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Por que Dilma foi escolhida para falar na homenagem a Mandela

9 de dezembro de 2013

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Fernando Brito, via Tijolaço

A escolha da presidenta Dilma Rousseff como um dos seis líderes de Estado – os outros são Barack Obama, Raul Castro, de Cuba, Pranab Mukherjee, da Índia, o vice Li Yuanchao, da China, e Hifikepunye Pohamba, da vizinha Namíbia – que discursarão na cerimônia oficial em memória de Nelson Mandela, na terça-feira, dia 10, na África do Sul não é apenas uma honra concedida a nosso País, uma das maiores populações negras fora do continente africano. É um ato que tem outros significados.

O primeiro deles, a evidência do papel que o Brasil desempenha hoje, tanto entre os Brics, que integramos ao lado da África do Sul, quanto em toda a comunidade das nações.

É, também, um reconhecimento à postura histórica da diplomacia brasileira em favor da descolonização e do fim da discriminação no continente africano, iniciada com gigantes como o embaixador Ítalo Zappa, nos anos de 1970, e que ganhou novo e magnífico impulso a partir do governo Lula, que elevou ao primeiro plano nosso relacionamento com a África, sob o descaso de inúmeros bocós, que achavam isso uma tolice.

A África, que ninguém se iluda, será a terceira onda de desenvolvimento do mundo moderno, iniciada no final do século 20 com a Ásia, depois deslocada para a América Latina.

A tribuna do tributo a Mandela reunirá América Latina e Ásia à África. Barack Obama está lá pela especialíssima circunstância de ser um negro o presidente da mais poderosa Nação do Mundo.

Bush, certamente, não estaria na lista.

Os gestos, na diplomacia, muito além dos obséquios e gentilezas, têm significado político. E neste ato de memória, é evidente, há uma visão de futuro.

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Aqui jaz um homem que cumpriu seu dever na Terra

Com desculpa esfarrapada, 7 vereadores do PT retiram assinaturas do projeto em homenagem à Rota

11 de abril de 2013

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Via PT na Câmara Municipal

Durante a sessão ordinária de terça-feira, dia 26, a liderança do PT na Câmara Municipal de São Paulo dá um corretivo nos vereadores Alessandro Guedes, Alfredinho, Arselino Tatto, Jair Tatto, Reis, Senival Moura e Vavá, que haviam assinado o projeto do Coronel Telhada, que propõe a Salva de Prata às Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) pelo seu “trabalho” durante a ditadura militar.

Todos sabem que é muito comum aqui no Plenário a coleta de assinaturas em requerimentos de concessões de homenagens a quem presta ou prestou relevantes serviços para a Cidade. Quando somos solicitados ninguém se nega a colaborar com esses pedidos.

Entretanto fui surpreendido dias atrás com a justificativa dada num desses projetos, para conceder a mais alta comenda que esta Casa oferece para a Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, a Rota.

O projeto, como foi apresentado, veio apenas como uma homenagem ao Batalhão. Uma homenagem como tantas outras que costumamos fazer por aqui. No entanto, ao ler-se posteriormente a justificativa para a concessão da Salva de Prata, constatamos que se tratava de uma apologia aos métodos adotados pela Rota durante os anos de chumbo.

Uma propositura do nobre vereador Coronel Telhada, cuja exposição de motivos, nos chega negando a realidade dos fatos, naquele período em que o País esteve mergulhado nas trevas da ditadura militar. Ninguém, em sã consciência, pode admitir que se qualifique expoentes da resistência à ditadura de “criminosos e terroristas”. Carlos Mariguela e o Capitão Lamarca foram homens que lutaram por ideais de Liberdade. No regime de exceção a repressão policial agiu com violência desmedida.

Por essas razões venho aqui desta Tribuna tornar público que eu e todos os membros da bancada do PT estamos retirando nossas assinaturas do requerimento. Não podemos admitir que companheiros que lutaram no combate ao regime militar recebam a pecha de “terroristas”. O PT é contra essa distorção dos fatos e votará contra a propositura.”

Liderança do PT na Câmara de Vereadores de São Paulo

Nota do Limpinho: O líder do PT na Câmara é Alfredinho.

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Assim não pode, assim não dá: 7 vereadores do PT assinaram projeto de Telhada em homenagem à Rota

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11 de abril de 2013

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Conceição Lemes, via Viomundo

Pelas normas da Câmara Municipal de São Paulo, todo vereador tem direito de propor oito honrarias durante a legislatura. O coronel Telhada (PSDB) quer homenagear a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) com uma salva de prata.

Criada em 1970, a Rota tem até hoje uma história marcada pela violação dos direitos humanos e de violenta repressão, da qual se orgulha. Mesmo assim, Telhada conseguiu o número necessário de assinaturas para apresentar o seu projeto.

Dos 55 vereadores da Casa, 34 assinaram, a começar por outros dois integrantes da chamada bancada da bala: Conte Lopes (PTB) e o coronel Camilo (PSD) (veja lista completa abaixo). Na lista, também figuram vereadores do PSDB (Andrea Matarazzo e Mário Covas Neto, por exemplo), PV (Gilberto Natalini), PPS (Ricardo Young), PMDB (Rubens Calvo), PSB (Noemi Nonato e Ota) e PRB (Jean Madeira).

Nenhuma surpresa.

O espantoso é que sete dos 11 vereadores do PT são signatários: Alessandro Guedes, Alfredinho, Arselino Tatto, Jair Tatto, Reis, Senival Moura e Vavá, todos na contramão da história do partido em defesa dos direitos humanos e da luta contra a ditadura.

Não assinaram: Juliana Cardoso, Nabil Bonduki, Paulo Fiorillo e José Américo. Orlando Silva (PCdoB) e Toninho Vespoli (Psol) também não.

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No dia 6 de março, a justificativa da homenagem à Rota foi publicada na página 86 do Diário Oficial da Cidade de São Paulo.

Três parágrafos chamam a atenção. Fazem apologia a ações da Rota contra os que lutaram contra a ditadura civil-militar, mencionando Carlos Lamarca e Marighela.

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Mesmo assim, o projeto andou na Câmara Municipal. Passou por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça com os votos de Goulart (PSD), Alessandro Guedes (PT), George Hato (PMDB), Conte Lopes (PTB), Sandra Tadeu (DEM), Eduardo Tuma (PSDB) e Arselino Tatto (PT). A Comissão de Constituição e Justiça avalia a legalidade da propositura, portanto analisa a formalidade.

Há duas semanas, no dia 26 de março, a homenagem foi questionada pela vereadora Juliana Cardoso (PT) na reinstalação da Comissão da Verdade da Câmara Municipal, que leva o nome de Vladimir Herzog, jornalista assassinado em 1975 nas dependências do DOI-Codi.

A Comissão da Verdade da Câmara Municipal é composta por oito membros: Natalini (presidente), Juliana Cardoso (vice), Covas Neto (relator), Rubens Calvo, Laércio Benko (PHS), Police Neto (PSD) e Ricardo Young. Apenas Juliana posicionou-se contra a homenagem.

“As ações da Rota ocorridas durante a ditadura ferem os direitos humanos e não queremos esse tipo de postura na sociedade”, justifica a vereadora petista. “Além disso, seria um desrespeito completo com as famílias das vítimas.”

“Fiquei espantada quando soube do projeto de homenagear a Rota. Trata-se de um projeto fora de propósito”, continua Juliana. “No momento em que pelo Brasil afora as Comissões da Verdade buscam elucidar acontecimentos nebulosos da época da ditadura e o Estado brasileiro se desculpa pelas atrocidades cometidas naquele período da nossa história, essa homenagem vai na contramão.”

Os colegas tentaram convencer Telhada a retirar a homenagem. O coronel só admitiu mudar trechos da justificativa, o que aconteceu na semana passada. Apenas dois dos três parágrafos referentes a Lamarca e Marighela foram retirados.

Diante da tamanha repercussão negativa que a homenagem à Rota teve, vereadores do PT tentam correr atrás do prejuízo. A bancada já divulgou nota, dizendo que vai votar contra.

“Nós obrigamos ele a tirar a parte da ditadura”, diz Arselino Tatto, que na Comissão de Constituição e Justiça ajudou a aprovar o projeto. “Agora, vou votar contra.”

O líder Alfredinho tenta se explicar.

– Houve o pedido protocolar de assinaturas, geralmente a gente assina, depois se posiciona se vota a favor ou contra.

– Sete dos 11 vereadores do PT assinaram a proposta do Telhada. O senhor não acha um absurdo o PT assinar um projeto de homenagem à Rota? Não é incoerente com a história do partido?

– “Quando a gente assina, não sabe ainda do que trata…”

– Mas todos sabiam que era a favor da Rota!

– Ah, mas poderia ser uma homenagem por um gesto de bravura…

– Soube que o senhor orientou os vereadores a votarem a favor na Comissão de Constituição e Justiça.

– Em algumas votações isso acontece, mas nessa cada um votou como quis, eu não dei orientação.

– Mas o senhor não orientou mesmo a favor do projeto do Telhada?

– Não interferiiiiii…

Alessandro Gudes, vereador de primeira viagem, seguiu a orientação do líder Alfredinho e reconhece que também votou favoravelmente na Comissão de Constituição e Justiça sem uma melhor avaliação do projeto. Em português: não leu a justificativa de Telhada.

“O mérito da proposta será avaliado pelo Plenário da Casa. Na oportunidade, votarei contra a homenagem, por entender que a atuação da Rota integrou o aparato repressivo montado pela durante a ditadura militar e violou normas de direitos humanos”, diz Alessandro. “Militantes foram perseguidos, presos, torturados, covardemente assassinados. E a Rota fez parte deste processo.”

A proposta de Telhada está agora na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, que vai julgar o mérito nos próximos dias.

A vereadora Juliana Cardoso reforça: “Vou continuar combatendo o absurdo dessa propositura. É um desrespeito aos familiares das pessoas desaparecidas durante a ditadura militar”.

Uma pergunta óbvia fica no ar: sete dos 11 vereadores assinaram projeto de homenagem à Rota a troco do quê? Pragmatismo exacerbado? Oportunismo? Esqueceram-se que hoje só são vereadores por que muitos lá atrás lutaram contra a ditadura e foram vítimas da Rota?

Atualizado às 21:57, de 11/4/2013.

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Pode isso, Arnaldo? Câmara dos Vereadores de São Paulo homenageará a Rota

22 de março de 2013

É inadmissível uma coisa dessas. A Rota foi um dos órgãos que mais cometeu barbaridades durante a ditadura militar.

Via Portal iG

A Câmara do Vereadores de São Paulo aprovou a concessão da Salva de Prata – homenagem da Casa cedida em sessão solene pelos relevantes serviços prestados a sociedade – ao batalhão das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

O projeto de Decreto Lgislativo 02-00006/2013, de autoria do vereador coronel Telhada (PSDB), justifica a homenagem, dentre outras coisas, pelas “campanhas de guerra”, como os feitos da companhia chamada Boinas Negras que atuou durante a ditadura militar perseguindo guerrilheiros da esquerda como Carlos Lamarca e Carlos Marighella.

Na justificativa, Telhada diz que a Rota se destacou no que a Polícia Militar chama de campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape, em 1970, “para sufocar a guerrilha rural instituída por Carlos Lamarca”.

O texto de Telhada aprovado pelos vereadores, retirado do portal da PM, também conta a história da origem dos Boinas Negras.

A sessão em que será feita a homenagem ainda não tem data marcada.

E o PSDB preocupado com a roupa vermelha da presidenta…

28 de janeiro de 2013
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O prefeito de Joinville Marco Antônio Tebaldi (PSDB) extrapolou ao homenagear seu partido.

Rogério Giessel, via Brasil mostra sua cara, texto publicado em 21/3/2008

Os “presentes” de Tebaldi para Joinville continuam

Somente para lembrar, na criação do PSDB, em abril de 1988, realizada em Brasília, ficou decidido que haveria um símbolo para simplificar a identificação do partido e facilitar sua comunicação. Para isso, o símbolo escolhido foi um “tucano”. Em Joinville, parece que a estratégia de comunicar por intermédio da rara ave está sendo implantada sem maiores preocupações.

Entre as inaugurações ocorridas durante o último dia 9 de março [de 2008], aniversário dos 157 anos de Joinville, o constrangimento do prefeito Marco Antônio Tebaldi (PSDB), não se fez presente. Construídas com o dinheiro público, as quadras cobertas que foram entregues a algumas escolas da cidade, vieram acompanhadas de um tucano estilizado, uma despótica lembrança do atual prefeito, que não tolera ser contrariado e se irrita com as reivindicações da comunidade. Fato sentido na pele dos moradores do bairro Boehmerwald, que ao tornarem públicos seus anseios, foram colocados no fim da fila de prioridades da administração Marco Tebaldi.

Já são quatro aves

Quase como uma afronta à população, a cobertura da quadra de esportes da escola do bairro também ganhou a sugestiva forma de um tucano, transformando a obrigação em dar abrigo para as crianças em golpe publicitário. Uma bela obra, mas, com dupla finalidade. A primeira nobre e muito bem-vinda é a de servir aos alunos da Escola Municipal Professor Orestes Guimarães. A segunda, uma ostentação digna de um ditador. Em sua fachada se pode perceber claramente o tucano de Tebaldi. Até as cores partidárias (azul e amarelo), e que por sinal, são cores diferentes de um tucano, foram utilizadas no símbolo incorporado ao patrimônio público. Conforme o morador que reclamou do gosto duvidoso na arquitetura, “uma marca do desmando e da arbitrariedade de um prefeito que carrega consigo a marca da intolerância e do desrespeito com seu eleitorado”. No dia 10 de janeiro desse ano. Essa Gazeta já havia denunciado essa situação, entretanto, era apenas um tucano naquele bairro, mas agora existe um par, e na cidade, um bando deles.

Vereador compara tucano de Tebaldi a suástica de Hitler

A possível má utilização do dinheiro público pode estar com os dias contados. Os dois vereadores que compõem a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT), Marco Aurélio Fernandes e Adilson Mariano, prometem formalizar uma denúncia através da executiva do partido contra as aves oportunistas do prefeito Marco Antônio Tebaldi (PSDB). Segundo a assessoria de Mariano, o vereador já tem em mãos as fotos e os endereços das escolas “contempladas” com o tucano azul e amarelo e tomará as providências cabíveis junto ao Ministério Público Estadual (MPE).

Já o vereador Marcos Aurélio Fernandes disse que essa atitude do prefeito se caracteriza um abuso político e uma partidarização de bens públicos, “Isso fere o princípio da administração pública, da impessoalidade e da moralidade”, alegou o vereador. E acrescentou: “Nós vamos comprovar isso com um dossiê e encaminhá-lo em forma de denúncia ao MPE.” Fernandes também comparou a presumida apologia partidária a uma arbitrariedade típica de ditadores. “Isso na história marcou alguns governos totalitários que ostentavam a imagem do partido, por exemplo, os regimes nazista e fascista, onde símbolos dos partidos eram impregnados no estado ou na administração pública. Isso sem dúvida é improbidade administrativa, é crime, e nós vamos denunciar”, finalizou.

Prática comum do PSDB

A prática de cravar o tucano azzurra é comum nas administrações do PSDB. Outro caso semelhante, dessa vez, em uma campanha institucional do governo de São Paulo sobre a preservação do Parque Estadual da Serra do Mar, na Rodovia dos Imigrantes, estrada que liga a região metropolitana da capital paulista à Baixada Santista. Ao longo da rodovia, se percebia a presença de faixas que traziam o desenho de uma ave com as cores do PSDB. Manobra do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

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Táxis com as cores do PSDB causa polêmica em Piracicaba

Via Os amigos do Brasil/

“Ex-ministro da Saúde durante o governo Fernando Henrique Cardoso, Barjas Negri teve o nome envolvido no Escândalo das Sanguessugas, esquema de desvio do dinheiro público para compra de ambulâncias. Essa não é a primeira vez que a prefeitura gera polêmica com o amarelo e o azul na cidade. No mês passado, o prefeito autorizou a pintura das cores do partido na escadaria e nas cadeiras da arquibancada cativa do Barão de Serra Negra, estádio municipal utilizado pelo XV de Piracicaba, cujas cores são preto e branco.”

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