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Lula: Com Bachelet, América Latina terá “três grandes mulheres” na presidência

17 de dezembro de 2013
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Em nota, Lula afirmou que a política chilena é uma das mais competentes que ele conhece. Foto de Ricardo Stuckert/Instituto Lula.

Ex-presidente considera que região terá momento único com Dilma, Cristina e Bachelet. Brasileira telefona para chilena para celebrar “ótimo desempenho” e confirma presença em posse, em março de 2014

Via RBA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu na segunda-feira, dia 16, nota de saudação à vitória de Michelle Bachelet na disputa presidencial no Chile. No comunicado, publicado na página do Instituto Lula na internet, o petista destaca que a América Latina viverá um momento único a partir de agora.

“A América do Sul teve uma boa notícia hoje, e ainda mais o Chile, com a eleição e a volta à presidência da minha querida Michelle Bachelet, uma das políticas mais competentes que eu conheço”, afirmou o ex-presidente. “Nossa região viverá um momento único em sua história, com três grandes mulheres governando ao mesmo tempo países tão importantes como o Brasil, a Argentina e o Chile. Tenho certeza de que Bachelet contribuirá muito para o avanço da parceria e integração entre nossos países.”

A Argentina é comandada por Cristina Fernández de Kirchner. O Brasil, por Dilma Rousseff, que hoje telefonou a Bachelet para cumprimentá-la pela vitória obtida ontem. Segundo o Blog do Planalto, a presidenta saudou o “ótimo desempenho nas eleições presidenciais chilenas”.

Segundo a assessoria de imprensa do Planalto, a ligação durou cerca de cinco minutos e Dilma manifestou o desejo de que o “Brasil e Chile possam trabalhar juntos por uma América do Sul cada vez mais forte”. De acordo com o Blog do Planalto, a presidenta brasileira também confirmou presença na posse de Bachelet, marcada para 11 de março de 2014. “Bachelet agradeceu o telefonema e disse que pretende trabalhar em estreita parceria com o Brasil após assumir a Presidência do Chile”, informa o blog.

No começo de novembro, antes do primeiro turno, Lula gravou um vídeo de apoio a Bachelet e esteve em Santiago debatendo a campanha da ex-presidenta, que comandou o Palácio de la Moneda entre 2006 e 2010. Agora retorna para um novo mandato à frente da Nova Maioria, que substitui Concertação, coalizão formada na reta final do governo de Augusto Pinochet e que comandou o país durante duas décadas. Ela alcançou vantagem de 62,2% a 37,8% sobre Evelyn Matthei, candidata do atual presidente, Sebastian Piñera.

Max Altman: Saiba por que a “grande mídia” parou de falar das eleições da Venezuela

17 de dezembro de 2013

Venezuela_Nicolas_Maduro24AO presidente Nicolas Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e da Revolução Socialista Bolivariana, impôs contundente derrota a Henrique Capriles, da MUD, e a setores golpistas da oposição venezuelana. Agora, é continuar resolvendo os problemas da economia e avançar nas conquistas sociais.

Max Altman por e-mail

Notaram, meus caros amigos e amigas, que o noticiário sobre a Venezuela desapareceu da grande imprensa quando antes do 8 de dezembro enchiam suas páginas vaticinando a débâcle do governo Maduro pelos inúmeros enviados especiais e correspondentes?

Disseram que era um plebiscito e foram com tudo. Os oligarcas são sempre insolentes. Ainda mais se são apoiados pelos Estados Unidos. Contavam que o empurrão definitivo para derrocar Maduro viria com o 8 de dezembro. Estavam cuidando dessa tarefa fazia meses. Remarcação de preços de todos os produtos muito acima da inflação, provocando desespero na população, desabastecimento induzido, sabotagem elétrica, açambarcamento, insegurança. (E mais erros do próprio governo, que as manchetes gritantes dos jornais, rádios e televisão punham em evidência). O mesmo cenário que se havia preparado para Salvador Allende antes do golpe de 1973. Desde os Estados Unidos, Roger Noriega escreveu e descreveu a tese do colapso total, que seria arrematado oportunamente, quando a situação ficasse insustentável, pelo exército norte-americano. Que a Venezuela tem demasiado petróleo. Parte importante da oposição estava de pleno acordo com esse roteiro. Por fim, o chavismo aniquilado. Fim do pesadelo. Malditos vermelhos.

Disseram que as eleições eram um plebiscito. E estavam disso plenamente convencidos. E o repetiram El País, ABC, El Mundo, Clarín, The New York Times, Newsweek, a CNN, Fox News, RAI, Excelsior, Miami Herald, Folha de S.Paulo, O Globo, TV Globo, O Estado de S.Paulo… Todavia eram apenas eleições municipais, com suas características próprias, conhecidas em todo o mundo político. Apresentavam-se candidatos a prefeito, vereador que iriam dar conta da prestação de serviços, asfaltamento de ruas, tráfego, varrição de lixo …, coisas de município. Mas que importância tinha tudo isso? Para que perder a ocasião? Eram as primeiras eleições municipais sem Chávez. Disseram que era mais que urnas municipais, que o chavismo sem Chávez estava ferido de morte, que o ilegítimo e incompetente Maduro ganhara a presidencial por diferença mínima e por meio de fraude, e que agora sim, agora teria que abandonar o Palácio Miraflores, por bem ou expulso pela força. Ah, se resistisse por que não envolto num saco de lona.

Porém eis o que o povo falou:

Venezuela_Eleicoes2014_Resultados01

Comparecimento nacional de 58,92%. Recorde nacional em eleições similares. Na Venezuela o voto não é obrigatório.

1. As 335 prefeituras ficaram assim distribuídas: 242 (72,24%) para o PSUV e aliados; 75 (22,32%) para a MUD e aliados; 18 (5,44%) para independentes.

2. Das 40 cidades mais populosas, o PSUV ganhou em 30.

3. Das 25 capitais, o PSUV conquistou 15 e a MUD 10. Se a oposição venceu em Barinas, capital do estado Barinas, governado pelo irmão de Chávez, Adan Chávez – o que foi intensamente alardeado – a Revolução conquistou Los Teques, Guaicaipuro, estado Miranda, governado por Capriles – o que foi escondido.

4. PSUV e aliados obtiveram um total nacional de 5.277.491 votos; a MUD e aliados, 4.423.897. Diferença: 853.594 votos. (Cumpre lembrar que a diferença a favor de Maduro nas eleições presidenciais foi de cerca de 230 mil votos ou 1,6%.).

5. Se levarmos em conta apenas os votos da Revolução e da Oposição teremos, respectivamente, 54,40% e 46,60. (Vale destacar, por exemplo, que entre as agremiações políticas que concorreram independentemente está o Partido Comunista, firme aliado da Revolução, e que obteve 9 prefeituras, sendo 2 sem aliança, e cerca de 1,6% dos votos ou cerca de 175 mil votos. Se acrescentarmos somente esses votos à Revolução, a diferença ultrapassa os 10%.)

6. No Estado Miranda, governado pelo líder da oposição, Henrique Capriles, o PSUV e aliados obtiveram 560.826 votos (52,1%) contra 514.796 votos (47,9%) da MUD e aliados.

VOTAÇÃO NAS CAPITAIS

Município Libertador Distrito Capital (1.625.151 eleitores)

Jorge Rodríguez – PSUV – 54,55

Ismael Garcia – MUD – 43,34%

Município Bolívar, Estado Anzoategui (85.764)

Guillermo Martínez – PSUV – 84,63%

Olga Azuaje – MUD – 14,39%

Município San Fernando; Estado Apure (109.817)

Ofelia Padrón – PSUV – 65,27%

Yadala Abouhamud – MUD – 32,19%

Município Girardot, Estado Aragua (341.979)

Pedro Bastidas – PSUV – 51,55%

Tonny Real – MUD – 45,89%

Município Barinas, Estado Barinas (224.115)

Machin – MUD – 50,44%

Edgardo Ramirez – PSUV – 48,58%

Município Heres, Estado Bolívar (224.297)

Sergio Hernández – PSUV – 47,25%

Victor Fuenmayor – MUD – 40,92%

Município Valencia, Estado Carabobo (578.193)

Michele Cochiola – MUD – 54,24%

Miguel Flores – PSUV – 44,28%

Município Ezequiel Zamora, Estado Cojedes (71.330)

Pablo Rodríguez – PSUV – 54,68%

Ramon Moncada – MUD – 36,62%

Município Tucupita, Estado Delta Amacuro (63.649)

Alexis Gonzalez – PSUV – 54,38%

Maria Mercano – MUD – 33,30%

Município Iribarren, Estado Lara (682.682)

Alfredo Ramos – MUD – 52,41%

Luis Bohorquez – PSUV – 46,04%

Município Libertador, Estado Mérida (168.040)

Carlos García – MUD – 63,82%

Maria Castillo – PSUV – 33,49%

Município Guaicaipuro, Estado Miranda (191.070)

Francisco Garcés – PSUV – 52,21%

Romulo Harrera – MUD – 45,89%

Município Arismendi, Estado Nueva Esparta (21.262)

Richard Fermín – MUD – 48,20%

Luiz Dias – PSUV – 44,38%

Município Guanare, Estado Portuguesa (124.094)

Rafael Calles – PSUV – 70,76

Francisco Mora – MUD – 23,97%

Município Sucre, Estado Sucre (241.194)

David Velásquez – PSUV – 54,71%

Robert Alcalá – MUD – 42,35%

Município San Cristóbal, Estado Tachira (208.183)

Daniel Ceballos – MUD – 67,67%

Jose Zambrano – PSUV – 29,42%

Município Trujillo, Estado Trujillo (43.027)

Luz Castillo – PSUV – 53,16%

Luis Briceño – MUD – 40,18%

Município San Felipe, Estado Yaracuy (69.258)

Alex Sánchez – PSUV – 49,68%

Jose Reyes – MUD – 46,79%

Município Vargas, Estado Vargas (265.837)

Carlos Alcalá Cordones – PSUV – 53,92%

Fabiola Colmenares – MUD – 37,99%

Município Maracaibo, Estado Zulia (944.129)

Eveling de Rosales – MUD – 51,74%

Perez Pirela – PSUV – 46,64%

Município Metropolitano, Alcaldia Metropolitana (2.474.833)

Antonio Ledezma – MUD – 51,28%

Ernesto Villegas – PSUV – 47,22%

Município Atures, Estado Amazonas (72.005)

Adriano Gonzalex – MUD – 49,57%

Delmis Bastidas – PSUV – 46,78%

Município Maturin, Estado Monagas (338.694)

Warner Jimenez – MUD – 38,63

Jose Maicovares – PSUV – 37,26%

Município Miranda, Estado Falcón (138.895)

Pablo Acosta – PSUV – 47,97%

Victor Jurado – MUD – 46,87%

Município Roscio, Estado Guarico (86.493)

Gustavo Mendes – PSUV – 49,88%

Douglas Gonzalez – MUD – 48,22%

Dados do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela

***

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Sandra Oblitas, vice-presidenta do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela.

Apuração final das eleições municipais da Venezuela de 8 de dezembro

O último boletim do CNE sobre as eleições de 8 de dezembro confirmou que o PSUV e aliados ganharam 76,12 % das prefeituras.

A Revolução conquistou 255 municipalidades, das quais 242, inclusive o município Libertador de Caracas, sob o signo do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) e dos partidos agrupados no Grande Polo Patriótico (GPP). As outras 13 foram conquistadas pelos partidos chavistas ligados à Revolução Bolivariana.

Das 13 prefeituras, 3 correspondem ao partido Juan Bimba, 2 ao Partido Comunista de Venezuela (PCV), 2 à Vanguarda Bicentenária Republicana, 1 ao Movimento Eleitoral do Povo (MEP), 1 aos Tupamaros, 2 ao Movimento Pluriétnico Intercultural de Venezuela (Mopivene), 1 ao partido Juventude Organizada da Venezuela (Jovem) e 1 ao Partido Socialista Organizado da Venezuela (PSOEV).

Estes 76,12 % das prefeituras se traduzem em 5.833.942 de votos para o chavismo. Desta cifra, 5.277.491 correspondem ao PSUV/GPP e o restante, 556.451, às 13 prefeituras dos partidos aliados.

O boletim, divulgado na segunda-feira, 16, pela vice-presidenta do CNE, Sandra Oblitas, em coletiva de imprensa, registra que o partido de direita Mesa da Unidade Democrática (MUD) obteve 75 prefeituras, 74 municipais e 1metropolitana.

A este dado se somam outras 6 prefeituras ganhas por partidos aliados à MUD: 2 ao Movimento ao Socialismo (MAS), 1 ao partido regional Progressistas Meridenhos Independientes, 1 ao Poder Laboral, 1 a Unidos pelo Estado de Monagas (Upem) e 1 à Vontade Popular, perfazendo um total de 23,88% das prefeituras.

O total de votos para este grupo político soma 4.841.149, dos quais 4.423.897 foram obtidos pela MUD e 417.252 pelos aliados.

Com esses dados a diferença entre o chavismo e a oposição se situa em 11,14%, margem que aumentou cerca de 10% desde as eleições presidenciais de 14 de abril.


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