Posts Tagged ‘Estudantes’

Estudantes da USP denunciados pelo MP articulam protestos com movimentos

8 de fevereiro de 2013
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Alunos relatam violência durante reintegração de posse e negam depredação da reitoria. Foto: Rahel Patrasso/Folhapress.

Para representantes dos uspianos, denúncia feita na terça-feira, dia 5, pelo MP abre precedente para criminalização de movimentos sociais em todo o País.

Gisele Brito, via Rede Brasil Atual

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de São Paulo (USP) está articulando com movimentos sociais e sindicatos manifestações em protesto à denúncia da promotora Eliana Passarelli, do Ministério Público do Estado de São Paulo, anunciada na terça-feira, dia 5, contra 72 estudantes que ocuparam a reitoria da universidade em 2011. Os alunos são acusados de pichação, desobediência judicial, danos ao patrimônio público e formação de quadrilha. Entre eles há quatro funcionários da universidade.

Para os representantes dos alunos, a medida é um ataque aos movimentos estudantil e social. “Isso abre precedente para qualquer tipo de criminalização do movimento social no País. Nós sabemos a representatividade da USP”, avalia a representante do DCE Ariele Moreira. “Já entramos em contato com o Conlutas [Central Sindical e Popular], tanto para dar assistência jurídica, quanto para, por meio de seus sindicatos, como o dos metroviários, fazermos uma campanha bem ampla com relação a esse tema”, afirma.

Os estudantes ocuparam a reitoria no dia 2 de novembro de 2011 em protesto contra o convênio firmado em 8 de setembro entre o governo do estado e a Polícia Militar para atuação dentro do campus, cinco meses depois da morte de um estudante dentro da universidade após reagir a um assalto. Segundo eles, o convênio nunca foi discutido com a comunidade acadêmica.

Seis dias após a ocupação, 400 policiais da Tropa de Choque e Cavalaria surpreenderam os estudantes, por volta das 5 horas da manhã, quando dormiam no prédio administrativo. Segundo relatos dos uspianos, a própria polícia depredou o imóvel. Policiais também teriam impedido moradores do conjunto residencial universitário de saírem de seus quartos. Alguns relatam o uso de força e ameaças verbais.

Os estudantes negam ter produzido ou usado as bombas caseiras apresentadas pela polícia. A suposta presença dos artefatos serviu como um dos principais argumentos contra os estudantes. Ontem, em entrevista ao SBT, a promotora Eliana Passarelli afirmou que “os apetrechos estavam todos montados para ser usados a qualquer momento. Então não dá para dizer que nós estamos lidando com estudantes, nós estamos lidando com bandidos”. As declarações foram repudiadas pelo DCE por meio de nota.

“Isso foi só mais um evento da política do PSDB [partido do governador Geraldo Alckmin] em conjunto com o Ministério Público e a Justiça e sua relação com os movimentos sociais, a exemplo do que aconteceu no Pinheirinho [comunidade que foi desapropriada do terreno em que morava, em São José dos Campos (SP), em 22 de janeiro de 2012, com relato de abuso policial]”, aponta Ariele.

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A promotora Eliana Passarelli, que condenou os 72 estudantes da USP, chama os alunos da universidade de bandidos e compara os petistas aos meliantes do PCC. Adivinha qual o partido dela?

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Estudante universitário de baixa renda terá bolsa assistência de R$400,00

12 de janeiro de 2013

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Heloisa Cristaldo, via Agência Brasil

O aluno de baixa renda aprovado por meio de cotas sociais em instituições federais de ensino superior receberão uma bolsa assistência de R$400,00 por mês. O benefício foi anunciado na terça-feira, dia 8, pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e deve começar a ser distribuído ainda este ano.

Segundo o ministro, uma medida provisória (MP) editada pela presidente Dilma Rousseff e atualmente está em tramitação no Congresso Nacional estabelece a ajuda. Serão beneficiados alunos com renda familiar per capta igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que optarem por cursos com carga horária diária superior a cinco horas.

O dinheiro da bolsa será liberado por meio de um cartão de crédito pré-pago, semelhante ao que ocorre no Programa Bolsa Família e outras bolsas de estudo, como a do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid).

“Já encaminhamos a MP para o Congresso Nacional. Os estudantes que entrarem pelo sistema de cotas, com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo, que optarem por cursos com mais de cinco horas de jornada, terão direito a uma bolsa de R$400,00 por mês, assim que entrarem na universidade, e durante todo o curso”, disse Mercadante.

Estudantes contra cotas erram endereço e protestam em frente ao STF

23 de agosto de 2012

Estudantes de escolas particulares erram de endereço, na grafia e no português nos cartazes para protestar contra as cotas raciais.
Foto: André Borges

Via Educação

Cerca de 60 estudantes protestaram na tarde de quarta-feira, dia 22, em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Eles pediam que a presidente Dilma Rousseff vetasse o projeto aprovado no Congresso que aumenta para 50% as cotas para alunos vindos de escolas públicas nas universidades federais.

Após alguns minutos, percebendo que protestavam no local errado, os manifestantes seguiram para o Palácio do Planalto, no lado oposto da Praça dos Três Poderes. Eles ficaram em frente à sede do governo até por volta das 17h30.

Vestidos de preto e com os rostos pintados, os alunos entoavam gritos como “Cotas não, sim educação” e seguravam faixas, algumas com erros de grafia e de português, como “contra a deficiêcia [sic] educacional” ou “Cotas devia [sic] ser por renda”.

De acordo com os representantes do movimento, o protesto era integrado por alunos de escolas particulares, escolas públicas e de universidades do Distrito Federal, chamados para tentar evitar que o projeto de cotas seja transformado em lei.

“Em vez de investir, o governo aprova esse tipo de medida paliativa”, disse uma manifestante que não quis se identificar. Os estudantes disseram que as cotas geram uma “falsa inclusão” e defenderam a “meritocracia” na seleção de estudantes da universidade pública.

Um aluno de 16 anos, bolsista de uma escola particular de Brasília, afirmava: “Se tem gente da minha sala que não consegue escrever nem uma redação, imagina como é na escola pública.” Ele defendeu que a escola particular deveria ser “opção” e não “a única forma de se ter educação decente”.

Outro manifestante dizia que a qualidade da Universidade de Brasília (UnB) vai diminuir com as cotas. “A UnB vive de pesquisa, da contribuição de quem estuda lá. Se piorar a qualidade dos alunos, vai piorar a qualidade da universidade.”


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