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Vídeo: A revista Retrato do Brasil desnuda “juízo medieval” da AP 470

24 de setembro de 2013

Mensalao_Juizo_Medieval

O vídeo produzido pela revista Retrato do Brasil, do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, desmonta acusações feitas pelo relator Joaquim Barbosa a determinados dos réus da Ação Penal 470. Segundo ele, algumas condenações, como a de João Paulo Cunha, teriam sido armadas pelo atual presidente do Supremo Tribunal Federal com “mentiras escandalosas”. O vídeo é apresentado pelo escritor e jornalista Fernando Morais.

Via Brasil 247

Um vídeo didático, de 27 minutos e 26 segundos, postado no YouTube, e traz revelações surpreendentes sobre a Ação Penal 470, que tratou do chamado “mensalão”. Produzido pelos jornalistas Raimundo Rodrigues Pereira e Lia Imanishi, editores da revista Retrato do Brasil, e apresentado pelo escritor Fernando Morais, o vídeo acusa o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, de ter armado as condenações de alguns réus com “mentiras escandalosas”.

Uma delas, por exemplo, seria a que ancorou a condenação do deputado João Paulo Cunha (PT/SP). Numa das sessões do julgamento, Barbosa afirmou que a contratação da agência de publicidade DNA pela Câmara dos Deputados, à época presidida por João Paulo Cunha, teria sido reprovada por várias instâncias de controle. Raimundo Pereira e Lia Imanishi demonstram o contrário.

Em outro capítulo do vídeo, os jornalistas desmontam a tese do “desvio de recursos públicos” por meio da Visanet. Raimundo demonstra que os gastos autorizados pelo Banco do Brasil foram efetivamente pagos e que um dos maiores beneficiários da campanha foi justamente a Globo, que moveu dura campanha contra os réus no que chamou de “julgamento do século”.

O vídeo foi publicado no YouTube com o título “Mensalão, AP 470, julgamento medieval”. Curiosamente no mesmo dia em que o jurista Cláudio Lembo, um dos mais notórios conservadores do País, também definiu o processo como um “juízo medieval”.

Assista e forme seu próprio julgamento.

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Fernando Morais: José Dirceu não está sendo julgado pelo “mensalão”

18 de agosto de 2012

Lido no Advivo

Biógrafo de José Dirceu diz que todos usam caixa 2

Matheus Magenta

O jornalista Fernando Morais (foto), que escreve a biografia do ex-ministro José Dirceu, disse que o petista, réu no “mensalão”, deveria fazer sua própria defesa no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo o escritor, o julgamento é político, e não jurídico.

“Dirceu, que é o personagem mais importante [entre os 38 réus do processo], não está sendo julgado pelo ‘mensalão’, mas pelo que ele foi ao longo da vida. O que está sendo julgado aí é o PT, é o governo Lula”, disse o escritor à Folha, anteontem [14/8].

Morais concorda com a tese de alguns dos advogados, como o do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, de que o que ocorreu foi um esquema de caixa 2 para pagar dívidas da campanha, e não compra de apoio político.

“Até os paralelepípedos da Barra Funda sabem que todas as campanhas políticas do Brasil são feitas com caixa dois”, disse Morais, que já foi deputado estadual pelo PMDB nos anos 1980.

O escritor admite já ter cometido o crime eleitoral. “Você ia buscar dinheiro nos grandes comitês, dinheiro que era dado para os candidatos em sacos de dinheiro, pacotes, envelopes”, relata. “É um crime eleitoral, não é penal. O que querem provar, não sei se vão conseguir, é que se usou dinheiro público. Acredito que não houve.”

Morais afirma não ter qualquer motivo de natureza “pessoal, ideológica ou política” para defender os réus. Em 2005, ele testemunhou em defesa de Dirceu no Conselho de Ética da Câmara.

Autor dos livros Chatô e Olga, Morais produz hoje as biografias de Dirceu, do senador Antônio Carlos Magalhães (morto em 2007) e do ex-presidente Lula – projeto que foi interrompido por conta do tratamento contra o câncer, mas que já foi retomado.

“O [livro] do Dirceu parou. Fui a Cuba com ele, visitar lugares onde ele foi treinado. Mas aí veio a cassação, veio o mensalão, o processo. E não tinha muito sentido tocar um projeto com o cara preocupado com a defesa dele.”

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Luta contra o câncer vai encerrar o livro de Fernando Morais sobre Lula

12 de junho de 2012

Jacqueline Patrocínio, via Comunique-se

O jornalista e escritor Fernando Morais foi o entrevistado da madrugada de segunda-feira, dia 11, do programa “É notícia”, apresentado por Kennedy Alencar na RedeTV. Durante o encontro, Morais falou sobre a carreira, obras publicadas e o envolvimento com a política.

Morais está preparando um livro sobre a vida do ex-presidente Lula. Inicialmente, a obra retrataria apenas um recorte de sua vida, dos anos de 1980, quando deixa a prisão, até a passagem de governo para Dilma Rousseff em 2010. Entretanto, com a doença de Lula, se estenderá e falará da luta do petista contra o câncer. O jornalista vem acompanhando Lula desde 2002 e o lançamento do livro está previsto para 2013.

Morais também recordou o início da infância em Mariana, Minas Gerais, quando pensava em ser arquiteto ou piloto. Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo, e com outros jovens foi convidado por Mino Carta para colaborar com o Jornal da Tarde. Já atuou nas redações da Veja, Folha de S.Paulo e TV Cultura. Na política já atuou como deputado (1978–1986), secretário da Cultura (1988–1991) e da Educação (1991–1993) do Estado de São Paulo. Seu início no jornalismo foi lembrado durante a entrevista.


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