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De ecochata a ecoxinha: Brasileira inventa o pornoativismo

13 de março de 2014

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Via O Provocador e lido no SQN

Descambou mesmo. Nem vou entrar em méritos estéticos. Só queria saber por que a ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel (lembra dela?) está querendo posar para uma revista masculina. Nua. Na Playboy. E o Vladimir Putin não faz nada, aquele frouxo!

Convenhamos, é muita cara de pau, a suprema avacalhação do movimento ecológico. Um atestado de oportunismo com firma reconhecida. Essa moça passou de ecochata para ecoxinha. Que cafona. Que periguetagem mais reacionária. Merecia um bando de Black Blocs pelados (só de capuz) na porta da sua casa.

Ana Paula ficou quase dois meses presa na Rússia, num episódio que recebeu atenção e solidariedade internacionais. A menina voltou em condições de se tornar uma militante útil, uma legítima representante da rebeldia consequente e de resultados. Uma cidadã do mundo civilizado. Um avatar verdinho. Uma pessoa!

Só que não. Após perceber que ninguém deu a mínima para seu gesto acidentalmente heroico, depois de aceitar o convite para meia dúzia de palestras (sobre o que mesmo?), a menina viu que o negócio desandou e a melhor saída era fazer ecoturismo sexual: viajou legal e viu que poderia vender seu corpo.

Ela vem com a desculpinha (infame e nem um pouco original) de que aceita posar ecologicamente nua em troca de um cachê que será (“em parte”, faz questão de frisar) revertido para bancar um santuário de animais vítimas de tráfico ilegal. Belo santuário, um que nasce assim tão profano.

Cuidar de bichinhos selvagens é um sonho de adolescência, diz a futura coelhinha domesticada. Hum. Freud explica. Ecologista não gosta de animais e plantas. Quem gosta disso é gente comum. Ecologista gosta é de dinheiro!

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Opera Mundi: Dez personalidades que marcaram 2013

1 de janeiro de 2014

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Presidentes e delatores de programas norte-americanos estiveram entre destaques do globo neste ano.

Via Opera Mundi

O ano de 2013 foi marcante, sobretudo no Brasil, devido às manifestações de junho e todo o embate ideológico que as cercou. A pauta – mais atuação do estado nas áreas de transporte urbano, saúde e educação – era tipicamente de esquerda, mas a direita também foi às ruas. Mas o ano, em que morreram Hugo Chavez e Nelson Mandela, também foi significativo nas relações internacionais, sendo que algumas figuras tornaram os últimos 363 dias especialmente relevantes. Vamos a elas:

1. José Mujica

O presidente do Uruguai pode festejar em 2013 duas grandes conquistas políticas: implementou a liberação do aborto e aprovou a liberação da maconha. O velho combatente tupamaro, que se dá ao respeito e vai à posse de ministro usando uma humilde sandália, coerente com o calor do verão de Montevidéu e com seu “carro oficial”, um fusca, será lembrado pelas próximas décadas pelo pioneirismo em questões comportamentais, sem ter deixado de fazer um governo também popular em outras áreas.

2. Bradley Chelsea Manning

Quando ainda atendia pelo nome de Bradley, e vivendo um inconformismo com a violência que o país que defendia como militar espalhava pelo mundo, Manning divulgou segredos que constrangeram o governo dos Estados Unidos. Após a condenação por uma corte marcial, Manning novamente demonstrou extrema coragem, ao anunciar ao mundo que sua prisão ocorreu quando estava em processo de mudança de sexo e que agora é uma mulher e se chama Chelsea. A postura firme representa um exemplo para as questões referentes aos direitos de gênero.

3. Edward Snowden

O agente da NSA revelou para o mundo uma série de documentos que mostram a capacidade gigantesca de monitoramento das redes de computadores. Ninguém que escreve uma singela mensagem no comunicador instantâneo acha que dispõe de alguma privacidade. Aliás, nem quem usa cartão de crédito ou telefone celular. A vida de todo mundo alimenta negócios e decisões estratégicas de governos. Aliás, se você está lendo este texto, saiba que gente muito poderosa pode estar sabendo.

4. Papa Francisco

Visto exteriormente, e considerando o papel que desempenhou recentemente na Argentina, Mário Jorge Bergoglio parecia ser apenas uma promessa de mais conservadorismo na Igreja Católica, ao ser escolhido papa, em março. Seu pontificado tem sido marcado, no entanto, por mudanças significativas de rumo: primeiro, o afastamento da velha guarda das instituições financeiras católicas; segundo, o diálogo permanente com nomes da teologia da libertação, até então perseguida pelo antecessor, Bento 16; terceiro, por declarações no cenário internacional – como a crítica à possível ação militar na Síria – que contrastam com a postura anterior de suposta neutralidade do Vaticano. Uma das máximas mais famosas do Barão de Itararé é: de onde menos se espera… é de lá que não vem nada mesmo. Será que Francisco vai contrariá-la?

5. Nicolas Maduro

Nenhum governante foi colocado tanto em xeque como o atual presidente da Venezuela em 2013. Com a morte do popularíssimo Hugo Chavez, Maduro teve, primeiro, de confirmar seu papel de vice-presidente e assumir o cargo; segundo, de enfrentar e vencer uma dura eleição presidencial. Contra a escalada dos preços, promoveu um congelamento. Encarou outra votação, para a prefeitura dos municípios. Venceu de novo. Não vai ter um 2014 fácil, mas saiu vitorioso de um ano particularmente espinhoso.

6. Michelle Bachelet

Michele Bachelet, no Chile, pôs fim aos quatro anos de impopularidade de Sebastian Piñera, com a complexa missão de criar um ensino público gratuito e de qualidade, contrariando o atual governo, que transformou esse direito em negócio – e quebrou gerações de famílias. Terá quatro anos para fazer um governo realmente reformador.

7. Ana Paula Maciel

A ação da brasileira Ana Paula Maciel, que subiu na plataforma de petróleo russa junto com uma centena de ativistas ambientais ligados ao Greenpeace (assim como a do militante José Bové quando Jacques Chirac presidia a França que fazia testes nucleares no Pacífico), manteve a questão ecológica em pauta no cenário internacional. A crise mundial, que se arrasta desde 2008, e o método de fissura hidráulica para a prospecção de xisto nos EUA tornam cada vez mais esquecidas as questões do aquecimento global e a da substituição das fontes de energia fósseis. Mas esse é um assunto que não nos abandonará tão cedo.

Leia também: Cuidado com a ativista Ana Paula. Ela é contra o pré-sal

8. Vladimir Putin

Ele ofereceu uma saída a Bashar Al-Assad, aproximou-se do papa Francisco, viu o ano se encerrar com a liberação das garotas da banda Pussy Riot e dos ativistas do Greenpeace. O presidente russo liderou em muitos momentos a diplomacia internacional e por pouco não conseguiu vender caças ao Brasil. Dentro de casa, no entanto, de olho no eleitorado conservador, fez feio, alimentando perigosos fantasmas da homofobia na Rússia.

9. Bashar Al-Assad

Quando a Primavera Árabe parecia varrer todo o Oriente Médio, Bashar Al-Assad era visto só como mais um presidente a ser derrubado. Assad resistiu a rebeldes financiados pelos Estados Unidos, muitas vezes promovendo massacres, num país em que alianças étnicas e religiosas dificultam leituras tradicionais. Acusado em 2013 de usar armas químicas, o que parecia ser o golpe fatal e a abertura definitiva para um ataque dos EUA e/ou de Israel, Assad baixou a guarda da diplomacia e aceitou a oferta de destruir seu arsenal de armas não convencionais. Numa situação para lá de delicada, conseguiu safar-se e paralisar, pelo menos momentaneamente, seus inimigos internacionais.

10. George Clooney

A situação do Sudão do Sul mostra que o apoio a causas independentistas é algo mais sério do que fazer comercial de café expresso. De boas intenções de celebridades, os conflitos sanguinários estão cheios.

Cuidado com a ativista Ana Paula. Ela é contra o pré-sal!

31 de dezembro de 2013
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Ana Paula é contra a exploração do petróleo? Será que ela possui carro? Ela viaja de avião e navio. Eles são movidos a água?

A ativista brasileira do Greenpeace, Ana Paula Maciel, que ficou presa na Rússia por 100 dias, por participar de um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, também se diz contrária à exploração do pré-sal no Brasil. Segundo ela, “é muito profundo, desnecessário” e coloca em risco parques marítimos como Abrolhos e Fernando de Noronha. Ana Paula também critica as empresas chinesas que fazem parte do consórcio que fará a extração do óleo. O discurso alarmista desconsidera avanços da tecnologia e da engenharia do petróleo, além de não levar em conta os dividendos de investimentos para saúde e educação que serão gerados pelo pré-sal.

Via Brasil 247

A ativista brasileira do Greenpeace, Ana Paula Maciel, que retornou ao Brasil no sábado, dia 28, após ficar presa na Rússia por 100 dias, por participar de um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, se posicionou também contrária à exploração do pré-sal.

Segundo ela, “é muito profundo, desnecessário” e coloca em risco parques marítimos como Abrolhos e Fernando de Noronha. Em tom bastante alarmista, ela vê risco de um acidente ambiental de grandes proporções e critica as empresas chinesas que fazem parte do consórcio que fará a extração do óleo. “São empresas tradicionalmente desleixadas em relação ao meio ambiente”, afirma.

Ainda segundo a ativista, a exploração do pré-sal gera, automaticamente, poluição. “O problema é que nós pensamos dentro de uma geração sem pensar nas próximas”, disse Ana Paula, frisando que a extração do petróleo da região do pré-sal deverá contribuir para a aceleração dos prejuízos ambientais em escala global.

As declarações de Ana Paula Maciel são uma espécie de afronta à tecnologia. Ao falar até em possibilidade de grandes acidentes ambientais, por causa do pré-sal, ela desconsidera os avanços da engenharia do petróleo e não enxerga a geração de recursos que serão investidos em educação e saúde com a exploração do pré-sal em mares brasileiros.


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