Posts Tagged ‘Filha’

Um ano depois, o picolé da filha de Serra ainda é mistério

18 de fevereiro de 2014

Veronica_Lehman_Sorvete02

No início do ano passado, uma transação surpreendeu o mercado: o Fundo Innova, gerido por Verônica Serra, filha do ex-presidenciável tucano José Serra, investiu R$100 milhões para ter 20% de uma pequena fábrica de sorvetes de Cotia (SP), a Diletto. A promessa era ganhar o mundo e transformá-la na nova Häagen-Dazs. De lá pra cá, absolutamente nada aconteceu, como atesta o site da própria empresa, deixando no ar algumas perguntas intrigantes: de onde realmente veio o dinheiro para um investimento tão sem sentido e o que foi feito com os recursos trazidos de paraísos fiscais para o Brasil?

Via Brasil 247

Um ano atrás, o fundo de investimentos Innova, gerido por Verônica Serra, filha do ex-governador e ex-presidenciável tucano José Serra, anunciou um dos investimentos mais estranhos da história do capitalismo brasileiro. O fundo decidira aportar R$100 milhões para adquirir 20% de uma pequena fábrica de sorvetes em Cotia (SP), chamada Diletto (relembre aqui).

À época, foi montada uma pesada operação de marketing para dar ar de normalidade à transação. Entre as peças promocionais, houve até uma capa da Forbes Brasil, sobre os planos do empreendedor Leandro Scabin, que fundara a Diletto. Dizia-se, à época, que os recursos do Fundo Innova estariam sendo aportados pelos empresários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, da Ambev, e que a pequena sorveteria seria transformada na nova Häagen-Dazs.

No entanto, no mercado, sempre houve a suspeita de que os recursos geridos por Verônica Serra pertenciam à própria família – e não ao trio de bilionários da Ambev, que não costumam rasgar dinheiro aportando R$100 milhões numa sorveteria.

De lá pra cá, o que realmente aconteceu? Uma visita ao site da Diletto é esclarecedora. No campo “Diletto na mídia” (confira aqui), descobre-se que nada de importante sucedeu na história da empresa depois do aporte de R$100 milhões. Depois da entrada do Innova, a empresa conseguiu emplacar uma nota no Valor Econômico, sobre um picolé especial de dia das mães (leia aqui) e uma pequena reportagem na Gazeta do Povo sobre sorvetes (leia aqui).

Muito pouco para quem levou uma bolada tão grande. O que deixa no ar algumas questões: (1) de onde realmente veio o dinheiro do aporte na Diletto? (2) o que foi feito com esses recursos?

Leia também: Verônica*
E aí Joaquim, a filha do Serra também está no “mensalão”
A crise do picolé assusta Scabin, Verônica Serra e Lemann
E se Verônica Serra fosse filha de Lula?

Quem tem padrinho não morre pagão: As carreiras meteóricas das filhas de Fux e Mello

16 de julho de 2013
STF_Filhas_Mello_Fux

Madames Mello e Fux.

Via Brasil 247

Duas jovens advogadas, Marianna Fux, de 32 anos, e Letícia Mello, de 37, poderão se tornar desembargadoras muito em breve. Não apenas em função do mérito, mas também do sobrenome. A primeira é filha de Luiz Fux e a segunda de Marco Aurélio Mello, ambos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Marianna tem apoio do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que a considera “respeitada” e “brilhante”. Letícia foi também indicada para uma vaga no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro. O salário é de R$25,3 mil, com direito a carro oficial e gabinete com assessores.

À Folha, o ministro Marco Aurélio defendeu as qualidades da filha. “Se ser novo apresenta algum defeito, o tempo corrige”, disse ele, que procurou desembargadores para tratar da indicação de Letícia. “É pecado [a indicação]? É justo que nossos filhos tenham de optar por uma vida de monge?”

Marianna tem um currículo relativamente modesto. Formou-se há dez anos pela Universidade Cândido Mendes, no Rio, fez um curso de extensão universitária de quatro meses na Fundação Getulio Vargas e atuou em apenas seis processos no TJ do Rio: um sobre extravio de bagagem, os demais sobre espólio e dano moral.

Nem ela, nem Letícia se pronunciaram sobre a reportagem que tratou de suas possíveis nomeações ao TRF.

Marco_Aurelio_Mello07_Filha

Gente fina é outra coisa: Filha de Alckmin doa bolsa Prada à Campanha do Agasalho

14 de abril de 2013

Alckmin_Filha_Sophia01A

Saiu na coluna Terraço Paulistano. Sophia Alckmin, sempre “pensando nos desvalidos e em contribuir socialmente”, saiu com essa: “Já doei bolsa Prada à Campanha do Agasalho. Neste ano, foram roupas Daslu e Juliana Jabour. Os beneficiados podem precisar de peças assim para uma entrevista de emprego, por exemplo.”

Sophia, a filha do Geraldo – como os demotucanos gostam de chamar o governador – foi gerente de compras da Daslu. Aquela loja onde os ricos e famosos compravam suas roupas e acessórios pelo quíntuplo do preço e que vendia produtos contrabandeados.

Bem que seu pai poderia ter o mesmo arroubo de generosidade e dar o que lhes é de direito aos funcionários públicos do estado de São Paulo, principalmente aos professores, que têm greve por melhores salários marcada para o dia 19 de abril.

E-mail vazado por acidente expõe falcatruas de Tourinho Neto, o amigo de Cachoeira

23 de março de 2013

Tourinho_Neto08

Mensagem enviada para juízes de todo o País relata que conselheiro indicado pela advocacia deu liminar que beneficiaria filha de Tourinho Neto, ocupante de vaga destinada a magistrados federais e com quem presidente do STF bateu boca.

Com informações de Felipe Recondo

A crítica feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao “conluio” de juízes e advogados ocorre dias depois de uma troca de e-mails ter provocado constrangimento entre juízes federais e ter levantado desconfiança sobre uma decisão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A suspeita era de favorecimento à filha do conselheiro Tourinho Neto, que ocupa a vaga no órgão dos juízes federais, a partir de uma decisão tomada pelo conselheiro Jorge Hélio, indicado pela advocacia.

Foi durante uma discussão com Tourinho Neto, em sessão do conselho na terça-feira, dia 19, que Barbosa citou o “conluio” entre magistrados e advogados e que disse haver “muito juiz para botar para fora”. O presidente do STF também comanda o CNJ.

A filha de Tourinho Neto, a juíza Lilian Tourinho, buscava no CNJ uma decisão que lhe garantisse o direito de participar de um concurso de remoção. Ela queria deixar uma vara do Pará e mudar para Salvador. O pedido já tinha sido rejeitado no Tribunal Regional Federal, onde ocorreria a transferência, pois Lilian Tourinho estava há menos de um ano na mesma vara. Pela regra do TRF, o pedido de remoção só pode ocorrer depois de o juiz ficar um ano em uma mesma localidade.

Relator do pedido, o conselheiro Jorge Hélio foi abordado por Tourinho Neto antes de tomar uma decisão. “Está chegando um requerimento de minha filha e é coisa urgente”, disse Tourinho na ocasião.

E-mail na lista

Jorge Hélio recebeu o processo e suspendeu provisoriamente o concurso de remoção, o que atendia ao pedido da juíza. O e-mail remetido por um assessor a Tourinho Neto provocou suspeitas entre os magistrados. Na mensagem, o assessor de Tourinho afirma que Jorge Hélio passou no gabinete, informou que já havia decidido a questão, mas a liminar, conforme a mensagem, ainda não tinha sido publicada.

“O conselheiro Jorge Hélio esteve agora aqui no gabinete procurando o senhor. Pediu para informar que o processo já está encaminhado, e que deferiu a liminar. No entanto, no sistema ainda não consta a assinatura, somente a minuta”, informava o assessor. Assim que fosse publicada, prometia o funcionário, encaminharia a íntegra da decisão para Tourinho e sua filha.

Tourinho Neto contou que recebeu a mensagem e tentou repassá-la para o e-mail da filha. Entretanto, acabou enviando o texto para a lista de juízes federais de todo o País. O presidente da Ajufe, Nino Toldo, procurou o conselheiro Jorge Hélio e pediu oficialmente que reconsiderasse sua decisão. O TRF em seguida encaminhou informações, argumentando que a juíza havia-se beneficiado no passado da regra que queria derrubar. Dois dias depois, Jorge Hélio voltou atrás e derrubou a decisão que beneficiava a filha de Tourinho Neto.

O caso provocou críticas internas e foi assunto de uma sessão reservada do Conselho na segunda-feira, dia 18, à noite, véspera das críticas de Barbosa aos magistrados e advogados, desencadeadas durante um diálogo com o conselheiro Tourinho. Jorge Hélio conta ter sido questionado sobre o assunto pelo também conselheiro Wellington Saraiva. E afirmou que um colega do Ministério Público havia levantado a suspeita de que Jorge Hélio teria feito advocacia administrativa.

“O que eu disse foi que julguei o pedido. Aconteceu isso mesmo e não vejo nenhum problema”, disse Jorge Hélio. O conselheiro reclamou do ocorrido. “Não me causou constrangimento porque não me senti pressionado. Mas esse tipo de pedido sempre incomoda”, admitiu.

“Lamento profundamente que tenha ocorrido isso. Eu asseguro que agi dentro da normalidade”, afirmou o conselheiro. “Eu não aceito interferência no meu trabalho.”

Após o ocorrido, Tourinho Neto repassou o e-mail aos colegas para negar irregularidades. “Meus amigos, conselheiros, a msg [mensagem] que recebi do meu assessor Marcos foi a que abaixo transcrevo. Não houve nenhuma advocacia administrativa. Não pedi nada a Jorge Hélio, nem ele disse que estaria dando a liminar para atender meu pedido”, disse Tourinho na mensagem aos magistrados.

Leia também:

Saiba quem é Tourinho Neto, o desembargador que deu habeas corpus a Cachoeira

MPF pede afastamento de Tourinho Neto, amigo de Cachoeira, de processo da Operação Trem Pagador

BotoxGate: O milionário Álvaro Dias esteve na privataria tucana da Telepar

27 de dezembro de 2012

Alvaro_Dias01Via Os amigos do presidente Lula

Em 1994, o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) disputou o governo do Paraná pelo então PP. Perdeu para Jaime Lerner. Sem cargo, mudou-se de mala e cuia para o PSDB. Recebeu como recompensa pela adesão ao tucanato a presidência da Telepar (empresa de telefonia do Paraná, quando ainda era estatal), contanto que se enquadrasse no esquema “Serjão” (Sérgio Motta) de preparar a empresa para privatizá-la. Assim fez Álvaro Dias (PSDB/PR). Assumiu a presidência em maio de 1997 e, em julho de 1998, a empresa era leiloada, arrematada no pacote da Brasil Telecom, controlado por Daniel Dantas, do Banco Opportunity e Citibank.

No momento em que o senador tucano aparece com um súbita fortuna de R$16 milhões, até então desconhecida, os fatos históricos nebulosos daquela privataria tucana merecem ser revisitados. É mais um bom motivo, entre tantos, para instalar a CPI da Privataria Tucana.

Leia também:

Justiça condena Álvaro Dias por não pagar pensão a filha bastarda

Álvaro Dias, o Tio Patinhas do Paraná, há anos omite sua fortuna

Álvaro Dias sobre o governo tucano no Paraná: “Gastaram fortunas em publicidade enganosa.”

Pelo Twitter, Álvaro Dias diz não temer abutres… Ele não teme a si próprio

Pinóquio do Paraná: Receita Federal flagra o ficha suja Álvaro Dias no Imposto de Renda

8 perguntas para Álvaro Dias: Tem cheque do Cachoeira na venda das casas?

A Veja entregou o milionário tucano Álvaro Dias sem querer

Pinóquio do Paraná: Receita Federal flagra o ficha suja Álvaro Dias no Imposto de Renda

26 de dezembro de 2012

Alvaro_Dias20A_Pinoquio

Mais uma vez, um paladino da ética e da moral é pego na mentira. Depois do cassado Demóstenes Torres, agora foi a vez de Álvaro Dias. Ele disse que não “temia os abutres”, mas agora o porta-voz da da mídia golpista terá de se ver com o leão do IR.

Via Blog Os amigos do presidente Lula em 26/12/2012

Na terça-feira, dia 25, o Correio do Brasil traz uma matéria que diz:

O senador Álvaro Dias (PSDB/PR) deixou o silêncio em que se manteve até esta terça-feira para tentar explicar, em nota publicada em sua página na internet, parte de sua fortuna, avaliada em R$16 milhões. Desde a última sexta-feira, Dias teve seu patrimônio contestado após receber uma punição, na Justiça, no processo que move contra ele a funcionária pública Mônica Magdalena Alves, mãe de uma filha do parlamentar fora do casamento. A ação visa anular a venda de cinco casas em Brasília que, segundo a causa, também pertenceria à herdeira, menor de idade. Dias não teria pagado a pensão alimentícia da menina e poderá se tornar alvo de uma investigação da Polícia Federal.

O senador Álvaro Dias assumiu, após a renúncia do senador Demóstenes Torres por denúncias de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o papel de principal defensor dos ideais da extrema-direita, no País. Moralista e dono de um discurso contundente nas denúncias aos desafetos, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dias vê-se agora diante do mesmo pelotão de fuzilamento, na mídia, ao qual convocou na tentativa de alvejar a reputação da ex-secretária da Presidência da República, em São Paulo, Rosemary Noronha. É dele o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o que ele apelidou de “Rosegate”, repercutido prontamente pela mídia conservadora no país.

“É um escândalo de baixo nível, que expõe a postura descabida de quem preside o País, antes e agora”, disse ele, referindo-se ao antecessor da presidenta Dilma.

Em 2006, o patrimônio que Dias declarou à República, tão logo diplomado como senador, foi de R$1,9 milhão. Naquele mesmo ano, o senador não teria declarado aplicações no valor de R$6 milhões e, ao longo do período, ergueu cinco mansões na Capital Federal, avaliadas em R$16 milhões. Na nota, Dias tenta explicar os fatos acusando “abutres morais” que promovem “o achincalhe” em uma página de microblogs.

Porém, o ficha suja Álvaro Dias não contava com a força da internet. Na quarta-feira, dia 26, o blog Os amigos do presidente Lula mostra que o senador tucano é da mesma laia de Demóstenes torres. Leia a seguir.

Às voltas com o súbito aparecimento de uma fortuna de R$16 milhões, em processo de pensão, o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) foi autuado pela Receita Federal por infração no Imposto de Renda.

Aliás o senador acumula oito processos na Receita Federal. O sigilo fiscal impede de se conhecer os detalhes dos processos, mas o senador poderia explicar à Nação, perplexa com sua súbita fortuna, o que ele aprontou.

Agora, além de sonegar informações ao eleitor na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, o senador tem de acertar suas irregularidades com o Imposto de Renda.

Isso complica mais a situação do novo milionário do Senado.

Alvaro_Dias19_Imposto_Renda

Leia também:
Justiça condena Álvaro Dias por não pagar pensão a filha bastarda
Álvaro Dias, o Tio Patinhas do Paraná, há anos omite sua fortuna
Álvaro Dias sobre o governo tucano no Paraná: “Gastaram fortunas em publicidade enganosa.”
Pelo Twitter, Álvaro Dias diz não temer abutres… Ele não teme a si próprio
BotoxGate: O milionário Álvaro Dias esteve na privataria tucana da Telepar
8 perguntas para Álvaro Dias: Tem cheque do Cachoeira na venda das casas?
A Veja entregou o milionário tucano Álvaro Dias sem querer

 


%d blogueiros gostam disto: