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País fecha 2013 com saldo de 1,1 milhão de vagas com carteira assinada

22 de janeiro de 2014
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Indústria também contribuiu para resultado final da criação de empregos formais em 2013. Foto de Folhapress / Arquivo RBA.

Praticamente metade dos postos de trabalho veio do setor de serviços. Saldo é o menor dos últimos dez anos. No governo Dilma, foram abertas 4,5 milhões de vagas.

Vitor Nuzzi, via RBA

O país criou 1.117.171 vagas com carteira assinada em 2013, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Resultado de 22,1 milhões de contratações e 21 milhões de demissões no ano, o saldo é o menor desde 2003 (821.704), pode ser visto como um resultado razoável pelo atual ritmo de atividade, mas confirma o momento econômico fraco. O MTE fala em resultado “expressivo”, mas que mostra “redução no ritmo de expansão”. O salário médio de admissão teve aumento real (acima da inflação) de 2,59% sobre 2012, atingindo R$1.104,12.

Praticamente metade dos empregos formais veio do setor de serviços (saldo de 546.917 postos de trabalho, expansão de 3,37%), seguido do –comércio (301.095, alta de 3,36%), da indústria de transformação (126.359, aumento de 1,54%) e da construção civil (107.024, s maior alta percentual, de 3,44%). A administração pública abriu 22.841 vagas (2,62%), enquanto a agricultura ficou praticamente estável, com 1.872 (0,12%).

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O resultado do ano representa crescimento de 2,82% no estoque de empregos formais, que agora atinge 40,6 milhões. No governo Dilma (de janeiro a 2011 a dezembro de 2013), o saldo é de 4,5 milhões de vagas com carteira assinada, em uma série ajustada, com declarações feitas fora do prazo. O salário de admissão cresceu 10,75% no período.

Apenas em dezembro, foram fechados 449.444 postos de trabalho (-1,1%). A série histórica do Caged mostra que nesse mês sempre há redução no emprego formal, por fatores sazonais, como entressafra na agricultura e fim de contratações temporárias.

Todas as regiões fecharam o ano com alta no emprego formal. Foram 476.495 postos de trabalho no Sudeste (2,24%), 257.275 no Sul (3,64%), 193.316 no Nordeste (3,02%), 127.767 no Centro-Oeste (4,23%) e 62.318 no Norte (3,43%). Das 27 unidades da federação, duas fecharam vagas: Alagoas e Rondônia.

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Governo Lula: Entre 2003 e 2010, trabalho formal cresce 53,6% no Brasil

23 de julho de 2012

Via Yahoo

O número de empregos formais no País cresceu 53,6% entre 2003 e 2010, informou a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Brasil encerrou 2010 com 44,07 milhões de pessoas empregadas em postos formais. De acordo com o relatório “Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um olhar sobre as unidades da Federação”, divulgado nesta quinta-feira, o aumento equivale a um crescimento médio anual de 5,51% no período.

A Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), citado pela OIT, aponta que 15,38 milhões de postos formais de trabalho foram criados no Brasil entre 2003 e 2010. Em 2006, a taxa de formalidade do País passou pela primeira vez da metade e chegou a 50,6%. Em 2009, o indicador estava em 54,3%.

Os postos de empregos formais tiveram maior crescimento, informa a OIT, em regiões mais pobres e com mercado de trabalho menos estruturado. O Norte aumentou em 85,7% o número de vínculos empregatícios formais entre 2003 e 2010 e o Nordeste registrou alta de 64,9%.

Na proporção de postos formais sobre total de trabalhadores, as taxas ainda divergiam muito entre os Estados. No ano de 2009, 69,1% da população trabalhadora de São Paulo estava em emprego formal. No Distrito Federal, a taxa era de 69% e, em Santa Catarina, 68,8%. No mesmo ano, apenas 25,9% dos trabalhadores do Piauí ocupavam postos formais. No Maranhão, eram 29,9%.

Em relação ao trabalho doméstico, a organização informou que, em 2009, 71,4% dos trabalhadores desta categoria não possuíam carteira assinada. No mês de setembro do mesmo ano, o rendimento médio mensal era de R$408, valor abaixo do salário mínimo vigente na época, de R$465. Apenas 2,2% dos trabalhadores domésticos estavam associados a sindicato.

Empregos verdes

O número de empregos sustentáveis formais existentes passou de 2,29 milhões no País em 2006 para 2,90 milhões em 2010. De acordo com a OIT, o total de empregos verdes em 2006 representava 6,5% do total de empregos no País e, em 2010, chegou a 6,6% do total de vínculos empregatícios. A OIT entende como empregos verdes as atividades econômicas que contribuem para a redução das emissões de carbono ou para a conservação da qualidade ambiental.

Entre 2006 e 2010, os empregos verdes cresceram 26,7% no País. No Centro-Oeste e no Norte, a expansão superou a média nacional e ficou em 43,7% e 40,1%, respectivamente. Em números, o Sudeste respondia por 56,8% dos empregos verdes criados no Brasil, em 2010. O Estado de São Paulo, sozinho, respondia por 30,2% do total de empregos verdes no País. Na sequência da análise por regiões, ficaram o Nordeste (16,4%) e o Sul (14,4%).


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