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Dilma diz que royalties permitirão “transformar professor em profissão de status no País”

23 de agosto de 2013
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Em cerimônia para celebração de 1 milhão de contratos do Fies, presidenta afirmou também que status “se reconhece com remuneração”.

Via Rede Brasil Atual

A presidenta Dilma Rousseff disse na quinta-feira, dia 22/8, em São Paulo, na cerimônia de celebração de 1 milhão de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que a aprovação do projeto de lei dos royalties do petróleo (PL 323/07) proporcionará a oportunidade de “mudar o padrão educacional do País”. “Precisamos desses recursos para pagar professores e transformar a profissão numa profissão de status no Brasil”, disse Dilma. “Status se reconhece com remuneração. Era necessário mais recursos (para a educação), e isso conseguimos com a aprovação dos recursos no Congresso.”

O projeto aprovado na Câmara dos Deputados, na segunda-feira, dia 19/8, prevê a destinação de 75% dos royalties do petróleo para a educação, à qual também serão destinados 50% do Fundo Social do pré-sal. A nova lei prevê a destinação ainda de 25% dos royalties à saúde.

A presidenta afirmou que, com esses recursos, o Brasil poderá investir em educação básica. “Precisamos valorizar o professor alfabetizador. Tratar desde cedo a raiz das desigualdades e também o acesso às creches, pois até os seis anos se definem as capacidades de aprendizado das crianças.”

Ela defendeu que, com mais recursos, o sistema educacional possa disseminar o ensino em tempo integral em dois turnos, “essencial para mudar o padrão educacional”. “Para ser grande, o País precisa ter ensino em tempo integral, não só para ter [no período adicional] atividades esportivas e artísticas, mas para ter aulas de português, matemática, geografia e estudar uma língua.”

Dilma voltou a destacar que a “vitória” no Congresso será comemorada “nos próximos 50 anos” e que a nova legislação permitirá um incremento de “quase R$2 bilhões” no orçamento da educação no ano que vem e R$112 bilhões em investimentos nos próximos dez anos em saúde e educação.

Prefeito e ministro

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que “a construção do Fies só foi possível graças à construção do Enem, feita pelos ministros Tarso Genro e Fernando Haddad”. Genro é agora governador do Rio Grande do Sul, e Haddad, prefeito de São Paulo.

Mercadante lembrou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já conta com 7,2 milhões de inscritos e destacou o investimento em universidades federais. “Nos últimos dez anos, passamos de 148 campi para 321. Mais do que dobramos a estrutura, oferecendo mais de 25% das vagas do ensino superior. O ProUni criou 1,2 milhão de vagas”, disse.

Segundo Mercadante, o curso de Engenharia é o mais procurado pelos bolsistas do Fies, com 179 mil bolsas. “Isso mostra que o País cresce”, ressaltou o ministro.

Segundo o prefeito de São Paulo, são 200 mil pessoas atualmente beneficiadas por um dos dois programas, ProUni ou Fies. Ele lembrou que a Unifesp terá mais um campus na capital, na zona leste. “O futuro de transformação é pela educação”, disse Haddad.

Terrorismo midiático naufraga diante da realidade

27 de julho de 2013
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A mídia golpista parece a Mãe Dinah:
não acerta uma.

Programas oficiais como Bolsa Família, Enem e Mais Médicos, o regime de pleno emprego e o controle da inflação já foram, um a um, dinamitados, antecipadamente, pela mídia tradicional. Ao que se pode ler nos últimos meses em revistas como Veja, Exame e Época, fracasso de todas as principais iniciativas do governo Dilma, sem exceção, era líquido e certo. Na vida real, porém, o quadro é outro: inflação de junho foi de 0,07%, Mais Médicos bateu metas, Enem superou recordes, Bolsa Família é copiado mundialmente e estádios que Veja previu para 2038 já foram entregues e estão em uso. Até aposta em que se cantaria o Hino Nacional de costas, na Copa das Confederações, deu errado, assim como a do apagão de energia. A mídia vai se emendar?

Via Brasil 247 e lido no blog da Justiceira de Esquerda

 

Um a um, todos os principais programas lançados pela presidente Dilma Rousseff foram dinamitados, desde logo e sem piedade, pela imprensa tradicional. A vida real, no entanto, mostrou, com o tempo, que todas, repita-se, todas as sinistras previsões multiplicadas pela mídia não pagaram as apostas. Em outras palavras, o escrito não valeu. Acompanhe:

Inflação disparada – O terrorismo midiático com forte viés ideológico previu, no início do ano, uma disparada sem freios da inflação, com uma capa da revista Veja, em janeiro, mostrando Dilma, em montagem grosseira, pisando no tomate. Na Rede Globo, Ana Maria Braga – quem não se lembra? – exibiu um colar em que os legumes vermelhos faziam as vezes de pérolas. Em junho, no entanto, a variação do Índice de Preços aos Consumidor (IPC) foi de ínfimos 0,07% e, para julho, todas as previsões convergem para uma deflação. Até o presidenciável José Serra, em teleconferência na semana passada, admitiu que o índice inflacionário fechará o ano dentro da meta prevista pelo BC. O assunto, assim, saiu da pauta.

Apagão energético – Antes da aposta na alta dos preços, não houve noticiário de jornal ou colunista que não tivesse cravado, na virada do ano, um iminente apagão de energia elétrica no País. Nesse campo, a ênfase mais especial partiu no jornal Folha de S. Paulo e sua articulista Eliane Cantanhêde. As defesas feitas pela presidente em pessoa e pelo ministro Edson Lobão, das Minas e Energia, foram ironizadas e desprezadas.

Luz mais cara – O propalado colapso no sistema de energia, porém, não se deu, e o Brasil continuou com suas luzes acesas, apesar do obscurantismo da mídia tradicional. Mais ainda, o igualmente combatido plano federal de barateamento das contas de luz para todos os consumidores do País, indiscriminadamente, por meio de subsídios oficiais, deu certo e, hoje, o que se paga pela energia é mais de 10% menos do que o custo no início do ano.

Fracasso do Enem – A aposta pelo caos energético foi sucedida, este ano, pela cravada geral na imprensa de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seria um retumbante fracasso. Desta feita, foi o jornal O Estado de S.Paulo quem mais aplicadamente bateu o bumbo da derrota governamental. O que se viu quando foram contadas oficialmente as inscrições do Enem de 2013, entretanto, foi um recorde espetacular, com mais de 7,8 milhões de adesões espontâneas da classe estudantil. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, outro que não encontrava repercussão para suas previsões de sucesso, acertara em cheio.

Bolsa Família inútil – Hoje um sucesso mundial, exportado para diferentes países, o Bolsa Família, dinamizado no atual governo, que o levou para mais de 10 milhões de lares no País, foi ironizado, escrachado e combatido de todas as formas. O fato, gostem os barões da mídia ou não, é que ele sobreviveu, proliferou e modernizou-se com o passar dos anos, tornando-se o ponto de alavancagem para que 40 milhões de brasileiros, nos últimos anos, superassem sua situação de pobreza extrema.

Mais Médicos derrotado – Na sexta-feira, dia 26, quando o Programa Mais Médicos, que visa situar profissionais de Medicina nos rincões do Brasil, com salários de até R$10 mil para os que aceitarem o desafio, encerrou suas inscrições, mais do mesmo. Atacado por todos os flancos, o Mais Médicos obteve 18.400 inscrições de interessados em participar, além da adesão de mais de 3.500 municípios, ou 63% do total das cidades brasileiras. Um sucesso que a mídia tradicional, outra vez, não apenas não soube adiantar ao público, como o colocou no rumo errado de que, assim como os já citados anteriormente aqui, não haveria chance de dar certo. O problema, sobre esse noticiário, é que a primeira etapa do programa superou, sim, até as previsões mais otimistas e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pode respirar aliviado.

Desemprego galopante – Para usar a expressão repetida pelo papa Francisco, a mídia tradicional, agora, “bota fé” na escalada de desemprego, depois que os dados de junho mostraram, pela primeira vez desde 2009, uma interrupção no crescimento do mercado de trabalho. O ministro da Fazenda Guido Mantega, que, de resto, já foi retirado de seu cargo diversas vezes no noticiário recente, não apenas está lá, como garante que o derrotismo espalhado pelos jornais não irá triunfar. Ele assegurou que todos os indicadores do governo apontam para a manutenção da taxa de desemprego em torno do nível atual de 6% até o final do ano e, como das vezes anteriores, suas palavras são questionadas fortemente, como se, ao mesmo desta vez e num ponto estratégico para o governo, a mídia queria receber o prêmio de sua aposta.

Estádios para 2038 – Num absurdo erro matemático, só explicado pela distorção ideológica produtora de parcialidade, a revista Veja, carro-chefe da Editora Abril, chegou a assegurar em uma de suas capas de 2012 que os novos estádios de futebol planejados para a Copa do Mundo só ficariam prontos, isso mesmo, em 2038! Hoje, à parte a discussão sobre custos e fiscalização no emprego de recursos, o que se sabe, a olhos vistos, é que todos os estádios prometidos, sem exceção, ou já estão prontos, e em pleno funcionamento, ou em vias de serem entregues. Um dos antecessores do papa Francisco já admitiu que nem mais os papas são infalíveis, mas Veja, apesar de todos seus erros mal-intencionados, continua vendendo sua infalibilidade. Mas quem acredita ainda nisso?

Hino Nacional de costas – O jogo de “quanto pior, melhor” praticado pela imprensa, que no passado tinha a imparcialidade como um de seus dogmas, levou a mídia a vender ao público a certeza de que o público que lotou a Arena Fonte Nova, na Bahia, para ver a estreia do Brasil contra o Japão, na Copa das Confederações, em junho, iria cantar o Hino Nacional de costas para o campo. O que houve na real, no entanto, foram mais de 45 mil pessoas emocionando os jogadores em campo com suas vozes a plenos pulmões, mão no peito, respeitando o símbolo nacional em todos os seus versos. De frente e com a cabeça erguida. De quebra, a desacreditada, pela mesma mídia, Seleção Brasileira de Futebol venceu de forma invicta e espetacular o torneio, levando dezenas de jornalistas-torcedores a rasgar suas inúteis apostas na derrota.

Acredite se quiser – Jogando em previsões sinistras e, ao não vê-las se realizarem, perdendo verticalmente em credibilidade, a mídia tradicional, nos dois últimos anos, está muito mais confundindo os leitores do que informando-os sobre o que, de fato, está acontecendo. Fosse de outra forma, os casos registrados acima não poderiam ser narrados. Mas podem, porque verdadeiros.

Uma previsão séria, diante desse quadro passado, é a de que, sem a menor dúvida, a mídia que insistir na leitura da realidade pelo caleidoscópio da ideologia irá continuar, cada vez mais, confundindo e desinformando. Acredita quem quiser no que lá está escrito.

Baixaria: Para prejudicar Haddad, coordenador social de Serra espalha boato falso sobre cancelamento do Enem

25 de outubro de 2012

Se valendo de uma matéria publicada em 2009, Eden Wiedemann, coordenador de Social Media da campanha de José Serra, espalhou notícia falsa sobre cancelamento do Enem. A baixaria de campanha do candidato demotucano repercutiu nas redes sociais e fez muita gente acreditar. A seguir a nota de esclarecimento do MEC.

Boato nas redes sociais sobre cancelamento do Enem é falso

Hoje [25/10], o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi parar na lista dos assuntos mais falados das redes sociais, principalmente o Twitter. O motivo foi um boato de que a aplicação do exame foi cancelada. Uma notícia de 2009, ano em que a prova foi roubada da gráfica que imprimia o material, começou a circular nas redes sociais. Naquele ano, de fato, o Enem foi cancelado às vésperas da aplicação e remarcado para dois meses depois.

Desta vez, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), não há nenhum problema. O exame está confirmado para os dias 3 e 4 de novembro. Mais de 5 milhões de alunos são esperados para a aplicação em 1.612 municípios.

Leia também:

Folha de S.Paulo pagará R$73,4 milhões por boicotar o Enem

Folha de S.Paulo pagará R$73,4 milhões por boicotar o Enem

16 de outubro de 2012

Davis Sena Filho, via Palavra Livre em 16/10/2012

Em 2009, a Gráfica Plural, do grupo Folha de S.Paulo, vazou as provas do Enem, em um crime que causou sérios transtornos ao Ministério da Educação e ao governo Lula, que teve de enfrentar mais uma das inúmeras crises, muitas delas criadas artificialmente com o propósito de boicotar o programa educacional do governo trabalhista, e, consequentemente, golpeá-lo para que fracassasse a inclusão de centenas de milhares de brasileiros pobres ou remediados nas universidades públicas brasileiras até então tratadas como feudos para os filhos dos ricos e das classes alta e média alta.

Contudo, o Judiciário condenou o tal jornal criminoso e useiro e vezeiro em cometer devaneios e irresponsabilidades sórdidas apenas superadas pela própria Folha da família Frias de Oliveira, que na década de 1970 emprestava os carros de sua empresa para que os órgãos de repressão locomovessem agentes do Dops e do Deic, do delegado Sérgio Paranhos Fleury, e carregar prisioneiros considerados adversários da ditadura militar, muitos deles torturados, mortos e muitos deles desaparecidos até os dias atuais.

A condenação da Gráfica Plural – leia-se Folha de S.Paulo – é um exemplo de que ainda tem setores do Judiciário que fazem Justiça e não são pautados por empresários donos de um sistema midiático de negócios privados, que, de forma arrogante e prepotente, querem impor seus valores sectários e elitistas, porque desejam um País para poucos, a fim de manterem seus privilégios, bem como não toleram as diferenças culturais, a ascensão econômica e financeira de 40 milhões de cidadãos brasileiros e a busca de igualdade entre as regiões para que o Brasil, enfim, desenvolva-se de maneira democrática, republicana e justa.

São elites que têm um profundo sentimento de classe social e marcam seus territórios como os lobos e os leões nas selvas – sendo que a selva, o habitat natural dessa gente egoísta e, sobretudo, violenta é o status quo, onde os sectários, os racistas, os patrimonialistas e os que querem um mundo VIP para viver possam manter indefinidamente seus privilégios de classe social edificados por uma ideologia mezzofascista, que prega a exclusão e por isto não reconhece o direito à cidadania de todos os brasileiros e estrangeiros que moram e vivem no Brasil.

Para isso, grupos empresariais de comunicação se transformaram em porta-vozes das ações e do pensamento das classes sociais ricas, opressoras e controladoras dos meios de produção, que formulam um jornalismo de esgoto, de oposição feroz aos trabalhistas e socialistas, ao ponto de boicotarem um sistema democrático e de inclusão social e educacional como o Enem. Por isso e por causa disto, o Grupo Folha vai pagar, conforme determinou a Justiça Federal, valor da ordem de R$73,4 milhões ao governo federal, em função do vazamento da prova do Enem em 2009.

Tal “vazamento” publicado pela Folha foi repercutido pelos seus irmãos siameses e historicamente golpistas, exemplificados no Jornal Passional e no Mau Dia Brasil da TV Globo; na Globo News e seus “especialistas” de prateleira; na Veja, a revista porcaria e associada a bicheiro; no Estadão, o pasquim que pensa que ainda vive na época dos barões do café, e, portanto, da escravidão; e em O Globo, o jornal de péssimo conteúdo editorial, que foi empastelado após a morte de Getulio Vargas e cuja família proprietária pensa que o Brasil, País com 200 milhões de habitantes e considerado a sexta maior economia do mundo é o quintal da mansão onde mora.

Naquele ano de 2009, o Enem foi atacado de todas as formas e maneiras. Ocorreu de fato um achincalhe desproporcional ao episódio, o que levou a classe média conservadora e de perfil lacerdista repercutir com mais ênfase seu ódio de classe contra o governo federal e ao presidente Lula, pois que é exatamente a classe média o alvo ideológico dos meios de comunicação comerciais e privados, já que portadora e disseminadora dos valores burgueses, do acesso restrito à universidade pública, dos sonhos de consumo para si e seus filhos, bem como principal fiadora dos interesses empresariais dos ricos, por ser sua aliada no que concerne ao privilégio, a ser considerada VIP, por se considerar especial e por isto com o “direito” de não se incluir nas massas e com o “dever” de defender o que é pregado pelo establishment.

A Folha de S.Paulo nunca se responsabilizou pelo vazamento das provas do Enem em 2009. Pelo contrário, com a cumplicidade dos outros órgãos privados de comunicação de massa, a Folha, de forma irracional e golpista, atacou Lula, Haddad e o Governo trabalhista de maneira impiedosa, sem ponderar, por exemplo, que sua gráfica é que estava a rodar as provas do Enem. Nada importou para o barão Octávio Frias e suas penas alugadas, pois o que interessava era desmoralizar o Enem, odiado por tal gente, porque o programa inclui milhares de brasileiros pobres ou que não tiveram a oportunidade de entrar no esquema mercantil de cursinhos milionários ou frequentar os bancos de colégios particulares das “elites” de um País que melhorou muito na última década, mas ainda desigual e, evidentemente, injusto.

Contudo, a despeito de tudo, volto ao que já considero meu mantra preferido: “Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cadê ou em qual gaveta está guardado e empoeirado o projeto de marco regulatório para os meios de comunicação do Jornalista Franklin Martins? Vossa Excelência não sabe? Então, pergunte à ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Ministro, talvez o senhor não saiba, mas governos e governantes trabalhistas nunca devem tergiversar ou facilitar com a mídia golpista. Releia a nossa história”. É isso aí.


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