Posts Tagged ‘Marianna Fux’

Quem tem padrinho não morre pagão: As carreiras meteóricas das filhas de Fux e Mello

16 de julho de 2013
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Madames Mello e Fux.

Via Brasil 247

Duas jovens advogadas, Marianna Fux, de 32 anos, e Letícia Mello, de 37, poderão se tornar desembargadoras muito em breve. Não apenas em função do mérito, mas também do sobrenome. A primeira é filha de Luiz Fux e a segunda de Marco Aurélio Mello, ambos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Marianna tem apoio do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que a considera “respeitada” e “brilhante”. Letícia foi também indicada para uma vaga no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro. O salário é de R$25,3 mil, com direito a carro oficial e gabinete com assessores.

À Folha, o ministro Marco Aurélio defendeu as qualidades da filha. “Se ser novo apresenta algum defeito, o tempo corrige”, disse ele, que procurou desembargadores para tratar da indicação de Letícia. “É pecado [a indicação]? É justo que nossos filhos tenham de optar por uma vida de monge?”

Marianna tem um currículo relativamente modesto. Formou-se há dez anos pela Universidade Cândido Mendes, no Rio, fez um curso de extensão universitária de quatro meses na Fundação Getulio Vargas e atuou em apenas seis processos no TJ do Rio: um sobre extravio de bagagem, os demais sobre espólio e dano moral.

Nem ela, nem Letícia se pronunciaram sobre a reportagem que tratou de suas possíveis nomeações ao TRF.

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Os ministros do STF e as oligarquias familiares no Judiciário

19 de fevereiro de 2013

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Via Os amigos do presidente Lula

Imaginem uma jovem filha de um senador, deputado ou político, sem muitas credenciais nos meios jurídicos, entrar na lista de indicações da OAB para ser desembargadora do Rio de Janeiro. Iriam crucificar o político no noticiário, não é?

Pois a jovem Marianna Fux, filha do ministro do STF Luiz Fux, concorre a uma vaga de desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Se tivesse feito carreira por concurso público, nada haveria a questionar, mas ela se candidata por intermédio da vaga reservada para indicação pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), onde vale muito o prestígio e a rede de relacionamentos com os poderosos ou com a própria classe.

Seu currículo, mostrado no “site” do escritório de advocacia Sérgio Bermudes, onde trabalha, diz que bacharelou-se em Direito pela Universidade Cândido Mendes (Ucam), no Rio de Janeiro, é pós-graduada em Teoria das Obrigações e Prática Contratual pelo programa de educação continuada da Fundação Getulio Vargas (FGV), indica seu número de inscrição na OAB e só. Um currículo modesto para quem aspira ser desembargadora.

A família Fux não é a única nesta situação. A filha do ministro Marco Aurélio de Mello também concorre também via vaga da OAB, mas uma não atrapalha a outra, pois é em outro tribunal, o Tribunal Regional Federal.

Não é nada proibido pela lei e, de certa forma, é mais ou menos assim que a banda toca no preenchimento desse tipo de vaga, mas é o que costuma se chamar de “peixada”, “pistolão”, não é mesmo?

Se a advogada deseja ingressar na carreira pública, por que não fazer um concurso para juíza, para procuradora ou para defensora pública? E, se se destacar no cargo, aí sim almejar os postos mais altos.

Se fosse filha de político, diriam que não é republicano, apareceriam os indignados vociferando nas redes sociais. Pois o vício de querer passar o poder de pai para filho no Judiciário é o mesmo de oligarquias políticas que se perpetuam no poder ao longo de gerações. Os políticos, pelo menos, bem ou mal, têm de passar pela prova das urnas de quatro em quatro anos.


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