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Com nova lei na economia cubana, Brasil é o principal parceiro

14 de abril de 2014

Ricardo_Santana01_ApexDaniel Mori, via Jornal GGN

A Assembleia Nacional de Cuba aprovou recentemente, por unanimidade, uma nova lei que abre o país a investimentos estrangeiros. A lei ainda não permite mudanças profundas, como a autorização para que empresas de outros países possam contratar mão de obra local sem intermédio do governo, mas tornam mais atrativos os investimentos externos ao diminuir de 30% a 15% a tributação de lucro, além de aumentar para oito anos a isenção tributária de novas iniciativas.

O governo cubano afirma que necessita de mais de US$2 bilhões por ano em investimentos estrangeiros diretos para atingir a meta de crescer 7%. Mas, graças ao embargo, Cuba não conta a parceria do principal investidor do mundo, os EUA. E foi nesse sentido que o Brasil viu a oportunidade de investir e conquistar o mercado consumidor do país. Dessa forma, o governo brasileiro, através da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), uniu dezenas de empresas nacionais dispostas a conhecer e mergulhar na economia cubana.

O diretor de Negócios da Apex-Brasil, Ricardo Santana (foto), defende a iniciativa do governo brasileiro de investir na construção do Porto de Mariel, com dinheiro do BNDES e que isso representará vantagens para o empresariado brasileiro. “Isso reduzirá o custo de operações logísticas para o Brasil, até pelo aspecto de poder atender a outros países da região”.

Para Ricardo Santana, a localização geograficamente estratégica fará de Cuba um polo concentrador na região. “Pode ser um hub para países do Caribe, principalmente ao considerarmos o crescimento das economias na América Central, como Panamá, Honduras, El Salvador, Costa Rica e Guatemala. Em 2013 o PIB cubano foi o maior de toda a América Central e o Caribe, exceto pelo território estadunidense de Porto Rico. E o país é também o segundo maior destino das exportações brasileiras nessa região, atrás apenas do Panamá”.

Só no ano passado, a corrente de comércio Brasil-Cuba totalizou US$624,8 milhões, com incrementos de 9,2% com relação a 2008. Desse montante, US$528,2 milhões corresponderam à exportações brasileiras. Vendemos para o país: óleo de soja refinado, arroz, milho, carne de frango, café, papel, calçados, máquinas agrícola, móveis e há oportunidades para muito mais, como produtos de higiene e beleza, autopeças e outros.

Por mais que haja uma preocupação dos investidores ao redor do mundo acerca do modelo político-econômico cubano, o país apresenta hoje uma economia em expansão, uma população de 11 milhões de habitantes e um turismo pujante. Segundo o diretor da Apex-Brasil, não há obstáculos para o sucesso das relações comerciais entre os dois países. “Cuba oferece um porto com capacidade de movimentação de 1 milhão de contêineres, uma Zona Especial de Desenvolvimento, uma boa localização, proximidade cultural, necessidades por produtos que o Brasil fabrica, ou seja, condições promissoras e que oferecem oportunidades oportunas para empresas brasileiras”, disse Ricardo.

Só em 2013, 324 empresas brasileiras exportaram para Cuba: carne de franco, café, arroz, farelo e óleo de soja, massas alimentícias, papel, fumo, máquinas agrícolas, fios sintéticos, produtos de borracha, reboques, veículos de carga, resina. Ricardo Santana avalia que há também espaço para produtos de higiene, limpeza e cosméticos, autopeças, aparelhos mecânicos e elétricos, calçados, chassis, confecções, ferramentas e talheres, aparelhos de ótica, plástico, cerâmica, confeitaria, produtos químicos e farmacêuticos, vidro e muitos outros.

“Pelos questionários que as empresas brasileiras responderam na Missão Empresarial, enviada a Cuba, há uma perspectiva de negócios para os próximos 12 meses de US$37,5 milhões. Creio que vale apontar que para nós, a expansão da economia cubana representa mais negócios para o Brasil e para a região da América Latina. O nosso crescimento econômico está relacionado ao fortalecimento da região”, concluiu o diretor de Negócios da Apex-Brasil.

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EUA querem transferir prisioneiros de Guantânamo para América Latina

14 de abril de 2014

Cuba_Guantanamo15

Via Agência Brasil

Os Estados Unidos esperam o apoio dos países latino-americanos para transferir prisioneiros de Guantânamo, de forma a fechar a controversa prisão norte-americana, disse nessa quarta-feira (9) o embaixador de Washington no Chile, Michael Hammer. Segundo ele, que apresentou nesta semana as suas credenciais como embaixador no Chile, o fechamento de Guantânamo é “prioridade” do presidente norte-americano, Barack Obama.

“Nos Estados Unidos procuramos soluções para ver como podemos finalmente fechar Guantânamo”, disse Hammer, em entrevista na embaixada norte-americana. “Para atingir esse objetivo é necessário que outros países nos ajudem na transferência de alguns indivíduos que estão detidos”, acrescentou.

O Uruguai aceitou acolher cinco prisioneiros de Guantânamo por razões humanitárias. A Colômbia admitiu que está recebendo pedido de Washington nesse sentido. Segundo a imprensa uruguaia, o Brasil foi abordado com o mesmo objetivo.

Mais de 800 detentos passaram pela prisão de Guantânamo, localizada em uma base naval dos Estados Unidos, em Cuba, desde a sua criação em 2002.

As transferências da prisão de Guantânamo vêm aumentando nos últimos meses, com o repatriamento de três argelinos, dois sauditas e dois sudaneses. Um dos argelinos foi repatriado em março, depois de passar 12 anos sem qualquer julgamento. Mas 154 detidos permanecem na prisão especial, criada no governo do presidente George W. Bush, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, e na qual foram enclausurados os suspeitos detidos em operações de combate ao terrorismo.

A maioria dos detidos é do Iêmen, Afeganistão, da Arábia Saudita e do Paquistão. A maioria nunca foi acusada ou julgada.

O presidente Barack Obama chegou a afirmar que a prisão prejudicou a imagem dos Estados Unidos no mundo, mas os seus planos para fechá-la têm sido bloqueados em parte pelo Congresso norte-americano, que proibiu o acolhimento dos presos em território norte-americano.

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10 de abril de 2014

Cuba_Internet01

Além de ZunZuneo, agência norte-americana lançou outro programa de estímulo à dissidência na Ilha, chamado Piramideo.

Via Opera Mundi

Cuba informou na segunda-feira, dia 7, a existência de outro programa promovido pelos Estados Unidos em redes sociais para instigar a agitação política e a dissidência na Ilha chamado Piramideo. Na, financiado e gerido pela Usaid (Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional), entidade responsável por financiar iniciativas ao redor do mundo.

Semelhante ao programa anterior, o Piramideo promovia a criação de uma rede de amigos, oferecendo-lhes a possibilidade de que uma pessoa enviasse a seus amigos um longo SMS no valor de uma única mensagem, explicou Hilda Arias, diretora do Etecsa (Centro de Serviços Móveis da Empresa de Telecomunicações de Cuba) ao jornal mexicano La Jornada.

Segundo Hilda Arias, o Piramideo tentava desviar recursos de Cuba e criar uma espécie de canal de comunicação entre grupos contrarrevolucionários. Ela ainda acrescentou que o sistema tentou enganar também trabalhadores e artistas da Ilha, oferecendo-lhes uma plataforma gratuita ou a de menor preço para promover seus serviços e obras.

A Usaid planejava entregar US$4,3 milhões a várias empresas subcontratadas para promover a instalação de redes sem fios subterrâneas. De acordo com o jornal, o intuito seria oferecer aos empreendedores tecnológicos o equipamento necessário para que criassem suas próprias redes e, posteriormente, enlaçá-las a outras redes no exterior. Na sexta-feira, dia 4, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba pediu que Washington respeitasse o direito internacional e cessasse as “ações ilegais e secretas” contra a Ilha.

Costa Rica

Paralelamente, a Costa Rica declarou nesta segunda-feira que a Usaid também estabeleceu uma operação clandestina em seu país para causar agitação social em Cuba – atitude chamada pelo governo local de “grave insulto”. “É necessário investigar o caso Se isso for verdade, é uma afronta grave à Costa Rica. É claro que temos que pedir uma explicação”, disse o ministro de Comunicação, Carlos Roverssi, ao jornal La Nación.

O líder da missão era Joseph Duke McSpedon, empregado responsável do Escritório de Iniciativas de Transição da Usaid. Na Costa Rica, ele planejou o projeto e organizou o lançamento da rede social. Segundo registros de imigração obtidos pelo La Nación, McSpedon foi ao país em 42 ocasiões entre 2009 e 2011, a bordo de voos comerciais e privados. A missão dos EUA em San José (capital) se recusou a discutir o assunto.

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7 de abril de 2014

Cuba_ZunZuneo01

A página, chamada de “ZunZuneo”, foi elaborada pela Usaid, empresas de fachada constituídas secretamente e com financiamento de bancos estrangeiros.

Via Pátria Latina

As denúncias do presidente Raul Castro sobre as tentativas desestabilizadoras do governo dos Estados Unidos contra Cuba foram denunciou na quinta-feira, dia 3, a revelação de um plano para incentivar a juventude cubana à contrarrevolução, com participação de uma agência estadunidense.

Washington planejou a criação de um “Twitter cubano” para atacar as autoridades da Ilha, promovido pela Agência dos Estados Unidos para a Assistência Internacional (Usaid), empresas de fachada constituídas secretamente e com financiamento de bancos estrangeiros.

A agência de notícias Associated Press (AP) assegurou que teve acesso a mais de mil documentos sobre a rede de comunicações Zunzuneo, cujo propósito era se tornar popular entre os jovens cubanos e depois “os empurrar para a dissidência”.

AP assegura que os usuários nunca souberam que o projeto foi criado por uma agência dos Estados Unidos vinculada ao Departamento de Estado, nem que os contratantes estadunidenses estavam reunindo dados pessoais sobre eles com a esperança de que essa informação fosse utilizada com propósitos políticos.

Em 1º de janeiro deste ano, em ocasião do aniversário de 55 anos da Revolução Cubana, o presidente Raul Castro denunciou “tentativas de introduzir subtilmente plataformas de pensamento neoliberal e de restauração do capitalismo neocolonial” em Cuba.

“Se empenham enganosamente em vender aos mais jovens as supostas vantagens de prescindir de ideologias e consciência social, como se esses preceitos não representassem cabalmente os interesses da classe dominante no mundo capitalista”, disse o chefe de Estado em Santiago de Cuba, ao leste daqui.

Enfatizou então que com tais esforços se pretende “induzir à ruptura entre a direção histórica da Revolução e as novas gerações e promover incerteza e pessimismo face ao futuro, tudo isso com o marcado fim de destruir a partir de dentro o socialismo em Cuba”.

Segundo a fonte, o plano anticubano poderia ser violatório das leis norte-americanas, que exigem autorização por escrito do Presidente e uma notificação ao Congresso para realizar qualquer operação secreta.

No mínimo, os detalhes postos em evidência parecem contradizer os argumentos que por muito tempo têm sido esgrimidos pela Usaid no sentido de que não participa de ações encobertas.

O assunto tem estreita relação com a situação do contratador da Usaid, Alan Gross, detido em 2009 em Cuba e condenado por realizar ações ilegais com objetivos e procedimentos muito similares à operação Zunzuneo.

A revelação aponta que a Usaid e seus contratadores fizeram um esforço significativo para ocultar os laços que o projeto tinha com Washington.

Acrescenta que para efeito estabeleceram empresas de fachada na Espanha e contas bancárias nas Ilhas Cayman para ocultar as transações financeiras.

Também tentaram contratar altos executivos de empresas privadas sem lhes dizer que se tratava de um projeto financiado com dinheiro dos contribuintes dos Estados Unidos.

“Não se mencionará em absoluto a participação do governo dos Estados Unidos”, detalha um relatório da Mobile Accord, uma das empresas contratantes. “É totalmente crucial para o sucesso a longo prazo do serviço e garantir o cumprimento da Missão”, conclui

O senador Patrick Leahy, democrata por Vermont e presidente da Subcomissão do Senado sobre o Departamento de Estado e Operações no Exterior, disse que as revelações são preocupantes.

“Existe o risco de que cubanos jovens tenham usado o serviço em seus telefones móveis sem saber que era uma atividade financiada pelo governo dos Estados Unidos”, apontou.

“Também está a natureza clandestina do programa, sobre o qual não se informou à Subcomissão de Atribuições que tem a responsabilidade de fazer supervisão. E o fato de que o serviço começou a operar pouco depois da prisão de Alan Gross”, sublinhou.

O plano, que pretendia mobilizar e organizar jovens cubanos contra o governo de seu país funcionou de 2009 até o ano 2012, informou a AP.

Zunzuneo insere-se em uma extensa lista de operações secretas anticubanas, que incluem desde a invasão pela Baía dos Porcos, as tentativas de assassinar Fidel Castro e outros dirigentes da Ilha e o apoio a grupos contrarrevolucionários que assassinaram camponeses e educadores.

Também inclui ações terroristas como a explosão de um avião comercial da Cubana de Aviação com 73 pessoas a bordo, em 1976, e a introdução de doenças como dengue hemorrágica na Ilha, entre outras da guerra biológica.

O governo estadunidense financia e dirige transmissões de rádio e televisão contra Cuba, país ao qual submete ao mais longo bloqueio econômico, financeiro e comercial da história.

***

Governo estadunidense persiste em desestabilizar Cuba

O Ministério do Exterior de Cuba declarou que as recentes revelações sobre o plano do governo dos Estados Unidos, de criar um “Twitter cubano” com fins de desestabilização, demonstra que Washington persiste em seus planos subversivos contra a Ilha.

Segundo revelou a agência informativa norte-americana Associated Press (AP), o plano do governo estadunidense de criar uma rede de comunicações a qual chamaram Zunzuneo foi levado a cabo com o propósito de ganhar popularidade entre os jovens cubanos para depois empurrá-los para a dissidência.

A julgar pelas investigações realizadas pela AP, esse plano para prejudicar as autoridades da Ilha foi promovido pela Agência dos Estados Unidos para a Assistência Internacional (Usaid), empresa de fachada constituída secretamente e financiada por bancos estrangeiros.

Uma declaração da Diretora Geral dos Estados Unidos, do Ministério de Relações Exteriores, Josefina Vidal, destaca a esse respeito que a informação contida no artigo da agência norte-americana AP confirma as reiteradas denúncias do governo cubano.

“Demonstra-se, mais uma vez, que o governo dos Estados Unidos não tem renunciado aos seus planos subversivos contra Cuba, que têm como propósito criar situações de desestabilização no país para provocar mudanças em nosso ordenamento político e ao qual continua dedicando orçamentos multimilionários a cada ano”; denuncia a declaração.

Também reitera que “o governo dos Estados Unidos deve respeitar o Direito Internacional e os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e, portanto, cessar suas ações ilegais e encobertas contra Cuba, que são rechaçadas pelo povo cubano e pela opinião pública internacional”.

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Cuba aceita proposta da UE para abrir negociação de diálogo político

9 de março de 2014
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Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba.

Acordo pode significar fim de políticas unilaterais do bloco europeu sobre cubanos.

Via Opera Mundi

Cuba comunicou na quinta-feira, dia 6, à União Europeia que recebeu com “satisfação” e aceitou a proposta do bloco para abrir negociação de diálogo político e cooperação, segundo anunciou em Havana o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez.

“Cuba acolhe com satisfação a proposta de 10 de fevereiro da alta representante [da UE, Catherine Ashton], que significa o fim das políticas unilaterais da União Europeia sobre Cuba e aceita o início de negociações a respeito”, disse o chanceler cubano em entrevista coletiva.

A negociação sobre o acordo começou no mês passado, quando os ministros de Assuntos Exteriores dos 28 estados-membros da União Europeia iniciaram a discussão para um tratado político, social e econômico com Havana.

Na prática, o acordo termina com a Política Comum Europeia em relação à Ilha, aprovada em 1996, e que restringia qualquer negociação com o governo cubano a avanços no campo dos direitos humanos dentro da Ilha. Esta política foi promovida pelo então presidente da Espanha, José Maria Aznar, e, na época, já era duramente criticada por diversos setores da sociedade espanhola.

Beto Almeida: O porto de Mariel, Brasil, Cuba e o socialismo

31 de janeiro de 2014

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Com Mariel, Brasil rompe concretamente o bloqueio imperialista contra Cuba, disse o marinheiro aposentado Jorge Luis, que já esteve em portos brasileiros.

Beto Almeida, de Havana, via Carta Maior

Tem sido extremamente educativo registrar, aqui em Havana, a reação do povo cubano diante da inauguração do Porto de Mariel. Expressando um elevado nível cultural, uma mirada política aprofundada sobre os fenômenos destes tempos, especialmente sobre a Reunião de Cúpula da Celac que se realiza por estes dias aqui na Ilha, tendo como meta central, a redução da pobreza, os cubanos revelam, nestas análises feitas com desembaraço e naturalidade, todo o esforço de 55 anos da Revolução Cubana feita na educação e na cultura deste povo.

Mariel, uma bofetada no bloqueio

Poderia citar muitas frases que colhi ao acaso, conversando com os mais diversos segmentos sociais, faixas etárias distintas, etc., mas, uma delas, merece ser difundida amplamente. O marinheiro aposentado Jorge Luis, que já esteve nos portos de Santos e Rio de Janeiro, que vibra com o samba carioca, foi agudo na sua avaliação sobre o significado da parceria do Brasil com Cuba para construir o Complexo Portuário de Mariel. “Com Mariel, Brasil rompe concretamente o bloqueio imperialista contra Cuba”, disse. E adverte: “Jamais os imperialistas vão perdoar Lula e Dilma”. Ele não disse, mas, no contexto do diálogo com este marinheiro negro, atento ao noticiário de televisão, leitor diário de jornal, informado sobre o que ocorre no Brasil e no mundo, estava subentendido, por sua expressão facial, que ficava muito claro porque Dilma é alvo de espionagem dos EUA.

O tom da cobertura do oposicionismo impresso brasileiro, pré-pago, à inauguração do Porto de Mariel, não surpreende pela escassa informação que apresenta, muito menos pela abundante insinuação de que tratar-se-ia apenas de um gasto sem sentido, indefensável, indevido. Ademais, sobram os rançosos preconceitos de sempre, afirmando que o Brasil estaria financiando a “ditadura comunista”, tal como este oposicionismo chegou a mencionar que seria esta a única razão para empreender um programa como o Mais Médicos, que salva vidas e que tem ampla aprovação da sociedade brasileira.

É necessário um jornalismo de integração

Informações objetivas sobre o significado e a transcendência do Complexo Portuário de Mariel certamente faltarão ao povo brasileiro. Primeiramente, porque o oposicionismo midiático não permitirá sua difusão, numa evidente prática de censura. E, por outro lado, nem o PT ou as forças que sustentam politicamente o governo Dilma e estas iniciativas robustas da política externa brasileira, com tangíveis repercussões sobre a economia brasileira, possuem uma mídia própria para esclarecer o significado de Mariel, ante um provável dilúvio de desinformações sobre a sociedade brasileira.

Primeiramente, deve-se informar que o financiamento feito pelo BNDES, algo em torno de um bilhão reais na primeira fase, não se trata de uma doação a Cuba. É um empréstimo, que será pago. As relações bilaterais Brasil-Cuba registram crescimento contínuo nos últimos anos.

Além disso, está condicionado à contratação de bens e serviços na economia brasileira, além de envolver cerca de 400 empresas, sendo, portanto, um dos fatores a mais que explicam porque há contínua expansão no mercado de trabalho brasileiro, com uma taxa de desemprego das mais baixas de sua história. Ao contrário do que ocorre, por exemplo, na Europa, onde aumenta o desemprego e há eliminação de direitos trabalhistas e sociais conquistados décadas atrás.

Dinamização das forças produtivas

Além disso, Mariel vai ser – por enquanto, Dilma inaugurou apenas a primeira fase – o maior porto do Caribe, com capacidade para atracar navios de calado superior a 18 metros, e também, podendo movimentar mais de 1 milhão de contêineres por ano. Terá um impacto especial para o comércio marítimo também direcionado ao Pacífico, via Canal de Panamá. Para isto, vale lembrar da importância da participação da China, crescente, na economia latino-americana, em especial com o Brasil. Tanto o gigante asiático como empresas brasileiras, já manifestaram interesse em instalarem-se na Zona Econômica Especial a ser implantada em Mariel, onde também já foi construída uma rodovia moderna, estando em construção, uma ferrovia.

De alguma maneira, Havana retoma uma posição de destaque no comércio marítimo internacional, pois já foi o maior porto da América Latina, ponto de conexão de várias rotas, tendo sido, por isso mesmo, uma cidade com mais de 70 por cento de habitantes portugueses, quando Portugal era um grande protagonista na marinha mercante internacional. Havana já teve, também, uma das maiores indústrias navais do mundo.

Cuba sempre impulsionou a integração

O tirocínio do marinheiro negro Jorge Luis é perfeito. Depois de suportar décadas de um bloqueio que impediu os cubanos a compra de uma simples aspirina no maior e mais próximo mercado do mundo, os EUA, a Revolução Cubana, tendo resistido a ventos e tempestades, sobretudo às agressões imperialistas, soube preparar-se para esta nova etapa da história, simbolizada pela existência de uma Celac que vai se consolidando, pouco a pouco. Não sem enfrentar ações desestabilizadoras, lançadas contra os países mais empenhados na integração regional latino-americana, como Venezuela, Bolívia, Equador, e, também, pelas evidentes ações hostis contra Brasil e Argentina. Cuba investiu parte de seus modestos recursos na solidariedade internacional. Seja no envio de 400 mil homens e mulheres para derrotar o exército racista da África do Sul que havia invadido Angola, como também para promover, em vários quadrantes, com o envio de professores, métodos pedagógicos, médicos e vacinas, a eliminação do analfabetismo e o salvamento generalizado de vidas. É o caso, por exemplo, do programa Mais Médicos, não por acaso tão injustamente desprezado pela oligarquia midiática, que vocaliza os laboratórios farmacêuticos multinacionais.

Como defender que salvar vidas merece desprezo?

É certo que todas as economias caribenhas e latino-americanas serão dinamizadas com a entrada em funcionamento do Porto de Mariel, gerando mais empregos, possibilitando novas opções comerciais. É emblemático que China esteja firmando um acordo estratégico de cooperação com a Celac. Para uma economia cercada de restrições, sem capacidade de investimentos, sem engenharia nacional para fazer esta obra por conta própria, o Porto de Mariel, é um imenso descortinar de possibilidades para Cuba. Os gigantescos navios chineses, de uma China que consolida sua posição como a segunda potência comercial mundial, não podiam mais aportar no velho Porto de Havana, o que resultava numa limitação operacional e logística, com impactos econômicos negativos de grande monta. O Porto de Havana será readaptado para o turismo e a economia cubana, no seu conjunto, recebe, com Mariel um enorme impulso para a dinamização de suas forças produtivas. A atendente do hotel onde estou instalado me confessava hoje o interesse de ir trabalhar em Mariel, porque, segundo disse, o futuro está por ali e são empregos mais promissores.

Mariel e seus impactos internacionais

Realmente, para um economia que perdeu a parceria que tinha com a União Soviética, que resistiu durante o período especial com as adaptações inevitáveis para salvar o essencial das conquistas da Revolução, o que Mariel significará é de extraordinária relevância. E é exatamente na dinamização das forças produtivas da Revolução Cubana que se localizam as chaves para muitas portas que podem ser abertas para uma maior dedicação de meios, recursos e iniciativas visando a integração latino-americana. E, neste quebra-cabeças, a política estratégica implantada por Lula, continuada por Dilma, é, inequivocamente, muito decisiva. Que outro país poderia fazer um financiamento deste porte para a construção de Mariel?

Por último, pode ser muito útil uma reflexão sobre os diversos pensadores, formuladores e também executores de políticas de integração. Desde Martí, aquele analisou a importância da “nossa Grécia”, numa referência ao significado da civilização Inca, mas que também formulou o conceito de Nuestra América, até chegando ao pensamento de Getúlio Vargas, criador do BNDES, o banco estatal de fomento que está financiando a construção do Porto de Mariel, uma estupenda ferramenta integradora. Tudo converge para a abertura de uma nova avenida para dar trânsito à integração. Seja pela sabedoria dos povos da região que estão sabendo apoiar, com o seu voto, os governos que mais impulsionam estas políticas, seja pelos avanços concretos que estas políticas integradoras têm registrados, apesar da insistência nada profissional do jornalismo de desintegração em reduzir tudo a zero.

Futuro socialista

A força e a necessidade histórica das ideias se vêm comprovadas nesta inauguração da primeira etapa do Porto de Mariel, em plena reunião da Celac, sem a presença de Estados Unidos e Canadá, patrocinadores históricos da desintegração entre os povos. A simbologia da justeza histórica do pensamento martiniano, nos permite, agora, afirmar, também, que José Martí é um dos autores intelectuais de Mariel. E, retomando o otimismo realista do marinheiro Jorge Luis, constatamos que a dinamização das forças produtivas da Revolução Cubana que a parceria entre Cuba e Brasil possibilita, foi estampada na frase final do discurso do presidente cubano, General Raul Castro: “Mariel e a poderosa infraestrutura que o acompanha são uma mostra concreta do otimismo e da confiança com que os cubamos olham o futuro socialista e próspero da Pátria”. O marinheiro negro captou o significado essencial destes dias. Não por acaso, a Marcha das Tochas, que celebra com chamas que não se apagam, as ideias de Martí, em seu aniversário, ontem – com mais de 500 mil manifestantes, maioria esmagadora de jovens – teve, na primeira fila, além de Raul, os presidentes Evo Morales, Nicolas Maduro, Pepe Mujica, Daniel Ortega. As ideias de Martí, materializadas nestes avanços produtivos e integradores, como Mariel, vão iluminando o futuro socialista de Cuba e, com isto, da integração latino-americana.

Beto Almeida, de Havana, é membro do Diretório da Telesur.


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