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Maílson “80% ao mês” da Nóbrega critica inflação de Dilma

14 de abril de 2013
Corra Maílson, corra.

Corra Maílson, corra.

É ou não ou cúmulo da cara de pau? O economista Maílson da Nóbrega, que comandou o Ministério da Fazenda no fim do governo Sarney e entregou ao País uma hiperinflação, tem a pachorra de condenar a atual política monetária e criticar a meta de inflação brasileira de 4,5% ao ano, segundo ele, “já em si muito alta”. O lobista do sistema financeiro, Maílson pede a combinação de recessão, desemprego e juros altos. O incrível é que este personagem tenha espaço para comentar a economia com ares de guru.

Via Brasil 247

O Brasil é um país surpreendente. Só aqui um economista que foi ministro da Fazenda e entregou ao País uma hiperinflação, com os preços subindo 80% ao mês (!!!), consegue se tornar consultor de sucesso e conquistar espaço na mídia para falar sobre todos os assuntos, com ares de guru. Este personagem se chama Maílson da Nóbrega, que conduziu a economia brasileira no fim do governo Sarney. Dono da consultoria Tendências e colunista de Veja, ele vinha pontificando sobre tudo, mas, talvez por pudor, evitava comentar o tema inflação.

Na semana passada, no entanto, o assunto deixou de ser tabu para Maílson e ele escreveu, em Veja, o artigo “A inflação de Dilma”, em que defende, com todas as letras, que o Brasil produza recessão para combater uma inflação que deve fechar o ano em 5,7% ao ano, segundo estimativas de analistas de mercado – e não em 80% ao mês. Eis o que diz Maílson:

“Dilma parece prisioneira dessas visões. Dá a entender que acredita ser possível vencer a inflação sem reduzir a demanda. Além disso, em seu governo, o instrumento eficaz, a taxa de juros, se transformou em bandeira política. Até a oposição a elogia pela decisão de impor ao BC a queda da Selic. Por isso, ela resiste à ideia de aumentar a taxa de juros e à sua natural consequência: a queda temporária do ritmo de crescimento […]. Como em qualquer doença, adiar o tratamento pode exigir doses maiores do remédio, que tendem a prostrar mais o doente do que quantidades menores em momentos apropriados. Na verdade o que mata o doente é a ausência de tratamento ou prescrições equivocadas. Tudo indica que a inflação do atual governo ficará acima da meta de 4,5%, já em si muito alta. Sem o emprego da receita certa, ela pode fugir do controle. Será que a presidente Dilma vai autorizar o BC a agir?”

Maílson “80% ao mês” da Nóbrega apenas vocaliza o desejo de seus clientes por doses mais cavalares de juros. O inacreditável é que tenha tanta cara de pau e espaço para vender suas receitas, que, no momento em que pôde aplicá-las, não funcionaram.

***

Texto publicado por Alexandre Ceará, no Facebook

As maiores taxas de inflação do Brasil pós-real e que você não soube porque as revistas, jornais, Ana Maria Braga etc. não precisavam torcer contra o povo:

1994 – 916,43% (ainda não vale)

1995 – 22,41% (preços ainda se ajustando à nova moeda, aproveitando e fazendo aquele primeiro arrocho salarial básico)

1996 – 9,56% (mão grande aqui, arrocho ali e o trabalhador trocava a picanha pelo frango)

1999 – 8,94% (Reeleição comprada e ganha, desvaloriza a moeda pra mais um arrochinho)

Enquanto isso, a carga tributária saia do patamar de 20 e poucos para os atuais 32%. E a dívida/PIB saltava de 28% para 52%, mesmo vendendo estatais a preço de banana para os amigos. E crescimento pífio: “Um governo que não usou um saco de cimento sequer.”

2001 – 7,67% (o presida Boca de Suvaco admite fracasso e implora US$30 bi ao Clinton pra fechar as contas)

2002 – 12,53% (a vaca foi pro brejo, mas essa batata quente vai pro Lula, FHC sorri)

2003 – 9,30% (Palocci começando a limpeza)

2004 – 7,60%

2005 – 5,69%

2006 – 3,14%

2007 – 4,45%

2008 – 5,90%

2009 – 4,31%

2010 – 5,90%

2011 – 6,50%

2012 – 5,83%

2013 – 6,40% (projeção)

***

Leia também:

Juros: Quem quer a alta e o por quê

Política neoliberal: “A saída é frear a economia. É demitir mesmo.”

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A guerra das usinas midiáticas do setor financeiro contra Dilma

28 de dezembro de 2012

Jornalismo_EconomiaMarcelo Justo, Via Carta Maior

A The Economist primeiro, o Financial Times depois: o governo de Dilma Rousseff entrou na mira dos grandes meios de comunicação financeiros britânicos internacionais. Ambos zombam do governo brasileiro, pedem a renúncia de Guido Mantega e qualificam Dilma como a rena do nariz vermelho. Não que as coisas na casa destas publicações andem melhor. Justamente o contrário.

A economia britânica acaba de sair da segunda recessão em três anos graças ao pequeno estímulo dos Jogos Olímpicos, mas a maioria dos analistas acredita que no próximo trimestre ela voltará a se contrair. A Eurozona salvou-se raspando neste ano de 2012, mas ninguém se atreve a apostar no que pode acontecer no próximo ano, apesar de o diretor do Banco Central da Europa, Mario Draghi, assegurar desde julho que fará tudo o que está ao seu alcance para salvar o euro. Por último, os Estados Unidos estão fazendo o impossível para evitar o abismo fiscal, um incremento de impostos e um corte de gastos públicos que entraria em vigor automaticamente no dia 1º de janeiro se não houver um acordo político.

Apesar deste cenário do primeiro mundo, as críticas a Dilma não surpreendem. Para as usinas midiáticas do setor financeiro, a presidenta cometeu um pecado imperdoável: forçou a baixa das taxas de juro. Quando esta crítica à presidenta brasileira vem do primeiro mundo aparece como uma variante do famoso “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Desde o estouro financeiro de 2008, Estados Unidos, Reino Unido e Banco Central Europeu se dedicaram à emissão de dinheiro eletrônico, um mecanismo conhecido em inglês como quantitative easing, e a baixar as taxas de juros a mínimos históricos para estimular o consumo. “A ideia é que mantendo essas taxas de juros o setor privado terminará investindo, algo que não está fazendo porque a demanda está estagnada. Em resumo, o problema mais grave é que esta política monetarista não está funcionando”, disse à Carta Maior Ismail Erturk, catedrático sênior de finanças da Universidade de Negócios de Manchester.

Este monetarismo foi debatido no chamado mundo desenvolvido, mas sem a estridência desqualificadora reservada ao governo de Dilma Rousseff. No caso do Reino unido e da Eurozona a comparação se torna mais absurda se tomamos como parâmetro a crise provocada pelos programas de austeridade vigentes na Europa. No Reino Unido, a coalizão conservadora-liberal democrata que assumiu em maio de 2010 encabeçada pelo primeiro-ministro David Cameron herdou um forte déficit fiscal produto do estouro financeiro de 2008-2009 e uma incipiente recuperação de 1,7% pela mão do estímulo fiscal do governo trabalhista de Gordon Brown.

A coalizão prometeu equilibrar as contas fiscais ao final de seu período de governo, em 2015, e projetou um crescimento de 2,1% para 2011 e 2,5% para 2012. A chave-mestra para esse passe de mágica era um programa de austeridade com cortes de ₤80 bilhões (cerca de US$140 bilhões) com uma perda de mais de meio milhão de empregos públicos. O resultado desse apequenamento logo ficou evidente. Em 2011, o crescimento real foi de 0,8%, enquanto, em 2012, foi negativo (menos 0,4%). Quanto ao equilíbrio fiscal, o próprio governo admitiu em dezembro que para atingi-lo terá que ampliar a política de austeridade até… 2018.

As coisas não andam melhor pela Eurozona. Com a bandeira da austeridade, a União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (a Troika) conseguiram converter a debacle fiscal de um país que representava pouco mais de 2% do PIB da Eurozona em uma crise que pode colocar em perigo todo o projeto pan-europeu. Desde o começo da crise grega em 2010, quatro nações terminaram regatadas pela Troika (Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre), a banca espanhola foi salva com uma injeção de €100 bilhões do Banco Central Europeu e a Grécia recebeu um novo pacote de ajuda em dezembro, no valor de €34 bilhões, que todos sabem que não será o último.

Em 2012, a Eurozona teve um crescimento negativo de 0,5% que esconde em seu interior extraordinárias disparidades (a queda da Grécia superou 7%, enquanto que a Alemanha cresceu 0,8%). Segundo um informe da ONU, divulgado em 20 de dezembro, com estas políticas de austeridade as coisas vão piorar. O cálculo é que a região crescerá um magro 0,5% em 2013.

O governo de Barack Obama não apostou na austeridade e conseguiu evitar uma queda como a do Reino Unido ou da Eurozona, mas sua recuperação é menor do que a esperada e está ameaçada por uma obra-prima do terror econômico: o abismo fiscal. Em agosto, o Congresso estabeleceu o 1º de janeiro como prazo para chegar a um acordo sobre o gasto público e as reduções tributárias aprovadas durante a presidência de George Bush que finalizam nesta data.

Se não houver acordo e as medidas entrarem em vigor, o resultado será uma recessão nos Estados Unidos e um forte impacto em uma economia mundial que, nas atuais projeções, crescerá 2,4%, muito menos do que é necessário para recuperar o terreno perdido desde o estouro do Lehman Brothers. A responsabilidade fiscal das reduções de impostos de George Bush foi discutida em seu momento, mas nenhuma usina midiática econômica teve a ideia de colocar um nariz vermelho no artífice da invasão ao Iraque. Assim são as coisas.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

O guru André Lara Resende e a profecia tucana

26 de dezembro de 2012

Dolar_venda01Via Brasil que vai

Acostumamo-nos há muito com a circulação de teses que prognosticam um futuro desastroso para a humanidade e as admitimos até no plano das ciências naturais e das ciências humanas. Parecem razoáveis pelo fato de soarem coerentes com a lógica dos sistemas com que aprendemos ordenar o funcionamento do mundo. Pois se estes são regidos pela funcionalidade autônoma e ao mesmo tempo integrada de seus subsistemas, nada impediria que disfunções internas levassem à perda de organicidade e mais adiante à desorganização completa.

Desde quando o mito restou superado como meio de pôr ordem no mundo é que o terror de que algo dê sistemicamente errado surge colocado no horizonte das possibilidades para tolher certa disposição de ânimo inata ao ser humano de prosseguir seja reordenando o nexo de coerências com que guia sua compreensão do mundo seja pura e simplesmente agindo sob o impulso do pragmatismo para pôr em prática novas realidades.

Esse terror quase místico de que algo dê errado assombra o homem desde os tempos da caverna e alojou-se definitivamente no plano da razão como último refúgio da incerteza. Desse sentimento perverso e difuso nutrem-se não apenas de boa ou má-fé as religiões como também os que têm o status social derivado do fato de pensarem para os empoderados uma ordem social que continue a ser-lhes favorável.

A reflexão vem à mente em função do mais recente artigo do economista André Lara Rezende no jornal Valor Econômico, que elabora uma espécie de teoria do fim do mundo para a economia mundial em que as disparidades seriam congeladas porque os países mais ricos do mundo, tendo ingressado numa fase de amadurecimento tecnológico pleno teriam tornado quimérico o chamado steady growth (crescimento sustentável) e absolutamente inócuos os melhores esforços postos em prática por governos na busca do crescimento econômico e eliminação das disparidades sociais.

O olhar messiânico do artigo de Lara Resende estabelece-se desde seu título “Além da conjuntura” e é pacientemente tecido em mais de dez laudos nos quais abundam citações ao falecido economista John Maynard Keynes, que inspira o ativismo de governos de países em desenvolvimento mundo afora nos esforços para debelar os influxos deste que mais parece um novo ciclo longo prazo de estagnação das grandes economias ocidentais desde o último verificado no início do século passado.

Lara Resende parece vivamente impressionado – e é dele que extrai o grosso de seu arrazoado – com o livro do economista norte-americano Robert Gordon, cujo título vai na mesma direção do artigo do brasileiro O crescimento já era? (em tradução livre). Basicamente, o norte-americano repete o dito caipira nativo que diz que aonde a vaca vai o boi vai atrás.

Isso porque Gordon espreme os escritos de Keynes para fundamentar sua tese capital de que o grande motor do sistema capitalista, o investimento, teria fundido em consequência da chegada dos países ricos no que ele chama de fronteira tecnológica do crescimento, um estágio a partir da qual os investimentos minguariam e o crescimento perderia sustentabilidade.

Não se sabe se é do resenhado ou do próprio Lara Resende a tentativa de inocentar Keynes do “desvio” de haver postulado a primazia dos estímulos ao crescimento da economia, com o argumento de que o pensador inglês nunca havia considerado o crescimento um fenômeno de natureza continuada mas um processo com limites claros, no limiar dos quais o homem viveria uma era de riqueza traduzida não no acúmulo indefinido de riqueza s porém na diminuição do tempo dedicado ao trabalho e ao cultivo do espírito.

No mesmo diapasão alegam resenhista e resenhado que parte da teoria de Keynes (de que forma lidar com a crise econômica mundial da década de 1920) teria sido tomada pelo todo, passando a ser visto erroneamente como o cerne da teoria Keynesiana, quando, na verdade Keynes dedicava-se à época em elaborar para as gerações, fascinadas com as teses socialista, cenários de um capitalismo pós-crescimento em que o trabalho daria lugar nas economias avançadas ao cultivo do espírito.

Desse mal-entendido é que viria, segundo eles, toda a ladainha em favor do crescimento a qualquer custo das economias centrais e periféricas e a imersão completa de governos numa visão de curto prazo que perderia de vista o quadro mais amplo de uma estagnação definitiva do capitalismo em que pouco restaria afazer senão administrar diferenças.

Como que querendo fugir à previsível pecha de “catastrofista” que o artigo poderia lhe imputar Lara Resende desvia-se da aplicação economicista que dá ao termo “crescimento sustentável”, ou estagnação econômica de longo prazo, para fazer o epíteto de “catastrofista” recair sobre os ambientalistas, os quais, segundo o autor, possuem uma visão fundamentalista da inevitabilidade de hecatombes naturais, de per si nem um pouco evitáveis por meio de estratégias de crescimento baseadas na ideia de crescimento ambientalmente sustentável por eles cunhada.

Ah sim, Lara Resende afasta-se dos neoclássicos fazendo-lhes o que a princípio parece ser uma crítica, a de não verem os limites estabelecidos pela fronteira tecnológica à contínua expansão dos mercados, uma espécie de marca invisível a que teria chegado a humanidade impedindo-a de produzir e distribuir mais riquezas ao ponto de erradicar as desigualdades.

Afasta-se, no entanto, para reencontrá-los no giro seguinte porque nada vê de errado com os movimentos dos mercados para acomodar oscilações de curto prazo da economia. O mal está nas ingerências de governos que tornam in fine a alocação de recursos e a repartição de bens desorganizadora dos próprios mercados nessa nova era de assimetrias irreversíveis.

O que fica em definitivo de toda a elucubração de Lara Resende é que esse muito barulho por nada a que se entregam países em desenvolvimento, como o brasileiro, faz sentido apenas na superfície e acena no mais longo prazo com algo que não podem em definitivo promover, a ascensão dos mais pobres e o desenvolvimento nacional.

Vale dizer, as políticas públicas que buscam lidar com a crise internacional – que no entendimento do teorista é a última do capitalismo antes do congelamento definitivo das desigualdades entre nações e indivíduos – apenas desorganizam o Estado, ampliam os conflitos redistributivos e, por conseguinte, a balbúrdia social.

A ninguém escapa que André Lara Resende tem sido o pensador par excellence do tucanato, que se posta todo engalanado para ouvir o que tem a dizer o ex-menino prodígio do plano real. Pois se desta vez abraçarem isso que mais parece um constructo teórico da impotência a que chegou um intelectual orgânico a soldo do capital financeiro, o PSDB e seus satélites estarão abrindo mão de fazer política, porque nada mais terão a oferecer senão o conformismo diante da inelutável desigualdade que propõem gerenciar.

Dilma reage a crítica de revista britânica à economia brasileira

7 de dezembro de 2012

Mantega06_Dilma

Via Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff rebateu na sexta-feira, dia 7, o artigo da revista britânica The Economist, que sugere a demissão da equipe econômica brasileira, sob comando do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Dilma disse que não se deixará influenciar pela opinião de uma revista estrangeira e destacou que a situação nos países desenvolvidos é mais grave do que a do Brasil.

“Em hipótese alguma, o governo brasileiro, eleito pelo voto direto e secreto do povo brasileiro, vai ser influenciado pela opinião de uma revista que não seja brasileira”, disse a presidenta, antes do almoço oferecido aos participantes da Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, no Itamaraty.

Segundo Dilma, o Brasil cresceu 0,6% no último trimestre e crescerá mais no próximo, o que não motiva a recomendação da revista. “Não vi, diante dessa crise gravíssima pela qual o mundo passa, com países tendo taxas de crescimento negativas, escândalos, quebra de bancos, quebradeiras, nenhum jornal propor a queda de um ministro.”

Ao ser perguntada se a situação dos demais países era pior que a do Brasil, a presidenta foi enfática. “Vocês não sabem que a situação deles é pior que a nossa? Pelo amor de Deus!”, disse ela. “Nenhum banco, como o Lehman Brothers, quebrou aqui. Nós não temos crise de dívida soberana, a nossa relação dívida/PIB é de 35%, a nossa inflação está sobre controle, nós temos US$378 bilhões de reserva.”

A presidenta reafirmou que é favorável à liberdade de imprensa, apesar de divergir do conteúdo publicado em alguns veículos. A reação de Dilma à publicação britânica ocorre em meio a discussões sobre regulação dos meios de imprensa na Argentina e no Equador, países cujos presidentes, Cristina Kirchner e Rafael Correa, respectivamente, estavam presentes nas reuniões.

“Eu sou a favor da liberdade de imprensa. Não tenho nenhum ‘senão’ sobre o direito de qualquer revista ou jornal dizer o que quiser”, ressaltou a presidenta. Para ela, a reação da revista britânica pode ter sido motivada pela queda dos juros no Brasil.

“[Será que] tudo isso se dá porque os juros caíram no Brasil? Os juros não podiam cair aqui? Aqui tinha que ser o único, como dizia um economista antigo nosso [Delfim Netto], ou o último peru de Ação de Graças?”, acrescentou a presidenta, referindo-se à hipótese de o Brasil só ter condições de baixar os juros quando todos os países da região já tivessem feito.


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