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Rio de Janeiro: No dia 26, autor de “A privataria tucana” terá lançamento de candidatura à ABL

18 de abril de 2013

Amaury06_JabutiO jornalista Amaury Ribeiro Jr. enfrentará o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL). Ato de lançamento ocorrerá no dia 26 de abril, sexta-feira, às 15 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro.

Altamiro Borges, via Carta Maior

Já está tudo certo para o ato de lançamento da candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor do livro A privataria tucana, para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele ocorrerá no dia 26 de abril, sexta-feira, às 15 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro (Rua Evaristo da Veiga, nº 16, 17º andar, Centro).

Na sequência, os apoiadores sairão em passeata, acompanhados por um animado bloco carnavalesco, para registrar a candidatura na ABL. Por último, como ninguém é de ferro, haverá uma confraternização etílica na Cinelândia. Todos estão convidados para o ritual dos “imortais”.

Reproduzo abaixo o manifesto de apoio a Amaury Ribeiro, que já conta com mais de 6 mil adesões e ainda está aberto a novos apoios. Não deixe de assinar a petição e de participar do ato irreverente.

A privataria é imortal – Amaury Ribeiro Jr. para a ABL

Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 1964:

“Ressurge a democracia, vive a nação dias gloriosos”

O texto na capa de O Globo comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego.

Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção.

Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Jr. à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras.

Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de A privataria tucana, obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século 20.

Graças ao trabalho de Amaury, a privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Jr. também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Martí diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro).

Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.

Amaury já trabalhou em O Globo, Correio Braziliense, IstoÉ, Estado de Minas, e hoje é produtor especial de reportagens na TV Record. Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. A Privataria Tucana – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista.

A privataria é imortal, repetimos!

O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi – outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações –, Amaury Ribeiro Jr. avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais.

Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter.

A privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Jr. rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer.

Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo. O estado nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando.

Em 1995, 1996 e 1997, enquanto o martelo da privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 1964. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Jr. denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático).

FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso… FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante…

As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso.

Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão, especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos.

Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury.

Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou A privataria tucana.

Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: A privataria é imortal!

Se você apoia Amaury para a ABL, clique aqui e deixe seu nome, profissão e/ou entidade.

A privataria é imortal.

Autor de “A privataria tucana” vai disputar Academia Brasileira de Letras com FHC

8 de abril de 2013

Amaury06_JabutiCampanha que defende o nome de Amaury Ribeiro Jr. foi lançada na segunda-feira, dia 8, por um grupo de jornalistas, intelectuais e professores universitários. Objetivo é disputar cadeira de número 36, que está vaga desde que o jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo morreu, em 22 de março passado.

Via Carta Maior

Um grupo de jornalistas, intelectuais e professores universitários progressistas lançou na segunda-feira, dia 8, uma campanha para defender o nome do jornalista Amaury Ribeiro Jr. para a Academia Brasileira de Letras (ABL).

Jornalista premiado, hoje funcionário da TV Record, Ribeiro Jr. é autor do best-seller A privataria tucana, livro-reportagem denuncia irregularidades na venda de empresas estatais durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

A candidatura de Ribeiro Jr. visa se contrapor à do próprio Fernando Henrique, que está inscrito para disputar a cadeira de número 36, que está vaga desde que o jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo morreu, em 22 de março passado.

As inscrições de candidaturas na ABL podem ser feitas até 26 de abril. Depois deste prazo, a entidade marca em até 60 dias reunião para a eleição, em que o novo imortal deve ter a metade mais um dos votos dos atuais imortais para ser eleito para a cadeira.

Leia, a seguir, o manifesto da candidatura de Amaury Ribeiro Jr. Para assinar, clique aqui.

FHC_Esquecam

A privataria é imortal – Amaury Ribeiro Jr. para a Academia Brasileira de Letras

Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 1964:

“Ressurge a democracia, vive a nação dias gloriosos”

O texto na capa de O Globo comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego.

Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção.

Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Jr. à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras.

Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de A privataria tucana, obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século 20.

Graças ao trabalho de Amaury, a privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Jr. também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Martí diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro).

Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.

Amaury já trabalhou em O Globo, Correio Braziliense, IstoÉ, Estado de Minas, e hoje é produtor especial de reportagens na TV Record. Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. A Privataria Tucana – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista.

A privataria é imortal, repetimos!

O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi – outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações –, Amaury Ribeiro Jr. avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais.

Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter.

A privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Jr. rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer.

Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo. O estado nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando.

Em 1995, 1996 e 1997, enquanto o martelo da privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 1964. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Jr. denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático).

FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso… FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante…

As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso.

Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão, especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos.

Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury.

Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou A privataria tucana.

Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: A privataria é imortal!

Se você apoia Amaury para a ABL, clique aqui e deixe seu nome, profissão e/ou entidade.

A privataria é imortal.

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Com indicação de FHC para ABL, Sarney faz Ayres Britto esperar a morte de outro “imortal”

30 de março de 2013

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Merval Pereira perde a chance, neste momento, de contar com ex-presidente do STF, que prefaciou seu livro Mensalão, no chá da Academia Brasileira de Letras. Ayres Britto, que finaliza lançamento de livro de poesias, almejava concorrer à primeira cadeira disponível, mas ex-presidente Sarney teve uma ideia diferente: ao lançar FHC, criou um fato marcante na Casa de Machado. A dupla Merval/Britto terá de esperar mais para sentar lado a lado na instituição.

Via Brasil 247

O jornalista Merval Pereira, do jornal O Globo e membro da Academia Brasileira de Letras, sem dúvida vai votar no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para ocupar a cadeira 36 da instituição. Não porque FHC será candidato único ou porque é tucano, mas mais provavelmente pelo permanente enobrecimento da Casa de Machado etc.

No entanto, Merval é o maior derrotado, dentro da ABL, pela iminente entrada de Fernando Henrique pelas mãos do ex-presidente e também imortal José Sarney. Ocorre que Merval já despontava entre seus pares como cabo eleitoral do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, para a mesma Academia. Autor do livro Mensalão – O dia a dia do mais importante julgamento da história política do Brasil, seu segundo trabalho (Merval tornou-se acadêmico com apenas uma obra, um livro que reúne suas colunas publicadas em O Globo), o jornalista teve Ayres Britto como autor do prefácio do trabalho.

O fato de Mensalão, a obra, não ter figurado entre as mais vendidas, encalhando, na prática, nas livrarias, não é importante. Com a parceria, firmou-se entre Merval e Brito uma bela aliança. Com vistas à repercussão na ABL, Brito já tem tudo pronto para lançar um volume com suas poesias – e contava com o talentoso Merval para trabalhar por sua candidatura. Nada mais natural, de resto. Se Merval o convidou para prefaciar, como não o chamaria para entrar na famosa Casa? Não seria o gesto de um cavalheiro, quanto mais de um imortal.

O ex-presidente José Sarney, ciente, não gostou da articulação da dupla. Segundo amigos de Sarney no Maranhão, ele ainda lembra dos tempos em que Ayres, quando foi candidato pelo PT a deputado federal, em 1990, em Sergipe, surgia como uma possível nova liderança partidária no Nordeste. Naquela campanha, Ayres tornou-se conhecido como “Carlinhos do PT”, mas não foi eleito.

Nomeado por Lula para o STF, Ayres continua a sonhar em ser um acadêmico ao lado de Merval, a quem admira. Mas, agora, como Sarney se adiantou no lançamento à vaga cadeira 36, oferecendo o nome do já imbatível Fernando Henrique, Ayres terá de esperar uma próxima oportunidade. Ela ocorrerá, como sempre, apenas na morte de algum titular. Até lá, melhor seria, antes, seu amigo Merval procurar Sarney para o caso de querer dicas de quem realmente tem influência na Academia.

Fim do PSDB: Coronel Telhada na Comissão de Direitos Humanos da Câmara

16 de dezembro de 2012

Telhada_Comandante_Rota02Renato Rovai, via Revista Fórum

A jornalista Júlia Duailibi publicou em seu blog ontem [14/12] que o PSDB deve indicar o Coronel Telhada para participar da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal. É daquelas coisas que, mesmo depois de tanta patacoada dos tucanos, ainda têm potencial para provocar indignação. Porque demonstra que as lideranças do partido perderam toda e qualquer vergonha na cara e todo e qualquer respeito que poderiam ter por seus eleitores mais responsáveis.

Ao cogitar indicar para essa comissão um coronel cujo orgulho supremo é ter matado 36 pessoas oficialmente em operações que liderou – provavelmente quase todos pobres e pretos –, o PSDB dá uma cusparada na cara daqueles resistentes que ainda apoiavam o partido e têm alguma seriedade e compromisso público.

Não à toa na última disputa eleitoral, quando José Serra fez um ato de intelectuais, tudo que o partido conseguiu juntar foram personalidades do tipo Agnaldo Timóteo, Bruna Lombardi, Odilon Wagner, Beatriz Segall e Patrícia de Sabrit. Além do fiel escudeiro, o reitor da USP, João Grandino Rodas, que mesmo tendo sido o terceiro mais votado na disputa universitária, foi escolhido por Serra para ser o reitor. Neste caso, convenhamos, o apoio foi mais do que um apoio, foi uma retribuição pelo favor devido.

O texto da Júlia Duailibi segue abaixo. Seria interessante saber a opinião de alguns tucanos mais refinados, como FHC, sobre esse fato.

Telhada na Comissão de Direitos Humanos

O PSDB pretende indicar o vereador eleito Coronel Telhada como integrante da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal. A decisão foi discutida internamente no partido nas últimas semanas, e a indicação deve sair em fevereiro do ano que vem, quando os vereadores são nomeados para as vagas nas comissões.

O partido diz que a indicação faz sentido porque a comissão aborda também a questão da segurança pública. Chama-se Comissão Extraordinária de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais. Por ser uma comissão extraordinária, ela não analisa projetos de lei, apenas promove debates sobre os assuntos.

Telhada foi comandante da Rota entre 2009 e 2011. Foi eleito em outubro deste ano com o slogan Uma Nova Rota Política para São Paulo, com mais de 89 mil votos. Em sua carreira, matou 36 suspeitos de crimes. Segundo ele, as mortes ocorreram em confrontos, “dentro da lei”. Com a indicação, ele seria o representante do PSDB nas discussões sobre tema dos direitos humanos no Legislativo Paulistano. A presidência da comissão, no entanto, pode ficar com o PT.

A disputa pelo comando e por vagas em comissões já movimenta os bastidores políticos da Câmara. A tendência hoje é que a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, considerada uma das mais poderosas, fique com o atual presidente da Casa, José Police Neto (PSD). O PT pode ficar com a presidência da Comissão de Finanças ou abrir mão para o PV em busca de uma composição com o partido.

O PSB pleiteia Educação, e o PT também quer Saúde. O PMDB pode indicar o presidente da Comissão de Educação ou de Transportes. A presidência da Câmara na próxima gestão deverá ser do PT, com o vereador José Américo.

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Revelações de Fux impõem mudanças na escolha para STF

6 de dezembro de 2012

Luiz_Fux07

Marcelo Semer, via Terra Magazine

As revelações do ministro Luiz Fux à jornalista Mônica Bergamo sobre sua campanha ao STF, publicadas domingo, dia 2, na Folha de S.Paulo, são no mínimo constrangedoras.

Fux admitiu ter buscado apoio de José Dirceu, quando já fora do governo, esquecendo-se que ele era réu do processo que se propunha a julgar. Disse ter grudado no pé do ex-ministro Delfim Netto ao saber que era uma pessoa com influência no poder. E ainda ter pedido ajuda a Antônio Palocci e João Pedro Stédile logo após julgar processos que interessavam a União e aos sem-terra, no Superior Tribunal de Justiça.

Talvez Fux tenha preferido esclarecer seus contatos e apoiadores antes que outros o fizessem publicamente. Talvez tenha agido por entender ser este o caminho natural para o “soldado que quer virar general”, concluindo, no processo da candidatura, que na “meritrocracia não chegaria lá”.

Ninguém é ingênuo a ponto de acreditar que outros candidatos chegaram a ministros sem um périplo entre agentes públicos e autoridades, independente do notável saber jurídico comum a todos.

Competindo à Presidência da República, por certo que a escolha sempre terá um componente político.

Nem é desarrazoado que assim seja.

Nos Estados Unidos, de onde importamos o modelo, não há surpresas no fato de que os presidentes nomeiam juristas com perfis que se aproximam de suas visões de mundo. As mudanças de governo sempre representam, a médio prazo, alterações significativas de composição na Suprema Corte e isso não deveria ser diferente por aqui.

A questão mais delicada é a ocultação dos movimentos, que formata uma política de gabinete com total opacidade, abrindo espaço para pedidos e interesses escusos.

Os relatos de Fux lembraram um pouco as inconfidências de Eliana Calmon, que debitou sua escolha à influência do apoio de políticos como Antônio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e José Sarney.

Os ministros, bem-sucedidos em suas campanhas, têm em comum não apenas a sinceridade, mas o fato de terem revelado seus apoiadores apenas depois da indicação.

Se a escolha da Presidência é política e, por consequência, a aprovação pelos senadores também, não seria o caso de expor tais apoios antes da sabatina?

Entidades como a Associação Juízes para a Democracia e a Articulação Justiça e Direitos Humanos têm sugerido publicamente a adoção do modelo argentino, que não depende de nenhuma mudança constitucional.

A Presidência indicaria os nomes que estão sendo considerados para a escolha e estas pessoas apresentariam seus currículos, bens e ligações profissionais, abrindo-se oportunidade para que operadores do direito e entidades da sociedade civil formulassem, também de forma pública, seus apoios.

Tolher o caráter político da escolha do ministro é inviável, mas é possível torná-lo mais transparente.

Pelo menos para que o Senado, ao cumprir o seu papel na sabatina, possa arguir o candidato inclusive acerca de quem sustenta sua indicação. E fazer com que o ministro, ao final nomeado, assuma o importante cargo da República sem qualquer esqueleto no armário.

Marcelo Semer é juiz de Direito em São Paulo, escritor e ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia.

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5 de dezembro de 2012

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Luis Nassif em seu Advivo

Quando, no decorrer do julgamento do “mensalão”, começaram a circular as primeiras versões sobre o périplo de Luiz Fux em Brasília, para conseguir a indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF), confesso que fiquei com um pé atrás e me recusei a divulgar.

O quadro que me traçavam era de uma pessoa sem nenhum caráter. Eram histórias tão esdrúxulas que só podiam partir de quem pretendia desmoralizar o Supremo.

Uma das histórias era sobre sua visita a Antônio Palocci. Ele próprio, Luiz Fux, teria entrado no tema “mensalão” e assegurado que, se indicado ministro do STF, “mataria no peito” o processo, afastando o perigo de gol.

A mesma conversa teria tido com José Dirceu. Falava-se também das manobras para aproximar-se de Delfim e do MST, mas descrevendo um cara de pau tão completo que parecia um exercício de ficção em cima de Pedro Malasartes, Macunaíma ou outros personagens folclóricos.

Com sua competência imbatível, Mônica Bérgamo recolheu todas as lendas e perguntou sobre elas ao personagem. Fux se vangloria tanto da esperteza que deixou de lado a prudência e confirmou todas as malandragens. Como se diz em Minas, a esperteza comeu o esperto.

Prefere entrar para a história como o esperto. Que assim seja.

Por Zuleica Jorgensen

Se ele contou tudo isso a Mônica Bérgamo e, se contou, ele fez realmente tudo que diz, processo nele por corrupção ativa. Como é que alguém pode julgar determinado processo, que faz o governo poupar US$20 milhões, e depois fica implorando uma nomeação para o STF? Como é que um juiz homologa um acordo que beneficia o MST – sem fazer aqui juízo de valor sobre o caso – e depois pede uma recomendação do Stédile para ser indicado ministro do STF? Como é que um cara que entra para a magistratura já mirando no STF pode ser confiável?

Tudo muito estranho, parece mesmo um sincericídio como diz a reportagem.

***

Em campanha para o STF, Fux procurou Dirceu

Mônica Bérgamo

O ministro Luiz Fux, 59, diz que desde 1983, quando, aprovado em concurso, foi juiz de Niterói (RJ), passou a sonhar com o dia em que se sentaria em uma das onze cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quase 30 anos depois, em 2010, ele saía em campanha pelo Brasil para convencer o então presidente Lula a indicá-lo à corte.

Fux era ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o penúltimo degrau na carreira da magistratura. “Estava nessa luta” para o STF desde 2004 – sempre que surgia uma vaga, ele se colocava. E acabava preterido. “Bati na trave três vezes”, diz.

Luiz_Fux06

Ministro Luiz Fux no prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

“Pensei que não tinha provas; li o processo do mensalão e fiquei estarrecido”, diz Fux

Aval

Naquele último ano de governo Lula, era tudo ou nada.

Fux “grudou” em Delfim Netto. Pediu carta de apoio a João Pedro Stédile, do MST. Contou com a ajuda de Antônio Palocci. Pediu uma força ao governador do Rio, Sérgio Cabral. Buscou empresários.

E se reuniu com José Dirceu, o mais célebre réu do mensalão. “Eu fui a várias pessoas de São Paulo, à Fiesp. Numa dessas idas, alguém me levou ao Zé Dirceu porque ele era influente no governo Lula.”

O ministro diz não se lembrar quem era o “alguém” que o apresentou ao petista.

Fux diz que, na época, não achou incompatível levar currículo ao réu de processo que ele poderia no futuro julgar. Apesar da superexposição de Dirceu na mídia, afirma que nem se lembrou de sua condição de “mensaleiro”.

“Eu confesso a você que naquele momento eu não me lembrei”, diz o magistrado. “Porque a pessoa, até ser julgada, ela é inocente.”

Conversaram uma só vez e por 15 minutos, segundo Fux. Conversaram mais de uma vez, segundo Dirceu.

A equipe do petista, em resposta a questionamento da Folha, afirmou por e-mail: “A assessoria de José Dirceu confirma que o ex-ministro participou de encontros com Luiz Fux, sempre a pedido do então ministro do STJ.”

Foram reuniões discretas e reservadas.

Currículo

Para Dirceu, também era a hora do tudo ou nada.

Ele aguardava o julgamento do mensalão. O ministro a ser indicado para o STF, nos estertores do governo Lula, poderia ser o voto chave da tão sonhada absolvição.

A escolha era crucial.

Fux diz que, no encontro com Dirceu, nada disso foi tratado. Ele fez o seguinte relato à Folha:

Luiz Fux – Eu levei o meu currículo e pedi que ele [Dirceu] levasse ao Lula. Só isso.

Folha – Ele não falou nada [do mensalão]?

Ele falou da vida dele, que tava se sentindo… em outros processos a que respondia…

Tipo perseguido?

É, um perseguido e tal. E eu disse: “Não, se isso o que você está dizendo [que é inocente] tem procedência, você vai um dia se erguer”. Uma palavra, assim, de conforto, que você fala para uma pessoa que está se lamentando.

Mato no peito

Dirceu e outros réus tiveram entendimento diferente. Passaram a acreditar que Fux votaria com eles. Uma expressão usual do ministro, “mato no peito”, foi interpretada como promessa de que ele os absolveria.

Fux nega ter dado qualquer garantia aos “mensaleiros”.

Ele diz que, já no governo Dilma Rousseff, no começo de 2011, ainda em campanha para o STF [Lula acabou deixando a escolha para a sucessora], levou seu currículo ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na conversa, pode ter dito “mato no peito”.

Folha – Cardozo não perguntou sobre o mensalão?

Não. Ele perguntou como era o meu perfil. Havia causas importantes no Supremo para desempatar: a Ficha Limpa, [a extradição de Cesare] Battisti. Aí eu disse: “Bom, eu sou juiz de carreira, eu mato no peito”. Em casos difíceis, juiz de carreira mata no peito porque tem experiência.

Em 2010, ainda no governo Lula, quando a disputa para o STF atingia temperatura máxima, Fux também teve encontros com Evanise Santos, mulher de Dirceu. Em alguns deles estava o advogado Jackson Uchôa Vianna, do Rio, um dos melhores amigos do magistrado.

Evanise é diretora do jornal Brasil Econômico. Os dois combinaram entrevista “de cinco páginas” do ministro à publicação. Evanise passou a torcer pela indicação de Fux.

Em Brasília, outro réu do mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT/SP), articulava apoio para Fux na bancada do PT. A movimentação é até hoje um tabu no partido. O deputado Cândido Vacarezza (PT/SP) é um dos poucos que falam do assunto.

Vacarezza – Quem primeiro me procurou foi o deputado Paulo Maluf. Eu era líder do governo Lula. O Maluf estava defendendo a indicação e me chamou no gabinete dele para apresentar o Luiz Fux. Tivemos uma conversa bastante positiva. Eu tinha inclinação por outro candidato [ao STF]. Mas eu ouvi com atenção e achei as teses dele interessantes.

Folha – E o senhor esteve também na casa do ministro Fux com João Paulo Cunha?

Eu confirmo. João Paulo me ligou dizendo que era um café da manhã muito importante e queria que eu fosse. Eu não te procurei para contar. Mas você tem a informação, não vou te tirar da notícia.

O mensalão foi abordado?

Não vou confirmar nem vou negar as informações que você tem. Mas eu participei de uma reunião que me parecia fechada. Tinha um empresário, tinha o João Paulo. Sobre os assuntos discutidos, eu preferia não falar.

Fux confirma a reunião. Mas diz que ela ocorreu depois que ele já tinha sido escolhido para o STF. Os petistas teriam ido cumprimentá-lo.

Na época, Cunha presidia comissão na Câmara por onde tramitaria o novo Código de Processo Civil, que Fux ajudou a elaborar.

Sobre Maluf, diz o magistrado: “Eu nunca nem vi esse homem”. Maluf, avisado do tema, disse que estava ocupado e não atendeu mais às chamadas da Folha. Ele é réu em três processos no STF.

Choro

No dia em que sites começaram a noticiar que ele tinha sido indicado por Dilma para o STF, “vencendo” candidatos fortes como os ministros César Asfor Rocha e Teori Zavascki, também do STJ, Fux sofreu, rezou, chorou.

Luiz Fux – A notícia saiu tipo 11 horas. Mas eu não tinha sido comunicado de nada. E comecei a entrar numa sensação de que estavam me fritando. Até falei para o meu motorista: “Meu Deus do céu, eu acho que essa eu perdi. Não é possível”. De repente, toca o telefone. Era o José Eduardo Cardozo. Aí eu, com aquela ansiedade, falei: “Bendita ligação!”. Ele pediu que eu fosse a seu gabinete.

No Ministério da Justiça, ficou na sala de espera.

Luiz Fux – Aí eu passei meia hora rezando tudo o que eu sei de reza possível e imaginável. Quando ele [Cardozo] abriu a porta, falou: “Você não vai me dar um abraço? Você é o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal”. Foi aí que eu chorei. Extravasei.

De fevereiro de 2011, quando foi indicado, a agosto de 2012, quando começou o julgamento do mensalão, Fux passou um período tranquilo. Assim que o processo começou a ser votado, no entanto, o clima mudou.

Para surpresa dos réus, em especial de Dirceu e João Paulo Cunha, ele foi implacável. Seguiu Joaquim Barbosa, relator do caso e considerado o mais rigoroso ministro do STF, em cada condenação. Foi o único magistrado a fazer de seus votos um espelho dos votos de Barbosa. Divergiu dele só uma vez.

Quanto mais Fux seguia Barbosa, mais o fato de ter se reunido com réus antes do julgamento se espalhava no PT e na comunidade jurídica. Advogados de São Paulo, Rio e Brasília passaram a comentar o fato com jornalistas.

A raiva dos condenados, e até de Dilma, em relação a Fux chegou às páginas dos jornais, em forma de notas cifradas em colunas – inclusive da Folha.

Pelo menos seis ministros do STF já ouviram falar do assunto. E comentaram com terceiros. Fux passou a ficar incomodado. Conversou com José Sarney, presidente do Senado. “Sei que a Dilma está chateada comigo, mas eu não prometi nada.” Ele confirma.

Na posse de Joaquim Barbosa, pouco antes de tocar guitarra, abordou o ex-deputado Sigmaringa Seixas, amigo pessoal de Lula. Cobrou dele o fato de estarem “espalhando” que prometera absolver os “mensaleiros”.

Ao perceber que a Folha presenciava a cena, puxou a repórter para um canto. “Querem me sacanear. O pau vai cantar!”, disse. Questionado se daria declarações oficiais, não respondeu. Dias depois, um emissário de Fux procurou a Folha para agendar uma entrevista.

Raio X – Luiz Fux, 59

Origem

Rio de Janeiro (RJ)

Família

Casado com Eliane Fux, tem dois filhos: Rodrigo e Marianna, ambos advogados

Formação

Bacharel em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Concluiu doutorado em Processo Civil, também pela Uerj

Carreira

Atuou por 18 anos no Ministério Público do Rio. Foi juiz em para Niterói (RJ). Passou a desembargador do TJ/RJ em 1997 e, em 2001, foi nomeado pelo então presidente FHC para o STJ. Está no Supremo desde 2011, indicado por Dilma


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