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Reinaldo Azevedo, o rola-bosta da Veja e único a defender Feliciano, faz previsões para as eleições 2014

2 de abril de 2013

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O blogueiro de Veja diz que “querem deslegitimar” o deputado Marco Feliciano (PSC/SP) por ele ser pastor, “o que é o fim da picada, por mais que se discorde de suas ideias”. Segundo Reinaldo Azevedo, as ONGs, as atrizes Fernanda Montenegro e Fernanda Torres e a imprensa têm contribuído para a campanha do presidente da Comissão de Direitos Humanos.

Via Brasil 247

Único a defender o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC/SP), criticado diariamente por suas posições racistas e homofóbicas, o blogueiro de Veja Reinaldo Azevedo prevê mais votos ao pastor evangélico nas próximas eleições. Segundo ele, a mídia, as ONGs que fazem protestos contra suas declarações, as atrizes Fernanda Montenegro e Fernanda Torres (mãe e filha) e essa “algaravia dos politicamente corretos” têm contribuído para a campanha do pastor. Segundo Reinaldo Azevedo, “querem deslegitimá-lo” por ele ser pastor, “o que é o fim da picada, por mais que se discorde de suas ideias”.

Leia abaixo seu post sobre o assunto:

Feliciano, Wyllys e o tal Satanás

Reinaldo Azevedo

Só uma coisa deve andar crescendo no Brasil mais do que a burrice e a intolerância: o número de pessoas dispostas a votar em Marco Feliciano (PSC) nas próximas eleições legislativas. Ele conta com cabos eleitorais fortíssimos: o principal é Jean Wyllys (PSOL/RJ), que, em 2014, também não precisará mais de Chico Alencar. Ainda que ambos rejeitem a parceria, dançam um minueto. São os antagonistas da narrativa. A imprensa faz a campanha de ambos.

Feliciano conta ainda com a assistência involuntária das Fernandas, mãe e filha, da imprensa, das ONGs, do site Avaaz (aquele comandado por Pedro Abramovay) e dessa algaravia dos politicamente corretos, segundo quem, sob certas circunstâncias, a gente pode dar um pé no traseiro da democracia.

E Feliciano não se faz de rogado.

Não vai renunciar porque, a exemplo do seu antípoda nessa pantomima, também não é besta. Se cai fora, tangido pela gritaria, ele se desmoraliza. Se fica, se fortalece no embate com a… gritaria. A Folha desta segunda dá destaque a uma fala sua num culto num ginásio da cidade mineira de Passos, ocorrido na sexta. Enquanto ele falava aos fiéis, do lado de fora do templo, ocorriam os protestos. Ele mandou ver: “Essa manifestação toda se dá porque, pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio de Espírito Santo conquistou o espaço que até ontem era dominado por Satanás”.

Pois é… E agora? Na Câmara, ele está sendo tratado como “pastor”, e querem deslegitimá-lo por isso, o que é o fim da picada, por mais que se discorde de suas ideias. No culto, pois, ele pode, como resposta, lembrar a sua condição de deputado. O que fazer? Não há nada a fazer. Ainda que pareça exótico e ainda que eu não acredite nisto, o fato é que ele é livre para achar que Satanás comandava a comissão antes de sua chegada. Já que tentam demonizá-lo, ele resolve identificar o demônio naqueles que o atacam.

Não vejo como Feliciano possa ser tirado de lá, a menos que renuncie. Caso se operem estratégias pouco regimentais e manobras para torná-lo inviável, tanto melhor para a sua campanha de 2014. Não precisará fazer muito esforço. Quem anda perdendo com tudo isso é a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que tem outros assuntos na pauta. O deputado do PSC resolveu fazer do limão uma limonada: “A natureza deles é gritar, xingar, falar palavras de ordem. É dar beijos no meio da rua, tirar a roupa. A natureza deles é expor um homem como eu, pai de família, ao ridículo”.

Essa questão está se transformando num confronto de caricaturas. E a degradação contínua do debate decorre do fato de se ignorarem os parâmetros e os fundamentos de uma sociedade democrática. Os inconformados com a presença de Feliciano na comissão dispõem dos mais variados meios – e do apoio quase unânime da imprensa – para fazer chegar a sua voz à sociedade.

Inaceitável é impedir o pleno funcionamento de um Poder da República porque grupos organizados não concordam com o pensamento de um deputado. Da mesma sorte, é pura expressão da truculência tentar inviabilizar os cultos religiosos de que ele participa. Duvido que tenha tido antes, em sua trajetória política, inimigos tão úteis. Até o Caetano Veloso e o Chico Buarque já se pronunciaram. Sobre a presença dos condenados José Genoíno e João Paulo Cunha na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, nem um nem outro disseram nada. Tampouco se manifestaram outros artistas e celebridades.

Sei lá o que anda a fazer Satanás. Não tenho intimidade com o coisa-ruim. Mas dá para saber perfeitamente bem o que andam a fazer os tolos e os oportunistas.

Para Dilma, não há motivos para demitir Genoíno

13 de outubro de 2012

Dilma se recusou a assinar o pedido de demissão de José Genoíno.

Por meio da assessoria do Planalto, presidente lamenta o fato de “uma pessoa da estatura de Genoíno” estar nessa situação e se recusa a assinar demissão do ex-presidente do PT; ele entregou o cargo de assessor no Ministério da Defesa na última quarta, quando leu uma carta em que se dizia “indignado” e “injustiçado”, após ser condenado por corrupção ativa pelo STF.

Via Brasil 247

A presidente Dilma Rousseff não vê razões para aceitar a demissão do ex-presidente do PT, José Genoíno, do cargo de assessor especial no Ministério da Defesa. O petista pediu exoneração na quarta-feira, dia 10, no Diretório Nacional do partido, em São Paulo, depois de ser condenado por corrupção ativa no caso do chamado “mensalão”, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, ele leu uma Carta aberta ao Brasil pela qual se dizia “indignado” e “vítima de uma enorme injustiça”.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Dilma se recusou a assinar o pedido de demissão e informou o ministro da Defesa, Celso Amorim, que não havia, àquela altura, nenhuma razão para demitir o ex-deputado. Segundo o advogado do réu, Luiz Fernando Pacheco, a presidente orientou Genoíno a aguardar até o fim do julgamento para só então definir sua permanência ou saída do governo.

Questionada pelo portal G1, a assessoria do Palácio do Planalto respondeu por meio de nota: “E [a presidente] comentou que lamentava o fato de uma pessoa da estatura de Genoíno estar naquela situação.” Na edição de quarta-feira, dia 10, uma nota publicada na Folha de S.Paulo informava que a demissão de Genoíno era uma exigência do Planalto, que teria avisado o Ministério da Defesa sobre a necessidade de ele sair do governo após a condenação.

Condenado por 9 a 1

José Genoíno foi condenado por 9 votos a 1 pelo crime de corrupção ativa na corte suprema. Com ele, também foram condenados o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e o ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Os ministros não consideraram a versão da defesa do petista, de que ele “ignorava por completo o centro de distribuição de recursos” no suposto esquema de compra de votos para o governo federal entre 2003 e 2004. O único ministro a absolvê-lo foi o revisor da Ação Penal 470, Ricardo Lewandowski.

Stanley Burburinho: 10 motivos para defender José Dirceu

20 de setembro de 2012

Stanley Burburinho

José Dirceu tem história e sempre lutou para que o Brasil seja mais igualitário e também para que hoje possamos viver nessa democracia.

Policarpo Jr. depõe a favor do réu José Serra

6 de setembro de 2012

Via Os amigos do presidente Lula

Na quinta-feira, dia 6, na sala de audiências da 1ª Vara Criminal do Fórum do Paranoá, em Brasília, o diretor da revista Veja, Policarpo Jr., presta depoimento como testemunha de defesa do réu José Serra (PSDB/SP).

O tucano é réu na Ação Penal nº 6376-20.2010.6.21.0111, que corre na 111ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Sul, por crime de calúnia, decorrente das baixarias perpetradas na campanha eleitoral de 2010. Quando pedia votos no Rio Grande do Sul, deu entrevista ao jornal Zero Hora, repetindo calúnias sem noção contra o PT, acusando o partido de envolvimento com o narcotráfico, por meio das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Para tentar escapar de condenação, Serra recorreu à Policarpo como testemunha. Presume-se que Serra queira usar reporcagens da revista como álibi para suas baixarias.

O fato derruba a desculpa do deputado Miro Teixeira (PIG/RJ… ops… PDT/RJ) e do PMDB de que testemunho de jornalista violaria a liberdade de imprensa.

Em 2005, Policarpo já prestou depoimento favorável ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados.

Recentemente, o juiz federal Alderico Rocha Santos relatou que, quando a atual mulher de Cachoeira o ameaçou, disse que Policarpo era empregado do bicheiro e teria elaborado um dossiê contra o juiz, para ser publicado na revista Veja. Provavelmente Policarpo será convocado a depor em juízo sobre este episódio.

Samba do advogado doido: “Mensalão” não existiu, mas Lula é o culpado

14 de agosto de 2012

Foto de Valdir Fiorini e frase de Emir Sader.

Jefferson: “Se fosse o Collor, estaria preso, mas no Lula não pega.”

Via Portal Terra

Roberto Jefferson acompanhava o julgamento do “mensalão” em seu apartamento, na Barra da Tijuca, no Rio, e quando seu advogado no caso, Luiz Francisco Barbosa, disse que o ex-presidente Lula deveria estar entre os réus, ele disparou: “Se fosse o Collor, estaria preso, mas no Lula não pega”, comentou um abatido. Jefferson mantém o discurso de que, em sua opinião, o petista não tinha conhecimento do “mensalão”; disse que sentiu “surpresa” de Lula quando o alertou sobre o “mensalão”. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Jefferson se recupera de uma cirurgia realizada há 15 dias para a retirada de um câncer no pâncreas. Segundo ele, a acusação de que o ex-presidente beneficiou os bancos BMG e Rural representa a posição de seu advogado, fruto de desdobramentos das investigações. Jefferson se emocionou e chorou quando a defesa de Emerson Palmieiri, ex-tesoureiro do PTB, disse que o presidente da legenda preservou os nomes de quem recebeu R$4 milhões do PT. “Ia envolver pessoas, revelar nomes?”, questionou. Ao final, pareceu satisfeito com a atuação de seu advogado, que destoa do estilo “almofadinha” dos demais defensores. “É muito maluco, muito corajoso.”

O “mensalão” do PT

Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como “mensalão”. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.

Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT/SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.

Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.

Roberto Jefferson, a única testemunha do “mensalão”, irá dizer que ele nunca existiu

13 de agosto de 2012

Roberto Jefferson, ao lado de Serra, irá dizer a verdade sobre o suposto “mensalão”.

Em sua defesa, Roberto Jefferson prepara uma grande surpresa: a confissão de que seus R$4 milhões eram caixa dois e de que a palavra mensalão foi criada para coagir o PT, que pretendia derrubá-lo no início do governo Lula.

Via Brasil 247

Na segunda-feira, dia 13, com a retomada da apresentação das defesas na Ação Penal 470, haverá uma grande surpresa. O advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, que defende Roberto Jefferson, dirá que os recursos entregues pelo PT ao PTB, R$4 milhões ao todo, diziam respeito a um acordo para financiamento de campanhas municipais em 2004. Ou seja: ele negará a tese do “mensalão” e da compra de votos de parlamentares, que havia sido denunciada pelo próprio Jefferson.

O ponto mais surpreendente foi antecipado pelo advogado de Jefferson, numa entrevista ao portal iG. Corrêa Barbosa afirmou que existem dois conceitos de “mensalão”. A mesada, supostamente paga a parlamentares, foi, segundo ele, um “objeto de coação”. Ou seja: Jefferson, que se dizia pressionado pelo partido, criou a palavra como figura retórica para se vingar de seus algozes. O segundo conceito é o caixa 2, como já admitido por réus, como Delúbio Soares.

Na semana passada, o presidente do PTB já fez essa revelação ao dizer “José Dirceu me derrubou, mas livrei o Brasil dele”. Essa “vingança” mobiliza o debate político no Brasil há sete anos e boa parte da acusação de compra de votos está ancorada no testemunho de um personagem que, agora, desdiz tudo o que havia dito.

Leia também:

Gurgel mudou o processo e pode gerar nulidade do “mensalão”


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