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OsAntiPira: Transpetro alcança marca de 10 navios lançados ao mar

9 de março de 2014

Petrobras_Navio_Irma_Dulce01Via Petrobras Fatos & Dados

A Transpetro lançou ao mar na sexta-feira, dia 28/2, o navio Irmã Dulce, a décima embarcação do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) a atingir essa fase em um prazo de quatro anos. O navio foi transferido ao cais do estaleiro, onde passará por acabamentos antes da entrega para o início das operações. Logo depois do lançamento do petroleiro, foi realizado o batimento de quilha do terceiro navio da série de quatro panamax encomendados pelo Promef.

O Irmã Dulce é o segundo de uma série de quatro petroleiros do tipo panamax que serão batizados em homenagem a mulheres que ajudaram a construir a História do Brasil. O primeiro foi o Anita Garibaldi, que está na fase de acabamentos no mesmo estaleiro. Utilizados para o transporte de petróleo e derivados escuros, os navios desse tipo têm 228 metros de comprimento e capacidade de transportar 90,2 milhões de litros.

Das dez embarcações do Promef lançadas ao mar, sete já foram entregues à Transpetro: os navios de produtos Celso Furtado, Sérgio Buarque de Holanda, Rômulo Almeida e José Alencar, construídos pelo Mauá; e os suezmax João Cândido, Zumbi dos Palmares e Dragão do Mar, feitos pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE). Desse total, seis estão em operação. O Dragão do Mar fará a sua primeira viagem ainda neste primeiro trimestre.

“Com a décima embarcação do Promef lançada ao mar, conseguimos mostrar que a indústria naval brasileira alcança, cada vez mais, o patamar da produtividade e da produção em série. O Promef garante a encomenda de navios no Brasil e o conteúdo nacional mínimo de 65%. Agora, estamos perseguindo a competitividade internacional para colocar de novo o nosso país na posição de player mundial na produção de navios”, afirma o presidente da Transpetro, Sergio Machado.

Promef

O Promef impulsionou a reconstrução da indústria naval brasileira após uma crise de décadas, com investimento de R$11,2 bilhões na encomenda de 49 navios e 20 comboios hidroviários. O Brasil tem, atualmente, a terceira maior carteira mundial de encomendas de petroleiros e a quarta maior de navios em geral. A indústria naval, que chegou a ter menos de dois mil operários na virada do século, hoje emprega 78 mil pessoas, segundo dados do Sinaval.

Com os sete navios entregues, o índice de conteúdo nacional é superior a 65%, quantitativo estipulado para a primeira fase do programa, garantindo geração de emprego e renda no país. Apenas no Estaleiro Mauá, onde o Irmã Dulce está sendo construído, foram gerados 3.400 postos de trabalho.

O Promef tem três pilares:

– construir navios no Brasil;

– alcançar índice de conteúdo nacional mínimo de 65% na primeira fase, e de 70% na segunda fase;

– atingir competitividade internacional, após a curva de aprendizado.

Os dois primeiros pilares já foram alcançados. E, com eles, o Promef ajudou a retirar a indústria naval brasileira do abandono em que se encontrava há décadas.

O terceiro pilar, a busca por competitividade internacional, é o atual foco. Para atingir este objetivo, a Transpetro criou o Sistema de Acompanhamento da Produção (SAP), que tem como função avaliar os processos produtivos dos estaleiros e sugerir alternativas para melhoria da produtividade.

Os principais players da indústria naval internacional, como Japão, Coréia do Sul e China levaram, respectivamente, 63, 53 e 23 anos para atingir a maturidade do setor. Em apenas 13 anos, o Brasil já obteve resultados comparáveis aos do mercado chinês.

Ficha técnica/navio Irmã Dulce

– Tipo: petroleiro panamax

– Porte bruto: 72.900 Toneladas de Porte Bruto (TPB)

– Comprimento total: 228 m

– Boca: 40 m

– Calado:12 m

– Altura: 48,3 m

– Velocidade: 15 nós

– Transporta: petróleo e derivados escuros

– Capacidade para transportar 90,2 milhões de litros

– Característica: navio “shallow draft” (calado reduzido)

Etapas da construção de um navio

Segundo tradição da indústria naval mundial, a construção de um navio tem cerimônias que marcam etapas fundamentais das obras: o corte da primeira chapa de aço, o batimento de quilha, o lançamento ao mar e a entrega ao armador.

É importante ressaltar, sobretudo, a diferença entre o lançamento ao mar e a entrega ao armador:

Lançamento ao mar – Depois de concluída a edificação do casco, o navio é batizado e lançado ao mar, para os acabamentos finais. O lançamento libera o dique para o início das obras de uma nova embarcação. O navio em construção é transferido para o cais do estaleiro.

No cais, são feitas as obras de acabamento, as interligações dos vários sistemas e os últimos testes em equipamentos. Antes da entrega, o navio é geralmente levado de novo ao dique, para a limpeza do casco. Por fim, são feitas as provas de mar – viagens de curta duração que testam o desempenho geral da embarcação.

Entrega – Após a conclusão de todas as obras e testes, o navio é certificado por uma sociedade classificadora independente e entregue ao armador, para o início das operações.

Dilma afirma que foi preciso teimosia para reativar indústria naval

12 de novembro de 2013
Dilma_Petrobras02

Dilma afirmou que a construção de plataformas guarda lembrança muito especial pelo trabalho que desenvolveu. Foto de Roberto Stuckert Filho/Planalto.

Presidenta diz que, quando Lula chegou ao poder, havia a crença de que o setor não tinha futuro, o que tornou necessário superar resistências para multiplicar por dez o número de empregos

Via RBA

A presidenta Dilma Rousseff afirmou na sexta-feira, dia 8, que foi preciso teimosia para reativar a indústria naval no Brasil, que havia sido a segunda mais importante do mundo na década de 1980 e estava abandonada quando Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao Palácio do Planalto. “A história é que a gente teimou. Teimar é importante, quando você tem convicção, você tem que teimar”, disse, durante inauguração de plataforma da Petrobras em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

A presidenta afirmou que aquele era um trabalho muito especial, que havia iniciado como ministra de Minas e Energia de Lula, cargo que ocupou de 2003 a 2005. Na época estava subordinada a ela Graça Foster, secretária de Gás e Petróleo, que no governo Dilma assumiu a Petrobras. “E a nós duas foi dada a tarefa, pelo presidente Lula, que a gente tinha de construir plataforma no Brasil”, recordou. “É bom lembrar que naquele momento não tinha plataforma construída no Brasil. E mais, a indústria naval do Brasil, que tinha sido uma indústria forte, ela praticamente tinha desaparecido. Nós achávamos absurdo que não fosse possível produzir plataforma, navio no nosso país.”

Dilma relatou que havia um entendimento de que era impossível reativar a indústria naval brasileira e que o país não tinha a técnica e a competência necessárias para fazer navios e plataformas. “Esse foi um processo extremamente desafiador, mas quero dizer para vocês que tem a mesma alegria que se tem quando você cria um filho”, disse, acrescentando que o setor tinha apenas 7 mil empregos criados em 2003, contra 70 mil atualmente. “E se hoje este pais é um país que tem uma das menores taxas de desemprego do mundo, 5,3%, que é um indicador de quase pleno emprego, é porque várias indústrias foram retomadas, a que me dá mais orgulho é a indústria naval, porque essa eu vi crescer.”

Durante o discurso, ela afirmou ter certeza de que não faltará emprego no setor, e deu como exemplo a demanda criada pelo leilão do Campo de Libra, do pré-sal, que vai demandar ao menos doze plataformas. A presidenta reiterou a defesa ao modelo de partilha do petróleo, afirmando ser o mais adequado quando se tem um alto grau de segurança sobre o local de extração, e disse que os recursos vão garantir melhorias fundamentais na educação.


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