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O preço da gasolina no mundo

6 de janeiro de 2014

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Miguel do Rosário, via Tijolaço

O gráfico acima traz o preço da gasolina no mundo. Vem em galão (em inglês, gallons), que corresponde a 3,78 litros. Observe que a gasolina, no Brasil, graças à Petrobras, permanece estável num patamar bastante baixo para os padrões internacionais.

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1 de dezembro de 2013

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Fernando Brito, via Tijolaco

Afinal, o tão especulado reajuste dos preços do combustível saiu. E a Petrobras vai, de novo, levar a culpa por uma aumento de preços que vai para todo mundo, muito mais do que para ela. Porque, de verdade, a Petrobras recebe apenas, em média, 36% do preço pago pelo consumidor que abastece seu carro.

Os governos estaduais levam, sem produzir nem uma gota de nada, 28% de ICMS. O etanol misturado à gasolina fica com 12%; 8% são PIS e Cofins, únicos impostos federais, já que foi zerada a alíquota da Cide, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. E os 16% restantes ficam para cobrir custos e margem de lucro de distribuidores e revendedores.

Os 4% de reajuste anunciados na sexta-feira, dia 29, representam R$0,05 por litro. Um oitavo da diferença do preço da gasolina cobrado num posto da Avenida Brasil, no Rio, a R$2,80, para um posto junto à Lagoa Rodrigo de Freitas, onde custa R$3,20.

Mas, na hora de reajustar, vocês vão ver se o preço vai subir R$0,05, ou R$0,07, como deveria ser contando a alíquota de imposto.

Está mais do que na hora da Petrobras fazer uma campanha de esclarecimento para mostrar quem ganha o que no preço da gasolina.

Acho bacana os anúncios das tartarugas que ela salva no Projeto Tamar, mas seria bom investir também no esclarecimento do pessoal que fica achando que ela é a vilã do preço da gasolina. E a nossa imprensa, que fez tanta campanha para que as notas fiscais passem a discriminar o valor do imposto, bem que podia fazer uma tornando obrigatório colocar no postos a discriminação dos preços que compõem o valor final do combustível.

Garanto que vai ter muita gente desejando a volta do tabelamento governamental. Afinal, a transparência deve valer para todos.

Preço da gasolina está perto de empatar com dólar mais baixo. E os “aumentistas” piram

21 de outubro de 2013

Gasolina_Bomba01Fernando Brito, via Tijolaço

Uma reportagem do Valor de quinta-feira, dia 17, mostra como é perigoso, em matéria de petróleo, fazer raciocínios simplórios e imediatistas. A Petrobras, vocês se recordam, ia “quebrar” por conta da defasagem entre os preços internacionais da gasolina e do diesel, na casa dos 30%.

Agora, eles admitem que essa defasagem caiu para 9%. Talvez menos, porque o preço internacional do petróleo teve ligeira queda, em torno de 4%, nos últimos dias.

Não é lúcido tentar negar o óbvio, pois é evidente que o preço da gasolina – ao menos nas refinarias – está contido, embora o “mercado livre” pratique diferenças de preço que chegam a mais de 15% entre os preços nas bombas.

Mas é evidente que as forças políticas que, através da imprensa, clamavam por “reajuste já” visavam o desgaste político não apenas do governo Dilma quanto, sobretudo, a própria Petrobras, justo no momento em que ela será, como nunca antes, a ferramenta do país na apropriação para o Brasil da maior reserva de petróleo do pré-sal.

O reajuste, quando vier, virá na hora e no tamanho certo para ser absorvido, sem danos, política e economicamente, embora os “aumentistas”, aí, preparem uma nova temporada de “o mundo vai acabar”.

Da mesma forma, acreditem, vai seguir o leilão de Libra. A greve dos petroleiros, algo delicado, porque envolve a segurança das operações de extração e refino de petróleo, deve ser vista com serenidade, sem atropelos.

Depois do leilão do Campo de Libra, na segunda-feira, dia 21, os contras, por ingenuidade e desconfiança, vão ver que a mídia vai falar muito em “fracasso” do leilão”. Fracasso, para eles, claro, é a Petrobras ganhar.

Gasolina sobe, mas alta não chega ao consumidor

23 de junho de 2012

Via Reuters

A Petrobras anunciou na sexta-feira, dia 22, um reajuste de 7,83% nos preços da gasolina e de 3,94% no do diesel. Em seguida, o governo zerou tributos sobre os combustíveis, para evitar que o aumento chegue às distribuidoras e aos consumidores.

O reajuste da Petrobras é válido nas refinarias, a partir de 25 de junho, e considera os preços da gasolina e do diesel sem os tributos federais Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e PIS/Cofins, nem o tributo estadual Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A Petrobras fez o comunicado no começo da noite de sexta-feira, dia 22, e, logo em seguida, o Ministério da Fazenda divulgou uma nota anunciando que zerou a alíquota da Cide incidente na venda da gasolina e do óleo diesel.

De acordo com nota do Ministério, os preços, com impostos, cobrados das distribuidoras e pagos pelos consumidores não terão aumento.

Segundo a estatal, “esse reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo”.

A Petrobras divulgou na semana passada um plano de negócios com investimentos de US$236,5 bilhões para o período 2012-2016, contando com reajuste nos preços dos combustíveis para torná-lo viável.


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