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Tatto defende CPI da Privataria e cobra explicações de FHC sobre lista de Furnas

14 de dezembro de 2012

Privataria_Tucana_Adesivo02_Nao_EsqueciVia Informes

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), conseguiu aprovar na quarta-feira, dia 12, na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, requerimento em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é convidado a dar explicações sobre a chamada “Lista de Furnas”, esquema criado por tucanos em Minas Gerais para financiar campanhas políticas com caixa 2 à custa da empresa estatal.

“O depoimento de FHC é fundamental, já que ele tem expertise na área e deve explicar como se deu o envolvimento dele e de seus auxiliares com o esquema”, disse o líder. A justificativa envolve o esclarecimento de “informações contraditórias sobre documento relativo a doações a agentes políticos que teriam sido levadas a efeito por Furnas”.

Na mesma sessão da comissão foi aprovado convite para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também preste depoimento. O requerimento a respeito de Gurgel é de autoria do presidente do colegiado, senador Fernando Collor (PTB/AL). O objetivo é obter de Gurgel explicações sobre como se dá a relação entre o MPF e os órgãos de inteligência do Estado.

O líder Jilmar Tatto também defendeu na quarta-feira, dia 12, a instalação imediata da CPI da Privataria, cujas assinaturas já foram coletadas pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB/SP). O líder tratou do tema com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT/RS), de quem depende a decisão de instalar a CPI.

O pedido de abertura da CPI baseia-se no livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. A obra, resultado de 12 anos de investigação sobre o processo de privatizações das empresas estatais no Brasil, destaca documentos que apresentam indícios e evidências de irregularidades nas privatizações que ocorreram durante a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, além de amigos e parentes de seu companheiro de partido, José Serra.

Os documentos procuram demonstrar que estes políticos e pessoas ligadas a eles realizaram, entre 1993 e 2003,movimentos de milhões de dólares, lavagem de dinheiro por meio de offshores – empresas de fachada que operam em paraísos fiscais – no Caribe.

Base governista consegue aprovar convites para ouvir Roberto Gurgel e FHC

12 de dezembro de 2012

FHC_Gurgel01

Com informações de Breno Costa, lido no Advivo

Numa manobra articulada com o senador Fernando Collor (PTB/AL), a base do governo conseguiu aprovar convites para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, prestem depoimentos à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência. Por se tratar de convites, eles não são obrigados a comparecerem.

O requerimento relativo a Fernando Henrique Cardoso, de autoria de Jilmar Tatto (PT/SP), envolve o esclarecimento de “informações contraditórias sobre documento relativo a doações a agentes políticos que teriam sido levadas a efeito por Furnas”. Trata-se da chamada Lista de Furnas, que veio à tona durante o escândalo do “mensalão” e que trazia doações ilegais de Furnas a diversos políticos do PSDB.

Ao mesmo tempo, a comissão derrubou três requerimentos da oposição, que pedia a convocação dos ministros Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e de Rosemary Noronha, a ex-chefe de gabinete do escritório regional da Presidência da República em São Paulo, para prestar esclarecimentos sobre as investigações da Operação Porto Seguro.

A comissão não é convocada com regularidade. Esta foi apenas sua terceira reunião em 2012. É composta por apenas seis integrantes, quatro deles da base do governo.

Os requerimentos para os convites a Gurgel e FHC não estavam previstos na pauta da comissão, e foram incluídas durante a sessão, após acerto entre o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, e Collor, que preside a comissão.

O convite a Gurgel, proposto por Fernando Collor, que protagonizou discursos duros contra Gurgel na CPI do Cachoeira, tem como justificativa ouvi-lo sobre as relações entre o Ministério Público e órgãos de inteligência.


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