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De rabo preso com a corrupção: Berzoini critica blindagem da Folha a Alckmin

29 de julho de 2013

Alckmin02Deputado federal Ricardo Berzoini (PT/SP) questiona publicação de reportagem sobre propinoduto no Metrô paulista na editoria Cotidiano da Folha de S.Paulo na segunda-feira, dia 29, e observa que o texto “não cita o nome de ninguém do governo tucano”. Em suas últimas duas edições, a revista IstoÉ deixou clara a participação dos governos Geraldo Alckmin, José Serra e Mário Covas no esquema de superfaturamento de obras e propina: “Nunca vi nada igual! Rabo preso com o PSDB?”, questiona o parlamentar.

Via Brasil 247 e lido no CNN

A Folha de S.Paulo, primeira a noticiar o esquema de superfaturamento e propina em obras do Metrô paulista, a partir do caso Siemens, voltou ao assunto na segunda-feira, dia 29. Mas como bem observou o deputado federal Ricardo Berzoini (PT/SP), o jornal publicou sua reportagem sobre o caso na editoria Cotidiano, em vez de “Poder”, e sem citar qualquer participação dos governos tucanos do Estado de São Paulo.

Folha noticia caso do superfaturamento do Metrô de São Paulo na editoria de Cotidiano! E não cita o nome de ninguém do governo tucano”, escreveu o parlamentar em sua conta no Twitter na manhã de segunda-feira, dia 29. “Nunca vi nada igual! Rabo preso com o PSDB?”, questionou ainda Berzoini. Como noticiou o 247 no último sábado, dia 27, a Folha que, curiosamente, iniciou a divulgação do caso, havia tirado seu time de campo, sem mais voltar ao tema.

Na reportagem de hoje, o jornal da família Frias noticia que a Siemens, empresa que delatou um esquema de cartel da qual fazia parte, irá devolver aos cofres públicos o dinheiro das licitações pelas quais foi beneficiada. A multinacional alemã admitiu devolver parte do valor que teria sido superfaturado no fornecimento de equipamentos em São Paulo. Na segunda matéria sobre o caso, assinada pela jornalista Cátia Seabra, o veículo também não cita o nome do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Conforme mostraram as duas últimas reportagens de capa da revista IstoÉ, o esquema de superfaturamento e propina nas obras do metrô e dos trens metropolitanos, segundo o depoimento de um ex-funcionário da Siemens, tinha a participação de autoridades dos governos estaduais, que também eram beneficiados. Segundo a IstoÉ, foram desviados R$50 milhões nos governos de Alckmin, mas também de José Serra e Mario Covas. O atual governador será até alvo de uma ação de improbidade.

Na segunda reportagem sobre o caso, a revista informa, com base em documentos aos quais teve acesso, que houve superfaturamento de no mínimo R$425 milhões no metrô paulista durante os sucessivos governos do PSDB nos últimos 20 anos, esquema que contou com a participação de autoridades e servidores públicos. Voltando às questões feitas pelo 247 no sábado, dia 27, por que então a Folha sequer citou o nome de um dos três governadores? E por que Geraldo Alckmin está sendo blindado pela grande imprensa?

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O feito extraordinário de Alckmin

29 de julho de 2013

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Via Crônicas do Motta

O governador Geraldo Alckmin é um caso raro de político. Ele é daqueles que preferem se afastar do povo, das manchetes dos jornais e das luzes das câmeras. Ele é daqueles que se sentem mais à vontade no anonimato, que não dão a mínima para o reconhecimento público.

Conservador até o mais fundo da alma, Geraldo cresceu se apoiando no sentimento também extremamente reacionário de grande parte do eleitorado paulista. Esse seu perfil ideológico, claro, sempre agradou à chamada “elite” estadual, nela incluída o patronato dos meios de comunicação, que sempre lhe foram extremamente simpáticos. Assim, na moita, quietinho, Geraldo foi fazendo sua vida, conquistando mais poder para si e seu grupo.

Dessa forma, a constatação de que seu governo é aprovado por apenas 26% do eleitorado, como mostra a pesquisa da CNI, é surpreendente, pois não há um jornal, uma estação de rádio ou de televisão, nem mesmo nenhum portal da internet que fale mal dele, que sequer acompanhe os atos de seu governo.

Geraldo é inteiramente blindado pela imprensa, pelos tais “formadores” de opinião pública. E mesmo assim amarga uma desaprovação dessas!

É um caso para se estudar.

Dá para entender por que o governador do Rio, Sérgio Cabral, ficou na rabeira das avaliações – não há um santo dia em que não se fale mal dele.

Também dá para entender a queda da popularidade da presidenta Dilma, também alvo de uma ferocidade única da turma que quer a volta do modelo Casa Grande & Senzala para o País.

No caso de Geraldo, porém, nada disso acontece. O sujeito é poupado de qualquer crítica pela mídia, não se faz nenhum reparo a nenhuma medida que toma ou deixa de tomar, a mídia inteira age como se tivesse obrigação de soltar press releases e não notícias sobre o seu governo. E mesmo assim menos de um terço do eleitorado o apoia…

Convenhamos, é preciso ser muito, mas muito sem carisma, sem apelo, sem liderança – é preciso ser um político muito ruim para conseguir esse feito!

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O cinismo de quem blindou o mensalão tucano

1 de agosto de 2012

Helena Sthephanowitz, via Rede Brasil Atual

Prevendo a absolvição em massa no julgamento do chamado “mensalão”, por falta de provas e porque inventaram versões fantasiosas, a começar com um inexistente esquema de compra de votos, os parlamentares demotucanos mais salientes que atuaram na CPI dos Correios, procuram apagar sua imagem de conspiradores golpistas e incompetentes.

Deu no Estadão:

“Opositores do governo Luiz Inácio Lula da Silva que integraram a CPI dos Correios afirmam que a principal lacuna deixada tanto pelas investigações no Congresso Nacional quanto na denúncia da Procuradoria-Geral da República que será analisada pelo Supremo Tribunal Federal é o destino de parte do dinheiro que passou pelo chamado Valerioduto.

[…]

“A denúncia que será avaliada pelos ministros do STF a partir de 2 de agosto afirma que as contas das agências do empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza receberam mais de R$100 milhões de diversas fontes, entre elas desvios de verba de contratos com órgãos públicos. Os pagamentos realizados a parlamentares e ao publicitário Duda Mendonça, no entanto, não chegam a R$15 milhões.

[…]

“Retiraram toda a possibilidade de irmos atrás do destino do dinheiro”, disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM/RS), integrante da CPI dos Correios…

[…]

“Foi feita uma blindagem geral aos principais petistas que apareceram ao longo das investigações”, resumiu o deputado ACM Neto (DEM/BA), que foi sub-relator da CPI dos Correios.”

Ora, quanto cinismo. Os petistas tiveram a vida devassada à exaustão. E a CPI começou a ser boicotada quando não havia mais nada a investigar sobre o PT e o rumo começou a apontar para demotucanos. Algumas coisas que foram engavetadas na CPI:

● a investigação sobre os contratos suspeitos das empresas de Marcos Valério com o governo de Minas, sob a gestão de Aécio Neves;

● o dinheiro de empresas privatizadas ligadas à privataria tucana, como a Telemig celular;

● o próprio mensalão tucano, no governo de Eduardo Azeredo, não foi aprofundado na CPI dos Correios. Quem aprofundou a investigação foi o Ministério Público Federal;

● os contratos sob o primeiro governo Marconi Perillo (PSDB/GO) que também foi cliente das mesmas empresas de publicidade;

● os contratos com o então governo de Joaquim Roriz, no Distrito Federal, que na época era da ala do PMDB aliada do PSDB e do DEM;

● o caso Fundacentro, com contratos suspeitos com as mesmas empresas, no âmbito do Ministério do Trabalho do governo FHC, quando comandado por tucanos mineiros. Inclusive o atual governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), foi secretário-executivo da pasta;

● os contratos suspeitos da TELESP (quando ainda era estatal, sob direção tucana), com aquelas mesmas empresas de publicidade;

● a operação de blindagem tucana impedindo qualquer investigação sobre a lista de Furnas.

É mais uma mostra do que a grande mídia deve aprontar quando começar o julgamento no STF.


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