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A Folha de S.Paulo vai mudar o nome para “Erramos”

3 de abril de 2013

Folha_Logo05_ErramosNo domingo, dia 31/3, a ombudsman da Folha de S.Paulo Suzana Singer revelou que cada edição diária do jornal traz, em média, 99 erros de informação. Mas podem ser até mais. Ela salienta que apenas 3% dos erros cometidos são corrigidos e informados para o leitor. Agora que o Dudu tá lendo, ele perceberá que a Folha ainda comete erros primários de checagem e informação.

99 erros: Estudo mostra que cada página da Folha traz duas informações incorretas; só 3% dos erros são corrigidos

Não era Leonardo Medeiros, era Leonardo Moreira. César Maia nunca foi governador do Rio. O investimento para a Expo-2020 é de R$24 bilhões, e não de R$24 milhões. O Parque Ibirapuera é cem vezes maior do que se disse.

Quem lê a Folha está habituado a encontrar correções como essas, publicadas nas últimas semanas. Diariamente, saem três ou quatro “erramos”, ao pé do “Painel do Leitor”, mas, sabemos bem, isso é apenas a ponta do iceberg.

Para descobrir o tamanho da montanha diária de erros, a Folha reuniu uma equipe que refez a apuração de todos os textos publicados em três edições do ano passado.

Os jornalistas conversaram com entrevistados, consultaram dados de sites oficiais, revisaram traduções, refizeram contas e até assistiram a partidas de futebol para conferir as descrições em “Esporte”.

Como o foco eram os erros de informação, foram ignorados os problemas de português e de padronização. Resultado: a Folha publica 99 informações erradas por edição. Dá, em média, dois erros por página editorial (sem anúncio).

Por ser trabalhoso e caro, o estudo, apelidado internamente de “autópsia de uma edição”, só havia sido feito uma vez, entre 1997 e 1998. Naquela época, foram encontrados 105 erros por edição. Em 15 anos, pouca coisa mudou. Uma queda de 6% não é motivo de comemoração, já que hoje, com a internet, é mais fácil checar dados.

A maior parcela dos erros, no passado e agora, está nos “serviços”: roteiro de cinema, programação de tevê, preços de passagem aérea etc. É o que mais irrita o leitor, porque o faz perder tempo.

Na quinta-feira passada [28/3], quem consultou o “Acontece” e tentou ligar para o Cine Segall ouviu uma gravação avisando que o número mudou. Quem foi ao cinema no Shopping JK Iguatemi pagou pelo ingresso mais do que estava no jornal.

Uma checagem mais rígida diminuiria esses erros, mas parte da responsabilidade pelas informações desatualizadas é dos próprios cinemas, que mudam a programação depois que as edições da “Ilustrada” e do “Guia” estão concluídas.

Grafia de nomes, confusão entre números e problemas de edição são outros mananciais de erros que poderiam ser combatidos com apuração e revisão mais cuidadosas.

Cabe ao jornal estabelecer metas de diminuição de erros, mas não adianta sonhar com o “erro zero”, porque a quantidade de informação publicada é enorme. Uma edição de quarta-feira da Folha tem praticamente o mesmo número de caracteres que Os Lusíadas. Aos domingos, a Redação produz 30% a mais que a obra de Luís de Camões.

Se não há perfeição, a transparência na correção é a garantia de qualidade do produto. O estudo mostra que, em média, os “erramos” correspondem a apenas 3% dos erros cometidos.

É preciso estimular os leitores e as fontes de informação a apontar incorreções e, assim que forem detectadas, corrigi-las sem eufemismo. Dos grandes órgãos de comunicação do País, a Folha é o que mais se corrige, o que é sinal de saúde, não de doença. Como notou Arthur Brisbane, ex-ombudsman do New York Times, “por mais paradoxal que pareça, quanto mais correções você vir no jornal, melhor”.

Eliane Cantanhêde, a rainha do “Erramos” da Folha

13 de fevereiro de 2013
Eliane_Cantanhede10B_Erramos

Concorrente de peso ao “Prêmio Jornalista Imaginativo”.

Amadeu Leite Furtado13/2/2013

A jornalista (sic) e comentarista (sic) de política, de economia e de tucanagem da Folha de S.Paulo, Eliane Cantanhêde, vai entrar para o Guiness. Em sua coluna, de terça-feira, dia 12, ela deu mais um furo – não uma notícia bombástica… uma notícia furada – de reportagem. Segundo ela, enquanto o mau aluno, o Brasil, tende a reeleger sua presidente Dilma Rousseff; o mesmo não ocorre com o Chile, melhor aluno da classe. “No simpático e aplicado país sul-americano, a economia vai bem, mas a reeleição do presidente Sebastián Piñera vai mal. No melhor país do mundo, que é o nosso, a economia não está lá essas coisas, mas a reeleição de Dilma Rousseff em 2014 vai de vento em popa”, afirma a “colonista” (clique aqui para ler a “barriga” completa).

Só que a antenadíssima e informadíssima jornalista, não se ateve a um mero detalhe: a Constituição chilena não permite dois mandatos seguidos para presidente. Aqui no Brasil é possível a reeleição graças a Fernando Henrique Cardoso, que ao comprar o Congresso, possibilitou que fosse aprovada emenda para que ele se reelegesse.

Na quarta-feira, dia 13, o “Erramos” da Folha teve de corrigir a informação (sic). Em 2013, a jornalista (sic) da massa cheirosa, da febre amarela, do apagão, dentre outros “furos”, já passou com grande destaque na coluna “Erramos”. Na época em que a presidente Dilma anunciava a redução na conta de energia elétrica – que os defendidos por Cantanhêde eram contra –, ela publicou um artigo em que afirmava a existência de uma reunião de emergência do setor elétrico, “acertada entre Dilma, durante suas férias no Nordeste, e o ministro das Minas e Energia Edison Lobão” para discutir os apagões (sic) que aconteciam no País. Elaine defendeu a informação até os 45 minutos do segundo tempo, mas depois teve de dar o braço a torcer: a tal da reunião foi marcada em 12 de dezembro de 2012 e não tinha nada de emergencial. Era uma reunião rotineira do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (clique aqui).

Se continuar nesse ritmo, um por mês, Eliane Cantanhêde entrará para o Guiness como a jornalista que publicou mais “furos” com sua imaginação fértil. Taí uma ideia para o Portal Comunique-se, que gosta de premiar os jornalistas (sic) da mídia empresarial: o “Prêmio Jornalista Imaginativo”. Ricardo Noblat, Merval Pereira, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e Eliane Cantanhêde concorreriam palmo a palmo pelo prêmio.

Eliane_Cantanhede12_Erramos

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