Posts Tagged ‘Guantânamo’

EUA querem transferir prisioneiros de Guantânamo para América Latina

14 de abril de 2014

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Via Agência Brasil

Os Estados Unidos esperam o apoio dos países latino-americanos para transferir prisioneiros de Guantânamo, de forma a fechar a controversa prisão norte-americana, disse nessa quarta-feira (9) o embaixador de Washington no Chile, Michael Hammer. Segundo ele, que apresentou nesta semana as suas credenciais como embaixador no Chile, o fechamento de Guantânamo é “prioridade” do presidente norte-americano, Barack Obama.

“Nos Estados Unidos procuramos soluções para ver como podemos finalmente fechar Guantânamo”, disse Hammer, em entrevista na embaixada norte-americana. “Para atingir esse objetivo é necessário que outros países nos ajudem na transferência de alguns indivíduos que estão detidos”, acrescentou.

O Uruguai aceitou acolher cinco prisioneiros de Guantânamo por razões humanitárias. A Colômbia admitiu que está recebendo pedido de Washington nesse sentido. Segundo a imprensa uruguaia, o Brasil foi abordado com o mesmo objetivo.

Mais de 800 detentos passaram pela prisão de Guantânamo, localizada em uma base naval dos Estados Unidos, em Cuba, desde a sua criação em 2002.

As transferências da prisão de Guantânamo vêm aumentando nos últimos meses, com o repatriamento de três argelinos, dois sauditas e dois sudaneses. Um dos argelinos foi repatriado em março, depois de passar 12 anos sem qualquer julgamento. Mas 154 detidos permanecem na prisão especial, criada no governo do presidente George W. Bush, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, e na qual foram enclausurados os suspeitos detidos em operações de combate ao terrorismo.

A maioria dos detidos é do Iêmen, Afeganistão, da Arábia Saudita e do Paquistão. A maioria nunca foi acusada ou julgada.

O presidente Barack Obama chegou a afirmar que a prisão prejudicou a imagem dos Estados Unidos no mundo, mas os seus planos para fechá-la têm sido bloqueados em parte pelo Congresso norte-americano, que proibiu o acolhimento dos presos em território norte-americano.

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“Guantânamo é uma vergonha não só para os EUA, mas para a humanidade”, diz Mujica

22 de março de 2014
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Cercado de jornalistas, Mujica dá explicações sobre sua decisão conceder abrigo a presos de Guantânamo. Foto Agência Efe.

Como contrapartida para receber os “refugiados” no Uruguai, presidente pediu que Washington liberte os três cubanos que ainda estão presos nos EUA.

Via Opera Mundi

Ao confirmar que o Uruguai abrigará cinco presos da base militar de Guantânamo na qualidade de “refugiados”, o presidente José Pepe Mujica disse que a acolhida é uma “questão de direitos humanos”. Após aceitar colaborar com Barack Obama, o mandatário assegurou que a polêmica prisão localizada dentro da ilha de Cuba “tem funcionado como uma verdadeira vergonha para a humanidade e muito mais vergonhoso para um país como os Estados Unidos”.

“O Uruguai tem sido um país de refúgio. Para nós, é uma questão de princípios”, disse Mujica, que, em seus tempos de líder guerrilheiro tupamaro, permaneceu preso pela ditadura uruguaia por 14 anos.

Embora tenha afirmado que não está colaborando por questões financeiras, Mujica pediu como contrapartida que Washington liberte os três presos cubanos que ainda estão sob custódia dos EUA, após terem sido presos, há mais de dez anos, enquanto atuavam como espiões para identificar organizações terroristas anticastristas na Flórida.

“Não fazemos por dinheiro ou conveniência material, mas não temos problema em dizer que pedimos, por favor, ao governo norte-americano que faça o possível, porque esses três prisioneiros cubanos que há muitos anos, muitos anos, estão ali, se busque a maneira de liberá-los. Porque também isso é uma vergonha.”

“Se quiserem formar um lar e trabalhar, que fiquem no país”, explicou, durante seu programa semanal de rádio na emissora local M24 na quinta-feira, dia 20. Segundo Mujica, os presos transferidos teriam de permanecer pelo menos dois anos dentro das fronteiras do país, mas não como uma imposição: “Seria um gesto voluntário deles [presos] para sair dessa situação de vergonha.”

O ministro do Interior uruguaio, Eduardo Bonomi, afirmou em uma entrevista para o diário La Republica que o governo já verificou os antecedentes dos prisioneiros e foi comprovado que “não existe risco ou perigo algum que habilite a implementação de cuidados especiais”. Os prisioneiros seriam de nacionalidade síria e paquistanesa. O ministro também asseverou que Uruguai deverá proteger os futuros refugiados e dar as garantias necessárias que estão previstas nos convênios internacionais.

Emir Sader: Guantânamo, a vergonha mundial

3 de fevereiro de 2014

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Guantânamo é a maior vergonha mundial no tratamento de seres humanos. Guantânamo continua como o pior atentado aos direitos humanos em muitas décadas.

Emir Sader, via Carta Maior

Já se passaram 12 anos de sua instalação, seis da promessa do presidente Obama de que iria fechá-lo, promessa agora reiterada para este ano. Mas Guantânamo continua como o pior atentado aos direitos humanos em muitas décadas. Nada se compara no mundo, hoje, às violações dos direitos mais elementares dos seres humanos que tudo o que acontece em Guantânamo.

Por isso os EUA a instalaram fora do seu território, fora de qualquer circunscrição, de qualquer tipo de controle jurídico. No limbo constituído por essa outra monstruosidade – um território imperial incrustrado em território cubano, contra a vontade soberana do povo de Cuba.

Assim, nesse território de ninguém – ou, melhor do terror imperial – continuam sucedendo-se as piores formas de tratamento animalesco de seres humanos. Eles já chegam à prisão amarrados com animais, com capuzes, desfigurados de qualquer fisionomia que recordasse que sem trata de seres humanos, para que possam ser tratados como animais.

Presos em jaulas como animais ferozes, amarrados todo o tempo, com capuzes, sem sequer poder ler o Corão, alimentados à força todos os dezenas de presos em greve de fome – essa é a situação mais desumana que se conhece no mundo de hoje.

Acusados de terrorismo sem qualquer prova, sem nenhuma obrigação de cumprimento de qualquer norma jurídica, com os seus acusadores sem ter que provar nada a ninguém, eles são vítimas da covardia internacional. Não há nenhuma grande iniciativa no mundo hoje que busque acusar e punir o que os EUA fazem em Guantânamo, como se fosse seu quintal na era da guerra fria.

Cerca de 800 pessoas passaram por esse inferno, 150 ainda estão ali, 9 morreram, apenas 7 foram condenadas – 5 delas se declararam culpadas para apelar a acordos que lhes permitiram sair da prisão. 6 dos suspeitos podem ser condenados à morte.

Os EUA deveriam, além de ser condenados expressamente por todos os organismos internacionais que tenham a ver com os direitos humanos, estar excluídos de participar e de se pronunciar sobre a situação dos direitos humanos em qualquer lugar do mundo, enquanto siga existindo Guantânamo. Menos ainda poderiam os EUA continuar a ser sede da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da OEA

Guantânamo é a maior vergonha mundial no tratamento de seres humanos. Os países que reivindicam políticas externas soberanas, tem que se unir e exigir o fim da prisão de Guantânamo e, além disso, a devolução desse território a quem lhe pertence, Cuba.

Guantânamo, onde a tortura nunca para

16 de dezembro de 2013

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Os prisioneiros de Guantânamo não têm nada para confessar. É tortura pela tortura, em um pedaço do mundo em que não se aplica nenhum limite moral ou legal.

Jeffrey St. Clair, originalmente publicado em Counterpunch e lido na Carta Maior

Passava pouco das cinco da manhã de um domingo em abril. Os prisioneiros da ala comum do Campo 6 de Guantânamo acabavam de se reunir para as orações matinais. De repente, as luzes se apagaram, as portas das celas se fecharam e cilindros de gás lacrimogêneo irromperam.

Guardas militares entraram nas celas, disparando munição plástica com escopetas sobre os detentos amontoados. Três homens caíram no chão, contorcendo-se de dor depois de terem sido atingidos por munição “não letal”. Os outros prisioneiros, a maioria já tendo sido liberados para saírem da prisão, foram forçados a deitarem no chão sob a mira de armas apontadas para suas cabeças, e mantidos de barriga para baixo pelas três horas seguintes.

De acordo com oficiais de Guantânamo, a ação foi iniciada para deter uma rebelião entre os presos, que haviam colocado lençóis sobre as câmeras de segurança. Mas é mais provável que o ataque tenha sido uma retaliação contra presos que se encontram em greve de fome.

O ataque surpresa ocorreu horas depois de membros da Cruz Vermelha Internacional terem saído da prisão, por conta de uma investigação sobre denúncias de maus tratos a detentos que já estão em greve de fome há vinte semanas.

Um dos presos que sofreu violência física dos guardas naquela manhã foi o dissidente político marroquino Younous Chekkouri. Chekkouri está preso em Guantânamo desde 2002. Antes disso, Chekkouri passou cinco meses preso em Kandahar, onde ele foi capturado ainda nos primeiros movimentos da guerra do Afeganistão. Em todo esse tempo, Chekkouri não foi acusado de nenhum crime nem teve direito a defesa para tentar manter sua liberdade.

A viagem de Chekkouri à Kafkalândia começou em 2001. Ele morava no subúrbio de Kabul, trabalhando para uma instituição de caridade que ajudava crianças de ascendência marroquina. Depois dos ataques de 11 de setembro, Chekkouri decidiu se mudar de volta com sua mulher para o Paquistão, onde ele fez universidade, em Islamabad. Ele enviou sua mulher antes e Chekkouri seguiu viagem alguns dias depois, mas ele foi pego na fronteira, mas ele foi pego pela rede de arrasto de caçar homens descendentes de árabes. Ele foi interrogado com brutalidade por agentes paquistaneses da ISI, que erradamente o identificaram como membro de uma rede terrorista marroquina. Ele foi jogado em uma prisão gigantesca do lado de fora da Kandahar e logo depois, enviado para a CIA.

A CIA interrogou Chekkouri por vários meses em uma prisão secreta no Afeganistão. Ele não revelou nada que tivesse qualquer valor, e logo se percebeu que se tratava de um preso por engano, uma vítima da guerra ao terror. Depois de alguns meses, seus inquisidores desistiram, viram que não chegariam a lugar nenhum interrogando Chekkouri. Os interrogadores pararam de ir até ele. Mas a vida enclausurada de Chekkouri continuou a mesma. Ele estava sujeito a regras arbitrárias, se alimentava de coisas horríveis, era acordado antes do amanhecer todos os dias, foi colocado sob vigilância 24 horas por dia, não tinha mais acesso a qualquer tipo de leitura nem ao mundo exterior.

Ano após ano foi se passando. Eventualmente, um tribunal secreto militar liberou Chekkouri da prisão. Ainda assim, ele foi mantido preso, sem nenhuma perspectiva de ganhar sua liberdade. Ele, assim como dezenas de outros detentos, não tiveram direito a se defender.

Na primavera desse ano, Chekkouri se juntou a cerca de outros 100 detentos em uma greve de fome, em protesto contra as condições absurdas da prisão. Num primeiro momento, o exército dos EUA tentou encobrir a greve de fome. Então informações começaram a chegar à imprensa, que foram respondidas com negativas veementes. A equipe da Cruz Vermelha foi enviada a Cuba para conversar com os prisioneiros, uma visita que desencadeou o ataque à ala de Chekkouri.

Então a tática do governo mudou. Então começou um regime de alimentação forçada em mais de 44 detentos que faziam greve de fome, inclusive Chekkouri. Ele foi colocado em uma cadeira similar a que se usa em execuções. Seus braços e suas pernas foram amarrados. Uma sonda intravenosa foi colocada em seu braço. Ele foi mantido nessa cadeira por mais de vinte horas. Mais tarde, ele voltou à sua cela. Mas a alimentação forçada continuou. Os guardas vieram durante a noite e o acorrentaram a sua cama, então inseriram tubos de alimentação pelo seu nariz e sua garganta, bombeando proteína líquida em seu estômago. E é assim que é feito por semanas, meses. Uma tortura sem fim.

Ainda assim, esses homens não têm nada para confessar. Eles não têm nenhum segredo que pode ser descoberto por meio de fazê-los sofrer continuamente. Eles não cometeram nenhum crime que mereça tal punição selvagem. Seus tormentos escondidos não servem a nenhum propósito. Isso é tortura pela tortura, em um pedaço do mundo em que não se aplica nenhum limite moral ou legal. Trata-se de, em uma palavra, sadismo.

Algumas semanas depois do ataque à cela de Chekkouri, Obama fez um discurso na National Defense University defendendo o fechamento da prisão de Guantânamo. “Guantânamo se tornou um símbolo no mundo todo de uma América que desdenha da lei”, disse ele. “Nossos aliados não vão cooperar conosco se acharem que um terrorista pode acabar indo parar em Guantânamo”.

Mas essa retórica boba de Obama é traída pelas táticas legais brutais contra detentos de sua administração. Os registros dos julgamentos a respeito das denúncias de alimentação forçada, feito dias depois do discurso de Obama, mostram que o Departamento de Justiça defendeu a detenção por tempo indeterminado de prisioneiros, mesmo que tenham sido libertados pela justiça. “O interesse público”, escreveram os advogados de Obama, “está em manter o status quo”.

Em outras palavras, um ato criminoso serve para perpetuar outro.


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