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MP/SP é contra doação a Instituto Lula, mas a favor de doação à Globo?

9 de março de 2014

Henfil_Grauna01Miguel do Rosário, via Tijolaço

Um post no blog do Nassif levantou a lebre. Alguns promotores e agora um desembargador estão em campanha contra a doação da Prefeitura de São Paulo – feita pelo ex-prefeito Gilberto Kassab – de um terreno ao Instituto Lula. Por que não falaram nada quando a Sabesp doou R$700 mil ao Instituto FHC? Ou pior, porque jamais protestaram contra a doação do então governador José Serra de um terreno público, avaliado hoje em R$14 milhões, à Rede Globo?

É assim? Dois pesos e duas medidas? Para a Globo, tudo, para Lula, nada?

A fortuna dos proprietários da Globo é calculada hoje em mais de R$60 bilhões. Os três irmãos Marinho são a família mais rica do país. Perto deles, Lula ainda é um pobretão.

A família Marinho ficou bilionária durante a ditadura, que ajudou a sustentar. Lula iniciou sua carreira política lutando contra a ditadura, e se tornou o que é através da vontade democrática do povo.

Quem possui, neste caso, a melhor credencial democrática?

***

A atenção seletiva dos promotores de São Paulo

Sugerido por Gilberto, via Jornal GGN

A notícia é da coluna de Fausto Macedo, no jornal O Estado de S.Paulo, de sexta-feira, dia 7: “O Tribunal de Justiça manteve proibição imposta à Prefeitura de São Paulo de ceder imóvel avaliado em R$20 milhões ao Instituto Lula. Aliás gostaria de conhecer um único incorporador que pagasse 20 milhões por um terreno na Luz.”

Gostaria de saber onde estavam os atentos quadros da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social em 2007, quando a Sabesp doou ao IFHC o valor de R$500 mil. Valor atualizado: R$777.632,39 (leia notícia abaixo)

Ou, recentemente, em 2010 quando Serra doou um terreno, já invadido por ela, à Rede Globo. Valor na época R$11 milhões. Valor atualizado: R$14.449.389,93 (Veja notícia abaixo)

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Do Estado

7/3/2014 – 07:51:05

Tribunal mantém veto à cessão de terreno para Instituto Lula

Desembargador vê “situações de inconstitucionalidade” em lei que autoriza Prefeitura de São Paulo a entregar imóvel por 99 anos.

Por Fausto Macedo

O Tribunal de Justiça manteve proibição imposta à Prefeitura de São Paulo de ceder imóvel avaliado em R$20 milhões ao Instituto Lula. Em despacho de quarta-feira, dia 5, o desembargador Borelli Thomaz, da 13ª Câmara de Direito Público do TJ, rejeitou recurso (agravo de instrumento) da Prefeitura contra liminar da primeira instância, de 10 de fevereiro, que acolheu ação civil proposta pelo Ministério Público.

Borelli Thomaz assinalou que “desde logo se entreveem situações de inconstitucionalidade” na cessão do terreno, situado no bairro da Luz, região central da Capital.

O desembargador negou o efeito suspensivo pretendido pela Prefeitura, mantendo de pé o veto à cessão do imóvel. Ele decretou a suspensão do processo até o julgamento de mérito do recurso.

A cessão do imóvel foi aprovada por lei municipal na gestão Gilberto Kassab (PSD), em 2011.

O desembargador observou que a operação representa “perceptível atentado” aos artigos 37 da Constituição (violação aos princípios da moralidade, legalidade e impessoalidade) e ofensa aos artigos 17 e 24 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações).

Borelli Thomaz confirmou a liminar do juiz Adriano Marcos Laroca, da 12ª Vara da Fazenda Pública, que declarou ser possível “o controle da constitucionalidade e da legalidade” da Lei Municipal número 15.573/2012, que autorizou a Prefeitura a ceder o imóvel, sem licitação e pelo prazo de 99 anos, para instalação do “Memorial da Democracia”, projeto do Instituto Lula.

Para o juiz, a iniciativa “viola a moralidade pública”. Ele determinou à Prefeitura e ao Instituto que não iniciem ou continuem a execução do contrato, sobretudo quanto à ocupação efetiva da área pública concedida, sob pena de multa diária de R$500 mil.

O juiz ordenou que o Município, com “seu poder de polícia”, tome medidas para evitar a invasão do imóvel.

A ação civil é subscrita pelos promotores de Justiça Valter Foleto Santin e Nelson Luís Sampaio de Andrade, que integram os quadros da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social, braço do Ministério Público que investiga e combate improbidade.

Os promotores de Justiça advertem, nos autos da ação civil, que o caso se trata de concessão de um terreno público a instituto privado, para “divulgação do acervo privado do ex-presidente da República Lula”. Eles destacam “inexistência de obrigatória lei municipal de interesse local sobre acervo presidencial, em lesão à legalidade”.

Para os promotores, a cessão do terreno caracteriza “proteção unipessoal, desatenção e omissão da memória de outros presidentes da República, em ferimento à igualdade e à democracia”.

Valter Santin e Nelson Andrade advertem, ainda, que a parceria entre a Prefeitura e o Instituto Lula representa “promoção e favorecimento pessoal de um único ex-presidente à custa do patrimônio público, em lesão à impessoalidade e à moralidade”. Apontam “custo elevado e benefício público restrito e direcionado, contra a eficiência”.

Os promotores que defendem o patrimônio público avaliam. “Falta interesse público de divulgação de acervo de apenas um (Lula).”

Para eles, está configurado o “desvio de finalidade pela contratação danosa e lesiva ao Tesouro”. Além disso, destacam, não houve licitação, apesar da existência de “inúmeras entidades em condições de concorrer pelo mesmo espaço público e finalidade, com ofensa à eficiência e outros princípios da boa administração e correta utilização de recursos e bens públicos”.

A Prefeitura, autora do agravo de instrumento, deverá aguardar o julgamento de mérito do recurso.

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Da Folha

São Paulo, quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Doação

Sabesp deu R$500 mil para projeto de instituto de FHC

DA REPORTAGEM LOCAL

O Instituto Fernando Henrique Cardoso, entidade não-governamental criada pelo ex-presidente da República, recebeu no ano passado doação de R$500 mil da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), administrada por indicados pelo PSDB.

A ONG do ex-presidente captou por meio da Lei Rouanet, de incentivo à cultura, cerca de R$2 milhões de doadores diversos, entre os quais a Sabesp, para um projeto de preservação do acervo de FHC –documentos, fotografias e objetos. Em nota, o instituto negou haver irregularidades na doação.

A Sabesp é uma empresa de economia mista cujo principal acionista é o governo do Estado de São Paulo. A doação feita pela empresa foi revelada por reportagem publicada ontem no site “Terra Magazine”. De acordo com o texto, os recursos serão abatidos do Imposto de Renda por meio da Lei Rouanet.

A nota divulgada ontem pelo instituto FHC explica que as doações, fruto de um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, se destinam à digitalização do arquivo do instituto, que poderá ser acessado pela internet.

“Além das atividades acima referidas [digitalização], ele [o projeto] prevê a realização de exposições, seminários e palestras dirigidos a um amplo público de estudantes e professores.”

A nota prossegue ressaltando a legalidade da doação da Sabesp. “O iFHC manteve-se no estrito cumprimento das determinações legais, seja em relação à Lei Rouanet, que permite a doação de empresas públicas, seja da Lei 4.344, que faculta a qualquer entidade ou pessoa física mantenedora de acervos documentais privados de presidentes da República “buscar apoio financeiro e técnico do poder público para projetos de fins educativos, científicos e culturais”.”

A Folha não conseguiu falar ontem com a Sabesp.

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Em 10 dias, vaquinha para José Dirceu arrecada o dinheiro necessário para pagar a multa

22 de fevereiro de 2014

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Com informações de Terra Magazine

Lançada há dez dias, a campanha de arrecadação de fundos para o pagamento da multa de José Dirceu no processo do “mensalão” conseguiu colher a quantia necessária para pagar a quantia de R$971,1 mil. Até a tarde de sábado, dia 22, o valor exato arrecadado era de R$971.128,92, segundo o site “Apoio a Zé Dirceu”.

Quase 4 mil pessoas colaboraram até aqui com a vaquinha para o ex-ministro, que cumpre pena no presídio da Papuda, em Brasília.

Dirceu foi condenado a dez anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Esse último crime ainda está sendo avaliado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que na próxima semana devem definir se acatam o recurso da defesa e diminuem a pena do condenado.

Assim como ele, José Genoíno e Delúbio Soares realizaram uma campanha de arrecadação de fundos para cobrir as despesas com multa do STF e levantaram com amigos, parentes e militantes do PT cerca de R$1,7 milhão.

Somado aos valores arrecadados até agora por Dirceu, os petistas conseguiram R$2,6 milhões em doações desde o início dos processos de execução penal, em final de janeiro.

 

A grife Abercrombie & Fitch é a preferida dos moradores de rua

20 de maio de 2013
Morador_Rua01

Morador de rua com roupas doadas pelo paulista Isaías Zatz.

O resultado das bobagens ditas pelo psicopata funcional Mike Jeffries, CEO da marca.

Mauro Donato, via Diário do Centro do Mundo

O movimento Abercrombie Popular, criado pelo paulista Isaias Zatz, de 21 anos, surgiu numa criativa sacada de fornecer as camisetas da referida etiqueta entre os moradores de rua, divulgando as fotos via Tmblr e Facebook (com 3.620 likes até o momento).

A campanha do brasileiro nasceu quase simultaneamente à ideia do norte-americano Greg Karber, que lançou no Youtube o Fitch The Homeless com o mesmo propósito, naqueles mistérios cósmicos da criação. As ideias estão no ar, quem pegou primeiro? Isaias parece ter feito seu primeiro post dois dias antes do norte-americano. Pouco importa. Ambos devem a sacada a um psicopata funcional chamado Mike Jeffries.

Numa época em que se cobra responsabilidade social das empresas é de causar espanto a falta de habilidade de Jeffries, CEO da Abercrombie & Fitch. Após externar suas concepções mercadológicas de forma quase psicótica, a reputação da empresa entrou em queda livre (o gráfico pode ser visto aqui).

Qual o problema se a empresa não oferece os tamanhos XL e XXL se estes não fazem parte de seu público alvo? Nenhum, certo?

Uma empresa privada não é um serviço público, portanto não está obrigada atender a todos igualmente. Produz o que quiser para quem bem entender e se é política da empresa vender apenas para visigodos praticantes de jô-quem-pô, isso é problema dela.

Abercrombie e Hollister são marcas lidas nos peitorais de camisetas de nove entre dez adolescentes hoje em dia. As marcas moderninhas pertencem ao mesmo grupo, porém não são novidade. A Abercrombie foi fundada em 1892. Só tornou-se febre em Nova Iorque recentemente, há uns 4 ou 5 anos, colocando vendedores saradões sem camisa como atendentes em suas lojas. Um comportamento visto muito por aqui nas novelas das 7. Deu audiência. A partir daí foi o boca a boca o grande responsável pelo estouro.

Obter sucesso com um novo reposicionamento de uma marca centenária não é tão incomum, seja para reforçar tradição, seja para dar uma nova personalidade. Granato no primeiro exemplo e Havaianas no segundo são ilustrações brasileiras nesse quesito.

E toda empresa visa lucro, ok. Fazer-se valer do prestígio da marca conquistado a duras penas e por meio de longas jornadas de marketing (e investimentos altíssimos) para vender seus produtos a preço de apelo “emocional” é da regra do jogo. Se a partir daí a empresa passa a ser entendida como preconceituosa, excludente e arrogante, tudo foi jogado ladeira abaixo.

O erro primário que a companhia incorreu foi o de alterar o chamado “rosto” da empresa. Aquela figura que catalisa os princípios e valores da marca.

“Nosso target é composto de jovens descontraídos, bonitos, de físico atlético e que estejam cursando o colegial ou a faculdade”, disse há alguns anos Iska Hain, porta-voz da Abercrombie. Linda, loira e praticante de remo, ela própria encaixava-se no perfil e concebia credibilidade à marca.

Deixar um empresário boçal e beiçudo com cara botocada cuspir de maneira arrogante o que a linda loira esportista havia dito de forma politicamente correta muitos anos antes foi infantil, irresponsável e completamente sem noção.

Gerou antipatia e agora vê sua marca bacaninha e com preço dos olhos da cara ser distribuída gratuitamente aos moradores de rua. Como a Abercrombie & Fitch irá conseguir reverter isso?

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Greg Karber e um homeless.

Gente fina é outra coisa: Filha de Alckmin doa bolsa Prada à Campanha do Agasalho

14 de abril de 2013

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Saiu na coluna Terraço Paulistano. Sophia Alckmin, sempre “pensando nos desvalidos e em contribuir socialmente”, saiu com essa: “Já doei bolsa Prada à Campanha do Agasalho. Neste ano, foram roupas Daslu e Juliana Jabour. Os beneficiados podem precisar de peças assim para uma entrevista de emprego, por exemplo.”

Sophia, a filha do Geraldo – como os demotucanos gostam de chamar o governador – foi gerente de compras da Daslu. Aquela loja onde os ricos e famosos compravam suas roupas e acessórios pelo quíntuplo do preço e que vendia produtos contrabandeados.

Bem que seu pai poderia ter o mesmo arroubo de generosidade e dar o que lhes é de direito aos funcionários públicos do estado de São Paulo, principalmente aos professores, que têm greve por melhores salários marcada para o dia 19 de abril.

Recordar é viver: Para a reeleição de FHC, Cacciola doou R$50 mil

4 de março de 2013
Folha de São Paulo de 29/4/1999.

Folha de S.Paulo de 29/4/1999.

Antes de ler a notícia sobre a doação do dinheiro, é necessário lembrar alguns fatos ocorridos no (des)governo FHC e como agia o Banco Central e o Proer na época.

Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, foi protagonista de um dos maiores escândalos do País. O caso atingiu diretamente o então presidente do Banco Central, Francisco Lopes.

Em janeiro de 1999, o BC elevou o teto da cotação do dólar de R$1,22 a R$1,32. Essa era a saída para evitar estragos piores à economia brasileira, fragilizada pela crise financeira da Rússia, que se espalhou pelo mundo a partir do final de 1998.

Naquele momento, o banco de Cacciola tinha 20 vezes seu patrimônio líquido aplicado em contratos de venda no mercado futuro de dólar. Com o revés, Cacciola não teve como honrar os compromissos e pediu ajuda ao BC.

Sob a alegação de evitar uma quebradeira no mercado – que acabou ocorrendo –, o BC vendeu dólar mais barato ao Marka e ao FonteCindam, ajuda que causou um prejuízo bilionário aos cofres públicos.

Dois meses depois, cinco testemunhas vazaram o caso alegando que Cacciola comprava informações privilegiadas do próprio BC. Sem explicações, Lopes pediu demissão em fevereiro.

A chefe interina do Departamento de Fiscalização do BC era Tereza Grossi, que mediou as negociações e pediu à Bolsa de Mercadorias & Futuros uma carta para justificar o socorro. O caso foi alvo de uma CPI, que concluiu que houve prejuízo de cerca de R$1,5 bilhão aos cofres públicos.

A CPI acusou a alta cúpula do Banco Central de tráfico de influência, gestão temerária e vários outros crimes. Durante depoimento na comissão, Lopes se recusou a assinar termo de compromisso de falar só a verdade e recebeu ordem de prisão.

Em 2000, o Ministério Público pediu a prisão preventiva de Cacciola com receio de que o ex-banqueiro deixasse o País. Ele ficou na cadeia 37 dias, mas fugiu no mesmo ano, após receber liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. Pouco tempo depois de se descobrir o paradeiro do ex-banqueiro, o governo brasileiro teve o pedido negado pela Itália, que alegou o fato de ele ter a cidadania italiana.

No livro Eu, Alberto Cacciola, confesso: o Escândalo do Banco Marka (Record, 2001), o ex-banqueiro declarou ter ido, com passaporte brasileiro, do Brasil ao Paraguai de carro, pego um avião para a Argentina e, de lá, para a Itália.

Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato – utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro – e gestão fraudulenta (depois de extraditado da Itália, cumpriu 3 anos de pena e agora está livre, leve e solto).

Após um processo que durou 13 anos, em 29 de março de 2012, o juiz Ênio Laércio Chappuis, da 22ª Vara Federal do Distrito Federal, condenou por improbidade administrativa e ao ressarcimento de uma soma bilionária aos cofres públicos os principais envolvidos no escândalo que ficou conhecido como “Marka e FonteCindam”. As condenações decorrem de duas ações civis, uma pública, ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), e outra popular, e atingem sete pessoas, dentre elas o então presidente do BC, Francisco Lopes Francisco Lopes (10 anos de cadeia), a diretora de Fiscalização do BC Tereza Grossi (6 anos) e os ex-diretores do BC Cláudio Mauch e Demóstenes Madureira de Pinho Neto (5 anos).

As sentenças atingiram também o Banco Central, a BM&FBovespa, o BB Banco de Investimentos e o Marka, e determina que os réus terão de ressarcir danos ao erário de cerca de R$895,8 milhões, em valores de fevereiro de 1999. O magistrado ainda declarou nula “a operação de socorro feita pelo Banco Central ao banco Marka”.

Agora, caro leitor, sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada. E o Cacciola até brindou FHC com uma doação de sua empresa para sua reeleição. Onde estariam os paladinos da justiça e da ética do STF? Já pensou se fosse o Lula?

Cacciola04Cacciola doou R$50 mil para FHC em 1998

Sistema financeiro: Empresa que fez a doação foi a Sacre, uma das 21 das quais o dono do Marka aparece como sócio.

Fernando Rodrigues, sucursal de Brasília da Folha de S.Paulo

O dono do Banco Marka, Salvatore Alberto Cacciola, doou R$50 mil para a campanha eleitoral do presidente Fernando Henrique Cardoso no ano passado. A doação está na listagem oficial da prestação de contas de FHC, disponível no Tribunal Superior Eleitoral.

A doação de Cacciola foi feita por intermédio de uma de suas empresas, a Sacre Empreendimentos e Participações Ltda. A operação aparece na listagem da prestação de contas de FHC com a data 19 de agosto de 1998.

A Sacre está registrada em nome de Cacciola e de Regina Maria Moisés Cacciola, ex-mulher do banqueiro. A Folha verificou que a última alteração do contrato social dessa empresa é de 22 de julho do ano passado, e os dois aparecem como proprietários. Cacciola e seus sócios no Banco Marka aparecem como donos ou coproprietários em, pelo menos, 21 empresas.

A Sacre é uma empresa que faz quase de tudo, conforme seu contrato social. Compra, vende, importa, exporta, faz locação de espaços, entre outras atividades. A Sacre é proprietária da Holon Participações, outra das empresas de Cacciola. A Holon é uma das principais acionistas do Marka.

Cacciola, segundo apurou a CPI dos Bancos, tem como estratégia diluir seus negócios entre várias empresas associadas entre si.

Não está claro o objetivo desse artifício, mas os senadores que investigam o caso consideram que essa grande divisão dificulta a fiscalização das ações empresariais do banqueiro.

Com base na lista de 21 empresas ligadas a Cacciola, o deputado federal Agnelo Queiroz (PCdoB/DF) fez um amplo levantamento da situação de todos os negócios do banqueiro junto a órgãos federais como o TSE, a Receita Federal e o Sisbacen (sistema informatizado de dados do Banco Central).

Além de descobrir que a empresa Sacre era doadora da campanha de FHC, o deputado Agnelo também verificou que quatro empresas de Cacciola estão no Cadin, o cadastro de empresas em débito com o governo federal – e, supostamente, não poderiam vender serviços e mercadorias a órgãos oficiais.

O levantamento de Agnelo, junto com o já realizado pelo deputado Aloizio Mercadante (PT/SP) sobre bancos que lucraram com a desvalorização do real, é uma forma de os deputados tentarem participar das investigações da CPI.

“É importante o conhecimento a fundo dessas empresas do senhor Cacciola para entendermos as ligações que existem entre o governo e o meio financeiro”, diz Agnelo.

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