Posts Tagged ‘Destempero’

Destempero de Joaquim Barbosa torna julgamento sem fim

7 de novembro de 2012

O relator marcou a primeira sessão da Ação Penal 470, após duas semanas de recesso, por ironias e provocações dirigidas a colegas. “Vossa Excelência quer transformar réus em anjos”, disse ele ao revisor Lewandowski. “Esse caso é sério, não ria! Aqui é o Supremo”, atacou Marco Aurélio Mello. O intervalo de 30 minutos durou 1h15. O decano Celso de Melo aceitou tese de ampliação de penas máximas: “Se impõe uma pena maior ao chefe, ao maior responsável.”

Via Brasil 247

As seguidas intervenções do relator Joaquim Barbosa sobre os pronunciamentos de colegas, especialmente do revisor Ricardo Lewandowski, estão contribuindo fortemente para a falta de unidade do Supremo Tribunal Federal verificada na fase final do julgamento da Ação Penal 470.

Na sessão de quarta-feira, dia 7, após recesso de duas semanas, os magistrados precisaram de mais de quatro horas para estabelecer apenas uma pena sobre um único crime de somente um réu: Ramon Hollerbach, condenado a cinco anos e dez meses por corrupção ativa. A dosimetria de sua pena avançou pela segunda sessão.

Ora com ironia, representada por sorrisos de canto de boca ou até mesmo gargalhadas, ora com frases agressivas – “Vossa Excelência está querendo transformar réus em anjos”, radicalizou ele na direção de Lewandowski –, Barbosa conseguiu atrair a ira do ministro Marco Aurélio Mello, sentado a seu lado direito no plenário. “Vossa Excelência cuide muito bem das palavras quando falar sobre o meu voto. Nós não somos todos aqui salafrários e só Vossa Excelência é vestal”, desferiu Marco Aurélio. “Não insinue”, repetiu, por quatro vezes, o magistrado dirigindo-se ao relator.

As trocas de farpas que pontuaram toda a primeira parte da sessão da quarta-feira, dia 7, atrapalharam, visivelmente, o raciocínio dos demais juízes. A sessão foi interrompida às 17 horas, para intervalo de 30 minutos, mas não havia sido retomada até 18 horas. Sinal de que também nos bastidores as divergências entre os magistrados são muitas. O julgamento só foi retomado às 18h16, com o voto do ministro Celso de Melo.

Clique aqui para assistir a bronca que Marco Aurélio Mello dá em Joaquim Barbosa por debochar em julgamento.

Serra parte para cima de jovem que o questionou sobre a privataria tucana

23 de setembro de 2012

Em debate que Russomano fugiu, nenhum órgão da “grande imprensa isenta” noticiou o destempero do tucano.

Via Os amigos do presidente Lula

Após o debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo promovido pela Arquidiocese de São Paulo, na quinta-feira, dia 20, o tucano José Serra conversava em uma rodinha com sua claque e jornalistas, quando um rapaz se aproximou e começou a protestar contra o tucano. Ao gritar “Privataria!”, Serra, muito nervoso, partiu em direção ao rapaz, que saiu correndo. O eterno candidato tucano voltou ofegante e ainda nervoso.

O rapaz se referia ao livro A Privataria Tucana, lançado no final do ano passado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., que está entre os finalistas do Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira. A obra relata que parte do dinheiro das privatizações no governo de FHC apareceu em paraísos fiscais em contas de pessoas muito próximas ao candidato tucano, entre elas sua filha Verônica Serra, um cunhado e um primo.

Por sua vez, o debate foi morno, marcado por perguntas de membros da igreja, com ênfase na preocupação com políticas sociais, na solução dos problemas da população marginalizada e excluída, como moradores de rua.

O assunto é indigesto para Serra, pois ele e Kassab nunca se engajaram de fato para resolver esse problema, se limitando a repressão que só gera violência momentânea para, nos dias seguintes, voltar a ficar tudo como estava antes, ou pior. O governador tucano Geraldo Alckmin também fez uma intervenção desastrada na Cracolândia, mais para fazer pirotecnia no noticiário do que buscar solução, uma vez que não tinha nenhum plano efetivo para tratar dependentes do crack, e só espalhou o problema para o resto da cidade.

Haddad respondeu que há “uma clara política higienista na cidade contra moradores de rua e também contra ambulantes, inclusive deficientes”. Lembrou que assinou um documento público assumindo o compromisso de cuidar da população de rua com políticas públicas humanitárias de inclusão e ressocialização.

José Serra, que, segundo as regras do debate, deveria comentar a fala de Haddad, fez de conta que o assunto não era com ele e com Kassab, esquivando de se comprometer com aquilo que não fez em oito anos. Disse que se “solidarizava” com quem se manifesta contra a violência [???] e afirmou que “o número de vagas em albergues aumentou 50%” nos oito anos de gestão Serra-Kassab.

Na tréplica, Haddad considerou “incompreensível que numa época de prosperidade a população de rua tenha aumentado em São Paulo”. Haddad disse que, se for eleito, a militarização vai ser substituída por um tratamento humanizado do problema.

Russomanno faltou ao debate, após sua candidatura causar uma guerra de críticas entre igrejas. O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, escreveu dias antes um artigo intitulado “Política, com ofensas à Igreja, não!”, criticando outro artigo de 2011 do presidente do PRB, Marcos Pereira, bispo licenciado da Igreja Universal, em que criticava a Igreja Católica, e que voltou a circular durante esta campanha eleitoral.

Ao faltar, Russomanno perdeu a oportunidade de apaziguar os ânimos, pois o encontro não visou alimentar a influência religiosa no poder político, nem direcionar o voto a nenhum candidato, e sim discutir os problemas da cidade, com a prioridade naquilo que todas as religiões pregam: a fraternidade. Afinal amar o próximo quando é rico, bonito e saudável é fácil. Difícil é resgatar quem já nasce excluído ou quem cai na sargeta (aquela gente invisível, só vista aos olhos demotucanos como números nas estatísticas).

Leia também:

O PIG vai noticiar? O best-seller A privataria tucana está entre os finalistas do Prêmio Jabuti


%d blogueiros gostam disto: