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Com nova lei na economia cubana, Brasil é o principal parceiro

14 de abril de 2014

Ricardo_Santana01_ApexDaniel Mori, via Jornal GGN

A Assembleia Nacional de Cuba aprovou recentemente, por unanimidade, uma nova lei que abre o país a investimentos estrangeiros. A lei ainda não permite mudanças profundas, como a autorização para que empresas de outros países possam contratar mão de obra local sem intermédio do governo, mas tornam mais atrativos os investimentos externos ao diminuir de 30% a 15% a tributação de lucro, além de aumentar para oito anos a isenção tributária de novas iniciativas.

O governo cubano afirma que necessita de mais de US$2 bilhões por ano em investimentos estrangeiros diretos para atingir a meta de crescer 7%. Mas, graças ao embargo, Cuba não conta a parceria do principal investidor do mundo, os EUA. E foi nesse sentido que o Brasil viu a oportunidade de investir e conquistar o mercado consumidor do país. Dessa forma, o governo brasileiro, através da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), uniu dezenas de empresas nacionais dispostas a conhecer e mergulhar na economia cubana.

O diretor de Negócios da Apex-Brasil, Ricardo Santana (foto), defende a iniciativa do governo brasileiro de investir na construção do Porto de Mariel, com dinheiro do BNDES e que isso representará vantagens para o empresariado brasileiro. “Isso reduzirá o custo de operações logísticas para o Brasil, até pelo aspecto de poder atender a outros países da região”.

Para Ricardo Santana, a localização geograficamente estratégica fará de Cuba um polo concentrador na região. “Pode ser um hub para países do Caribe, principalmente ao considerarmos o crescimento das economias na América Central, como Panamá, Honduras, El Salvador, Costa Rica e Guatemala. Em 2013 o PIB cubano foi o maior de toda a América Central e o Caribe, exceto pelo território estadunidense de Porto Rico. E o país é também o segundo maior destino das exportações brasileiras nessa região, atrás apenas do Panamá”.

Só no ano passado, a corrente de comércio Brasil-Cuba totalizou US$624,8 milhões, com incrementos de 9,2% com relação a 2008. Desse montante, US$528,2 milhões corresponderam à exportações brasileiras. Vendemos para o país: óleo de soja refinado, arroz, milho, carne de frango, café, papel, calçados, máquinas agrícola, móveis e há oportunidades para muito mais, como produtos de higiene e beleza, autopeças e outros.

Por mais que haja uma preocupação dos investidores ao redor do mundo acerca do modelo político-econômico cubano, o país apresenta hoje uma economia em expansão, uma população de 11 milhões de habitantes e um turismo pujante. Segundo o diretor da Apex-Brasil, não há obstáculos para o sucesso das relações comerciais entre os dois países. “Cuba oferece um porto com capacidade de movimentação de 1 milhão de contêineres, uma Zona Especial de Desenvolvimento, uma boa localização, proximidade cultural, necessidades por produtos que o Brasil fabrica, ou seja, condições promissoras e que oferecem oportunidades oportunas para empresas brasileiras”, disse Ricardo.

Só em 2013, 324 empresas brasileiras exportaram para Cuba: carne de franco, café, arroz, farelo e óleo de soja, massas alimentícias, papel, fumo, máquinas agrícolas, fios sintéticos, produtos de borracha, reboques, veículos de carga, resina. Ricardo Santana avalia que há também espaço para produtos de higiene, limpeza e cosméticos, autopeças, aparelhos mecânicos e elétricos, calçados, chassis, confecções, ferramentas e talheres, aparelhos de ótica, plástico, cerâmica, confeitaria, produtos químicos e farmacêuticos, vidro e muitos outros.

“Pelos questionários que as empresas brasileiras responderam na Missão Empresarial, enviada a Cuba, há uma perspectiva de negócios para os próximos 12 meses de US$37,5 milhões. Creio que vale apontar que para nós, a expansão da economia cubana representa mais negócios para o Brasil e para a região da América Latina. O nosso crescimento econômico está relacionado ao fortalecimento da região”, concluiu o diretor de Negócios da Apex-Brasil.

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EUA querem transferir prisioneiros de Guantânamo para América Latina

14 de abril de 2014

Cuba_Guantanamo15

Via Agência Brasil

Os Estados Unidos esperam o apoio dos países latino-americanos para transferir prisioneiros de Guantânamo, de forma a fechar a controversa prisão norte-americana, disse nessa quarta-feira (9) o embaixador de Washington no Chile, Michael Hammer. Segundo ele, que apresentou nesta semana as suas credenciais como embaixador no Chile, o fechamento de Guantânamo é “prioridade” do presidente norte-americano, Barack Obama.

“Nos Estados Unidos procuramos soluções para ver como podemos finalmente fechar Guantânamo”, disse Hammer, em entrevista na embaixada norte-americana. “Para atingir esse objetivo é necessário que outros países nos ajudem na transferência de alguns indivíduos que estão detidos”, acrescentou.

O Uruguai aceitou acolher cinco prisioneiros de Guantânamo por razões humanitárias. A Colômbia admitiu que está recebendo pedido de Washington nesse sentido. Segundo a imprensa uruguaia, o Brasil foi abordado com o mesmo objetivo.

Mais de 800 detentos passaram pela prisão de Guantânamo, localizada em uma base naval dos Estados Unidos, em Cuba, desde a sua criação em 2002.

As transferências da prisão de Guantânamo vêm aumentando nos últimos meses, com o repatriamento de três argelinos, dois sauditas e dois sudaneses. Um dos argelinos foi repatriado em março, depois de passar 12 anos sem qualquer julgamento. Mas 154 detidos permanecem na prisão especial, criada no governo do presidente George W. Bush, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, e na qual foram enclausurados os suspeitos detidos em operações de combate ao terrorismo.

A maioria dos detidos é do Iêmen, Afeganistão, da Arábia Saudita e do Paquistão. A maioria nunca foi acusada ou julgada.

O presidente Barack Obama chegou a afirmar que a prisão prejudicou a imagem dos Estados Unidos no mundo, mas os seus planos para fechá-la têm sido bloqueados em parte pelo Congresso norte-americano, que proibiu o acolhimento dos presos em território norte-americano.

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Nobel de Economia diz que “sonho norte-americano” é um mito

11 de abril de 2014

Joseph_Stiglitz02A

Progresso dos cidadãos nos EUA depende dos estudos custeados por seus pais, diz Stiglitz.

Via Portal Terra

O economista norte-americano Joseph Stiglitz, ganhador do Prêmio Nobel em 2001, afirmou na terça-feira, dia 8, durante uma palestra no 7º Fórum Mundial de Cidades, que os Estados devem desempenhar o papel que lhes corresponde no planejamento das cidades ao considerar que o sonho norte-americano, modelo que deixa as urbes nas mãos dos mercados, é um mito.

“O Estado tem de desempenhar um papel importante. O que me preocupa é que nos últimos 20 anos perdemos esse equilíbrio entre o papel do Estado e o do mercado”, disse Stiglitz durante a palestra no fórum que acontece na cidade de Medellín, na Colômbia.

Para o economista, as cidades norte-americanas de Detroit e Gary – lugar onde nasceu – são urbes “que fracassaram porque os governos não fizeram o que tinham que fazer” e as consequências da desindustrialização, de automóveis e aço respectivamente, as condenaram. “Os mercados não tratam bem a reestruturação urbanística”, disse.

Além disso, questionou o sonho norte-americano, que chamou de “mito”, já que o progresso dos cidadãos nos Estados Unidos depende dos estudos custeados por seus pais, enquanto na Europa, com modelos considerados “mais rígidos”, a educação é universal.

Stiglitz contrapôs o modelo dessas cidades norte-americanas com a asiática Cingapura, “onde o Estado teve um papel fundamental em seu desenvolvimento”; a inglesa Manchester, reconvertida em polo musical, cultural e estudantil após sua desindustrialização; e a própria Medellín.

“Em muitos países querem copiar o modelo norte-americano e eu quero chamar a atenção sobre isso: tenham cuidado com o que desejam, os EUA alcançaram o maior nível de desigualdade de todos os países desenvolvidos”, disse Stiglitz, que atribuiu esse fenômeno a decisões políticas e não só a “forças econômicas”.

Durante a manhã de ontem, em entrevista coletiva, Stiglitz alertou sobre as consequências para a Colômbia da assinatura de um Tratado de Livre-Comércio (TLC) com seu país: estes acordos “são elaborados para o interesse dos Estados Unidos e a favor de outros países avançados”, disse o economista.

“Se seguimos as regras do jogo dos EUA terminamos com seus resultados negativos”, acrescentou o economista. Além disso, Stiglitz pediu que o setor público pensasse nos pobres na hora de planejar a remodelação das cidades ou de construir novas urbes porque “o Produto Interno Bruto (PIB) não é uma boa medida do bem-estar”.

“São os pobres que sofrem com uma cidade mal planejada: os pobres sofrem com os transportes ruins, com a falta de parques públicos e de habitação”, disse. O Prêmio Nobel foi um dos convidados principais do 7º Fórum Mundial de Cidades de Medellín, que tem como objetivo buscar soluções para diminuir a crescente desigualdade nas cidades dos cinco continentes e reverter essa tendência para a promoção de um desenvolvimento mais igualitário.

“No Brasil, o governo focou na educação, na alimentação, na pobreza e é muito surpreendente como essas políticas provaram ser adequadas”, disse Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia

Cuba denuncia outra rede social dos EUA criada para desestabilizar governo

10 de abril de 2014

Cuba_Internet01

Além de ZunZuneo, agência norte-americana lançou outro programa de estímulo à dissidência na Ilha, chamado Piramideo.

Via Opera Mundi

Cuba informou na segunda-feira, dia 7, a existência de outro programa promovido pelos Estados Unidos em redes sociais para instigar a agitação política e a dissidência na Ilha chamado Piramideo. Na, financiado e gerido pela Usaid (Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional), entidade responsável por financiar iniciativas ao redor do mundo.

Semelhante ao programa anterior, o Piramideo promovia a criação de uma rede de amigos, oferecendo-lhes a possibilidade de que uma pessoa enviasse a seus amigos um longo SMS no valor de uma única mensagem, explicou Hilda Arias, diretora do Etecsa (Centro de Serviços Móveis da Empresa de Telecomunicações de Cuba) ao jornal mexicano La Jornada.

Segundo Hilda Arias, o Piramideo tentava desviar recursos de Cuba e criar uma espécie de canal de comunicação entre grupos contrarrevolucionários. Ela ainda acrescentou que o sistema tentou enganar também trabalhadores e artistas da Ilha, oferecendo-lhes uma plataforma gratuita ou a de menor preço para promover seus serviços e obras.

A Usaid planejava entregar US$4,3 milhões a várias empresas subcontratadas para promover a instalação de redes sem fios subterrâneas. De acordo com o jornal, o intuito seria oferecer aos empreendedores tecnológicos o equipamento necessário para que criassem suas próprias redes e, posteriormente, enlaçá-las a outras redes no exterior. Na sexta-feira, dia 4, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba pediu que Washington respeitasse o direito internacional e cessasse as “ações ilegais e secretas” contra a Ilha.

Costa Rica

Paralelamente, a Costa Rica declarou nesta segunda-feira que a Usaid também estabeleceu uma operação clandestina em seu país para causar agitação social em Cuba – atitude chamada pelo governo local de “grave insulto”. “É necessário investigar o caso Se isso for verdade, é uma afronta grave à Costa Rica. É claro que temos que pedir uma explicação”, disse o ministro de Comunicação, Carlos Roverssi, ao jornal La Nación.

O líder da missão era Joseph Duke McSpedon, empregado responsável do Escritório de Iniciativas de Transição da Usaid. Na Costa Rica, ele planejou o projeto e organizou o lançamento da rede social. Segundo registros de imigração obtidos pelo La Nación, McSpedon foi ao país em 42 ocasiões entre 2009 e 2011, a bordo de voos comerciais e privados. A missão dos EUA em San José (capital) se recusou a discutir o assunto.

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7 de abril de 2014

Cuba_ZunZuneo01

A página, chamada de “ZunZuneo”, foi elaborada pela Usaid, empresas de fachada constituídas secretamente e com financiamento de bancos estrangeiros.

Via Pátria Latina

As denúncias do presidente Raul Castro sobre as tentativas desestabilizadoras do governo dos Estados Unidos contra Cuba foram denunciou na quinta-feira, dia 3, a revelação de um plano para incentivar a juventude cubana à contrarrevolução, com participação de uma agência estadunidense.

Washington planejou a criação de um “Twitter cubano” para atacar as autoridades da Ilha, promovido pela Agência dos Estados Unidos para a Assistência Internacional (Usaid), empresas de fachada constituídas secretamente e com financiamento de bancos estrangeiros.

A agência de notícias Associated Press (AP) assegurou que teve acesso a mais de mil documentos sobre a rede de comunicações Zunzuneo, cujo propósito era se tornar popular entre os jovens cubanos e depois “os empurrar para a dissidência”.

AP assegura que os usuários nunca souberam que o projeto foi criado por uma agência dos Estados Unidos vinculada ao Departamento de Estado, nem que os contratantes estadunidenses estavam reunindo dados pessoais sobre eles com a esperança de que essa informação fosse utilizada com propósitos políticos.

Em 1º de janeiro deste ano, em ocasião do aniversário de 55 anos da Revolução Cubana, o presidente Raul Castro denunciou “tentativas de introduzir subtilmente plataformas de pensamento neoliberal e de restauração do capitalismo neocolonial” em Cuba.

“Se empenham enganosamente em vender aos mais jovens as supostas vantagens de prescindir de ideologias e consciência social, como se esses preceitos não representassem cabalmente os interesses da classe dominante no mundo capitalista”, disse o chefe de Estado em Santiago de Cuba, ao leste daqui.

Enfatizou então que com tais esforços se pretende “induzir à ruptura entre a direção histórica da Revolução e as novas gerações e promover incerteza e pessimismo face ao futuro, tudo isso com o marcado fim de destruir a partir de dentro o socialismo em Cuba”.

Segundo a fonte, o plano anticubano poderia ser violatório das leis norte-americanas, que exigem autorização por escrito do Presidente e uma notificação ao Congresso para realizar qualquer operação secreta.

No mínimo, os detalhes postos em evidência parecem contradizer os argumentos que por muito tempo têm sido esgrimidos pela Usaid no sentido de que não participa de ações encobertas.

O assunto tem estreita relação com a situação do contratador da Usaid, Alan Gross, detido em 2009 em Cuba e condenado por realizar ações ilegais com objetivos e procedimentos muito similares à operação Zunzuneo.

A revelação aponta que a Usaid e seus contratadores fizeram um esforço significativo para ocultar os laços que o projeto tinha com Washington.

Acrescenta que para efeito estabeleceram empresas de fachada na Espanha e contas bancárias nas Ilhas Cayman para ocultar as transações financeiras.

Também tentaram contratar altos executivos de empresas privadas sem lhes dizer que se tratava de um projeto financiado com dinheiro dos contribuintes dos Estados Unidos.

“Não se mencionará em absoluto a participação do governo dos Estados Unidos”, detalha um relatório da Mobile Accord, uma das empresas contratantes. “É totalmente crucial para o sucesso a longo prazo do serviço e garantir o cumprimento da Missão”, conclui

O senador Patrick Leahy, democrata por Vermont e presidente da Subcomissão do Senado sobre o Departamento de Estado e Operações no Exterior, disse que as revelações são preocupantes.

“Existe o risco de que cubanos jovens tenham usado o serviço em seus telefones móveis sem saber que era uma atividade financiada pelo governo dos Estados Unidos”, apontou.

“Também está a natureza clandestina do programa, sobre o qual não se informou à Subcomissão de Atribuições que tem a responsabilidade de fazer supervisão. E o fato de que o serviço começou a operar pouco depois da prisão de Alan Gross”, sublinhou.

O plano, que pretendia mobilizar e organizar jovens cubanos contra o governo de seu país funcionou de 2009 até o ano 2012, informou a AP.

Zunzuneo insere-se em uma extensa lista de operações secretas anticubanas, que incluem desde a invasão pela Baía dos Porcos, as tentativas de assassinar Fidel Castro e outros dirigentes da Ilha e o apoio a grupos contrarrevolucionários que assassinaram camponeses e educadores.

Também inclui ações terroristas como a explosão de um avião comercial da Cubana de Aviação com 73 pessoas a bordo, em 1976, e a introdução de doenças como dengue hemorrágica na Ilha, entre outras da guerra biológica.

O governo estadunidense financia e dirige transmissões de rádio e televisão contra Cuba, país ao qual submete ao mais longo bloqueio econômico, financeiro e comercial da história.

***

Governo estadunidense persiste em desestabilizar Cuba

O Ministério do Exterior de Cuba declarou que as recentes revelações sobre o plano do governo dos Estados Unidos, de criar um “Twitter cubano” com fins de desestabilização, demonstra que Washington persiste em seus planos subversivos contra a Ilha.

Segundo revelou a agência informativa norte-americana Associated Press (AP), o plano do governo estadunidense de criar uma rede de comunicações a qual chamaram Zunzuneo foi levado a cabo com o propósito de ganhar popularidade entre os jovens cubanos para depois empurrá-los para a dissidência.

A julgar pelas investigações realizadas pela AP, esse plano para prejudicar as autoridades da Ilha foi promovido pela Agência dos Estados Unidos para a Assistência Internacional (Usaid), empresa de fachada constituída secretamente e financiada por bancos estrangeiros.

Uma declaração da Diretora Geral dos Estados Unidos, do Ministério de Relações Exteriores, Josefina Vidal, destaca a esse respeito que a informação contida no artigo da agência norte-americana AP confirma as reiteradas denúncias do governo cubano.

“Demonstra-se, mais uma vez, que o governo dos Estados Unidos não tem renunciado aos seus planos subversivos contra Cuba, que têm como propósito criar situações de desestabilização no país para provocar mudanças em nosso ordenamento político e ao qual continua dedicando orçamentos multimilionários a cada ano”; denuncia a declaração.

Também reitera que “o governo dos Estados Unidos deve respeitar o Direito Internacional e os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e, portanto, cessar suas ações ilegais e encobertas contra Cuba, que são rechaçadas pelo povo cubano e pela opinião pública internacional”.

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Minha Casa, Minha Vida é bem mais barato: EUA gastam US$2 bilhões por ano com habitação para sem-tetos

2 de abril de 2014

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Raul Juste Lores

Resumo – Governo norte-americano e ONGs investem grandes somas em programas que dão moradia, em vez de abrigo temporário, a sem-teto. Veteranos de guerra, ex-drogados e doentes mentais recebem apoio para reintegração à vida comum, e país vê queda no número de pessoas em situação de rua, apesar da crise econômica.

Deitado em um banco com encosto na praça Lafayette, em frente à Casa Branca, o porto-riquenho Miguel, 40, não acreditou na proposta feita por uma assistente social. “Oferecemos a você uma casa, ajudamos a pagar o aluguel, a comprar móveis e a cuidar da sua saúde”, ele ouviu em uma madrugada no mês passado, em pleno inverno, em Washington.

Alcoólatra e desempregado, Miguel diz que apesar dos turistas e dos protestos, a vizinhança “é sossegada e segura à noite”.

No dia seguinte, quando a assistente social voltou, Miguel não estava lá. “Pode ser medo da polícia, de não querer ir para um albergue. Às vezes levamos seis meses para ganhar a confiança dos nossos clientes”, diz Hannah Zollman, acostumada a procurar os sem-teto embaixo de pontes, em bancos ou em pontos turísticos da capital norte-americana.

Ela tabula a localização dos sem-teto, identifica lideranças entre eles, usa perguntas “motivacionais” ensaiadas para quebrar a resistência e leva roupas, cobertores e sopa quente para iniciar a aproximação. E, de fato, oferece moradia permanente.

Sua promessa não era exagerada. De ONGs ao governo federal norte-americano, a política hoje dominante para atender os sem-teto é a chamada housing first (primeiro, casa). Desde 2010, o Departamento de Habitação do governo norte-americano tem investido US$2 bilhões (cerca de R$4,7 bi) por ano para patrocinar vouchers para pagamento de aluguel e programas de “habitação social de apoio permanente” organizados por centenas de ONGs pelo país.

Há 300 mil pessoas atualmente vivendo com vouchers do governo e com assistência social – eles são quase a metade dos 615 mil norte-americanos em situação vulnerável de perder o teto.

“Os albergues para os sem-teto acabam perpetuando o problema. Sem-teto precisa de casa em primeiro lugar. De casa financiada pelo governo e assistência social e médica”, defende o psicólogo nova-iorquino Sam Tsemberis, que fundou há 20 anos a ONG Pathways e é considerado o pioneiro do housing first.

“É muito difícil alguém com um problema de saúde mental ou com um vício recuperar a sua vida em um albergue lotado, sem privacidade ou estabilidade.”

Vulneráveis

O governo comemora uma queda de 23% no número dos sem-teto no país entre 2007 e 2013, mesmo com a recessão de 2008 e 2009 e a tímida recuperação econômica desde então.

Há vários graus de vulnerabilidade entre os sem-teto, de acordo com o censo realizado no ano passado. Dos 300 mil que recebem os vouchers para pagar seu aluguel, 58 mil são veteranos de guerras que, ao retornar de campanhas militares, têm dificuldades para se readaptar à família, encontrar trabalho ou acabam sofrendo com vícios ou depressão.

Cerca de 215 mil moram em casas ou construções abandonadas, em bancos de praça ou embaixo de pontes. Desses, 100 mil são os chamados casos crônicos, com mais de um ano sem abrigo – é para eles que vai 50% do orçamento para habitação de “pessoas com necessidades especiais” do Departamento de Habitação. Nesse universo dos sem-teto crônicos, 60% são viciados em drogas ou álcool, 30% têm doenças mentais.

Como se aluga um apartamento e se coloca lá sozinho alguém com um histórico de dependência e que perdeu já há algum tempo o costume das regras e limites da vida em condomínio? “É um risco, com certeza, mas é preciso paciência. A alternativa é sempre pior”, diz Christy Respress, que dirige a Pathways em Washington. O caminho da rua para o teto permanente não é simples.

Ellery Lampkin, 42, foi despejado duas vezes – atraso no aluguel é a reclamação mais comum –, e a organização Pathways Washington (de cem funcionários, entre eles cinco enfermeiros, um psiquiatra e seis ex-sem-teto) continuou a apoiá-lo.

Lampkin foi parar nas ruas da cidade logo depois de ver a mãe, viciada em crack, ser assassinada com três tiros na cabeça. Ele mesmo foi preso algumas vezes pelo envolvimento com drogas. É bipolar e sofre de transtorno de estresse pós-traumático.

Lampkin dormia diariamente diante da Biblioteca Pública Martin Luther King Jr., obra do arquiteto modernista Ludwig Mies van der Rohe na capital norte-americana – sua marquise sobre a calçada sem grades até hoje serve de abrigo para vários sem-teto.

A última década de vida do rapaz teve acompanhamento da Pathways. Ele não consome cocaína desde 2006 e vai regularmente à sede da organização dar depoimentos de sua transformação – tanto para possíveis doadores e voluntários como para pessoas que, como ele, foram encontradas na rua por assistentes sociais.

Corpulento, com jaqueta de couro e calça jeans, ele lembra que por cinco anos teve um “gerente” para seu caso. Lampkin recebia visitas semanais de psiquiatra, tratamento de desintoxicação e apoio moral. “Mas meu apartamento é meu escudo”, sublinha.

Sua saída da rua teve direito a uma semana em hotel pago e a busca por seus documentos até a organização alugar seu primeiro apartamento. Vários sem-teto têm direito a seguro do governo por invalidez (US$700 mensais) ou seguro-desemprego, mas sua situação impede que conheçam bem seus direitos. O contrato prevê que 30% da renda que obtêm seja para pagar o aluguel.

ONGs e prefeituras norte-americanas têm feito uma ofensiva atrás de proprietários de imóveis com “alguma consciência social”, segundo Respress, para conseguir contratos mais generosos ou paciência inicial com inquilinos desacostumados a regras de condomínios.

“Muitos sem-teto perderam todo e qualquer contato com seus parentes, com seus amigos, com seus filhos, não têm em quem se apoiar. É um processo até recuperarem o seu círculo”, diz Respress.

Segundo dados do governo norte-americano, após um ano de instalação, 83% das pessoas alojadas no housing first continuavam no primeiro imóvel alugado.

Na prática, isso exige um curso intensivo de como voltar à vida comum. Na sede da organização, fotos nas paredes mostram pratos de comida saudável e sugerem “como reduzir seu peso”. Há cartazes com listas de regras de boa convivência para os recém-chegados, “compromisso para comportamento seguro”.

Serviços de apoio também foram criados – para os veteranos militares, há uma linha telefônica de emergência para aconselhamento e ajuda em momentos de depressão ou risco de despejo, nos moldes do CVV.

Custos

O secretário-assistente do Departamento de Habitação, Mark Johnston, confirma que o housing first, visto como “ideia radical” nos anos 80, virou política mainstream em seu ministério.

Johnston diz que albergues são necessários como “primeiros socorros”, mas que os sem-teto crônicos precisam de atenção especial. Questionado sobre os altos custos de seus programas – aluguel e atenção social custam até US$18 mil (R$42,3 mil) por ano por “cliente”, valor que sobe a US$28 mil (R$64,4 mil) se precisar de acompanhamento psiquiátrico ou de reabilitação para dependentes químicos – Johnston diz que seus programas são investimento.

“Um sem-teto pode custar US$40 mil por ano aos cofres públicos enquanto está na rua. Uma ambulância custa no mínimo US$1 mil, uma noite no setor de emergência de um hospital custa US$1,5 mil. Um dia na cadeia custa US$100. Em um mês, um presidiário custa aos cofres públicos US$3 mil, muito mais caro que o aluguel. E esses são gastos. É mais barato dar casa do que não fazer nada”, diz.

A ideia do housing first começa a ser exportada. A organização Community Solutions, que lançou uma campanha chamada “100 mil lares” e que reúne 230 ONGs pelos EUA, abriu uma divisão internacional e, junto com a Universidade DePaul, de Chicago, vai inaugurar um instituto internacional sobre a condição dos sem-teto.

Paul Howard, diretor da Community Solutions, diz já ter “uma lista enorme do que funciona e do que não na aproximação e no tratamento dos sem-teto”, que pretende “sistematizar e compartilhar com outras ONGs pelo mundo”.

Resultados chegam com a persistência, mas sem milagres.

O porto-riquenho Miguel aceitou ir morar em um dos apartamentos alugados pela Pathways na terceira tentativa das assistentes sociais. Ellery Lampkin ainda faz bicos. Além das palestras motivacionais para quem está na situação em que ele se encontrava há uma década, ele busca um emprego de verdade.

Raul Juste Lores participou do 9º Seminário Internacional de Projeto Urbano da Escola da Cidade, em São Paulo.


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