Posts Tagged ‘Crítica’

Observações críticas sobre o muxoxo da crítica

13 de janeiro de 2014

Jules_Renard01A

Toda crítica sem alternativas aceitáveis de ação, com efeitos relativamente previsíveis, em custos e benefícios, não passa de pedantismo intelectual.

Wanderley Guilherme dos Santos, via Carta Maior

A qualquer momento, governos submetidos a escrutínio severo mostrarão desempenho insatisfatório. Fora os realmente negligentes, governos escrupulosos enfrentam obstáculos imprevisíveis ou dificuldades criadas pelo próprio sucesso de algumas iniciativas. É fácil, então, sublinhar atrasos de execução, efeitos colaterais ou reconsiderações significativas e atribuí-los, todos, à incompetência governamental.

Em democracias, o planejamento e execução de políticas públicas exigem a participação de ponderável número de agentes, totalmente autônomos em suas decisões. Por simples rememoração, o Executivo brasileiro, todos, e não apenas o atual, depende da cooperação de um Tribunal de Contas, e de várias agências como o Ibama, a Funai, e de um sem número de órgãos reguladores legalmente estabelecidos para autorizar e vigiar ações governamentais. Além dos atores previsíveis, embora suas ações não o sejam, existem os atores imprevisíveis, cujas intervenções devem ser democraticamente respeitadas e negociadas.

O número de vezes que a construção de Belo Monte foi interrompida por invasões e outros procedimentos de grupos de interesse seriam enervantes para qualquer gestor público. O vulto do investimento e a importância vital da usina para o futuro do conjunto da população brasileira justificariam, na China, por exemplo, a repressão às intervenções que ameaçassem a eficiência na execução do projeto.

Certamente, as fáceis acusações de ineficiência pipocam em todas as democracias, sem que os críticos aceitem a responsabilidade de sugerir a transformação das atuais democracias em réplicas chinesas.

O exemplo de Belo Monte é o de maior celebridade, assim correm os tempos, mas nem de longe o único, os jornais são testemunhos. Já em outra esfera da economia e da sociedade, as invasões de terra, a grilagem, a expulsão indígena e o retorno indígena, são outros tantos imprevistos a torcerem os planos e orçamentos.

Mesmo nos casos em que a legislação é inteiramente clara, permitindo a remoção dos obstáculos, seja de grileiros, de índios ou de populações demandantes, não é digno de aplauso que os governos o façam sem mais aquela. Há outros valores, além do econômico convertido em lei, que exigem atenção. A subversão social de pequenas comunidades, em matéria de moradia, laços de vizinhança, rotinas sociais, hábitos estabelecidos, que não são recompensados por indenizações monetárias ou transferências abruptas, ainda que legalmente autorizadas. Para o observador crítico, o Executivo ou é culpado por leniência ou por brutalidade.

Comum, em democracias, são estes dilemas em que qualquer decisão tem custos irreparáveis pelos benefícios gerados. Em autocracias, não existem vozes livres para anunciá-los.

Outra dimensão, de extremo interesse público, são as tensas negociações entre os governos e os interesses privados, cristalizados em lobbies, a propósito da remuneração que o capital exige para colaborar com as ações governamentais. Sob a forma de tempo de exploração de um negócio, preços e tarifas que virão a cobrar por produtos ou serviços, ao lado de redução, se possível total dos riscos, dos empreendimentos, eis algumas das manobras que os empresários privados adotam para extrair o máximo de vantagem nas negociações. Ao final, o preço do serviço contratado, seja em tempo doado, seja em moeda corrente, é sempre muito superior ao esperado. E não se trata de ingenuidade do planejador, mas porque o empreendedor privado sabe quando se encontra em posição quase monopólica. Embora o volume de achaques tenha limite, as vantagens extras que obtêm não deixam de afetar o resultado final da operação, às vezes bastante distantes do anúncio governamental anterior.

Cada área econômica, cada segmento social, cada relação com o exterior, guarda surpresas para Executivos de boa-fé. Por isso, trombetas jornalísticas à conta de insuficiências governamentais indicam incapacidade de descobrir, sob o óbvio do cotidiano, as razões dos problemas. Toda crítica desacompanhada de alternativas aceitáveis de ação, com efeitos relativamente previsíveis, em custos e benefícios, não passa de pedantismo intelectual. No momento, é evidente que as propostas bem articuladas da inteligentzia da oposição evitam apresentar a conta dos custos dos benefícios que teoricamente as medidas trariam. Mas a advertência cabe também à esquerda caolha, que faz muxoxo porque a revolução não está sendo feita. Parecem russos que ainda não foram avisados: não há nenhuma revolução à vista, nem em métodos, nem em objetivos aceitáveis. Esse papo não pertence à democracia.

PSDB da ordem para Aécio evitar se contrapor a Lula

29 de julho de 2013
Aecio_Arruda01

Aécio com o amigo Arruda.

Via Os amigos do presidente Lula

A ordem no PSDB do senador Aécio Neves (MG) é evitar qualquer tipo de contraponto ao ex-presidente Lula, que retomou nos últimos dias a os discursos em defesa da presidente Dilma. As recentes declarações do ex-presidente foram recebidas na equipe de Aécio como uma luz amarela

A orientação acertada com interlocutores do senador mineiro é manter o discurso crítico em relação ao governo Dilma, tendo como alvo principal a política econômica e as políticas públicas em setores como o de transporte público. Mas, nunca contra Lula e nem responder criticas do ex-presidente. Motivo? Lula é melhor avaliado nas pesquisas do que todos os candidatos de oposição

A turma de Aécio faz pacto

A despeito de estarem disputando quem vai enfrentar a presidente Dilma, os candidatos Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (Rede) e Eduardo Campos (PSB) fizeram um pacto de não agressão.

O candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves (MG) definiu quem será o coordenador de sua campanha em Minas Gerais. O escolhido foi o ex-presidente do partido e ex-ministro Pimenta da Veiga. Pimenta da Veiga, que depois de ter sido ministro das Comunicações de FHC, coordenou a campanha à Presidência até o primeiro turno de José Serra em 2002,

Outro motivo para Aécio não criar embate com Lula: as candidaturas presidenciais do PSDB não têm tido vida fácil em Minas. Aécio obteve 57,6 % dos votos válidos para o governo de Minas, em 2002; e 77%, em 2006. Anastasia foi eleito com 62,72 %, em 2010, no mesmo ano em que Aécio foi para o Senado com 39,49% dos votos. Lula (PT) venceu em Minas em 2002 e em 2006 e Dilma (PT) em 2010.

O tucano José Serra, segundo aliados, vai concorrer ao Planalto em 2014. Ele não lutará para conquistar o PSDB, já comprometido com Aécio Neves. Sua intenção é se lançar com o apoio de PPS, PV e PTB. Ele tem dito que as eleições estão abertas, como as de 1989, que teve dez candidatos viáveis. Pelas suas contas, para ser competitivo, ele precisa sair de São Paulo com oito milhões de votos.

Aécio Neves descansa na Europa

Aécio Neves, candidato tucano ao Palácio do Planalto, decidiu aproveitar o recesso parlamentar para descansar. De acordo com aliados, ele tirou esta semana para relaxar e embarcou em uma viagem à Europa.

Maílson “80% ao mês” da Nóbrega critica inflação de Dilma

14 de abril de 2013
Corra Maílson, corra.

Corra Maílson, corra.

É ou não ou cúmulo da cara de pau? O economista Maílson da Nóbrega, que comandou o Ministério da Fazenda no fim do governo Sarney e entregou ao País uma hiperinflação, tem a pachorra de condenar a atual política monetária e criticar a meta de inflação brasileira de 4,5% ao ano, segundo ele, “já em si muito alta”. O lobista do sistema financeiro, Maílson pede a combinação de recessão, desemprego e juros altos. O incrível é que este personagem tenha espaço para comentar a economia com ares de guru.

Via Brasil 247

O Brasil é um país surpreendente. Só aqui um economista que foi ministro da Fazenda e entregou ao País uma hiperinflação, com os preços subindo 80% ao mês (!!!), consegue se tornar consultor de sucesso e conquistar espaço na mídia para falar sobre todos os assuntos, com ares de guru. Este personagem se chama Maílson da Nóbrega, que conduziu a economia brasileira no fim do governo Sarney. Dono da consultoria Tendências e colunista de Veja, ele vinha pontificando sobre tudo, mas, talvez por pudor, evitava comentar o tema inflação.

Na semana passada, no entanto, o assunto deixou de ser tabu para Maílson e ele escreveu, em Veja, o artigo “A inflação de Dilma”, em que defende, com todas as letras, que o Brasil produza recessão para combater uma inflação que deve fechar o ano em 5,7% ao ano, segundo estimativas de analistas de mercado – e não em 80% ao mês. Eis o que diz Maílson:

“Dilma parece prisioneira dessas visões. Dá a entender que acredita ser possível vencer a inflação sem reduzir a demanda. Além disso, em seu governo, o instrumento eficaz, a taxa de juros, se transformou em bandeira política. Até a oposição a elogia pela decisão de impor ao BC a queda da Selic. Por isso, ela resiste à ideia de aumentar a taxa de juros e à sua natural consequência: a queda temporária do ritmo de crescimento […]. Como em qualquer doença, adiar o tratamento pode exigir doses maiores do remédio, que tendem a prostrar mais o doente do que quantidades menores em momentos apropriados. Na verdade o que mata o doente é a ausência de tratamento ou prescrições equivocadas. Tudo indica que a inflação do atual governo ficará acima da meta de 4,5%, já em si muito alta. Sem o emprego da receita certa, ela pode fugir do controle. Será que a presidente Dilma vai autorizar o BC a agir?”

Maílson “80% ao mês” da Nóbrega apenas vocaliza o desejo de seus clientes por doses mais cavalares de juros. O inacreditável é que tenha tanta cara de pau e espaço para vender suas receitas, que, no momento em que pôde aplicá-las, não funcionaram.

***

Texto publicado por Alexandre Ceará, no Facebook

As maiores taxas de inflação do Brasil pós-real e que você não soube porque as revistas, jornais, Ana Maria Braga etc. não precisavam torcer contra o povo:

1994 – 916,43% (ainda não vale)

1995 – 22,41% (preços ainda se ajustando à nova moeda, aproveitando e fazendo aquele primeiro arrocho salarial básico)

1996 – 9,56% (mão grande aqui, arrocho ali e o trabalhador trocava a picanha pelo frango)

1999 – 8,94% (Reeleição comprada e ganha, desvaloriza a moeda pra mais um arrochinho)

Enquanto isso, a carga tributária saia do patamar de 20 e poucos para os atuais 32%. E a dívida/PIB saltava de 28% para 52%, mesmo vendendo estatais a preço de banana para os amigos. E crescimento pífio: “Um governo que não usou um saco de cimento sequer.”

2001 – 7,67% (o presida Boca de Suvaco admite fracasso e implora US$30 bi ao Clinton pra fechar as contas)

2002 – 12,53% (a vaca foi pro brejo, mas essa batata quente vai pro Lula, FHC sorri)

2003 – 9,30% (Palocci começando a limpeza)

2004 – 7,60%

2005 – 5,69%

2006 – 3,14%

2007 – 4,45%

2008 – 5,90%

2009 – 4,31%

2010 – 5,90%

2011 – 6,50%

2012 – 5,83%

2013 – 6,40% (projeção)

***

Leia também:

Juros: Quem quer a alta e o por quê

Política neoliberal: “A saída é frear a economia. É demitir mesmo.”

Aécio fala muito e não diz nada; e Maílson é um comediante

Pedro Malan planta notícia contra o governo federal na mídia internacional

Dilma cobra mais resultados do trabalho da Comissão da Verdade

30 de março de 2013

Tortura04_Movimento

Lido no Conversa Afiada

Presidente quer ações e depoimentos que sensibilizem a opinião pública.

Júnia Gama

Vítima de tortura durante a ditadura militar, a presidente Dilma Rousseff não está satisfeita com os resultados alcançados até agora pela Comissão Nacional da Verdade e cobrou uma mudança de rumos nos trabalhos do colegiado. Em conversas recentes com integrantes do grupo, Dilma exigiu mais resultados concretos e que sensibilizem a opinião pública, já que pouco do que está sendo feito vem sendo divulgado. A principal intervenção da presidente foi no sentido de pedir que a comissão investisse mais nos depoimentos públicos de familiares, como forma de promover uma “catarse nacional”. Alguns focos de resistência na comissão a esse tipo de atuação desagradaram ao Palácio do Planalto, que acompanha de perto os trabalhos. Só este ano, Dilma já teve reuniões reservadas com Cláudio Fonteles e com Paulo Sérgio Pinheiro.

O próximo passo da comissão, que deverá causar comoção nacional, será atuar junto à Justiça brasileira para que autorize a exumação do corpo do ex-presidente João Goulart, deposto e exilado pelo golpe militar. A exumação já foi autorizada pelos familiares de Jango, que acusam os governos militares na América do Sul, no âmbito da Operação Condor, de terem assassinado o ex-presidente em 1976. Um juiz uruguaio requisitou a exumação, e o governo brasileiro concordou com o pedido.

Fiel a Serra, pitbull da Veja ataca FHC, que lançou Aécio a Presidência

5 de dezembro de 2012

Reinaldo_Azevedo05_FHC_Aecio

Reinaldo Azevedo, “colonista” da Veja, não gostou nada da entrevista do ex-presidente à Folha e afirma que os tucanos estão perdidos e podem não ser mais alternativa de poder. Segundo sua lógica [sic], o partido deveria se assumir conservador e não tentar ser progressista em questões sociais. Reinaldo, para quem não se lembra, foi um dos responsáveis pelo discurso do “kit gay” nas últimas eleições. Aécio ganhou um motivo para se preocupar ou para comemorar?

Heberth Xavier, via Minas 247

Era um desafio achar algum texto do jornalista e blogueiro da revista Veja, Reinaldo Azevedo, com críticas ao PSDB ou ao ex-governador José Serra. O blogueiro continua fiel a Serra, mas quanto ao PSDB…

Reinaldo Azevedo não gostou nada do que disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em sua entrevista à Folha de S.Paulo. Nela, FHC defendeu o nome do senador mineiro Aécio Neves como candidato dos tucanos à Presidência, em 2014. Apontado por muita gente como uma espécie de assessor informal de Serra – eterno pré-candidato do PSDB ao Planalto –, Azevedo fez mais um daqueles textos no qual o ódio político é uma das marcas principais. Só que, desta vez, o alvo não foram “petralhas” ou “mensaleiros”, mas o próprio PSDB.

Em um certo momento do texto em seu blog, ele chega a duvidar da capacidade eleitoral dos tucanos como alternativa em 2014: “Não são poucos os que consideram, e essa questão começa a tomar corpo também para mim, que a chance de o PT ser apeado do poder está não numa candidatura tucana, mas num racha do bloco hoje governista.”

Seria um abraço de Azevedo ao nome do governador pernambucano, Eduardo Campos (PSB)? Pouco provável. Cada vez mais conservador, o blogueiro de Veja acha que o PSDB peca pelo medo de assumir um discurso antagônico ao petismo, por não querer afastar-se do rótulo de partido “progressista”.

Diz o jornalista: “FHC endossa a inverdade e segue adiante com esta formulação que dá pano pra manga: Em termos de comportamento e de valores morais, o PSDB tem de se manter progressista”. É mesmo? E em que o partido poderia ser, sei lá, “conservador”? Em economia?

O ex-presidente não se dá conta de que tenta a quadratura do círculo – ele e os tucanos todos. Foi Dilma quem primeiro levou a questão do aborto para a disputa em 2010. Foi Fernando Haddad quem primeiro levou a questão do “kit gay” para a eleição neste 2012.”

Azevedo, é claro, nunca estranhou que, em ambas as eleições citadas, o candidato tucano era José Serra – ou seja, temas como o abordo têm especial predileção quando Serra está na disputa. Para ele, de qualquer modo, o PSDB, ou o partido capaz de tirar o poder do Palácio do Planalto, só terá êxito se não fugir do discurso conservador: “Pergunto: onde está o partido conservador? A entrevista de FHC deixa claro, mais uma vez, que não é e que não será o PSDB. Existem conservadores no Chile, na França, na Alemanha, no Reino Unido, nos EUA, na Colômbia, na Índia… No Brasil, todo mundo, inclusive o PSDB, é, como se nota, ‘progressista’…”

O jornalista que não se cansou de publicar vídeos do pastor Silas Malafaia durante a última campanha eleitoral paulistana, acredita, a sério, que isso ainda rende votos no Brasil. Resta saber se, a exemplo de seu companheiro de partido Serra, o senador mineiro também vai acompanhar Reinaldo Azevedo nesse discurso. Ou, de outro modo: o texto do blogueiro da Veja é motivo para Aécio se preocupar ou para comemorar?

FHC joga a toalha e abandona de vez o barco de José Serra

19 de outubro de 2012

FHC não seguiu o ditado de Paulo Preto: “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada.” Pensando bem, até o príncipe dos sociólogos não acha o Serra um líder. Para o ex-presidente, candidato tucano sairá da campanha municipal de São Paulo com o rótulo de conservador, o que prejudica a imagem do próprio PSDB. O presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, também criticou o uso do chamado “kit gay” nos discursos de Serra. O isolamento do candidato dentro do partido é cada vez maior.

Via Brasil 247

Desde que deixou a Presidência da República, em 2002, Fernando Henrique Cardoso vinha renovando a sua imagem, e também do PSDB, com uma agenda liberal no que diz respeito aos costumes. Era o caso, por exemplo, da discussão sobre a descriminalização das drogas leves.

Hoje, FHC assiste ao pequeno Uruguai, governado por José Mujica, tomar a dianteira nesse debate. Além disso, seu PSDB, que nasceu na centro-esquerda, vem sendo empurrado por José Serra à centro-direita. Em reportagem publicada na quinta-feira, dia 18, na Folha de S.Paulo, FHC abandona de vez o barco serrista, ao fazer críticas à campanha do tucano, que vem se aproximando de setores conservadores. O movimento de extirpação de Serra no ninho tucano foi adiantado pelo Brasil 247 (clique aqui).

Segundo o ex-presidente, Serra corre o risco de sair da eleição com o rótulo de conservador ao criticar duramente o material anti-homofobia criado pelo adversário Fernando Haddad (PT) quando ministro da Educação, o chamado “kit gay”, além do aborto – tema abordado durante sua campanha presidencial em 2010.

Além de FHC, a abordagem do tucano foi criticada pelo presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, que não considera “relevante” discutir o material. “Em São Paulo, a campanha resvala para elementos que não são os mais relevantes. Se vai ter ou não ‘kit gay’, se foi mamãe que fez ou vovó que assinou. Não é esse o problema. Se o Serra tiver que ser prefeito de São Paulo, ele será porque é o melhor candidato”, afirmou Guerra.

Leia abaixo reportagem da Folha de S.Paulo sobre as críticas de FHC:

FHC critica a campanha de Serra e lamenta flerte com conservadores

Catia Seabra e Mario Cesar Carvalho

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem criticado duramente a campanha do tucano José Serra à prefeitura, especialmente o flerte do candidato com o que chama de setores conservadores.

Segundo tucanos, FHC lamenta, por exemplo, a aliança de Serra com os opositores da cartilha anti-homofobia produzida na gestão de Fernando Haddad à frente do Ministério da Educação.

Presidente de honra do PSDB, FHC alerta os aliados para o risco de Serra sair desta eleição com o rótulo de conservador após a exploração de temas como o kit contra a homofobia e o aborto – questão que abordou na sua campanha à Presidência em 2010.

FHC também se queixa da resistência de Serra a conselhos, como o de levar o senador Aécio Neves à propaganda eleitoral já no primeiro turno numa tentativa de afastar os rumores de que, se eleito, deixaria a prefeitura para concorrer à Presidência.

FHC não é o único contrariado com os rumos da campanha. Amigo de Serra, de quem foi vice na chapa para o Palácio dos Bandeirantes em 2006, o ex-governador Alberto Goldman diz que não alimentaria o debate sobre o assim chamado “kit gay”.


%d blogueiros gostam disto: