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Beto Richa passa trote nos paranaenses

5 de fevereiro de 2013

Beto_Richa01Por meio de uma ligação eletrônica, Richa afirma que baixou a conta de luz em 18%. É muito cara dura.

Esmael Morais em seu blog

Leitores deste blog reclamam que estão sendo vítimas de trote passado pelo governador Beto Richa (PSDB). Em campanha pela reeleição, o tucano está ligando para as casas dos paranaenses dizendo que baixou a conta de luz em 18%.

“O governo do Paraná tem uma boa notícia para você: a sua conta de luz vai ficar 18% mais barata.”

O diabo é que até a famosa calçada de granito do luxuoso bairro do Batel sabe que Richa e os governadores tucanos de São Paulo e Minas Gerais foram contra a redução da tarifa de energia.

Dona Dilma Rousseff fez a conta de luz baratear, mas é Beto Richa quem leva a boa notícia…

O mesmo expediente o tucano usa na inauguração de unidades habitacionais do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que no estado se chama “Morar Bem Paraná”. Ou seja, Dilma paga a conta, mas é Richa quem fatura politicamente.

É mole ou quer mais?

O soco de Dilma no queixo tucano

7 de dezembro de 2012
Dilma Rousseff durante o Encontro Nacional da Indústria.

Dilma Rousseff durante o Encontro Nacional da Indústria.

Miguel do Rosário em seu O Cafezinho

A presidente Dilma conseguiu aplicar poderoso jab no queixo do PSDB, na quarta-feira, dia 5. Seu plano para reduzir o preço da energia foi aceito pela maioria das empresas do setor, com exceção das três controladas por governadores tucanos. Não vou entrar no mérito da MP, que alguns engenheiros acusam de ser nociva à saúde das estatais. Em termos de embate político, contudo, Dilma deu um drible nos adversários que devem tê-los deixado com a cara de quem passou algumas horas discutindo com Mike Tyson. A medida, que é populista na acepção positiva do termo, ganhou apoio, naturalmente, dos que mais vão lucrar com ela: os industriais.

Confira esse trecho de matéria publicada hoje no site do Estadão:

“Vamos realizar uma das ações mais importantes para reduzir o custo de produção do Brasil, a redução das tarifas de energia elétrica”, disse a presidente, sob muitos aplausos, em discurso na abertura do 7º Encontro Nacional da Indústria (Enai), em Brasília.

A presidenta, que já tem a seu lado o povão, via Lula – que conquistou a classe média com seu jeitão de gerente séria, exigente e implacável com “malfeitos” – agora se tornou o xodó dos industriais. O PIB pode estar meia-bomba, mas:

● Juros e spreads caíram.

● Dólar subiu.

● Hoje o Guido Mantega liberou mais R$100 bilhões para empresas investirem.

● Preço da energia pode vir a registrar uma saudável queda a partir de 2013.

Nada disso significa que os problemas acabarão. O mundo hoje é terrivelmente competitivo e há empresas que, infelizmente, vão quebrar mesmo com juros, câmbio, crédito e energia em situação mais favorável. No mínimo, porém, as medidas do governo amenizam a crise e retardam um pouco o fechamento de alguns negócios. Note que estou tentando ver a coisa pelo lado negativo, por precaução.

Até mesmo o plano para baratear a energia, ainda vai depender de fatores imponderáveis, inclusive a quantidade de chuvas nos próximos meses. Tomara que dê certo, e que a gente receba uma conta mais amiga no ano que vem.

O que gostaria de comentar é a armadilha em que tropeçou o PSDB. Os tucanos estão queimados com o povão, por seu estilo aristocrático e pedante. A classe média, mesmo festejando o julgamento do “mensalão” e atribuindo a Joaquim Barbosa qualidades de herói de revista em quadrinho, foi seduzida pela presidenta. E agora, os donos da indústria, estarrecidos em face da decisão dos governos de Minas, São Paulo e Paraná, de não aderir ao plano federal para reduzir os custos da energia, olham para o partido com um sentimento misto de raiva, pena e decepção.

Leia esse trecho de nota publicada hoje [5/12] no site da Fiesp:

De acordo com Paulo Skaf, estatais (Cemig, Copel e Cesp) que se recusam a aderir ao desconto vão ter de arcar com as consequências de frustrar os brasileiros.

Para os tucanos, portanto, sobrou apenas a mídia, que parece cada vez mais biruta em sua cruzada contra o presidente Lula.

Quando achamos que a mídia atingiu o ápice da histeria antipetista, que ela chegou ao fundo do poço, eis que topamos com um novo alçapão.

Merval Pereira se tornou uma espécie de caricatura de si mesmo. Vai vendo só o título da sua coluna de hoje:

Merval09_Jornal

A sisudez novecentista de Merval, porém, não evita que ele abrace alegremente, como de resto toda a grande mídia, a baixa fofoca política:

Agora mesmo temos o exemplo da Polícia Federal agindo de maneira autônoma e investigando nada mais nada menos que a chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, tida por todos como “a namorada do Lula”.

Não se espante com o elogio de Merval à Polícia Federal. Mais adiante ele explicará que o aprimoramento da PF não deve ser atribuído à Lula, e sim à Constituição de 88!

Algo me diz que a tática de explorar a vida pessoal do presidente dará resultados opostos àqueles esperados pela oposição midiática: Lula vai ganhar ainda mais carisma.

Entretanto, não deixa de ser lamentável que as pessoas acreditem em histórias sem pé nem cabeça como essa do Garotinho, de que Rosemary Noronha saltou do avião presidencial, na cidade do Porto, num voo em que também estava Lula, e registrou junto às autoridades locais uma mala com mais de €25 milhões. Concordo com o Rovai, de que Lula deveria processar Garotinho.

Inconsistências da história:

1. Não cabem €25 milhões numa “mala diplomática”. Rose teria de saltar do avião carregando um carro forte.

2. Se Lula e Rose quisessem roubar dinheiro fariam uma transferência eletrônica.

3. Qual o sentido em registrar, na alfândega do país da União Europeia, onde há rígidas leis contra crimes financeiros, uma quantia de dinheiro de origem ilegal.

Francamente, já se mentiu melhor…

De resto, o artigo de Merval, assim como o editorial do Globo hoje [5/12], tem como objetivo defender Fux de si mesmo. A agoniada retórica do colunista para blindar o ministro e atribuir sua entrevista desastrada à Mônica Bergamo a uma tentativa de se blindar contra fofocas petistas, revela o grau de engajamento da mídia em proteger seus “aliados”.

A sabotagem da redução do preço da energia explica crise do PSDB

6 de dezembro de 2012
_Anastasia_Beto_Richa, Alckmin e Anastasia: os inimigos do povo brasileiro.

Beto Richa, Alckmin e Anastasia: os inimigos do povo brasileiro.

Eduardo Guimarães em seu Blog da Cidadania

De 2003 para cá, eleição após eleição a oposição ao governo federal vem minguando em termos de representação parlamentar no Congresso Nacional e do eleitorado que governa. O caso mais grave é o do DEM, que está à beira da extinção, mas o PSDB também tem perdido apoio da sociedade, tendo hoje menos da metade do tamanho que tinha há uma década.

Nas eleições deste ano, enquanto o PT cresceu em número de prefeituras, de vereadores e de munícipes governados, a oposição diminuiu. Inclusive vêm surgindo especulações sobre fusão de PSDB, DEM e PPS, de forma a evitar que se tornem partidos “nanicos”.

Não há melhor explicação para esse fenômeno do que a atitude inexplicável de três governadores do PSDB que tentam sabotar iniciativa do governo Dilma Rousseff que poderia reduzir fortemente o valor das contas de luz de empresas e de pessoas físicas.

A queda no preço da luz poderá ser bem menor do que os 16,2% previstos pela presidente Dilma em setembro, quando anunciou a redução das tarifas.

As populações e as empresas de São Paulo, Minas Gerais e Paraná serão as únicas do país que não irão se beneficiar do programa federal de redução das contas de luz porque os governadores tucanos Geraldo Alckmin, Antônio Anastasia e Beto Richa estão sabotando abertamente a iniciativa da presidente Dilma Rousseff.

As empresas Cesp, Cemig e Copel, sob controle do PSDB de São Paulo, de Minas Gerais e do Paraná optaram por não prorrogar os contratos de suas hidrelétricas nos moldes propostos pela União.

O mais grave é que, do total de geradoras, 60% aderiram ao plano de Dilma. Todas as nove empresas de transmissão aceitaram renovar agora as concessões que venceriam entre 2015 e 2017.

Leia, abaixo, trecho de matéria da Folha de S.Paulo de quarta-feira, dia 5:

“O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que a opção de Cesp, Cemig e Copel – estatais de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, estados administrados pelo PSDB, principal partido de oposição ao governo federal – pune também a população desses estados e que as companhias olharam apenas para o curto prazo.

Elas estão causando diretamente o impacto de não atingir os 20,2%. Estão sendo penalizadas as populações de São Paulo, Minas Gerais e Paraná pela decisão que essas empresas tomaram de não aceitar essas regras”, afirmou Zimmermann.

Se fosse preciso encontrar uma explicação para a débâcle oposicionista na última década, ela se resumiria a esse episódio inacreditável. Vejam que, de Norte a Sul, de Leste a Oeste do país, só as empresas geradoras de energia controladas pelo PSDB foram de encontro ao programa do governo federal.

Fica fácil entender que os governadores tucanos acham que podem impedir que o povo e os empresários dos Estados que governam fiquem sabendo que a promessa de Dilma não se concretizou nesses Estados porque eles sabotaram o programa que a materializaria.

Não é à toa que São Paulo, Minas Gerais e Paraná são Estados em que a vida vem piorando enquanto, no resto do Brasil, melhora a cada ano. Todos os principais programas federais que têm impacto direto junto à população vêm sendo bloqueados.

Em São Paulo, particularmente, governadores como Geraldo Alckmin e José Serra rejeitaram programas federais para a Segurança Pública, para a Saúde, para a Educação, só para evitar que a logomarca do governo federal figurasse nesses programas.

Confiando na aliança com grandes grupos de comunicação, o PSDB e o DEM vêm prejudicando as populações dos Estados e Municípios que governam por razões puramente eleitoreiras. Porém, como se viu na recente eleição no maior colégio eleitoral do país (São Paulo), essas populações já começam a entender que esses partidos são nefastos para o país.

Briga no ninho: Os tucanos Álvaro Dias e Beto Richa trocam acusações depois da derrota do PSDB/PR

8 de outubro de 2012

Dias critica apoio do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), ao prefeito Luciano Ducci (PSB), que não passou nem para o 2º turno: “É vexaminoso, deprimente, humilhante [perder já no primeiro turno].” Segundo Dias, Richa fortaleceu o projeto nacional do PT.

Via Brasil 247

A derrota do prefeito Luciano Ducci (PSB) na tentativa de reeleição em Curitiba expôs as feridas abertas no PSDB do Paraná. Em entrevista ao portal UOL, o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) disparou contra o governador do Estado, Beto Richa (PSDB), que abriu mão de uma candidatura tucana para apoiar Ducci. “Foi um castigo rotundo, como diria Leonel Brizola. E merecido”, disse Dias, referindo-se à derrota de Ducci para Gustavo Fruet (PDT), que deixou o PSDB no ano passado por ter sido preterido por Richa para a eleição deste ano.

“É vexaminoso, deprimente, humilhante [perder já no 1º turno]. Não tinha visto, até então, um candidato a reeleição ficar de fora do 2º turno. O pessoal que comanda o PSDB precisa entender esse recado”, criticou o senador, mirando em Richa, com quem disputou a indicação do partido para concorrer ao governo do Paraná em 2010 – os dois não se batem desde então. Dias aproveitou para acusar o governador do Paraná de “fortalecer o projeto nacional da [presidente] Dilma [Rousseff]”.

Dias ainda disse que Richa não é um “homem de partido. Ele não agiu na defesa do projeto nacional do PSDB. Todos os palanques foram montados para fortalecer a base aliada [de Dilma]”, diz o senador, segundo quem o PSDB do Paraná se tornou um partido dominado pela figura de seu principal líder, Richa. Dias destacou que Richa já traça a estratégia para buscar a reeleição, daqui a dois anos. O problema é que o governador não terá, por um erro de cálculo, a capital do Paraná como apoio.

Richa e líderes do PSDB estadual argumentaram, na segunda-feira, dia 8, que o partido foi o maior vencedor das eleições no estado, somando 78 prefeituras. “Mas são todos pequenos”, rebate Dias. “Só Curitiba soma mais eleitores que todos eles. Nas maiores cidades do estado, Richa abriu mão de candidaturas próprias para apoiar candidatos de partidos de apoio da presidente. Ao PSDB, reservou-se os municípios menores”, observa.

“Assim, temos um caso raro de partido que chegou ao governo do estado e, em vez de engordar, emagreceu”, concluiu o senador.

Nota do Limpinho: No Twitter, Paulo Cezar Pereio saiu com essa: “Desesperado, Álvaro Dias ataca Beto Richa e o PSDB do Paraná pela derrota em Curitiba. Mais botox e força na peruca!”


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