Posts Tagged ‘Inauguração’

Em Cuba, Dilma agradece por Mais Médicos e diz que bloqueio é “injusto”

27 de janeiro de 2014

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Com informações do Blog do Planalto

O Brasil quer tornar-se parceiro econômico de primeira ordem para Cuba. Acreditamos que estimular essa parceria é aumentar o fluxo bilateral de comércio. São grandes as possibilidades de desenvolvimento industrial conjunto, no setor de saúde, e medicamentos, vacinas nos quais a tecnologia de ponta é dominada por Cuba”, declarou.

Ao comentar as possibilidades comerciais entre os dois países, Dilma aproveitou para citar o programa que leva médicos, incluindo estrangeiros, para trabalhar nas periferias das grandes cidades e no interior do Brasil.

“Queria aproveitar para agradecer ao governo e ao povo de Cuba pelo enorme aporte ao sistema brasileiro de saúde por meio do Programa Mais Médicos. [A presença dos cubanos] É amplamente aprovada pelo povo brasileiro”, afirmou Dilma em seu breve discurso.

Na semana passada, o governo federal anunciou a vinda de mais 2.000 profissionais cubanos para se somarem aos 5.400 que já atuam no país (equivalente a cerca de 77% dos participantes).

No início do segundo semestre de 2013, a chegada dos cubanos enfrentou grande resistência pela classe médica brasileira, e diversos profissionais chegaram a ser hostilizados.

Dilma participou da inauguração da primeira fase do porto de Mariel ao lado do presidente cubano, Raul Castro. Também estiveram presentes diversos chefes de Estado da região, incluindo Nicolas Maduro (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia). Eles estão em Cuba para participar da 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que começa na terça-feira, dia 28.

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Porto de Mariel gera mais de 150 mil empregos no Brasil e US$800 milhões gastos integralmente na exportação de bens e serviços

Via Blog do Planalto

As obras de modernização do Porto de Mariel e sua estrutura logística exigiram investimentos de US$957 milhões, sendo US$682 milhões financiados pelo Brasil e o restante aportados por Cuba. Para aprovação do crédito, o BNDES acordou com o governo cubano que, dos US$957 milhões necessários, pelo menos US$802 milhões fossem gastos no Brasil na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros. Isso proporcionou a centenas de empresas brasileiras a oportunidade de participar do empreendimento, mediante a exportação dos serviços que prestam e dos bens fabricados no Brasil.

Mauro Hueb, diretor-superintendente em Cuba da Odebrecht, empresa brasileira responsável pelas obras em sociedade com a Quality, companhia vinculada ao governo cubano, fala da contrapartida gerada para as exportações no Brasil.

“É importante ressaltar que US$800 milhões foram gastos integralmente no Brasil para financiar exportação de bens e serviços brasileiros para construção do porto e, como consequência disso, gerando algo em torno de 156 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, quando se analisa que a partir de cada US$100 milhões de bens e serviços exportados do Brasil, por empresas brasileiras, geram-se algo em torno de 19,2 mil empregos diretos, indiretos e induzidos”, explicou Hueb.

A zona que foi criada na região do Porto de Mariel é uma área equivalente a 450 km² que vai contar com toda a infraestrutura adequada para receber empresas de alta tecnologia e de tecnologia limpa. Segundo Hueb, o governo brasileiro fez um trabalho de promoção da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel mundo afora e já começa a perceber a chegada de grupos empresariais para buscar negócios e investimentos no porto.

Cesário Melantonio Neto, embaixador brasileiro em Cuba, destaca os ganhos para o comércio internacional do Brasil com a maior inserção do país na América Central e no Caribe.

“O Porto de Mariel é importante para aumentar a inserção caribenha do Brasil. Evidentemente o Brasil tem uma inserção maior no nosso entorno regional, que é a América do Sul. O Brasil tem historicamente uma inserção menor na América Central e também no Caribe. Provavelmente, com a vinda de empresas brasileiras para se instalarem no Porto de Mariel, que é um porto que oferece uma série de vantagens fiscais, mais ou menos como o modelo das zonas de processamento de exportação (ZPE) no Brasil, com sistema de drawback, sem limite de remessas para múltiplos de dividendos, haverá uma maior presença comercial do Brasil, não só em Cuba, mas em toda a região. Essa que é a importância para o Brasil do Porto de Mariel”, diz.

Hipólito Rocha Gaspar, diretor-geral em Cuba da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) também destaca o impacto para as exportações brasileiras.

“Desde o momento que se decidiu fazer, há cinco anos atrás, isso tem implementado grandemente a presença brasileira no país, nas exportações. Com a obra de Mariel, mais, praticamente, 500 empresas se beneficiaram com essa obra, onde essa obra vai representar um momento diferente comercial de Cuba para o mundo… eu acho que nós usaremos também Mariel para o crescimento das nossas exportações”, afirma.

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Inauguração do Porto de Mariel faz parte do processo de transformação econômica de Cuba, afirma embaixador

Via Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff participa, nesta segunda-feira (27), da inauguração do Porto de Mariel, localizado a 40 quilômetros de Havana, em Cuba. Segundo o subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antônio José Ferreira Simões, o compromisso é o ponto mais importante da viagem presidencial, e o empreendimento, que conta com papel importante do Brasil, levará a uma transformação do país caribenho.

“Um dos pontos mais importantes da visita da presidenta Dilma a Cuba será a inauguração do Porto de Mariel. Quando concluído, ele será o principal porto do Caribe. Junto a Mariel, será instalada uma zona econômica especial. Nessa zona econômica especial, nos moldes do que já existe na China, haverá um elemento muito importante, industrial, e esse componente industrial terá um elemento transformador muito importante em relação a Cuba”, afirmou.

Em conversa com o Blog do Planalto, o embaixador destacou o papel significativo que o Porto de Mariel tem para o Brasil. De acordo com Simões, na área, que será uma grande plataforma de exportações, poderão ser instaladas empresas brasileiras de diversos seguimentos, como vidro, tabaco e de medicamentos.

“O Brasil teve ali um papel muito importante: primeiro, é uma empresa brasileira quem constrói o porto; segundo, há um financiamento do Brasil para a venda de produtos e serviços brasileiros para a construção do porto. Outro ponto extremamente importante é que esses elementos todos ajudarão a levar a uma transformação de Cuba; a fazer com que se possa apoiar, dessa maneira, a chamada atualização do modelo econômico”, completou.

Oportunidade de negócios

Segundo analistas econômicos, o fato de uma empresa brasileira participar ativamente da obra coloca o empresariado nacional em posição também privilegiada para investir nesse novo espaço comercial. Para estimular a atração de investimentos ao Porto de Mariel, a zona econômica especial oferecerá incentivos e regimes de tratamento especial aos concessionários e usuários. Estes incentivos abrangerão questões aduaneiras, tributárias, monetárias, bancárias e trabalhistas.

No dia 21 de novembro, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), realizou o seminário Oportunidades de Investimentos em Cuba, quando apresentou os principais segmentos da economia cubana de interesse para o setor privado brasileiro, como o de biotecnologia, farmácia, agropecuária, turismo, mercado imobiliário, embalagens, agricultura, tecnologia e infraestrutura, áreas que estão sob o guarda-chuva da Zona Especial de Desenvolvimento cubana. A expectativa sobre a participação no Porto de Mariel é que as empresas brasileiras se instalem ali não apenas para produzir e gerar negócios, mas principalmente para gerar exportações para o Brasil.

Dilma inaugura obras em Pernambuco e Eduardo Campos faz cara de paisagem

30 de março de 2013

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A presidenta Dilma Rousseff aproveitou a inauguração do Sistema Adutor do Pajeú, em Serra Talhada, para anunciar novo pacote de investimentos para Pernambuco e o Nordeste. Dilma enumerou uma longa lista de obras que ela e Lula fizeram em Pernambuco. Coube ao governador Eduardo Campos ficar pensativo.

Via Blog do Planalto

Entrega de retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões-caçamba para prefeituras do Semiárido Nordestino com mais de 50 mil habitantes, prorrogação do Seguro Safra e Bolsa Estiagem e R$3,1 bilhões em investimentos para Pernambuco. Essas medidas estão entre os anúncios feitos pela presidenta Dilma Rousseff durante a inauguração do primeiro trecho do Sistema Adutor do Pajeú, nesta segunda-feira (25), em Serra Talhada (PE). No evento, ela ainda falou de crescimento econômico e da importância de se combater as desigualdades regionais e sociais.

“Eu queria dizer para vocês que em que pese tudo isso, nós estamos vendo uma mudança acelerada aqui na região. (…) Nós aqui conseguimos uma questão fundamental. Nós conseguimos que a economia crescesse e que a indústria aqui também aumentasse a sua presença. Nós conseguimos fazer um conjunto de obras que fazem e mostram uma nova face para esse novo Nordeste”, afirma.

Para combater os efeitos da seca, a pior dos últimos 50 anos, Dilma ressaltou a importância dos investimentos em obras estruturantes, que já somam R$32 bilhões em adutoras, barragens, canais, estações, canais, entre outras. A presidenta também falou do volume de investimentos em Pernambuco, que chega, somando as verbas de financiamento, do Orçamento Geral da União e das estatais, a R$60 bilhões.

“Nós temos obrigação de construir no Brasil, uma garantia de água que permita que a seca seja um evento da natureza, mas não provoque, não mude e não diminuía o ritmo das conquistas do povo brasileiro e do povo nordestino. Por isso, aqui, no nordeste, nós estamos investimento em torno de R$32 bilhões em adutoras, barragens, canais, estações de tratamento, rede de abastecimento de água, programa água para todos”, completa.

Clique aqui para ler a íntegra do discurso.

Em inauguração de parque eólico, Dilma afirma que não faltará energia para o Brasil crescer

30 de janeiro de 2013
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Dilma cumprimenta os trabalhadores durante cerimônia de inauguração do Parque Eólico, em Barra dos Coqueiros (SE). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Via Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff, durante inauguração de usina de energia eólica, em Barra dos Coqueiros (SE), na terça-feira, dia 29, voltou a afirmar que não vai faltar energia para o Brasil continuar crescendo. Segundo a presidenta, 2013 vai ser o ano em que mais vai entrar energia na matriz brasileira, com 8.500 megawatts. A usina entregue em Sergipe tem 23 torres de 100 metros de altura e capacidade para gerar 34,5 megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade com 120 mil habitantes.

“2013 vai ser o ano que mais vai entrar energia em nossa matriz. Aqui está sendo gerado 34MW, no Brasil inteiro, em 2013, teremos 8.500 MW. E ainda teremos mais 7.400 km de linhas de transmissão”, afirmou.

A presidenta ainda destacou a importância do programa Luz para Todos. “E vamos chegar cada vez mais próximo de levar a energia elétrica para todos os lares e indústrias de nosso País. Hoje nós temos todas as condições para chegar a mais afastada comunidade e garantir a ela energia elétrica”, completou.

Segundo Dilma, 2013 será um ano de grande crescimento das oportunidades, com o amadurecimento das ações tomadas nos dois primeiros anos de mandato. Durante a cerimônia, ainda foram entregues 20 retroescavadeiras para 20 municípios sergipanos com menos de 50 mil habitantes que não estão em regiões metropolitanas.

Vira-latas fracassam e a Copa de 2014 avança

23 de dezembro de 2012

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Lembrando o “complexo de vira-lata” criado por Nelson Rodrigues, uma turma não se cansou de repetir que o Brasil passaria vergonha na organização de um evento como a Copa do Mundo. Em apenas uma semana, inauguração de dois estádios reformados e concessão de aeroportos, que receberão bilhões em investimentos, mostram que as coisas estão avançando. Quem disse que o Brasil não pode organizar um evento mundial com êxito?

Heberth Xavier, via Brasil 247

Há não mais do que um ano, uma turma de “esclarecidos” não cansava de bradar que o País seria um fracasso na organização da Copa de 2014. O berro era tão repetitivo e alto que passava até a impressão de que eles torciam, no íntimo, pelo malogro brasileiro. “Eu te disse, eu te disse, eu te disse”, era o que a turma mais desejava – e deseja –, repetindo o bordão chatíssimo daquela motoquinha do desenho animado.

Eles representavam uma versão moderna e, digamos, um pouco mais sofisticada, do que Nelson Rodrigues chamava de complexo de vira-lata brasileiro, expressão, por sinal, criada pelo dramaturgo graças ao futebol (Nelson se referia ao trauma brasileiro depois da derrota, em pleno Maracanã, para o Uruguai, na final da Copa de 1950). Anos se passaram, Nelson até virou ídolo de vários desses vira-latas, mas eles nunca conseguiram chegar sequer perto de sua influência. Um deles, tentando também virar bordão, trocou as bolas e escreveu um estranho livro chamado… Contra o Brasil. Nelson Rodrigues se esbaldaria com tamanho vira-latismo…

Mas não é que os vira-latas têm tudo para fracassar? Nos últimos meses, e sobretudo últimos dias, uma série de boas notícias parecem indicar que o Brasil pode, sim, organizar uma excelente Copa do Mundo. Longe de isso significar, é claro, fechar os olhos para o feudo da CBF, ou a pouca transparência em alguns gastos, ou o uso pequenamente político do evento… Tudo isso é real – e, sejamos justos, não é novidade em países que organizaram copas ou olimpíadas no mundo moderno –, mas é, também, muito pouco.

No início da semana passada, a presidente Dilma Rousseff inaugurou o primeiro estádio para a Copa, o Castelão, em Fortaleza, agora apelidado Arena Castelão. Enquanto arriscava, meio bisonhamente, é verdade, dar uns chutinhos na bola no centro do campo, Dilma discursou: “O Brasil conquistou o respeito do mundo porque conquistou o respeito de si próprio.”

Na sexta-feira, dia 21, foi a vez de a presidente inaugurar o segundo estádio para a Copa, o Mineirão, em Belo Horizonte. Em sua terra natal, ela se soltou e cantou enquanto discursava: “Ôôô, o Mineirão voltou, o Mineirão voltou”.

Apenas um dia antes, o País conheceu as regras de concessão de dois novos aeroportos, o Galeão, no Rio, e Confins, em BH. No total, os dois empreendimentos receberão R$11,4 bilhões em investimentos. Com regras mais rígidas, o leilão vai exigir de quem ganhar o direito de administrar cada aeroporto o bom atendimento ao usuário, principalmente nos momentos de alta demanda, como será a Copa.

No mesmo dia, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, garantiu que os seis estádios da Copa das Confederações, em 2012, estarão prontos a tempo. A Copa das Confederações será disputada em Salvador, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza e Recife. Para o prato principal – a Copa 2014 –, além delas, receberão jogos São Paulo, Manaus, Cuiabá, Curitiba, Natal e Porto Alegre.

Sim, é claro que, no discurso oficial, tudo é mais belo. Mas não significa que o contrário é o correto, como parecem supor os vira-latas de plantão. Sim, aos poucos, a Copa no Brasil avança, e contra os últimos fatos não há argumento ou torcida que resistam.


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