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IBGE: Taxa média de desemprego de 2013 é a menor de toda a série histórica

3 de fevereiro de 2014
Desemprego11A_Lula_Dilma

Na imagem acima, as médias anuais do desemprego medido pelo IBGE.

Índice de 5,4% representa o quarto recuo seguido. Taxa de dezembro também foi a menor da série. Em dez anos, número de desempregados caiu pela metade e renda aumentou quase 30%. Formalização é recorde.

Via RBA

A taxa média de desemprego calculada pelo IBGE em seis regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) foi de 5,4% em 2013, a menor da série histórica da pesquisa, iniciada em 2003. O resultado, divulgado na manhã de hoje (30) pelo instituto, mostra taxa próxima à do ano anterior (5,5%) e representa o quarto recuo seguido, com 6,7% em 2010 e 6% em 2012 – e sete pontos percentuais a menos ante 2003 (12,4%). Apenas em dezembro, a taxa foi de 4,3%, também a menor da série.

O total de ocupados, estimado em 23,116 milhões na média anual, cresceu 0,7% no ano. Na comparação com 2003, aumentou 24,8%. Já o número de desempregados (1,318 milhão) recuou 0,1%, o correspondente a 20 mil a menos. Em relação a 2003, a queda chega a 49,5%. Em dez anos, são 4,6 milhões de ocupados a mais e 1,3 milhão de desempregados a menos.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado somaram 11,627 milhões, 236 mil a mais em relação a 2012, alta de 2%. Na média do ano, a participação desse segmento no total de ocupados bateu recorde e atingiu 50,3%, ante 49,2% em 2012. Eles representavam 39,7% em 2003.

Já o rendimento médio foi estimado em R$1.929,03, crescimento de 1,8%. Também na comparação com 2003, o poder de compra aumentou 29,6%. Mas o IBGE segue verificando disparidades: em 2013, o rendimento médio das mulheres (R$1.614,95) representa 73,6% do recebido pelos homens (R$2.195,30). Em 2007, no menor nível, a proporção era de 70,5%.

Os trabalhadores de cor preta ou parda, na classificação do instituto, ganhavam em média pouco mais da metade (57,4%) do que os brancos – R$1.374,79 e R$2.396,74, respectivamente. Essa proporção era de 56,1% em 2012 e de 48,4% em 2003.

A pesquisa apontou disparidades entre os rendimentos de homens e mulheres e, também, entre brancos e pretos ou pardos. Em 2013, em média, as mulheres ganhavam em torno de 73,6% do rendimento recebido pelos homens (R$1.614,95 contra R$2.195,30). A menor proporção foi a registrada em 2007, de 70,5%.

A massa de rendimentos dos ocupados (R$45 bilhões) cresceu 2,6% em relação ao ano anterior e 61,1% em dez anos.

Entre os ocupados, 54% (12,5 milhões) são homens e 46% (10,6 milhões), mulheres. A participação feminina aumentou: era de 43% em 2003. O percentual de ocupados que contribuíam para a previdência atingiu o maior nível em 2013 (74,4%). Eram 72,8% em 2012 e 61,2% dez anos atrás. Nesse período, o acréscimo foi de 5,9 milhões de pessoas, para um total de 17,2 milhões.

A presença da população com 11 anos ou mais de estudo subiu de 62,2%, em 2012, para 63,8%. Essa participação era de 46,7% em 2003.

Quanto à jornada, a média dos ocupados no ano passado foi de 40,1 horas semanais, ante 40,3 horas há dez anos.

Taxa de desemprego é a menor de toda a série histórica do IBGE

23 de dezembro de 2013

Desemprego09_Temos_VagasVitor Nuzzi, via RBA

A taxa de desemprego medida pelo IBGE em seis regiões metropolitanas atingiu 4,6% em novembro, igualando-se à de dezembro de 2012 como a menor de toda a série histórica do IBGE, iniciada em março de 2002. Em novembro do ano passado, a taxa havia sido de 4,9% e em outubro deste ano, 5,2%. O total de desempregados foi estimado pelo instituto em 1,131 milhão, queda de 10,9% em relação a outubro (139 mil a menos) e com estabilidade em relação a novembro do ano passado.

As médias de janeiro a novembro sinalizam que 2013 será também a menor de toda a série, próxima à de 2012. A deste ano está em 5,5%, ante 5,6% no anterior, em igual período. Será o quarto ano seguido de queda.

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação atingiu seus menores níveis históricos nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (2,6%), Rio de Janeiro (3,8%) e São Paulo (4,7%, índice igual ao de dezembro de 2011). E ficou em 3,9% em Belo Horizonte, 6,5% em Recife e 8,2% em Salvador.

O número de ocupados (23,3 milhões) foi considerado estável pelo IBGE em ambas as comparações. Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado somam 11,788 milhões, com crescimento de 3,1% em 12 meses, um acréscimo de 353 mil vagas formais.

Os dados divulgados na quinta-feira, dia 19, mostram que em novembro o desemprego recuou, basicamente, pela saída de pessoas do mercado de trabalho. A população economicamente ativa (PEA) recuou 0,5%, 125 mil a menos, enquanto o total de ocupados praticamente não variou (0,1%, 14 mil a mais). Com isso, o total de desempregados diminuiu em 139 mil. Em 12 meses, a PEA cai 1% (menos 247 mil pessoas), a ocupação recua 0,7% (menos 170 mil) e o número de desempregados diminui 6,4% (menos 77 mil).

O rendimento médio real (R$1.965,20) aumentou 2% sobre outubro e 3% em relação a novembro de 2012. E a massa de rendimentos dos ocupados chegou a R$46,2 bilhões, com altas de 2% e 2,3%, respectivamente.

Qualificação

Segundo o gerente de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, apesar de não haver crescimento do número de postos de trabalho, houve uma melhora qualitativa. “Houve um aumento do número de empregos com carteira assinada e o rendimento do trabalhador atingiu um nível recorde”, disse Azeredo.

Entre os sete grupamentos de atividades pesquisados, os postos de trabalho mantiveram-se estáveis em cinco deles. Houve reduções dos postos apenas na indústria (–3,9%) e nos serviços domésticos (–12,2%).

“Essa queda da indústria, nesta época do ano, é um dado preocupante. Em relação à queda nos serviços domésticos, isso não é novidade. Tem a ver com aumento da escolaridade, com a oportunidade de trabalhar em outros nichos. O segmento já representou 7% a 8% do mercado de trabalho e hoje representa apenas 5%. Não vemos relação disso com a PEC das domésticas, já que essa tendência já vinha sendo observada antes”, disse Azeredo.

A média da taxa de desemprego para os 11 primeiros meses do ano é 5,5%. Como em geral, a taxa de dezembro é a mais baixa do ano, 2013 deve ter uma taxa média inferior à observada em 2012, que havia sido 5,5%.

***

Corvos de aluguel

Partido dos Trabalhadores

Divulgado, na quinta-feira, dia 19, pelo IBGE, o índice de desemprego no Brasil em novembro, de 4,6%, é um emblema dos tempos em que vivemos, em muitos sentidos.

Na seara civilizatória, equivale dizer que em meio a um mundo assombrado pela falência múltipla das maiores nações capitalistas, o Brasil se impõe como um modelo econômico ao mesmo tempo sólido e solidário, com antenas voltadas para o futuro e raízes firmes na realidade presente.

Somos um país que compra aviões de caça de última geração, mas que tem como bandeira fundamental a erradicação da fome, da pobreza e da injustiça social.

No entanto, embora os dados de novembro do IBGE revelem a menor taxa de desemprego da história do Brasil, essa circunstância serve também para expor, ainda mais, o depositório de ressentimentos que virou boa parte da mídia brasileira.

Conservadora, reacionária e alinhada ao antipetismo mais rasteiro em circulação nas redes sociais, a mídia brasileira embaralha os conceitos de liberdade de imprensa e de expressão para esconder suas verdadeiras intenções. Esconder que, ao se vender como oposição política, faz oposição ao Brasil.

Não a qualquer Brasil, mas a este Brasil da última década, o Brasil de pleno emprego, o Brasil dos governo do PT.

O Brasil de todos.

É preciso ler o primeiro parágrafo da matéria publicada, hoje, na Folha de S.Paulo, sobre o menor desemprego da história do País, para se entender a dimensão desse ressentimento sem fim.

Diz a Folha, primeiro:

“Apesar do menor ritmo da economia no terceiro trimestre, da freada do consumo e do crédito restrito, as empresas não lançaram mão ainda de demissões e a taxa de desemprego segue em níveis baixos.”

Trata-se de um “nariz-de-cera”, como se diz no jargão jornalístico, montado para desmerecer e desqualificar uma notícia que os pobres leitores da Folha ainda terão que procurar muitas linhas abaixo, até chegar na profecia da Cassandra escolhida para anunciar o fim da tragédia.

Diz a matéria da Folha, em seu último parágrafo:

“Um dos indicadores que já sinalizam uma piora é a renda. De outubro para novembro, o rendimento, estimado em R$1.965,20, subiu 2%. Já em comparação com novembro de 2012, houve expansão de 3%, num ritmo menor do que nos meses anteriores.”

Ou seja, a piora virá porque, no último mês, a renda subiu 2% – ou 3%, se comparado a novembro de 2012.

Não é só ridículo, é perigoso.

Apesar dos pesares, quis dizer o jornal, no fim das contas, ainda não conseguimos destruir os sonhos nem restaurar o medo.

Triste constatar que, levados a este inferno de mágoas eleitorais pelas mãos de seus patrões, muitos jornalistas brasileiros se transformaram em especialistas na arte de transformar boas novas em presságios de mau agouro.

Parecem não perceber, mas vagam miseravelmente perdidos no vão ideológico em que se meteram, cada vez mais ignorados pela gente do País que mal disfarçadamente desprezam.

IBGE: 10% mais ricos têm 42% dos rendimentos do País

2 de dezembro de 2013

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Akemi Nitahara, via Agência Brasil

Apesar da melhoria no índice de Gini, que mede a desigualdade na distribuição de renda dentro do país, os 40% mais pobres da população brasileira eram responsáveis por 13,3% da renda total do país, enquanto os 10% mais ricos tinham 41,9% em 2012.

Os dados foram divulgados na sexta-feira, dia 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida dos brasileiros. O Índice de Gini caiu de 0,556 em 2004 para 0,507 em 2012 – quanto mais próximo de 0, melhor a distribuição da renda.

Se em 2002 os 10% com os maiores rendimentos ganhavam 16,8 vezes mais do que os 40% com as menores rendas, a proporção caiu para 12,6 em 2012. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2013, que analisou os dados de 2012, no ano passado 6,4% das famílias recebiam até um quarto de salário mínimo por pessoa e 14,6% estavam na faixa entre um quarto e meio salário mínimo per capita.

Entre 2002 e 2012, a participação de outras fontes de renda, que não o trabalho, para o grupo de até um quarto de salário mínimo passou de 14,3% para 36,3%. Já para as famílias com rendimento per capita entre um quarto e meio salário mínimo, a participação das outras fontes passou de 6,5% para 12,9%. Nessa categoria de rendimentos entram os programas de transferência de renda do governo.

A questão racial também é destacada na desigualdade de rendimentos. Em 2002, nos 10% mais pobres da população, 71,5% eram pretos e pardos e 27,9% eram brancos, enquanto o 1% mais rico era composto de 87,7% de brancos e 10,7% de pardos. Em 2012, a proporção passou para 75,6% de negros e 23,5% de brancos entre os 10% com menores rendimentos e para 81,6% de brancos e 16,2% de pretos e pardo no 1% da população com as maiores rendas.

Enquanto os cães ladram, o número de empregos no Brasil sobe

20 de junho de 2013

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Desemprego fica em 5,8% em maio, informa o IBGE

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 5,8% em maio, informou na quinta-feira, dia 20, o instituto ao divulgar a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (de 5,4% a 5,9%), mas acima da mediana projetada, de 5,7%. O rendimento médio real dos trabalhadores registrou aumento de 1,4% na comparação com maio do ano passado.

A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$43,3 bilhões em maio, estável em relação abril. Na comparação com maio de 2012, a massa cresceu 1,5%. Já a massa de renda real efetiva dos ocupados atingiu R$43 bilhões em abril, estável em relação ao mês anterior. Na comparação com abril de 2012, houve crescimento de 2,1% na massa de rendimento real efetivo. O rendimento médio do trabalhador foi de R$1.863,60 em maio, após ter sido de R$1.869,87 em abril. A PME é realizada nas regiões metropolitanas do Recife, de Salvador, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre.

Emprego na indústria em São Paulo

Após registrar quedas consecutivas, o emprego na indústria de São Paulo cresceu 3,6% em maio ante abril, o maior percentual na comparação mensal desde julho de 2010 (4,1%). Foram 65 mil novos postos no período. A alta ocorre após duas quedas consecutivas nos meses anteriores, de 1% em abril e de 4,8% em março.

O coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destaca que São Paulo tem um efeito “farol”. Segundo ele, o emprego na indústria começa a mostrar uma reação. “Os movimentos observados em São Paulo costumam refletir nas demais regiões metropolitanas”, afirma.

Isso porque o peso da região no resultado da indústria, de 51%, é o maior entre os locais pesquisados (Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Recife). Em relação a maio de 2012, a alta do emprego no setor foi de 2,2%.

A distribuição da renda dez anos depois

19 de fevereiro de 2013

João Sicsú, via CartaCapital

Após dez anos de governos do PT, pode-se detectar uma importante melhora no perfil da distribuição da renda no País. Não vivemos em nenhum paraíso. Muito longe disso. Mas, em contrapartida, a situação é muito melhor que a do final dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Grafico_Salario_PIB

Fonte: SCN/IBGE.

O índice de Gini foi reduzido. Este índice mede a distribuição da renda e varia entre 0 e 1. Quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade e quanto mais próximo de zero, maior a igualdade. O Gini brasileiro caiu de 0,585, em 1995, para 0,501, em 2011. Contudo, este é um número que ainda está distante dos índices de países tais como França (0,308) ou Suécia (0,244).

No início dos anos de 1960, o Brasil possuía um Gini inferior a 0,5. Entretanto, os governos militares (1964–1985) adotaram um modelo de crescimento econômico com concentração de renda. O Gini subiu. Em meados dos anos de 1990, com a queda da inflação, o índice de Gini sofreu uma redução.

O índice de Gini é calculado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE. Mais de 96% das rendas declaradas na Pnad correspondem às remunerações do trabalho e às transferências públicas. Sendo assim, a desigualdade medida pelo Gini/Pnad não é adequada para revelar a distribuição da renda entre trabalhadores, de um lado, e empresários, banqueiros, latifundiários, proprietários de imóveis alugados e proprietários de títulos públicos e privados, de outro. O índice de Gini não revela a participação das rendas do trabalho e do capital como proporção do Produto Interno Bruto (o PIB, que é o valor de todos os serviços e bens que são produzidos).

Além do Gini, é preciso analisar a distribuição funcional da renda: capital × trabalho. O processo de desconcentração da renda que está em curso no Brasil vai além da redução do índice de Gini. Ocorre, principalmente, devido ao aumento da participação dos salários como proporção do PIB.

Grafico_Gini.jpg

Fonte: IBGE.

Houve uma trajetória de queda da razão salários/PIB de 1995 até 2003, quando caiu a um piso de 46,23% (incluindo as contribuições sociais dos trabalhadores e excluindo a remuneração de autônomos). A partir de então, houve uma inflexão na trajetória, que se tornou ascendente. O último dado divulgado pelo IBGE é de 2009. Neste ano, a participação dos salários alcançou 51,4% do PIB superando a melhor marca do período 1995–2003, que foi 49,16%.

São variadas as causas do movimento positivo de aumento da participação dos salários no PIB. O rendimento médio do trabalhador teve elevação real significativo entre 2003 e 2012. Houve vigoroso aumento real do salário mínimo nos últimos dez anos. E houve redução dos juros pagos pelo governo aos proprietários de títulos públicos e redução dos juros cobrados das famílias pelos bancos.

O índice de Gini/Pnad e a participação percentual das remunerações dos trabalhadores no PIB são medidas complementares. Ambas representam dimensões da desigualdade e do desenvolvimento socioeconômico do País. As duas medidas mostram que o desenvolvimento socioeconômico brasileiro está em trajetória benigna desde 2003–2004. Elas mostram também que, no período anterior (1995–2003), as rendas do trabalho perdiam espaço no PIB para as rendas do capital.

A recuperação do poder de compra dos salários foi o principal pilar da constituição de um imenso mercado de consumo de massas que foi constituído no Brasil nos últimos anos. Foi a formação desse mercado que possibilitou ao Brasil sair apenas com pequenos arranhões da crise de 2008–2009. O desenvolvimento econômico e social brasileiro depende, portanto, do aprofundamento do processo distributivo em curso. Não existirá desenvolvimento sem desconcentração de renda.

Crescimento da renda coloca brasileiros entre os mais satisfeitos do mundo

19 de dezembro de 2012

JN_Logo_NaoO País está em 16º lugar entre os 147 países pesquisados.

Via Portal R7

As famílias brasileiras se declaram altamente satisfeitas com a queda na desigualdade e no aumento de renda deste ano.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em outubro, em uma escala de 0 a 10, os brasileiros dão, em média, nota 7,1 para suas vidas.

Esse nível colocaria o país em 16º lugar entre 147 países pesquisados no Gallup World Poll, que apontava uma felicidade média de 6,8 no Brasil em 2010.

O bem-estar percebido em 2012 pode encontrar razões na PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que registra desemprego nos menores níveis da série iniciada em 2002 e rendas crescendo bem mais que o PIB per capita.

A renda individual média da população de 15 a 60 anos de idade sobe 4,89% de 2011 para 2012, contra taxa média de 4,35% ao ano entre 2003 e 2012.

Já a desigualdade de renda domiciliar per capita cai em 2012, segundo a PME, a uma velocidade 40,5% maior que a observada de 2003 a 2011 na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), também do IBGE.

As rendas que mais crescem são as dos mais pobres e as de grupos tradicionalmente excluídos, como mulheres, negros e analfabetos.

Mais dinheiro no bolso talvez traga alguma felicidade. A nota média de satisfação com a vida de quem recebe mais de 10 salários mínimos é 8,4, contra 6,5 de quem vive apenas com o mínimo e 3,7 dos sem renda.

Por outro lado, nem tudo é dinheiro. Embora pobre, a região mais feliz do país é o Nordeste, com nota média de 7,38. Se fosse um país, o Nordeste estaria em 9º lugar no ranking global, entre a Finlândia e a Bélgica.

As médias das demais regiões são 7,37 no Centro-Oeste, 7,2 no Sul, 7,13 no Norte e 6,68 no Sudeste.


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