitário calcifica-se o perfil de um político que sabota até o próprio passado na busca sôfrega pelo poder.

Mudar isso é como enxugar o chão com a torneira aberta.

Carrega-se na maquiagem aqui, arruma-se um beijo inverossímil ali. Em seguida, a realidade irrompe como um vento inoportuno a sabotar o controle do incêndio.

O “progressista”, descobre-se mais adiante, teve atuação regressiva nas votações relativas ao direito do trabalhador, segundo levantamento do Diap.

O “desenvolvimentista”, soube-se de fonte insuspeita, foi um dos mais empenhados defensores das grandes privatizações do ciclo tucano, caso da Vale do Rio Doce, por exemplo. Testemunho de FHC nas eleições de 2010.

O propalado “arrojo administrativo” reduz-se ao cacarejar de galinha velha: faz barulho mas não bota. Juntos, Serra/Kassab, completaram oito anos de um condomínio administrativo que objetivamente destratou São Paulo; agora recolhe o saldo de uma rejeição estrondosa: 45% da cidade reprova a gestão consorciada.

No episódio mais recente, do “kit anti-homofóbico”, caíram as cascas da cebola que ostentavam as credenciais do liberal. Emergiu o oportunista da intolerância, abraçado a um Savonarola dos “bons costumes”. Um intercurso explícito entre o obscurantismo e o vale-tudo que constrange até círculos intelectuais mais esclarecidos do tucanato.

Depois de alvejar a iniciativa do MEC, Serra foi desmascarado mais uma vez: em 2009, quando governador, distribuiu material semelhante em muitos aspectos ao professorado estadual de São Paulo. A semelhança é compreensível: o material nos dois casos foi produzido pela mesma instituição, a ONG Ecos.

Palavras de um dos integrantes da equipe que participou do projeto: “A Ecos sempre trabalhou na gestão do Serra; ele está cuspindo no pote que comeu. O material que fizemos para o MEC tem 80% do material do Estado de São Paulo. É um absurdo se utilizar do preconceito para ganhar voto”, afirma Toni Reis, presidente da ABGLT.

Avulta nesse episódio a caricatural disposição de alguém disposto a dilapidar o próprio currículo. No desespero eleitoral, Serra atacar o programa do próprio Serra. Compare o tucano de agora, agarrado ao pastor Malafaia, com esse outro, que tomou as seguintes medidas, lembradas por Antônio Lassance, colunista de Carta Maior:

a) em 2005, ele criou a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual em São Paulo. Depois, instituiu a Comissão a Comissão Processante Especial para apuração de atos discriminatórios a que se refere a Lei n° 10.948/2001, destinada a receber, analisar e mandar punir atos anti-homofóbicos;

b) também em 2005, Serra criou o Conselho Municipal em Atenção à Diversidade Sexual e o Centro de Referência e Combate à Homofobia;

c) em 2006, criou o Grupo de Repressão a Delitos de Intolerância (Gradi) junto à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), para o controle e repressão dos grupos homofóbicos.

Em resumo, quando o interesse era disputar o espaço LGBT com a petista Marta Suplicy, Serra não criou apenas um kit anti-homofobia, mas armou uma elogiável rede da tolerância em São Paulo. Agora, dá guinada na direção oposta e salta para os braços dos malafaias, supostamente puxadores do voto evangélico.

O evento tardio de segunda-feira, dia 15, em torno do “programa” para a cidade ressente-se desse vício congênito à natureza política de Serra: a simulação, irmã gêmea da falta de escrúpulo.

O que se divulgou foi um adereço de mão de fantasia eleitoral, no qual nem o candidato acredita, como deixou claro no discurso que proferiu no evento.

Passa-se ao largo da oportunidade preciosa de discutir São Paulo para valer, estendendo a seu moradores o direito elementar de escrutinar os problemas da cidade e tomar consciência dos requisitos políticos para equacioná-los.

Não há rigor técnico na rudimentar listagem tardia das propostas mal-ajambradas pelo tucano. O que é feito para não valer pode elidir metas, omitir cronogramas e abstrair custos.

Em resumo, prescindir dos requisitos que lhe dariam veracidade e transparência compatível com a eventual fiscalização pela cidadania.

O simulacro do conjunto foi resumido na descrição de um item por insuspeita fonte: “Em um dos poucos momentos em que dedicou sua fala às próprias propostas, Serra lembrou a promessa de construir 30 AMAs [Assistência Médica Ambulatorial]. […] Mas não a ponto de detalhar onde vamos fazer…” [ressalvou o tucano]. Isso seria impossível.” (UOL, 16/10/2012).

O modelar descompromisso se repete em outros tiros a esmo, como a promessa de implantar “30 parques” na cidade (onde? como? com que verba?); ou instalar mais 5 mil novos pontos de luz ou ainda a etérea menção à deficiência escandalosa da gestão de seu apadrinhado, que não dedicou a ela um centímetro adicional de asfalto: “Expandir a rede de corredores de ônibus.” Assim, em quatro palavras, desincumbe-se o tucano da grave distopia do transporte em São Paulo, como se fosse algo tangencial, passível de tratamento genérico e ligeiro. Vai por aí o seu crepuscular “programa de governo”.

O conjunto exala o peso e a contundência de uma bolinha de papel eleitoral. Mais que isso, reforça uma percepção que se calcifica: Serra é o principal testemunho contra ele mesmo.

A postura professoral ancorada em boutades é quase ofensiva. A soberba incontrolável das sobrancelhas em pinça denuncia a impaciência de quem ouve por obrigação. Quando tenta transparecer humildade, o tucano exala condescendência. O tom do discurso é sempre o mais revelador: ao tentar ser simpático é notório que está sendo falso.

O anti-sindicalismo udenista de Serra explode ao primeiro conflito social, assim como o recorte antidemocrático irrompe à primeira pergunta embaraçosa de jornalista não embarcado na vassalagem midiática.

O higienismo social que arremata o conjunto sequer é dissimulado – e olha que estamos falando de um dissimulador experimentado.

É difícil demover as consequências eleitorais dessa sedimentação ancorada na percepção intuitiva da população, saturada de dissimulações rotas, convicções esfarrapadas e do recorrente vale tudo das conveniências.

São Paulo é o grande bunker logístico do conservadorismo brasileiro. A rejeição a um dos principais quadros desse aparato precisa acumular muito vapor na fornalha para romper uma blindagem arrematada com a solda dupla do jornalismo cúmplice.

O maior trunfo de Haddad hoje é esse discernimento em curso na opinião pública. Trata-se de iluminar cuidadosamente o cerne da questão: Serra é impermeável a qualquer valor ou compromisso que não atenda ao seu exclusivo interesse pessoal. No seu arquivo biográfico, o interesse pela cidade ocupa o lugar da prateleira subalterna. E essa hierarquia se adensa nos episódios caricaturais desta campanha de 2012.

Marta chama Serra de mentiroso e rei do embromation

10 de setembro de 2012

Depois de Rei do Trololó, ele se tornou o Rei do Embromation.

Bernardo Mello Franco

Em discurso ao lado do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, a senadora Marta Suplicy (PT/SP) chamou José Serra (PSDB) de mentiroso e “rei do embromation”

A ex-prefeita atacou o tucano na segunda-feira, dia 10, na Praça da República, ao fim de uma caminhada no centro. Ela acusou Serra de criar “tumulto” contra Haddad em sua propaganda eleitoral.

“Toda vez que disputamos uma eleição, ele desqualifica as propostas dos adversários”, disse a senadora. “Que o José Serra não venha com essas mentiras. Ele é o rei do embromation e da desqualificação de gente séria. Que ele apresente ideias, que é o que ele não tem para a cidade.”

Marta reclamou das críticas da campanha de Serra à proposta de ampliação do Bilhete Único, principal plataforma de Haddad para o setor de transportes.

“Em vez de desqualificar, ele deveria apresentar projetos com começo, meio e fim. Quando a gente não está lá [na prefeitura], ele é obrigado a executar os projetos que desqualificou.”

A petista foi derrotada por Serra nas eleições de 2004, quando tentava se reeleger. Em 2008, ela voltou a perder para Gilberto Kassab (PSD), ex-vice e sucessor do tucano na prefeitura.

Em queda nas pesquisas, Serra é pego em outra mentira

5 de setembro de 2012

O candidato tucano afirmou que herdou caixa de apenas R$16 mil da antecessora Marta Suplicy, na Prefeitura de São Paulo, em 2005. Mas na terça-feira, dia 4, a senadora levantou documento oficial que comprova que recursos disponíveis eram superiores a R$358 milhões. Que matemática Serra e seu secretário Mauro Ricardo irão aplicar agora?

Marco Damiani, via Brasil 247

Há uma diferença entre R$358.658.103,00 (trezentos e cinquenta e oito milhões, seiscentos e cinquenta e oito mil e cento e três reais) e R$16.000,00 mil (dezesseis mil reais). No caso, bem maior do que os R$358.642.103,00 (trezentos e cinquenta e oito milhões, seiscentos e quarenta e dois mil e cento e três reais) resultantes da simples subtração. É uma diferença política.

“Pior do que qualquer coisa é o abandono em que a cidade ficou quando eles tiveram a Prefeitura: R$16 mil em caixa, fila de 13 mil credores, postos de saúde sem remédios, obras paradas e a grande obra que fizeram, que foram os túneis dos Jardins, que inundaram logo depois e que custaram uma fortuna”, disse Serra, após evento de sua campanha. “Esse é o PT, então não há surpresa nenhuma.”

O problema é que Serra deu um dado parcial e a prova está no primeiro balanço financeiro de sua gestão, resgatado dos documentos oficiais da Prefeitura de São Paulo pelo gabinete da senadora Marta Suplicy (abaixo). Ela se sentiu ofendida com as afirmações de Serra, especialmente a de que havia deixado, ao final de sua gestão, apenas R$16 mil no caixa municipal. “Serra mente”, escreveu Marta no twitter, para em seguida lembrar que seu sucessor tucano “fabricou o caos” (leia aqui mais tuítes de Marta sobre o assunto).

Com efeito, a senadora tocou, com a expressão, num ponto nevrálgico de Serra. Ele, de fato, assim que assumiu a administração municipal, rompeu grande parte dos contratos que estavam em andamento entre fornecedores e prestadores de serviço e a Prefeitura. Para um tucano que sempre pregou “o respeito aos contratos”, ele agiu pela contramão, provocando, inclusive, uma série de dificuldades financeiras entre empresários que acreditaram que ele não adotaria uma medida tão radical.

A questão levantada por Marta é importante, à medida que a senadora demonstra, com números e documentos, que a gestão de Serra tinha sim recursos suficientes para enfrentar os compromissos que a Prefeitura assumira antes de sua chegada. É de se perguntar se, caso vença as eleições e assuma em lugar de seu cabo eleitoral e ex-vice Gilberto Kassab, Serra fará o mesmo e romperá, outra vez, os contratos já firmados com base numa matemática financeira em tudo controversa. Para o momento, entre os R$16 mil que ele disse terem ficado no caixa, e os mais de R$358 milhões que Marta comprovou terem permanecido em poder da municipalidade, entre dinheiro vivo, depósitos bancários e aplicações financeiras, o certo é que, em queda nas pesquisas, Serra foi mesmo flagrado apresentando contas erradas e enganosas.

Leia também:

Marta Suplicy: “Serra fabricou o caos em São Paulo.”

Luis Nassif: Serra e o caso do caminhoneiro com catarata

2 de setembro de 2012

Luis Nassif em seu blog

A falta de limites de Serra o acompanhará até o final.

No meio da semana passada, divulgou-se a história do caminhoneiro José Machado com catarata, que estava aguardando dois anos para ser operado na rede municipal. O Estadão repercutiu a denúncia. Para responder ao episódio, a Secretaria da Saúde rompeu com a ética médica, divulgando a ficha do paciente. Sustentou que não padecia de catarata, mas de pterígio (uma espécie de pele que cobre a córnea). O que permitiu a Serra defender-se acusando a campanha de Fernando Haddad de “manipulação” – como se a mudança de diagnóstico invertesse o resultado final.

Na sabatina do jornal Estadão, confrontado com a acusação de falta de ética médica, Serra despejou acusações sobre o próprio jornal e sustentou que a divulgação foi um “serviço de utilidade pública”.

“É a primeira vez que vejo um jornal ficar do lado dos transgressores.” Serra diz que não houve quebra de sigilo. “Vocês pisaram no tomate, francamente. O PT saiu falando ‘pega ladrão, pega ladrão’ e você caíram nessa. Esse cidadão não tinha catarata.”

Na verdade, o caminhoneiro tem pterígio e também catarata. Devido à repercussão do episódio, antecipou-se de dezembro para agora sua operação de catarata, colocando-o na frente de outros pacientes cujo caso não mereceu a mesma repercussão.

Na entrevista, Serra considerou “natural” sofrer rejeição, por ser o mais conhecido. Ainda que seja absolutamente fora do normal 43% de rejeição.


%d blogueiros gostam disto: