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As propinas dos shoppings para a Prefeitura de São Paulo

14 de julho de 2012

Lido no Advivo

Polícia indicia executivo de empresa sócia de shoppings

O presidente de fundo da BGE é suspeito de corrupção e formação de quadrilha. Grupo é acusado de pagamento de propina para obter alvarás de obras em centros de compras de São Paulo.

Evandro Spinelli e Rogério Pagnan

Bayard Lucas de Lima, executivo da Brookfield Brasil, foi indiciado ontem pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de corrupção ativa e formação de quadrilha. Ele é o presidente do fundo gestor da BGE, empresa do grupo Brookfield que administra shoppings. A BGE é acusada por ex-executivos da empresa de ter pago propina para funcionários da Prefeitura de São Paulo para obter alvarás de obras para seus shoppings.

A partir das acusações de Daniela Gonzalez, ex-diretora financeira da empresa, a Promotoria e a polícia começaram a investigar o grupo.

Sete pessoas já prestaram depoimento confirmando o que Daniela falou: a BGE pagou propinas a Hussain Aref Saab, ex-diretor do setor que aprova prédios de médio e grande portes, e ao vereador Aurélio Miguel (PR).

Em depoimento na Delegacia de Crimes contra a Administração, Lima negou as acusações e acusou a ex-diretora de ter desviado dinheiro da empresa.Ele afirmou que a maioria dos que acusam a empresa trabalhava com Daniela.

Os promotores que acompanharam o depoimento, no entanto, não acreditaram na sua versão. Para eles, além de sete pessoas terem confirmado o pagamento de propina, uma das testemunhas – que dá ainda mais detalhes que a ex-diretora financeira e envolve outros servidores – não trabalhava com Daniela.

Após ser ouvido, Lima foi informado de seu indiciamento. Significa que ele agora é oficialmente investigado pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.

Shoppings

A revelação das acusações de Daniela Gonzalez em 14 de junho deu início a uma blitz da prefeitura em shoppings da cidade. Os shoppings Pátio Higienópolis e Pátio Paulista – ambos têm a BGE como sócia – tiveram seus alvarás cassados e podem ser lacrados até o fim deste mês.

Segundo Daniela, em depoimento confirmado por outros ex-executivos, a BGE teria pago propinas para obter benefícios da prefeitura para os dois empreendimentos.

Se o shopping Higienópolis não regularizar a situação do estacionamento principal do prédio e de outras garagens de apoio que não têm alvará. O empreendimento será multado em R$1,5 milhão na segunda-feira, dia 16, e notificado a fechar em até dez dias.


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