Posts Tagged ‘Comunismo’

Nazicomunismo: Uma verdade oculta

29 de dezembro de 2013

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Via Jornalismo Wando

A direita está cada vez mais ouriçada com o sucesso que vem fazendo nas paradas. É Gentili fazendo piadas preconceituosas em rede nacional, é Roger batendo boca até com a mãe no Twitter, é Lobão dizendo que “os militares defenderam nossa soberania”, enfim, o reacionarismo está na moda e é uma tendência consolidada. Basta observar como o farol ideológico dessa turma boa, Reinaldo Azevedo, vem ganhando espaço em todos os cantos da grande mídia. Hoje ele ocupa ótimos espaços na internet (Veja), nos jornais (Folha) e na rádio (Jovem Pan). Ao que parece, nem a polícia do pensamento funciona direito nesse governo.

Não é de hoje que os pupilos da turma têm espalhado uma revisão histórica interessante: o nazi-fascismo de Hitler seria na verdade um movimento de esquerda, e não de extrema-direita como professores marxistas gostam de pintar. Nos últimos tempos, esse assunto vem ganhando corpo nas redes sociais e já há provas concretas que, pelo domínio do fato, incriminariam a esquerda como coautora da quadrilha nazista de Adolph Hitler. Não adianta dizer que o ditador prendeu e matou comunistas. Também não me venha com aquele famoso trololó de que o dono da Ford, Henry Ford, chegou a receber a medalha de “Ordem de Mérito da Águia Alemã” das mãos do próprio Adolph. Tem aquele outro papo que diz que o chefão da IBM ganhou a mesma medalha pelos serviços prestados ao nazismo. E também vamos parar com essa conversinha mole de que os nazistas invadiram a URSS para destruir o comunismo.

Como vocês podem perceber, os barbudos professores de História vivem repetindo essas mentiras, usando uma conhecida estratégia de Goebbels. Percebem como tudo vai se encaixando?

Mas não acredite em mim. Vejamos as irrefutáveis evidências espalhadas pela internet:

“O partido nazista chamava-se Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, logo ele é socialista.”

Lógica irretocável. Sigamos nela portanto: a Alemanha Oriental, conhecida como República Democrática Alemã, era uma democracia republicana, e não uma ditadura comunista como sempre imaginamos. Continuando nessa linha de pensamento, o PPS (Partido Popular Socialista) também é socialista, apesar de estar aliado ao PSDB e ter um presidente que é um feliz proprietário de um cartão fidelidade nos cassinos de Punta.

A outra prova inconteste seria essa medalha fabricada pelo governo nazista:

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Já tropecei nessa medalhinha assustadora por diversas vezes nas redes sociais. Ela geralmente está acompanhada de textos –sempre muito bem escritos! – comparando Lula a Hitler ou o lulodilmismo ao nazismo. Coincidentemente, ela foi fabricada um ano após o ditador alemão decretar a extinção do Partido Comunista e iniciar uma perseguição – de fachada, por óbvio – implacável aos seus adeptos. Ontem o assunto ressurgiu através de um amigo internauta bastante convicto:

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Olha, Fitz, o rosto, com essas largas entradas na testa, me lembra o ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln, outro que sempre foi meio comunistão. Já a águia me lembra o símbolo da liberdade dos EUA. Agora, sobre a foice e o martelo nem preciso falar nada. Claro que trata-se de uma medalha 100% comunista! É a pá de cal que faltava para comprovar a ligação umbilical entre nazismo e comunismo/socialismo/petralhas.

E daí que a medalha era comemorativa do 1º de maio e que tais ferramentas representam o trabalho urbano e camponês? E daí que até a Áustria adotou um brasão com uma águia carregando essas malignas ferramentinhas?

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Brasão oficial da Áustria criado em 1919. A foice e o martelo simbolizam a libertação dos trabalhadores urbanos… Portanto, esqueça tudo o que você aprendeu nos livros e escolas intoxicados pelo marxismo. Com meia dúzia de tweets e compartilhamentos no Facebook, descobrimos o que os historiadores nos ocultaram durante todo esse tempo: o nazismo é essencialmente comunista, portanto de esquerda, portanto coautor do aterrorizante projeto que vem sendo implantando no Brasil há mais de uma década.

É sempre bom atualizar a história para que nunca esqueçamos desse DNA nazi, dessa maldade intrínseca aos esquerdistas.

#AcordaBrazil

Comunismo avança nos EUA como alternativa à crise capitalista mundial

13 de novembro de 2013
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Em Seattle, a campanha comunista já fez o salário mínimo subir.

Via Correio do Brasil

Em tempos de crise, o comunismo deixa de ser o velho “bicho papão” dos tempos da Guerra Fria e tornar-se, cada vez mais, uma alternativa política para sociedades oprimidas pela concentração de renda. Principalmente nos EUA, onde o sistema divide o eleitorado em basicamente conservadores democratas e ultraconservadores republicanos, o ideário comunista se fortalece, nas urnas, com as campanhas de candidatos do campo das esquerdas, como o atual prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, e dois candidatos da Alternativa Socialista (CIT, na sigla em inglês), em duas grandes cidades norte-americanas.

Kshama Sawant em Seattle e Ty Moore em Minneapolis, conduziram as campanhas eleitorais explicitamente socialista mais fortes nos EUA em décadas. “Independentemente do resultado final, os votos para esses ativistas socialistas ilustram claramente o vácuo na política dos EUA e a raiva contra o establishment controlado pelas grandes empresas.

“As duas campanhas se fortaleceram com a enorme desconfiança que existe em relação ao sistema político, enraizada na Grande Recessão e a lenta recuperação econômica”, afirma Bryan Koulouris, integrante da CIT.

“A recente paralisação do governo federal, quando não havia acordo sobre o orçamento, também alimentou a ira popular que permitiu que as campanhas socialistas tivessem um eco entre os trabalhadores. Durante a paralisação do governo, o índice de aprovação do Congresso caiu para um mínimo histórico de 5%. Em uma pesquisa Gallup, um recorde de 60% disseram que é necessário um novo partido nos EUA, e um nível baixo recorde de apenas 26 % disseram que os dois partidos estavam fazendo um trabalho adequado”, acrescentou.

Ainda segundo Koulouris, “muitas pessoas nos EUA se sentem desencorajadas e desmoralizadas pelo sistema eleitoral pró-empresas e fraudulento. No entanto, essas campanhas demonstraram sem sombra de dúvida que os candidatos independentes e pessoas da classe trabalhadora podem desafiar o establishment sem receber um centavo de dinheiro das empresas! Ty Moore arrecadou mais dinheiro do que seu principal adversário apoiado pelas empresas e Kshama Sawant levantou cerca de US$110 mil, em comparação com os US$238 mil de seu oponente”.

“As campanhas da Alternativa Socialista mostraram claramente que é possível para as pessoas comuns e os jovens se organizarem e lutar para mudar o mundo. Alternativa Socialista quer aproveitar esse momento para futuras campanhas dos 99%, como a campanha “Pela sindicalização e um salário mínimo de US$15 por hora”, e a luta para taxar os super-ricos para pagar um programa de transporte público ecológico massivo”, pontua Koulouris.

“Muitas pessoas de esquerda argumentam que as ideias socialistas não podem ganhar o apoio das massas neste país, mas essas campanhas mostram que eles estão completamente errados. Pesquisas do Pew Research Center mostram repetidamente que a maioria dos jovens e negros agora preferem o socialismo ao capitalismo. Obviamente, essa consciência é confusa, mas ilustra que as pessoas estão de saco cheio com a desigualdade crescente e com os aumentos insuportáveis no custo de vida e do próprio capitalismo”, escreveu.

Construindo movimentos

A campanha de Ty Moore no Distrito 9 de Minneapolis foi construída ao lado de uma campanha importante e com grande visibilidade por justiça habitacional liderada pelo “Ocupe Casas Minnesota”. Moore e a Alternativa Socialista ajudou a lançar esta organização, que defendeu com sucesso muitas famílias de serem despejadas pelos grandes bancos e pela polícia. O centro “Zona livre de despejos” do Ocupe Casa foi no Distrito 9, bairro etnicamente misto habitado por trabalhadores. O “Ocupe Casas” e a campanha de Moore reforçaram mutuamente um ao outro.

Da mesma forma, em Seattle, a campanha de Sawant ajudou a colocar a “Luta por 15” – as greves e protestos de trabalhadores de baixa renda pelo salário mínimo de US$15,00 – no centro do debate político. “A Alternativa Socialista construiu energicamente este movimento, auxiliando grevistas criminalizados e combatendo os argumentos contra o aumento do salário mínimo”, afirmou.

Quando as organizações de trabalhadores conseguiram incluir um plebiscito sobre o aumento do salário mínimo a US$15,00 na votação no subúrbio de Seattle de SeaTac, a campanha de Sawant energicamente apoiou este movimento, contribuindo para a vitória histórica no plebiscito. Os dois candidatos a prefeito, que não tinha mencionado o salário mínimo no início de suas campanhas, saíram vagamente em apoio de um salário mínimo US$15,00. O sucesso da Sawant em deslocar o debate político levou o Seattle Times, o maior jornal de Seattle, a dizer antes da eleição que “o vencedor da eleição de Seattle já é a socialista Kshama Sawant”.

PC norte-americano

Em Nova Iorque, hoje governada por um prefeito do campo socialista, a sede do Partido Comunista norte-americano, no bairro de Chelsea, vive uma fase de brilho, em meio à crise financeira, segundo seus membros, que ainda defendem as teses marxista-leninistas. No número 235W da rua 23, em frente ao hotel Chelsea, símbolo da boêmia dos anos 60 e 70, funciona também uma imobiliária, cujos donos são comunistas.

“Recebemos cada vez mais ligações de pessoas que querem se informar e se interessam por nós devido à crise financeira, porque estamos em um momento de mudanças e acredito que o Partido Comunista terá papel fundamental no período que se inicia”, disse à agência francesa de notícias AFP Libero Della Piana, 36 anos, filho de pai italiano e mãe afrodescendente, atual presidente do partido no estado de Nova Iorque.

Fundado em 1919, o Partido Comunista norte-americano (CPUSA, na sigla em inglês) era considerado apenas um grupo que fazia propaganda para a “potência estrangeira” (a União Soviética) durante a guerra fria, e seus membros eram com frequência demitidos de seus empregos durante o período do Macarthismo, nos anos 50. O CPUSA, dirigido em escala nacional por Sam Webb, conta hoje com “entre 3 e 3,5 mil membros”, mas Libero Della Piana e Erica Smiley, de 28 anos, coordenadores da “Liga dos jovens comunistas”, instalada no mesmo edifício, afirmam que o “caos atual” engrossará as fileiras de simpatizantes.

Longe de querer “brincar sozinhos”, os comunistas norte-americanos querem “construir a base mais ampla possível, com os movimentos de mulheres, estudantes, sindicatos, para derrotar a direita”.

“Acreditamos que o momento chegou. As preocupações dos jovens são a guerra, o desemprego e a cobertura médica, e nossas propostas são boas”, indicou por sua vez Erica Smiley.

Nos 500 metros quadrados recentemente reformados da sede, onde as obras completas de Lenin e Marx dividem a estante com livros sobre o racismo e a causa feminista, houve uma reunião na segunda-feira, mas muitos militantes estão ausentes.

“A crise nos mostrou que o mercado não pode se regular sozinho, e que, ao deixar que isso acontecesse, o governo enlouqueceu a máquina de dar créditos baseados em uma fantasia. Vamos ficar menos na defensiva, pela primeira vez desde os anos 80, e teremos nossa opinião para expressar na reconstrução dos Estados Unidos sobre novas bases, e já não para satisfazer a avidez de uns poucos”, comentou Della Piana.

Ainda que não tenha declarado oficialmente seu respaldo ao candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, o CPUSA o apoia abertamente e a maioria de seus militantes usam botons de Obama.

“Estão em campanha para incentivar as pessoas a votarem”, explicou Bill Davis, aposentado de 65 anos filiado ao partido há 37.

Os comunistas norte-americanos têm encontro marcado com os “camaradas da América Latina e do resto do mundo no final de novembro, em São Paulo”.

“Explicaremos a eles a situação nos Estados Unidos após a eleição presidencial, embora o Komintern (Internacional Comunista) não exista mais e cada partido tenha suas especificidades”, disse Della Piana.

Prefeito de esquerda

Na terça-feira, dia 5, os democratas venceram a eleição e voltaram à prefeitura de Nova Iorque após 20 anos. O novo dirigente, Bill de Blasio, foi militante de esquerda nos anos de 1980 e projeta um plano progressista para cidade. Conheça sete fatos marcantes da trajetória do novo prefeito:

1. Pai comunista. Warren Wilhelm, pai de Bill de Blasio, teve carreira promissora como economista no Departamento de Comércio do governo norte-americano antes de servir ao Exército. No entanto, sofreu boicote de outros funcionários quando descobriram que ele e sua esposa argumentavam em favor do comunismo. Sanções e declínio profissional levaram o economista ao alcoolismo.

2. Mudança de nome. Na verdade, o nome no registro de nascimento de Bill de Blasio era Warren Wilhelm, Jr., em homenagem ao pai, que perdeu a perna esquerda na 2ª Guerra Mundial. Após seguidos casos de alcoolismo e violência, os pais de Bill de Blasio se divorciaram. Após a separação, ainda no ensino médio, o novo prefeito de Nova Iorque decidiu, na época, adotar o apelido de infância – Bill – e o sobrenome italiano da mãe – de Blasio. A alteração foi feita formalmente em cartório. “Estava bastante irritado com a separação”, disse Bill, em entrevista recente.

3. Apoio ao movimento sandinista. Um dos momentos mais marcantes da carreira política de Bill de Blasio aconteceu em 1988, quando o novo prefeito de Nova Iorque visitou a Nicarágua para entregar ajuda de uma organização de esquerda dos EUA. Naquela época, De Blasio tinha 26 anos e o governo sandinista nicaraguense enfrentava uma guerrilha apoiada pela administração de Ronald Reagan (1981-1989).

Após voltar da visita ao país, o novo prefeito manteve seu respaldo aos sandinistas colaborando com um grupo chamado Rede de Solidariedade com a Nicarágua, embora depois tenha se desvinculado progressivamente. Segundo de Blasio, ele estava desencantado pela maneira como os sandinistas tratavam oposição e imprensa.

4. Trabalho com Hillary Clinton. Bill de Blasio foi gerente de campanha de Hillary Clinton. No entanto, foi demitido sob a justificativa de ser “politicamente fraco” e “não decisivo”, na visão do casal Clinton. Na época, o jornal The New York Times chegou a escrever um artigo de opinião, condicionando a fraca campanha de Hillary à falta de poder de decisão do então gerente Bill de Blasio. Ambos, no entanto, mantiveram um bom relacionamento. Hillary inclusive organizou um evento para arrecadar fundos para as eleições de Nova Iorque no mês passado, angariando mais de US$1 milhão para campanha de Bill.

5. Casado com mulher negra e ativista de direitos LGBT. Bill é casado há 19 anos com a poeta Chirlane McCray, de 58 anos, conhecida pela atuação militante na organização radical de feministas e lésbicas negras Combahee River Collective, na década de 1970.

6. Lua de mel em Cuba. Contrariando a legislação norte-americana que proíbe viagens a Cuba, o casal de Blasio passou metade da lua de mel na Ilha. Os filhos herdaram a miscigenação da cor branca de Bill de Blasio e da cor negra de Chirlane McCray.

7. Despejo em Nova Iorque. Em 1983, graças a um problema contratual, Bill de Blasio foi expulso do apartamento em que morava em Nova Iorque. Ainda candidato, citou diversas vezes o episódio para defender uma política de moradia popular aos nova-iorquinos. A promessa é de construção de mais de 200 mil casas populares na cidade.

Pesquisa: 60% dos russos veem o comunismo como ótimo sistema

7 de novembro de 2013

URSS_Brasao01Pesquisas de opinião mostram que, para 60% dos russos, havia mais aspectos positivos que negativos na vida na União Soviética.

Via Interfax

Das 1.000 pessoas entrevistadas pela Fundação de Opinião Pública da Rússia [orig. Russia’s Public Opinion Foundation (FOM)] por telefone, numa pesquisa realizada em setembro de 2013, 14% disseram que, para elas, a palavra “comunismo” tem conotações “muito agradáveis”, “positivas” e “maravilhosas”; e 12% disseram que se sentiam muito nostálgicas em relação à era soviética.

O comunismo não passa de “coisa do passado” para 11% dos entrevistados; e outros 11% disseram que “comunismo” significa “vida boa e estável”.

Para 7%, a palavra “comunismo” lhes provoca uma sensação de “desgosto” ou desperta “associações tristes” ou significa “algo negativo” em geral.

Para 5%, a palavra evoca sonhos “de um futuro radiante” que jamais se realizou (“é uma pena que nunca o tenhamos visto realizado”.

Solicitados na pesquisa a explicar o significado da palavra “comunismo”, 23% disseram que significa uma sociedade justa, na qual todos são iguais e toda a propriedade é comum.

Para 9%, a palavra significa, em primeiro lugar, um específico sistema econômico e social; e para 8% representava uma vida melhor que a de hoje (“vivíamos melhor, as pessoas eram mais bem tratadas” e “as pessoas eram mais plenas e a vida também era mais plena”).

6% disseram que “comunismo” significara vida boa e estável para eles, e elogiaram o princípio soviético oficial “De cada um, de acordo com suas habilidades; para cada um, de acordo com suas necessidades.”

Para 5%, o comunismo é uma utopia ou um conto de fadas [para os williamwaacks, é um conto de bruxas que comem criancinhas (NTs)].

A pesquisa pedia aos respondentes que explicassem o que viam como aspectos positivos e negativos do sistema soviético.

Na resposta, 33% apontaram como positivas as garantias de seguridade social, estabilidade e atenção às pessoas; 14% disseram que foi um sistema de justiça e igualdade social; 9% disseram que a União Soviética foi terra de respeito à lei e à disciplina; 7% elogiaram o emprego que o país garantia a todos; e outros 7% disseram que as pessoas tinham mais disposição para se ajudarem umas as outras, do que hoje.

Por outro lado, 9% criticaram restrições a direitos e liberdades individuais; 7% acusaram o sistema soviético de suprimir a individualidade pessoal; outros 7% disseram que o racionamento de bens de consumo básico foi o principal defeito do sistema; 6% criticaram os abusos das autoridades naquele período; e 5% condenaram o governo repressivo na União Soviética.

Na população pesquisada, 59% dos respondentes veem mais aspectos positivos que negativos no comunismo. Desses, 69% tinham mais de 60 anos e 47% tinham entre 18 e 30 anos.

De todos os entrevistados, 43% ficariam felizes com a volta da ideologia comunista; 38% não ficariam felizes; e 19% ainda não se resolveram.

Dia 17 de julho na história: Em 1867, Karl Marx publica sua obra máxima, O Capital

18 de julho de 2012

As mais de 2.500 páginas modelariam boa parte do pensamento político do século 20.

Via Opera Mundi

O Capital [Das Kapital], principal obra de Karl Marx, é publicado no dia 17 de julho de 1867. Desde então, a economia e a filosofia marxista foi objeto de estudos e polêmicas. Com base nelas foram fundados sindicatos e organizações, feitas revoluções e erigidos Estados.

São mais de 2.500 páginas escritas ao longo de 15 anos. Marx conseguiu escrever na íntegra apenas o primeiro volume. Os outros dois tomos foram concluídos após sua morte graças a fragmentos, bilhetes e anotações deixadas ao amigo Friedrich Engels.

A obra desvendou as engrenagens do capitalismo. Muitos consideram-na o marco do pensamento socialista marxista. Nela são expostos conceitos econômicos complexos, como a mais-valia, capital constante e capital variável. Há ainda a análise sobre salário, força de trabalho, teoria da alienação, acumulação primitiva, ou seja, todos os aspectos do modo de produção capitalista, inclusive uma crítica sobre a teoria do valor-trabalho de Adam Smith e outras teorias dos economistas clássicos.

Preocupa-se amplamente com a questão da circulação do dinheiro, dos valores de troca e de usufruto, das taxas de lucro e forças de produtividade. Ele falava de “engolir de todos os povos pela rede do mercado mundial” e da necessidade de eliminar as relações que escravizam as pessoas.

O ideólogo da classe operária nunca vira uma fábrica por dentro. Para sua obra de três volumes, pesquisou exaustivamente na biblioteca do Museu Britânico, em Londres. Lá, segundo suas próprias palavras, “juntou-se enorme quantidade de material” sobre o tema.

Marx levou tempo até chegar a sua obra máxima. Cada vez mais preocupado com os problemas econômicos, publica Miséria da filosofia, em 1847, em resposta ao livro do autor anarquista Proudhon A filosofia da miséria. Já demonstrava preocupação em erigir a economia política como ciência.

Em 1859 publicou Contribuição para a crítica da economia política, que já continha dois capítulos: “A mercadoria” e “A moeda”, retomados em O Capital. Seus textos eram escritos em cadernos de rascunho conhecidos como Grundrisse. A pequena Formações econômicas pré-capitalistas é uma das obras derivadas desse volumoso trabalho que se desdobraria nos Livros 1 a 3 de O Capital e no Livro 4, em que comenta teorias de outros autores.

Entre as várias opções de caminhos para expor suas ideias, Marx pensou publicar antes o Livro 4 e em unir o conteúdo do Livro 4 ao Livro 1. Decidiu, por fim, expor toda sua teoria primeiro para depois mostrar a de outros autores. Em O Capital, construiu um gigantesco complexo filosófico com os seus conhecimentos de ciências econômicas, história e sociologia, mesclados com os frutos de sua atuação política. Suas conclusões foram apoiadas por numerosas notas de rodapé e citações de referência.

A ideia central era a convicção da derrocada da sociedade capitalista, à qual se seguiria a vitória do socialismo e depois do comunismo, libertando a classe trabalhadora da exploração dos capitalistas.

Com a publicação de O Capital, conquistou reconhecimento universal e, ao lado de Engels, foi elevado à categoria de herói do socialismo científico, para muitos um dogma irrefutável.

A bíblia do proletariado nunca se tornou realmente popular. É de leitura difícil. Críticos neomarxistas consideram-na superada pelos acontecimentos reais e pela evolução da economia em âmbito global. Esses críticos acreditam que o desenvolvimento transcorreu, sob muitos aspectos, de forma diferente da que Marx esperava. Comparam a realidade de hoje com as teorias de Marx e sua validade em relação ao desenvolvimento real. Acreditam que exatamente assim é que se mantêm fieis ao espírito crítico de Karl Marx.


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